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Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

29
Out19

Agradecimento(s)...


 
LIBERDADE AOS 42
 

A Liberdade de... Alice Alfazema

 

O destaque, com que a Equipa SAPO Blogs voltou a brindar este (meu) espaço, serviu de mote para um agradecimento que, há muito, havia planeado fazer...

Dada a imensidão de publicações que são feitas (diariamente) nesta plataforma, perceber que a Equipa se deu ao trabalho de visitar o nosso espaço e, por alguma razão, considerou merecedor de destaque o que lá foi escrito é, sempre, motivo de orgulho (pelo menos, para mim)...

Este destaque tem ainda mais valor, para mim, porque se refere a um texto que não foi escrito por mim, mas por uma das muitas pessoas que, tão generosamente, acedeu a dar corpo à minha ideia de abordar a temática da Liberdade...

Aproveito esta oportunidade para agradecer a todos quantos já participaram nesta rubrica (muitos, ainda não viram o seu texto publicado), que tanto tem enriquecido este espaço, com tão generosa partilha... sinto-me, de facto, muito privilegiada!

Confesso-vos que, de cada vez que, recebo um texto apetece-me publicá-lo de imediato... é impressionante e fascinante apreciar a forma como, cada um de vós, aborda a mesma temática, dando-lhe um sentido tão especial e único...

Muito Obrigada, a todos (e a cada um, em particular), por transformarem esta minha ideia em algo tão real, tão gratificante e tão enriquecedor!

25
Out19

A Liberdade de... Alice Alfazema


A MJP pediu-me para falar sobre Liberdade, eis-me então aqui para descrever como sinto esse conceito e essa maneira de estar. Obrigada MJP, é um prazer estar aqui neste teu espaço. 

 

Escrevo este texto no dia 20 de Outubro de 2019, é Domingo e está sol, ontem foi um dia de chuva intensa. Hoje o dia amanheceu luminoso, manso e fresco, levantei-me e tomei o pequeno-almoço em casa, nada de especial, pão com queijo-fresco de ovelha e um sumo de frutos vermelhos. Fomos depois beber um café à beira-rio.

 

Estou agora em frente ao rio, num sítio tranquilo e cheio de árvores, sento-me enquanto bebo o meu café, à minha frente o rio brilha, com aquele brilho de felicidade, algumas pessoas andam a remar em pequenos barcos ou nas pranchas praticando desporto e usufruindo daquele espaço, na praia um homem enche baldes grandes com água do rio e carrega-os para dentro duma carrinha, uma mulher corre atrás do cão, as gaivotas assistem impávidas e serenas, um outro homem tira água de dentro de um bote, prepara-se para ir para a pesca, a esplanada vai-se enchendo de gente.  Todos falam baixo, consigo ouvir as folhas secas a baloiçar com o vento. 

 

Vejo, então o verde da Serra, as árvores e as rochas cravadas naquela terra vermelha, ao longe uma curva com a cidade, o rio que brilha intensamente, sinto em mim todo aquele fluir, o azul das ondas, a maré vazia, a terra vermelha, o céu límpido, a outra margem do rio, as gaivotas que voam, o motor do barco, o sabor do café misturado com o açúcar, as pessoas que falam tranquilamente. A paz da manhã. 

 

Sou então uma privilegiada, que aprecia o rio e o espaço à minha volta, sem medos, nem fome, nem guerra, podendo estar, sem pensar em ir - isso é Liberdade. 

 

Texto da autoria de: Alice Alfazema

 

22
Out19

Sobre o Sentido da Vida...


Frankl defendia que:

"Não devemos procurar um sentido abstrato da vida. Cada um tem a sua vocação e missão específicas na vida, para levar a cabo uma tarefa concreta que requer ser concretizada. E nesse contexto não pode ser substituído, nem a sua vida pode ser repetida por outro. Assim, a tarefa de cada pessoa é tão única quanto o é a sua oportunidade específica para a levar a cabo."

Creio que é quando estamos à beira de ter de tomar uma decisão importante (que poderá mudar o rumo da nossa Vida) que mais tendemos a questionar o sentido da (nossa) Vida... e, às vezes, surpreendemo-nos com as respostas que encontramos (ou com a ausência delas)...

O sentido da Vida é algo único, pessoal, intransmissível e, ao mesmo tempo, variável  no tempo (de acordo com as circunstâncias)... se nos colocarmos a mesma questão, em momentos distintos da nossa Vida, muito provavelmente, obteremos respostas diferentes... porque o nosso sentir muda, a nossa vontade altera-se, as nossas prioridades oscilam em função da perspectiva com que encaramos a (nossa) Vida...

E vocês... costumam questionar-se sobre o sentido da (vossa) Vida?!... e obtêm, sempre, a mesma resposta?!...

 

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