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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

19
Jun19

Cancro da pele: a importância da prevenção...


Para concluir esta série de post's, em que pretendi sensibilizar para a problemática do cancro cutâneo e da necessidade de uma exposição solar segura (com a devida protecção), hoje, alerto para a importância da prevenção.

A prevenção primária consiste na inibição do desenvolvimento da doença antes que esta ocorra e, no caso do cancro da pele, tal baseia-se principalmente em limitar a exposição à radiação ultravioleta (UV).

Existem diferentes tipos de exposição solar.

O primeiro consiste na exposição ocasional que ocorre ao ar livre, em dias ensolarados, quando vamos de viagem ou realizamos as nossas actividades do dia-a-dia.

O segundo é a exposição lúdica, que ocorre quando as pessoas desfrutam de momentos de lazer ou praticam actividades desportivas ao ar livre.

O terceiro tipo é a exposição laboral, que ocorre em pessoas que trabalham ao ar livre (agricultores, pescadores, salva-vidas, carteiros, pessoal de manutenção e construção civil, etc.)

Finalmente, o quarto tipo é a exposição solar intencional com o objectivo de obter uma pele bronzeada.

Os comportamentos de protecção face à excessiva exposição solar que promovem a prevenção primária recaem em três categorias principais: uso de protector solar, uso de vestuário (chapéus e roupas de protecção) e procurar a sombra.

O objectivo da prevenção secundária é identificar e detectar o cancro da pele nas suas fases iniciais, oferecendo assim a possibilidade de um melhor e mais eficaz tratamento, através do auto-exame, conhecendo os seus próprios factores de risco e consultando regularmente o dermatologista para um check-up à pele!

O papel do auto-exame no diagnóstico precoce do cancro da pele é muito importante. O cancro da pele é o mais comum de todos os cancros, e a sua incidência está a aumentar rapidamente. Também é o cancro mais facilmente curável, se diagnosticado e tratado precocemente. Porém, quando permitida a sua progressão, o cancro da pele pode originar alteração da imagem corporal (desfiguração) e até a morte, nomeadamente, no caso de melanoma.

 

Quem deve fazê-lo:

» Todas as pessoas devem fazer o auto-exame.

» As crianças devem observar os adultos a efectuar o auto-exame e podem ser treinadas, desde cedo, de modo a que possam fazê-lo por si próprias quando chegarem à adolescência.

» Pessoas com factores de risco para cancro da pele devem efectuar consultas anuais com um médico, de preferência um dermatologista. Isso, juntamente com o auto-exame a cada dois meses, é a melhor maneira de garantir o diagnóstico precoce do cancro da pele.

 

O que procurar:

Existem três tipos principais de cancro da pele que estão provavelmente relacionados com a exposição à radiação UV, seja por exposição directa ao sol, seja em solários: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Porque cada um pode ter muitas aparências diferentes, é importante conhecer os sinais de alerta.  

 

Os sinais de alerta:

» Um sinal na pele que aumenta de tamanho e aparece perolado, translúcido, de cor bege, castanho, preto ou multicolor

» Um nevo (sinal) congénito (“de nascença”) ou qualquer mancha castanha que muda de cor; aumenta de tamanho ou espessura; sofre mudanças na textura; é irregular no contorno; tem mais de 5 mm e/ou sofreu alterações recentemente

» Uma mancha ou ferida que continua a causar comichão, dor, forma crosta, sofre erosão ou sangra

» Uma ferida aberta que não cicatriza dentro de três semanas

 

Informação importante a reter:

Procure alterações na pele, de qualquer tipo.

Não ignore um sinal suspeito, simplesmente porque não dói.

O cancro da pele pode ser indolor, mas perigoso ao mesmo tempo.

Se notar qualquer alteração num sinal, sarda ou mancha existente ou se encontrar um novo que apresente algum dos sinais de alerta de cancro da pele, não perca tempo, consulte um médico imediatamente, de preferência um dermatologista.

 

Para mais informações, consulte: www.euromelanoma.org

 

18
Jun19

Melanoma: do diagnóstico ao tratamento...


O melanoma é um tumor maligno que pode desenvolver-se a partir de um nevo (sinal) pré-existente (em 30% dos casos) ou surgir de novo em pele, aparentemente, normal.

Os locais mais comuns são: o tronco e as pernas, nas mulheres e, nos homens, o tronco, a cabeça e o pescoço.

O melanoma apresenta-se, habitualmente, como uma mácula (mancha) ou nódulo, com cores variadas e contornos mal definidos.

