Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

31
Jul20

A Liberdade de... Catarina Reis


Quando a MJP me convidou para escrever um post sobre liberdade aceitei sem pensar duas vezes. Cresceu em mim a vontade de escrever um texto maravilhoso sobre o tema, mas quanto mais pensava no assunto menos me ocorria o que escrever. Acontece que a minha noção de liberdade sofreu uma drástica mudança nos últimos tempos.
 
Se fosse a Catarina do início do ano a escrever diria que a liberdade é uma espécie de autonomia. Liberdade significa sermos donos de nós próprios. Podermos escolher o que vestir, o que comer, o que dizer, onde trabalhar...
 
Acontece que a Catarina atual é muito diferente da do início do ano, e que ano este! Os últimos meses transformaram o mundo em que vivemos e como tal, ficamos pessoas diferentes. 
 
Hoje em dia quando penso em liberdade vejo uma noção muito mais ampla do que antes. Liberdade é poder sair à rua sem preocupações. É poder levar os meus filhos a um parque infantil ou à praia sem receio de uma doença. Liberdade é sair para as compras sem que meio mundo lance olhares suspeitos a outro meio mundo. Poder sentar num banco do jardim. Abraçar e beijar algum amigo ou familiar. Poder ver os meus filhos a serem crianças. Brincarem no recreio da escola. Jogar à bola com os colegas, partilhar lanches.
 
Liberdade é não ter que colocar uma máscara na cara a toda a hora. Inspirar profundamente sem medo.
No fim a liberdade é muito mais do que imaginávamos.
 
 
Texto da autoria de: Catarina Reis

 

30
Jul20

Sobre a não discriminação...


Sou frontalmente contra a discriminação... seja ela negativa ou positiva!

Ontem, ao ler esta publicação do R., em que ele relatava um episódio que havia presenciado na Baixa Lisboeta, envolvendo elementos de etnia cigana, ocorreu-me partilhar convosco a minha experiência com os cidadãos pertencentes a esta minoria étnica.

Desde miúda que sempre convivi com a comunidade cigana. Na escola primária tinha vários colegas ciganos e nunca tive qualquer problema relacional.

Já adulta, no decurso do exercício da minha actividade profissional, ao longo de mais de duas décadas, atendi largas dezenas de utentes de etnia cigana e nunca tive qualquer problema. Creio que esta minha experiência positiva decorre do facto de sempre os ter tratado como "iguais" a todos os outros cidadãos a quem prestava cuidados de saúde, com respeito e consideração, mas sem qualquer discriminação positiva atendendo ao facto de pertencerem a uma minoria étnica.

Gostaria de vos relatar um episódio que espelha bem o que acabei de escrever:

Há cerca de 8 anos, mudei de local de trabalho e fui trabalhar para uma localidade onde existe uma extensa comunidade cigana. Prestava cuidados de enfermagem ao domicílio num bairro conhecido por ser problemático, onde predominava a comunidade cigana.

Um dia, enquanto me deslocava para o dito bairro, na unidade móvel de saúde, avistei um dos utentes (cigano) a quem prestava cuidados no domicílio (porque o mesmo não tinha condições para se deslocar ao centro de saúde para a realização do penso - tinha um ferimento na perna causado pelo cão do vizinho quando invadiu o seu quintal!!!), a circular de bicicleta na beira da estrada... pedi ao motorista que parasse para eu poder falar com o utente.

Cumprimentei o senhor e disse-lhe:

""Sr. X", fico muito satisfeita por vê-lo a andar de bicicleta, o que significa que já está muito melhor e não precisa de cuidados de enfermagem ao domicílio! Amanhã, deverá dirigir-se à sua enfermeira de família, no centro de saúde, para a realização do tratamento!"

O utente ficou algo surpreendido, sem saber muito bem o que dizer... e depois lá disse:

"Está bem, Sra enfermeira, amanhã vou ao centro de saúde. Obrigado!"

Despedi-me do utente e dei indicação ao motorista para seguirmos viagem... este, com um ar incrédulo, pergunta-me:

 - "A enfermeira sabe quem é este indivíduo?"

Eu respondi que sabia, que era um dos utentes a quem prestava cuidados domiciliários e o motorista disse-me:

"É o pai do "Y cigano", o maior traficante de droga das redondezas!"

