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Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

27
Fev19

O "complicómetro"...


Sabem aqueles dias em que todas as nossas certezas se desvanecem e nos deixamos consumir pela incerteza?!... (quem nunca foi "brindado" com um destes dias?...)

A dúvida instala-se e leva-nos a questionar, até, o propósito da nossa existência... damos voltas e mais voltas, pensamos, reflectimos, analisamos a (nossa) realidade de todos os ângulos possíveis e imaginários (e... até inventamos perspectivas novas, que só a nossa mente fértil e rebuscada reconhece...)... depois de muito tempo, suor e lágrimas dedicados a esta tarefa hercúlea... chegamos (inevitavelmente) à brilhante conclusão de que tínhamos, inadvertidamente, ligado o "complicómetro"... e... respiramos de alívio... porque, afinal, a vida REAL não é assim tão complexa e intrincada (quanto a nossa mente fez supor)!!!

 

(quando a "coisa" se complicar, não se esqueçam de verificar se têm o vosso "complicómetro" ligado... às vezes, basta clicar no off e tudo melhora como que por magia... verdade?!...)

26
Fev19

"Órfãos de idade"


Há cerca de 6 anos, a TVI emitiu uma reportagem intitulada “órfãos de idade”, da autoria da jornalista Alexandra Borges, que retratava a triste e humilhante situação em que se encontravam muitos idosos residentes em “lares” clandestinos que proliferam, sem qualquer controlo, pelo país fora. 

 

Hoje será apresentado o livro "Maus-Tratos a Pessoas Idosas", que reúne trabalho de vários autores e inclui vários temas (a tipologia dos maus tratos, estratégias de prevenção, detecção e intervenção, violência em contexto familiar e institucional, envelhecimento das pessoas com deficiência até ao suicídio nos mais idosos).

 

O tempo passa e, infelizmente, o fenómeno perdura...

 

O contexto actual, caracterizado por uma evidente fragilidade económica, que abrange várias franjas da sociedade, onde muitas famílias sobrevivem no limiar da pobreza, associado a uma profunda crise de valores, em que a importância atribuída aos bens materiais prevalece sobre o valor intrínseco do capital humano, potencia e amplia as situações de abandono e negligência.

 

A maioria dos idosos aufere pensões de miséria que os impede de viver condignamente e lhes restringe o acesso a cuidados de saúde e a bens essenciais. Muitos não têm qualquer suporte familiar, outros têm família que, apesar de demonstrar interesse e preocupação em lhes proporcionar bem-estar, se revela incapaz para lhes prestar os cuidados que eles necessitam e merecem, outros, ainda, têm famílias negligentes e criminosas que os maltratam (impunemente), que os mantêm subjugados e prisioneiros no seu próprio lar ou os abandonam em instituições de saúde.

 

Infelizmente, para muitos, o velho é aquela peça de mobiliário que passou de moda, que já não encaixa na decoração, por isso é colocado no “depósito”, que é o espelho de muitos lares, sobretudo os clandestinos, que florescem pelo país fora com a conivência dos familiares que, muitas vezes, se vêem obrigados a recorrer a estas “instituições” por falta de alternativa (longas listas de espera nas misericórdias ou carência económica que os impossibilita de aceder a lugares condignos) ou, pura e simplesmente, porque se querem livrar, a qualquer custo, do “estorvo” que têm lá em casa.

 

A intervenção da Segurança Social também deixa muito a desejar, resumindo-se, na maioria das vezes, a “acções de show off” que não dão resposta efectiva às necessidades das pessoas. Encerrar o lar, por si, só não resolve o problema, é preciso assegurar que os idosos são alojados em locais condignos com apoio adequado às suas necessidades. Infelizmente, o que acontece, inúmeras vezes, é que o idoso é entregue à família que não pode ou não quer cuidá-lo e que o abandona, de imediato, numa instituição de saúde.

 

Muitos idosos são condenados a uma morte (lenta e penosa) ainda em vida, votados ao esquecimento e ao abandono, sofrendo maus tratos psicológicos e, até mesmo, agressões físicas.

 

Os idosos são considerados improdutivos e consumidores de recursos, não constituindo, por isso, um valor acrescentado para a sociedade. A visão redutora e negativa do papel do idoso na sociedade parece encontrar fundamento e substrato no facto de se considerar uma pessoa com 50 anos demasiado velha para trabalhar (poucos são aqueles que ousam contratar um desempregado com idade superior a 50 anos).