O risco de desenvolver um cancro está, muitas vezes, associado ao nosso património genético, que também desempenha um papel significativo no caso do cancro da pele.

Qualquer pessoa que conheça casos da doença na sua própria família e tenha um tipo de pele de maior risco (pele clara, muitas vezes, com sardas), deve ter a precaução de fazer um check-up anual. Por vezes, o melanoma não é identificável a olho nu e, à primeira vista, parece pouco diferente de uma verruga ou de um “sinal de nascença”.

 

Sintomas

Na maioria das vezes, o primeiro sinal de melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal existente. Grande parte dos melanomas apresenta uma zona preta ou preta-azulada, no entanto, também pode surgir como um novo sinal de cor preta, anómalo ou com "mau aspecto".

Num melanoma mais avançado, a textura do sinal pode modificar-se: pode tornar-se duro ou com protuberâncias.

O melanoma pode ter uma aparência diferente de um sinal comum. Os tumores mais avançados podem fazer comichão, exsudar ou sangrar.

Regra geral, o melanoma não provoca dor.

 

Para ajudar a lembrar o que deve ser vigiado foi criada a nomenclatura “ABCD”.

A - Assimetria - formato irregular

B - Bordos - as margens externas são geralmente irregulares

C - Cor - a cor é desigual; pode apresentar diferentes tonalidades de cor

D - Diâmetro - existe uma alteração no tamanho (que, geralmente, aumenta).

Os melanomas são, por norma, maiores do que 6 milímetros.

De salientar que, muitos dos casos apresentam todas as características “ABCD”, mas outros podem apresentar alterações ou anomalias em apenas uma ou duas das características da regra "ABCD".

 

Diagnóstico

Se suspeitar de alguma mancha ou sinal na pele deve consultar um dermatologista, que examinará cuidadosamente a pele.

Pode ser também necessário realizar uma biopsia, que constitui o único meio de efectuar um diagnóstico definitivo.

 

Tratamento

Para cada caso de melanoma, a equipa de saúde (multidisciplinar) deverá conceber um plano de tratamentos individualizado, que vá de encontro às necessidades específicas do doente.

Este plano deverá ser amplamente discutido com o doente, antes da sua implementação, explicando todas as hipóteses de tratamento e resultados expectáveis, tendo em consideração os benefícios esperados e os possíveis efeitos secundários de cada opção, de forma a obter a sua aprovação e colaboração, absolutamente essenciais para a consecução dos objectivos terapêuticos delineados.

O tratamento do melanoma depende, principalmente, do estadio da doença, da idade e do estado de saúde geral da pessoa, entre outros factores.

O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para a obtenção da cura.

Um doente com diagnóstico de melanoma poderá ter de realizar diversos tratamentos, nomeadamente, cirurgia, quimioterapia, terapêutica biológica ou radioterapia. Os tratamentos podem ser feitos em associação.

Em qualquer estadio do melanoma, podem (e devem) ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os eventuais efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas, ou cuidados paliativos.

 

Para mais informações, consulte: www.euromelanoma.org.

 

 

 

17
Jun19

O que é o melanoma?...


O melanoma é um tumor cutâneo que, apesar de, não ser dos mais frequentes (representa cerca de 10%, de todos os cancros de pele), constitui a forma mais grave da doença.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), todos os anos, são diagnosticados cerca de mil casos em Portugal, sendo que, por mês, morrem cerca de 20 doentes.

O sol é grande inimigo mas as tatuagens também. As pinturas na pele podem camuflar o crescimento de um sinal. Aparentemente inofensivo, um pequeno sinal pode levar à morte.

O melanoma é um tumor maligno que começa nas células que dão pigmentação à nossa pele (os melanócitos).

Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos produzem mais pigmento (melanina), fazendo com que a pele bronzeie, ou seja, escureça.

Por vezes, surgem umas proeminências de grupos de melanócitos e de tecido circundante, chamados sinais.

Os sinais são muito comuns. A maioria das pessoas tem 10 a 40 sinais.

Os sinais podem ser rosados, castanhos-claros ou escuros, ou de uma cor muito parecida com o tom normal da pele. As pessoas de pele escura tendem a ter sinais escuros.

A maioria das células pigmentares encontra-se na pele; quando o melanoma tem início na pele, a doença chama-se melanoma cutâneo.

No entanto, o melanoma pode, também, ocorrer nos olhos (melanoma ocular ou melanoma intra-ocular), raramente surge nas meninges, no aparelho digestivo, nos gânglios linfáticos ou noutras áreas onde há melanócitos.

