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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

06
Jul20

Alimentos de A a Z... Agrião


 

Dando seguimento à rubrica Alimentos de A a Z... hoje, o protagonista será o agrião!

 

Alimentos de A a Z_agrião.gif

 

De sabor forte e ligeiramente amargo, o agrião é o ingrediente perfeito para saladas e sopas, sendo uma das hortaliças mais consumidas em Portugal. Pertence à família das crucíferas (tal cmo os brócolos, rábano e couves). Gosta de humidade e tempo fresco, crescendo em terrenos que tenham lençóis de água e alguma sombra.1

 

 

A origem1

 

O agrião é cultivado no Mediterrânico, pelo menos, desde o tempo da Grécia Antiga, altura em que era consumido pelos soldados, que acreditavam que a planta constituía uma fonte primordial para os manter saudáveis em combate.

No século XIX, no Reino Unido, era consumido ao pequeno-almoço, entre duas fatias de pão. Caso o rendimento não possibilitasse comprar o pão, o que era frequente, o agrião era comido sem acompanhamento algum. A partir daí o agrião ficou conhecido como “the poor man’s bread” - o pão dos pobres. Também os monges irlandeses eram grandes consumidores de agrião com pão e, já na altura, pregavam os seus benefícios nutricionais.

Antigamente, por nascer selvagem junto a águas paradas, tinha uma má reputação sendo associado a águas poluídas e contaminações. Hoje em dia é vendido em supermercados e não representa qualquer tipo de malefício para a saúde.2

Em Portugal existem três tipos de agrião: o agrião de água (ou de rio), o agrião da horta e o agrião de jardim. Normalmente o primeiro é o que tem o sabor mais forte.

O agrião é bastante perecível o que quer dizer que as suas folhas ficam amarelas rapidamente. Torna-se uma vantagem no sentido em que, se o estiver a consumir verde, quer dizer que está no seu estado de maior frescura.

 

Como comprar e conservar2
 

Ao comprar agrião, escolha os molhos com aparência fresca e viçosa, com verde intenso e sem folhas amarelas ou acastanhadas. Pode também optar por comprar agrião embalado, tendo em atenção o estado das folhas e o prazo de validade.

À temperatura ambiente o agrião mantém-se por cerca de 1 dia. Caso opte por armazená-lo no frigorífico, mantém-se durante cerca de 3 dias, desde que protegido em plástico ou recipiente fechado.

 

Informação Nutricional2
 

O agrião é um alimento de baixo valor calórico, apenas 23 calorias por cada 100 gramas e uma importante fonte de fibra. É rico em vitamina A, C e ácido fólico e minerais (cálcio, ferro, potássio e fósforo). Tendo sido considerado o mais nutritivo de todos os vegetais.3

 

Princípios activos4

 

Os princípios activos mais importantes são os isotiocianatos, constituintes fitoquímicos comuns em todas as plantas desta família, com uma forte acção anticancerígena. Contém também caroteno, luteína e vitamina C, com acção no sistema imunitário e no sistema circulatório, vitaminas do complexo B, que contribuem para o tratamento de doenças do sistema nervoso e vários minerais, entre os quais o ferro, útil na formação de hemoglobina.

 

Principais propriedades4

 

O agrião é indicado na quimioprevenção, prevenção do cancro através da ingestão regular de alimentos com propriedades anticancerígenas. Este alimento é ainda antianémico, aumentando a concentração de glóbulos vermelhos e hemoglobina. Muito apreciado e utilizado em Portugal, sobretudo em sopas e saladas, o agrião tem uma acção odontálgica, aliviando as dores de dentes de forma natural.

O agrião tem, também, um efeito remineralizante, sendo um alimento utilizado em casos de convalescença, na alimentação de desportistas e ainda na alimentação de crianças em crescimento. Este vegetal potencia, também, o crescimento do cabelo por aplicação interna e externa. Depurativo e diurético, pode ser usado como coadjuvante no tratamento da diabetes, como defendem muitos médicos e nutricionistas.

 

Utilização1

Apesar de o usarmos bastante  em saladas e sopas, o agrião é bastante mais versátil do que isso. Pode dar um um óptimo esparregado, ou até um nutritivo molho pesto para juntar a massas por exemplo. Seguindo a tradição britânica, pode-se juntar a pão, consumido em sandes, tostas e até hambúrgueres. Se for consumido cru, tanto melhor – maiores são os benefícios.

 

Sugestões de receitas:

Sopa de agrião

Salada de agrião com beterraba e laranja

Sanduíche vegetal

Bolo de agrião

 

 

1https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/agriao-o-aquatico/

2https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/agriao#gs.9u6krn

3https://www.cdc.gov/pcd/issues/2014/13_0390.htm#table2_down

4https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/agriao

 

03
Jul20

A Liberdade de... Marta - O meu canto


Liberdade

Algo pelo qual o ser humano tem vindo a lutar ao longo dos séculos e que, ainda hoje, ambicionamos.

Mas a liberdade é muito relativa.

Somos mais livres hoje, que as gerações anteriores?

Acho que nos libertámos de várias correntes mas, por cada uma que quebrámos, logo outra, diferente, nos aprisionou.

De uma forma geral, somos livres.

Mas, ainda assim, são várias as correntes que nos aprisionam, e nos limitam essa liberdade.

Somos, constantemente, aprisionados por estereótipos, que nos dizem aquilo que devemos ser, que devemos seguir, aquilo que é aceite ou recomendável.

Somos aprisionados pelas opiniões dos outros sobre nós, e sobre aquilo que somos e fazemos.

Somos aprisionados por doenças que nos afectam, e nos limitam, psicológica e fisicamente.

Somos aprisionados por pensamentos que não queremos ter, sentimentos que não queremos sentir.

Somos aprisionados por governos que nos iludem com a ideia de que somos nós que decidimos o nosso futuro mas, no fundo, são eles que nos estão a comandar e manipular.

Somos prisioneiros do trabalho. Do dinheiro que nos sustenta.

Somos aprisionados pelo preconceito, pela cor da pele, pela condição social, pela religião, pela nossa cultura e tantas outras coisas.

Hoje em dia, somos livres para manifestar os nossos ideais, para nos exprimirmos.

Somos livres de traçar o nosso destino, de seguir os nossos sonhos,

Somos livres de tomar as nossas decisões, de escolher o nosso caminho, de comandar a nossa vida.

Mas nem por isso, totalmente, livres. Porque ainda há tanto que nos impede de ter liberdade.

 

Texto da autoria de: Marta Segão