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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

20
Dez19

A Liberdade de... C.C.


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A minha liberdade...


Ele cresceu a calar sentimentos!
Ele cresceu camuflando olhares e sensações que sentia no peito!
Ele dissimulava as palavras, numa tentativa de se aproximar sempre mais de quem o fazia sentir bem!
Ele estava preso!
Aprisionado dentro de uma bolha, fora dela a sociedade dita normal corria feliz, acreditando que ele também era feliz!
Como ninguém conseguia furar a bolha, ele continuava ali, acorrentado, imaginando apenas, o mundo do faz de conta, a vida que almejava ter!
Em lágrimas muitas vezes idealizava essa tal de liberdade que não o deixavam viver, a liberdade para poder...
Ele cresceu em busca dessa tal liberdade!
Aos poucos, ele próprio foi furando a bolha, ainda que escondido dos demais, procurou viver o que sempre soube, o que o seu coração sempre pediu, sempre desejou! Contudo, foi vivendo isso num misto de sentimentos, com a dúvida latente, entre o bem e o mal, entre o normal e o anormal, no fundo duvidando da sua noção de correcto e do correcto que a sociedade tentava incutir!
Sentia-se livre, mas também acorrentado, portanto nunca totalmente liberto das amarras do passado, dependente sempre do que as pessaos em volta exemplificavam como certo, como correcto, como caminho a seguir!
Muitas vezes se questionou se algum dia iria ser completamente livre!
Sofreu imensos dissabores usufruindo de uma vida escondida, chorou também imensas lágrimas ao perceber que esse dito mundo não era tão fácil assim de entrar e que nem todos procuravam o mesmo que ele! 
Não foi fácil, mas foi o caminho que escolhera, ainda que não sendo completamente livre, pelo menos tinha com quem partilhar os seus sentimentos, as suas dúvidas existenciais, sendo assim que também percebeu o que realmente queria para ele e para a vida futura!
Mas faltava-lhe sempre algo...
Os anos passaram e sair de casa da família, conferiu-lhe um pouco mais de liberdade!
Foi então que percebeu que ainda assim, escondido, poderia ser mais feliz...e quatro meses de ter ficado independente encontrou o amor!
A família em volta foram descobrindo o que  tanto ele escondia, de todos começou a ter o devido apoio, mas isso não era tudo!
Causou algumas lágrimas a revelação, mas muitos já tinham percebido!
Ele não ía seguir os parâmetros de uma sociedade normal! Ele não ía encontrar uma mulher e casar! Ele possivelmente não iria aumentar a família, dar o nome a uma criança! 
Ele era homossexual!
Dois anos após ter encontrado o amor, construíram um ninho a dois!
Mas ainda assim...
Ainda que ténue ainda existia ali um entrave, faltava-lhe algo para ser completamente feliz!
Foi um caminho longo de percorrer, começou pouco antes de entrar na adolescência, com muitos medos, mentiras, omissões, sofrimento, lágrimas!
Só encontrou a verdadeira liberdade aos 35 anos!
Faltava uma pessoa na vida dele, perceber, ter a aceitação dela para que a vida lhe desse o que tanto almejava!
Numa conversa franca com a mãe, esta apenas lhe disse lá do alto dos seus 74 anos!
"És meu filho, sempre o serás, a cama que fizeres, nela te hás-de deitar!"
A partir daquele dia ele sentiu o que realmente era a liberdade...
...a liberdade para amar!

 

Texto da autoria de: C.C.

 

19
Dez19

Natal Doce: bolachinhas do Advento


Nesta altura do ano, costumo fazer vários tipos de bolachas, misturá-las e partilhar com os amigos... mas as minhas favoritas são as de gengibre... deixo-vos a minha receita:

 

bolachas.JPG

Bolachinhas do Advento

 

Ingredientes:

  • 250g de farinha de trigo com fermento
  • 120g de óleo de côco (amolecido)
  • 100g de açucar
  • 1 ovo
  • 1 colher de sobremesa de gengibre em pó

 

Preparação:

Forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Bater o açucar com o óleo de côco até obter um preparado homogéneo, adicionar o ovo e misturar bem, seguidamente, juntar a farinha e o gengibre. Amassar bem e deixar repousar cerca de 30 minutos (à temperatura ambiente).

Após o tempo de repouso, estender a massa com o rolo sobre uma superfície plana e enfarinhada, até obter 0,5cm de espessura. Cortar as bolachas com cortadores alusivos à quadra natalícia e distribuí-las pelo tabuleiro (mantendo uma distância de cerca de 1cm entre cada bolacha).

Levar ao forno pré-aquecido, a 190ºC, durante cerca de 10 minutos (vigiar a cozedura).