O melanoma surge como uma lesão escura que aumenta de tamanho, em extensão e/ou profundidade, com alteração das suas cores originais (surgem pontos pigmentados ao redor da lesão inicial), ulceração (formação de ferida), sangramento ou sintomas como comichão ou inflamação.

Trata-se de um tumor de muito mau prognóstico devido ao alto potencial de produzir metástases (propagação das células tumorais a outras partes do corpo). 

Pode surgir em áreas de pele não exposta ao sol, porém, o maior número de lesões aparece nas áreas de pele que ficam, ou foram, expostas à radiação solar.

Nos homens, o melanoma encontra-se, muitas vezes, no tronco (zona entre os ombros e as ancas), ou na cabeça e pescoço.

Nas mulheres, desenvolve-se muitas vezes, no tronco e na zona inferior das pernas.

É mais frequente em pessoas de pele clara, por isso, a ocorrência de melanoma na raça negra e noutras raças com pele escura é rara.

A probabilidade de desenvolver melanoma aumenta com a idade, embora a doença afecte pessoas de todas as idades.

Uma pessoa que já tenha tido um melanoma, tem um risco aumentado de voltar a ter a doença.

 

Para mais informações, consulte: www.euromelanoma.org.

 

14
Jun19

Coma de forma equilibrada e saudável e… seja feliz!


 

Numa altura em que a Organização Mundial da Saúde assinala o aumento alarmante do número de doenças ligadas à alimentação, em que a obesidade é considerada a epidemia do século XXI, a par do flagelo da fome, consequência da “crise”, que assola cada vez mais famílias vítimas do desemprego e da precariedade laboral (trabalho sem direitos/baixos salários), as questões alimentares estão, mais do que nunca, na ordem do dia.

 

Uma alimentação equilibrada facilita a promoção e a manutenção de um bom estado de saúde, ao longo de toda a vida. Condiciona aspectos importantes do desenvolvimento, durante a gravidez, determina o perfeito crescimento de crianças e adolescentes e é fundamental para evitar o aparecimento de muitas doenças na idade adulta e na velhice.

 

O organismo humano é uma máquina complexa, que recebe alimentos sólidos e líquidos e os transforma para obter a matéria com que nutre, estrutura e repara os seus tecidos e a energia que lhe permite manter-se em funcionamento. Apesar de todos precisarmos de energia, as necessidades energéticas variam de acordo com a idade, o género, a constituição física e a actividade de cada um. E é possível que dependam, também, de factores genéticos.

 

A energia é, normalmente, expressa em quilocalorias (kcal) ou quilojoules (kJ), sendo que 1 kcal corresponde a, aproximadamente, 4,2 kJ. O valor energético de um alimento depende do seu conteúdo em macronutrientes, ou seja, em proteínas, gorduras ou lípidos e hidratos de carbono ou glúcidos (açucares). O seu valor energético está, claramente, estabelecido:

 

  • 1gr de proteínas produz 4 kcal
  • 1gr de hidratos de carbono produz 4 kcal
  • 1gr de gorduras produz 9 kcal

 

Quando a energia ingerida iguala a energia gasta, o indivíduo está em equilíbrio energético e mantém o seu peso. Contudo, quando a energia fornecida ao organismo não é suficiente para satisfazer as suas necessidades, devido, por exemplo, a um jejum voluntário, o corpo perde peso e orienta o seu metabolismo de base para uma melhor poupança, utilizando diferentemente os nutrientes disponíveis e limitando a sua actividade.

 

A capacidade de gerir os gastos energéticos resulta de uma evolução do metabolismo humano ao longo da História. Face a diferentes períodos de fome e de carência alimentar, o nosso organismo evoluiu no sentido de ser capaz de se adaptar muito bem a estas situações. No entanto, esta flexibilidade natural tem limites e, depois de um certo tempo, surgem sinais de alarme, como, por exemplo, a sensação de fome e, se a situação se mantiver, manifestações clínicas de carências alimentares.

 

Quando acontece o inverso, ou seja, quando a energia ingerida é superior à energia consumida, o organismo não tendo, por si só, a capacidade para aumentar o seu metabolismo, acumula o excesso de energia sob a forma de gordura, conduzindo ao aumento de peso e de volume de massa corporal.

 

A alimentação deve, acima de tudo, ser equilibrada, de modo a evitar as carências nutricionais e a proporcionar o maior bem-estar físico possível.

 

Uma alimentação equilibrada pode, e deve, incluir as guloseimas ou alimentos um pouco menos saudáveis, de que tanto gostamos (como uma carne suculenta, com excesso de gordura, bombons, gelados ou sobremesas). O que não deve acontecer é, a ingestão destes alimentos, ocorrer com frequência e/ou em quantidade superior aos restantes alimentos.