 

Todos nós, certamente, ao longo do nosso percurso de vida, já tivemos conhecimento de alguma situação de maus-tratos a idosos, nomeadamente, revestida sob a forma de abandono, violência verbal ou, até mesmo, física… mas, quantos de nós, fingiram não perceber, decidiram ignorar, preferiram não se envolver, alegando que “isto não me diz respeito”, “trata-se de um problema cuja resolução não depende de mim”… a verdade é que, esta é uma situação que, diz respeito a TODOS nós, enquanto cidadãos e, por isso, temos a obrigação e o dever moral de nos envolver e pugnar para que esta cruel realidade se altere profundamente, restituindo aos idosos o direito inalienável a serem tratados como PESSOAS, com respeito, dignidade e humanismo, comportamento expectável de um país que se afirma democrático e tolerante, subscritor da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

Compete ao governo implementar políticas efectivas de protecção social às pessoas idosas.

 

É função das escolas educar as gerações mais jovens, promovendo a tolerância e o respeito pelos idosos e o reconhecimento da mais-valia que o seu saber acumulado representa.

 

Também os profissionais de saúde têm um papel importante a desempenhar que consiste em educar/informar sobre o processo de envelhecimento, explicando às famílias que é um acontecimento natural e expectável, de evolução gradual, associado a dependência funcional e a declínio cognitivo, onde podem surgir, com alguma frequência, alterações comportamentais com marcado egocentrismo.

 

É preciso consciencializar a sociedade de que a evolução natural do ciclo vital culmina na velhice e que o envelhecimento é um fenómeno que atinge todas as pessoas (exceptuando as que morrem prematuramente devido a doença, acidente, etc.).

 

Uma sociedade que não respeita e não trata os seus velhos com dignidade e humanismo é uma sociedade desprovida de valores, uma sociedade sem futuro, condenada à “extinção”…

25
Fev19

No rescaldo dos óscares...


No rescaldo dos óscares... apresento-vos o meu (Óscar) favorito:

 

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Gostaria de partilhar um pequenino livro GENIAL... "um hino à VIDA!"... considero que é daqueles livros que todo o cidadão deveria ser "obrigado" a ler!...
 
"Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa" relata a amizade entre uma criança com leucemia e uma voluntária que o visita, assiduamente, na ala pediátrica do Hospital onde está internado. No decurso das conversas, ambos combinam que: «cada dia equivale a dez anos». A partir de então, o pequeno Óscar imagina que avança no tempo e que desfruta da vida nas suas diferentes idades. Cria um "Mundo paralelo" , tendo por base a cor dos sonhos e da fantasia, e desafia a morte com um olhar irreverente e comovente...
22
Fev19

O caminho da esperança


 

O caminho da esperança dá título a um livro da autoria de Stéphane Hessel e Edgar Morin, dois ilustres e geniais pensadores, que dispensam apresentações. Esta (pequena) obra literária notável (que, recomendo vivamente) constitui um apelo à mobilização cívica e ao exercício activo da cidadania.

Os autores começam por alertar para um facto incontornável: “Devemos tomar consciência de que a globalização é, ao mesmo tempo, o melhor e o pior que podia ter acontecido à humanidade. O melhor, porque todos os fragmentos da humanidade se tornaram, pela primeira vez, interdependentes, membros de uma comunidade. O pior, porque deu o tiro de partida para uma corrida desenfreada em direcção a catástrofes em série (…) se o progresso oferece prosperidade “à ocidental” a uma fracção da população mundial, produz também enormes zonas de miséria e segrega, em si, gigantescas desigualdades”.

No decurso do livro, os autores introduzem o conceito de “bem-viver” que, “pode parecer sinónimo de bem-estar, mas não é. O bem-viver, hoje em dia, deve incluir, sim, o bem-estar material, mas deve ser o contrário de uma concepção quantitativa que pensa conseguir bem-estar à custa do “sempre mais”, deve significar qualidade de vida, não quantidade de bens, e englobar, antes de mais, o bem-estar afectivo, psíquico e moral”.

É fundamental termos presente que: “a prosa da vida permite-nos sobreviver, mas viver é viver com poesia”.