Retirar as bolachas do forno, deixar arrefecer e depois descolar do tabuleiro e guardar em frascos de vidro (para se manterem crocantes)

Nota: esta receita rende cerca de 30 bolachinhas.

 

18
Dez19

Natal Doce: bolo-rei


Bolo-Rei.JPG

Bolo - rei

 

Ingredientes:

  • 700g de Farinha Tipo 65
  • 11g de fermento de padeiro seco (1 saqueta de Fermipan)
  • 1dl de água fria
  • 150g de açúcar
  • 150g de manteiga
  • 3 ovos
  • 100g de frutos secos (pinhões, nozes, amêndoas) partidos
  • 50g de passas
  • 1 laranja, raspa do vidrado
  • 0,5dl de vinho do Porto (ou 4 colheres de sopa)
  • Amêndoas inteiras, nozes e frutas cristalizadas para decorar. 
  • Geleia (a gosto) para pincelar

 

Preparação:

Juntar a farinha, o fermento, a água, o açúcar, a manteiga (amolecida), os ovos e a raspa de laranja.
Amassar bem, até obter uma massa macia e homogénea e deixar levedar (em lugar quentinho) cerca de 1h30m.
Findo este tempo, acrescentar os frutos secos, as passas e o vinho do Porto, envolver bem, moldar o bolo (o buraco deverá ser largo)
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal (untado), tapar com um pano e deixar levedar por mais 3h30m.
Pincelar o bolo com geleia e decorar com os frutos secos e as frutas cristalizadas. 
Levar ao forno, pré-aquecido a 160ºC, por cerca de 25 minutos (verificar a cozedura a partir dos 20 minutos)
Retirar do forno e voltar a pincelar com geleia.

Nota: se o bolo começar a ganhar muita cor, antes de estar cozido, cobrir com papel de alumínio.

Sugestão: se não pretender consumir o bolo no dia da confecção, deixe arrefecê-lo e envolva-o em película aderente (como na foto) para manter a sua frescura. 

 

17
Dez19

Natal Doce: arroz-doce


arroz doce.png

Arroz-doce

 

Ingredientes:

  • 1,7L de água
  • 1 L de leite (ou bebida vegetal)
  • 500g de arroz de grão miúdo
  • 300g de açucar amarelo
  • 1 limão
  • 1 pau de canela
  • canela em pó q.b.

 

Preparação:

Ferver a água com a casca do limão até obter um chá bem amarelinho.

Descartar as cascas do limão, adicionar o arroz e deixar cozer, em lume brando (mexendo, ocasionalmente, para não agarrar ao fundo do tacho), até absorver toda a água.

Adicionar o leite e o açucar e mexer (em lume brando) até levantar fervura (cerca de 5 a 7 minutos).

Retirar do lume, empratar e polvilhar com canela em pó, a gosto.

Nota: deve ficar cremoso (líquido). Solidifica no prato/taça.

 

16
Dez19

Natal Doce: queijinhos de figo algarvios


Estamos a poucos dias do Natal, por isso, decidi dedicar esta semana às iguarias típicas da quadra natalícia, partilhando algumas receitas que costumo confeccionar e partilhar com os amigos...

Hoje, deixo-vos uma receita tipicamente algarvia...

 

Queijinhos de figo

q_f.JPG

Queijinhos de figo

 

Ingredientes:

  • 400g de figos secos
  • 200g de amêndoas moídas
  • 50ml de aguardente de figo (ou qualquer outra, a gosto)
  • açucar em pó q.b.

 

Preparação:

Moer os figos com a aguardente até obter uma pasta.

Adicionar a amêndoa moída, amassar bem e moldar os queijinhos.

Por fim, polvilhar os queijinhos com açucar em pó.

 

Sugestões:

  • usar película aderente para ajudar a moldar os queijinhos.
  • reservar os queijinhos, pelo menos, uma semana antes de consumir, para intensificar o sabor.
  • conservam-se durante 6 meses, à temperatura ambiente ou no frigorífico (podem ser embrulhados em película aderente ou papel celofane).

 

qf_sa.JPG

Sugestão de apresentação

 

13
Dez19

A Liberdade de... imsilva


Liberdade

 

O que pode ser a Liberdade?

É o ter opinião e opiniões

É a dança e o movimento

São os ponteiros do relógio

E poder fazer e desfazer

É o direito de gostar e desgostar

São as palavras “sim” e “não”

São as folhas ao vento

E as asas das borboletas

São gritos a pleno pulmão

São portas abertas

São desejos desejáveis

É crescimento são

És tu, sou eu e é ele

Somos todos e ninguém

Somos o que quisermos ser

 

Texto da autoria de: imsilva

 

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