Ao que eu respondi que isso não me dizia respeito e não faria com que eu tratasse a pessoa de forma diferente...

No dia seguinte encontrei o utente no centro de saúde, que fez questão de me cumprimentar e dizer:

"Sra enfermeira, cá estou eu para fazer o penso, como combinado!"

Vale o que vale... mas é a minha experiência!

Sempre tratei todas as pessoas com respeito e dignidade - como cidadãos - com os mesmos direitos e deveres, independentemente das suas diferenças (de qualquer índole) e continuo a acreditar que é a forma certa de proceder!

 

28
Jul20

Receita rápida para produzir um tirano...


Ingredientes:

  • indivíduo arrogante, incompetente, inseguro, com baixa auto-estima
  • poder q.b.

 

Preparação:

Adicionar poder (a gosto) ao indivíduo com as características supra citadas... et voilà!... um tirano express (não precisa de ir ao forno nem ao congelador)!!!

 

Não têm de agradecer... só vos peço que evitem, a todo o custo, reproduzir a receita!!!...

Muito Obrigada!

 

27
Jul20

Alimentos de A a Z... Alfazema


Alimentos de A a Z_alfazema.gif

 

A Alfazema é uma planta medicinal, também conhecida como Lavanda, Lavândula ou Nardo. Cresce espontaneamente em Portugal, mede entre 30 a 80 centímetros e caracteriza-se por apresentar um odor penetrante e bastante aromático.

O seu nome científico é Lavandula angustifolia, e pertence à família das Lamiáceas.

 

Propriedades da alfazema

As propriedades da Alfazema incluem a sua acção desinfectante, antisséptica, antiespasmódica, analgésica, cicatrizante, antiasmática, anticonvulsivante, ansiolítica, antiinflamatória e sudorífera.

Os constituintes do seu óleo essencial, linalol e acetato de linalila, têm propriedades antibióticas, sedativas e neurotónicas. [A inalação dos seus óleos essenciais melhoraram a capacidade cognitiva e o humor em 144 adultos (Int. J. Neuroscience, 2003)].

O óleo essencial aplicado na pele tem propriedades antisépticas (combate a bactéria da febre tifóide, difteria, Streptococcus e Pneumococcus), trata queimaduras, ferimentos, picadas, úlceras, previne as rugas e actua como regenerador da pele.

O óleo obtido das flores é ainda antiespasmódico e tónico, trata o mau-hálito, alívia as dores de cabeça e combate a flatulência. Utilizado, também, como antídoto de veneno de cobra.

A Alfazema  é um excelente relaxante. O chá alivia dores de cabeça, tosse e constipações.

Como estimulante respiratório, a alfazema pode ser utilizada em aerossol no tratamento de rinite, sinusite, bronquite e asma.

Ajuda a tratar cefaleias e facilita a digestão, especialmente se estes problemas se agravam com o stress ou ansiedade.

Em banhos, é um regenerador e calmante da pele.

 

Formas de utilização da alfazema:

As partes usáveis da Alfazema são as flores, as folhas e as hastes para fazer chás, óleo essencial ou para usar na culinária.

 

Como condimento

As flores são cristalizadas e utilizadas para aromatizar compotas, gelados, vinagres, saladas, infusões, sopas e guisados.

 

Infusão

Colocar 70 g de flores num 1 litro de água fervente durante 5 minutos. Coar e beber até 3 vezes por dia, após as refeições. O seu sabor intenso revela-se ácido com notas florais.

 

Contra-indicações/ Efeitos secundários /Observações:

 

O principal efeito colateral da Alfazema é a sonolência, quando ingerida em excesso.

Não se deve aplicar o óleo essencial na pele durante longos períodos de tempo porque pode causar irritações ou alergia. As folhas e as flores da Lavandula angustifolia possuem propriedades sedativas.

A Alfazema está, também, contra-indicada em pessoas com úlceras gástricas.