21
Fev19

Pensar e agir positivamente


Todos os dias somos confrontados com notícias devastadoras e deprimentes. A abertura dos noticiários televisivos e as primeiras páginas dos jornais são preenchidas com notícias de catástrofes naturais, acidentes e todo o tipo de crimes, recheadas de imagens chocantes onde impera a violência e a perda de vidas humanas.
O que é um facto incontestável e incontornável é que este género de notícias desperta intensamente a atenção dos cidadãos. Lamentavelmente não vemos nas capas dos jornais, nem nos noticiários televisivos, referência a histórias (reais) de humanismo e solidariedade (que existem, felizmente). Na minha humilde opinião, estes assuntos é que deveriam prender a nossa atenção e fazer a manchete dos media, constituindo um exemplo positivo a seguir.

A nossa mente deveria focar-se no lado positivo da vida, nos fenómenos relacionados com o bem-estar dos cidadãos, nas atitudes altruístas.

O “problema”, quanto a mim, reside no facto de termos sido “formatados/educados” para nos focarmos no lado negativo da vida, “reclamar só por reclamar”, de forma irreflectida, sem saber muito bem porquê.

generalidade das pessoas afirma que “isto e aquilo está mal”, mas quando questionadas sobre a melhor forma de fazer, de modo a dar resposta às suas críticas, não são capazes de apresentar uma única sugestão, escudando-se no facto de que o poder de tomar decisões não está nas suas mãos, abdicando, assim, de forma inconsequente (e, muitas vezes, inconsciente), da liberdade e do poder de agir e de pensar pela sua própria cabeça, deixando “espaço”, liberdade e poder para “outros” decidirem (por eles e por nós) a seu belo prazer, sem “dar cavaco” a ninguém.

Acredito que a maioria das pessoas prefere abdicar da liberdade para tomar decisões porque tem consciência das responsabilidades inerentes a uma tomada de decisão. Todas as nossas acções têm consequências que, nem sempre são boas ou agradáveis e que, muitas vezes, geram conflitos e desarmonia.

Não é por acaso que, hábil e ardilosamente, os nossos decisores políticos usam e abusam dessa prerrogativa e justificam todas as decisões, por mais injustas, irresponsáveis e até “criminosas” que sejam, com o facto de “não haver alternativa”!

Se, cada um de nós, reflectir um bocadinho, chegará à conclusão de que esta premissa é falsa. Há sempre alternativa. Qualquer que seja a situação, há sempre, pelos menos, duas formas distintas de agir, “dois caminhos”, que encerram, em si, consequências diversas. O que é preciso analisar, discutir e avaliar é qual delas origina resultados mais favoráveis ou menos gravosos para os interesses defendidos.

Se persistirmos no erro de nos demitirmos de pensar pela nossa cabeça, talvez mereçamos continuar a ser manipulados, enganados e, até, brindados com afirmações dos mais altos responsáveis políticos, que deveriam envergonhar um país que se afirma democrático e defensor dos direitos dos cidadãos.

Não se acomodem, não se resignem... usem, sabia e criteriosamente, o vosso poder de pensar e agir positivamente , contribuindo, de forma activa, para uma sociedade que se quer mais humana, justa e inclusiva!

 

20
Fev19

A disponibilidade para a descoberta...


Boa tarde!

Hoje... decidi assistir ao início da Volta ao Algarve (não fosse eu grande fã de ciclismo e não estivesse na Capital Europeia do Desporto 2019). Optei por ir a pé... e... mais uma vez, o manancial de descobertas foi gigantesco!!! Passei por vários locais que desconhecia totalmente, porque nunca lá tinha passado (zona pedonal), outros que, apenas, conhecia da perspectiva de condutora... Gosto de me disponibilizar (física e mentalmente) para estas descobertas... mas... "nem tudo são rosas"!!!... abomino o ruído do trânsito (que me impede de escutar os passarinhos) e a poluição que emana dos tubos de escape (que me rouba o aroma das flores)... mesmo assim, vale (muito) a pena percorrer a cidade desta forma... o saldo é, francamente, positivo!

Creio que, quando andamos a pé e, sobretudo, quando temos tempo e disponibilidade para o fazer (porque convenhamos, isto de sermos "donos do nosso tempo" , tem as suas vantagens!!!), naturalmente, nos tornamos mais observadores, os nossos sentidos tornam-se mais "aguçados"  e surpreendem-nos a cada instante...

Goastaria de sugerir, a todos, que reservem um "tempinho" (o que puderem) e... saiam de casa com a disponibilidade para observar e desfrutar da natureza... muito provavelmente, será uma experiência surpreendente, que quererão repetir...

"Absorvam" a Vida... não passem, apenas, por ela...

Votos de um dia Feliz, pleno de descobertas!

 

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