 

Na verdade, comer de forma saudável não implica, necessariamente, muito trabalho, nem grandes restrições alimentares, basta reger-se pelos limites do bom senso e atender a que “um bom garfo” não é “um garfo grande” nem “um prato a transbordar”.

 

Não se prive das delícias culinárias... mas… coma (e beba) com moderação!

 

12
Jun19

Burnout: algumas estratégias de prevenção...


Hoje... regresso a um tema que já abordei em dois post's (aqui e aqui), no blog: o burnout!

Lamentavelmente, é um problema muito sério e com grande impacto negativo na vida de muitos trabalhadores, o que lhe valeu a integração na lista de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Partilho um artigo sobre o tema, que considero bastante pertinente e educativo...

Deixo, também, algumas notas sobre estratégias de prevenção do burnout...

Para prevenir eficazmente o burnout, além de dotar o trabalhador de estratégias para enfrentar determinadas situações da sua actividade laboral, é imprescindível actuar sobre as condições laborais e o ambiente de trabalho. Devem, assim, considerar-se três níveis de actuação (organizacional; interpessoal e individual).

 

1) Intervenções sobre o nível organizacional:

  • Programas de socialização antecipatória: facilitam o desenvolvimento de estratégias individuais para enfrentar as expectativas irreais que os profissionais têm sobre a profissão. Questionam-se os ideais e analisam-se as divergências de como se realizam as tarefas no trabalho e como deveriam realizar-se.
  • Programas de retro-informação: mediante aplicação de questionários de satisfação, aos utilizadores dos serviços, obtém-se informação sobre a actividade e o serviço que os profissionais oferecem.
  • Desenvolvimento organizacional: o objectivo é melhorar os processos de renovação e a resolução de problemas das organizações.

 

2) Intervenções sobre o sistema interpessoal:

burnout tem a sua origem na deterioração das relações interpessoais dos profissionais que integram uma equipa de trabalho, assim como na relação dos profissionais com os utilizadores dos serviços. Pines (1983) descreve diferentes formas de oferecer apoio social no trabalho, nomeadamente:

  • Escutar a pessoa, de forma activa, mas sem emitir conselhos ou juízos de valor.
  • Dar apoio técnico, recorrendo a peritos que informem o trabalhador de como realizar o seu trabalho.
  • Estimular os profissionais a identificar necessidades e desafios, promovendo a criatividade e envolvimento no trabalho, com a ajuda de outros profissionais peritos.
  • Apoio emocional aos trabalhadores.

 

3) Intervenções sobre o indivíduo:

  • Treino de resolução de problemas.

Pretende ajudar os profissionais a resolver problemas e melhorar a sua tomada de decisão. Facilita o reconhecimento e a identificação do problema, assim como a resposta impulsiva perante o mesmo. Apresentam-se diferentes alternativas de resposta face ao problema e propõem-se formas para escolher a resposta mais adequada e verificar a sua adequação.

  • Treino da gestão eficaz do tempo.
  • Melhoria de habilidades sociais, de comunicação e de gestão de emoções.
  • Adopção de estilos de vida que favoreçam um distanciamento mental do trabalho em horário extra-laboral, como praticar desporto, recorrer a técnicas redutoras da ansiedade (hipnose, ioga, meditação).
  • Tornar os objectivos explícitos, reais e exequíveis.
  • Técnicas cognitivo-comportamentais.

O objectivo destas técnicas visa ajudar o profissional a alcançar um alívio dos sintomas de stress, mediante reestruturação dos pensamentos, enfrentamento do stress, terapia relacional-emotiva, afirmação encoberta, teste comportamental.

 

11
Jun19

Pelo sim, pelo não... mais vale beber com moderação!


Bom dia, Pessoas Lindas e Maravilhosas!

Muitos estudos já se fizeram sobre o consumo de café... e... muita controvérsia têm gerado (alguns resultados conflituosos)...

Um novo estudo, referenciado num artigo da Visão, parece indicar que:

"o café não é tão mau para as artérias como era sugerido em estudos anteriores."

Metin Avkiran, director médico da British Heart Foundation (instituição responsável pelo estudo), acrescentou que:

“existem vários estudos sobre café que dizem coisas conflituosas, o que pode tornar difícil filtrar o que se deve acreditar do que não se deve. Esta investigação irá, esperançosamente, colocar alguns relatórios em perspetiva, ao riscar um dos potenciais efeitos nefastos no café sobre as nossas artérias”.

Pelo sim, pelo não... mais vale beber (café) com moderação!

 

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