 

Sugestões de utilização:

10 ideias para utilizar alfazema

 

Receitas com alfazema:

Carne de porco com alfazema

Pãezinhos com sementes de papoila e infusão de alfazema

Bolachas de limão e alfazema

Leite-creme de alfazema

Gelado de alfazema

 

 

https://agriculturabiologica.pmvs.pt/blog/2014/09/06/plantas-aromaticas-alfazema/

https://www.researchgate.net/publication/8349334_Lavender_Lavandula_angustifolia_Miller

https://www.medicalnewstoday.com/articles/265922

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3612440/

https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-838/lavender

 

24
Jul20

A Liberdade de... JL


Liberdade

 
Não é fácil escrever sobre Liberdade, quando já tantas amigas da MJP o fizeram de forma magistral… Desde que fui desafiada que tenho pensado numa maneira de ser original e não repetitiva. Depois de muito pensar, lembrei-me de uma das minhas fotografias preferidas, que se encontra no meu blogue, sobre Fontes. A fotografia retrata não só um local onde, provavelmente, todas as crianças, nascidas na cidade de Bragança, como eu, têm uma fotografia mas também um ritual tradicional da região. Atualmente, os caretos são sobejamente conhecidos, em todo o país. Noutros tempos, não era assim. Perdem-se, no tempo, as origens destas festividades pagãs, provavelmente de raiz celta. Os antropólogos associam-nas a um rito de iniciação dos jovens. Há também um lado simbólico onde vemos o ser humano libertar a parte diabólica que há em si. Através dos caretos vemos como estes ritos estavam associadas à liberdade, principalmente à ausência desta. 
 
Num meio tão rural (e machista) como era o interior de Portugal, até há bem pouco tempo, onde as rebeldias eram punidas e, por isso, recalcadas ao longo do ano, só nos dias determinados (neste caso, durante as chamadas festas de inverno) é que os homens podiam gozar de uma liberdade sem paralelo. Sob o anonimato conferido por uma máscara e um fato, corriam por todo o lado, gritando, castigando e acariciando as moças, a maior parte das vezes de forma selvagem. Era um tempo de exceção, onde o contacto entre os sexos era “autorizado”. Quer dizer, era autorizado pelos adultos pois as moças pouco ou nadam podiam fazer, a não ser esconderem-se, quando o conseguiam… Estas liberdades pessoais só eram permitidas aos rapazes. Daí a Festa se chamar também de “Festa dos Rapazes”. À luz dos nossos dias, estas práticas eram um atentado às liberdades pessoais e à igualdade de género. Felizmente, a “tradição já não é o que era”: muitos “caretos" são, agora, raparigas, crianças e homens casados, numa tentativa de compensar a desertificação que se vem verificando nas aldeias, pois, o mais importante é manter certas tradições, adaptando-as aos nossos conhecimentos científicos e ao modo como vivermos. 
 
Não temos de apagar da nossa cultura ritos que, outrora, foram símbolo da supremacia de um grupo sobre outro… As lições do passado devem servir-nos como guias e aprendizagens para o futuro.
 
 

Ju.jpg

 

Texto e imagem da autoria de: JL
 
22
Jul20

Indignação e vergonha...


Hoje falo-vos de uma situação que me tem andado a consumir nas últimas semanas...

Tenho vergonha de viver num País onde os infractores preferem pagar multas ao invés de cumprirem a lei... refiro-me às Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI's), vulgo, Lares de Idosos...

O que se passa é que estas instituições, na sua generalidade, não cumprem os rácios de pessoal estipulados por lei mas continuam alegremente a assobiar para o lado e a receber subsídios da Segurança Social (SS) porque, antes de haver uma pseudofiscalização da SS, esta faz um contacto de cortesia (com a devida antecedência) a informar da visita!!!

O que acontece é que, nestes dias, há profissionais escalados a rodos e toda a gente sorrie alegremente como se nada de (muito) grave se passasse... os profissionais (auxiliares) são, na sua maioria, pessoas sem formação para o desempenho das funções adstritas e temem represálias do patrão... por isso, mentem descaradamente quando questionados pelos "fiscais" sobre o real funcionamento da instituição...

A instituição só é multada quando alguma destas auxiliares sai "de costas viradas" com o patrão e faz a denúncia à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e, aí... pasme-se... a instituição paga a multa mas não muda absolutamente nada no seu funcionamento e, mesmo assim, continua a receber financiamento da SS!!!...

Atenção que não me refiro a Lares ilegais mas áqueles com alvará para o exercício da actividade!!!

Faço-vos um apelo:

Se têm familiares a residir em alguma destas estruturas, por favor, questionem os responsáveis e não se satisfaçam com qualquer resposta, certifiquem-se de que os vossos familiares recebem os cuidados a que têm direito e que são tratados com o respeito e a dignidade que merecem...   

 

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D