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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

19
Out20

Alimentos de A a Z... Banana


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a banana.

 

Alimentos de A a Z_banana.gif

 

A bananeira, pertencente ao género Musa, é uma das espécies exóticas mais interessantes para cultivo em Portugal. Não é uma árvore mas, sim, uma herbácea de grande porte e crescimento rápido. É originária da Ásia, sobretudo, do sudeste asiático e das Filipinas, mas espalhou-se por todas as regiões tropicais e sub-tropicais do mundo.

Hoje, a banana é uma das frutas tropicais mais cultivadas e consumidas. Os portugueses contribuíram bastante para a sua divulgação nas ilhas atlânticas e na América do Sul. Em Portugal, a bananeira é cultivada, à escala comercial, na ilha da Madeira, onde existem bananais de grandes dimensões, mas também pode ser cultivada, com sucesso, no território continental.

A bananeira atinge entre dois metros e meio a três metros de altura, mas pode, em alguns casos, chegar até aos nove metros. O seu fruto, a banana, pode ser consumida de várias maneiras. Em Portugal é, sobretudo, consumida fresca, ao pequeno-almoço, à sobremesa ou ao lanche. Noutros países, é muito consumida seca. É muito rica em energia e também em diversas vitaminas e minerais.

Além de vitaminas A, B e C e ferro, também fornece magnésio, manganês, zinco e potássio. Deste último, é uma das principais fontes. Ajuda a baixar a tensão arterial, facilita a digestão e fortalece os ossos, entre muitos outros benefícios. Noutros países, também as folhas, a flor ou o tronco da bananeira são consumidos. Faz-se farinha de banana ou até bebidas alcoólicas, como a afamada cerveja de banana.

A banana cultivada em Portugal é muito diferente, em sabor e textura, daquelas que importamos. As variedades importadas (quase exclusivamente só uma variedade), são seleccionadas em função do seu aspecto e tamanho e não possuem sementes. Além disso são colhidas verdes devido à necessidade de aguentarem o longo transporte.

Existem diversas variedades de bananas (mais de 1000), mas o seu processo de crescimento e amadurecimento é sempre o mesmo: são colhidas quando ainda estão verdes e amadurecem fora da planta.

A escolha entre consumir verde ou mais madura (amarela) depende do gosto de cada pessoa. Já os diversos benefícios da banana na saúde podem ser encontrados nas diferentes fases de maturação.

Numa revisão sistemática da literatura (2019), os investigadores concluiram que as bananas verdes podiam ajudar a controlar alguns problemas gastrointestinais, como a diarreia. Além disso, perceberam, ainda, que outros dos benefícios da banana, ainda verde, se relacionavam com a redução do colesterol e da pressão sanguínea.

Porém, é quando a banana está mais madura que os níveis dos seus nutrientes são potencializados. Numa revisão da literatura (2016), as bananas com pintas pretas (muito maduras) revelaram-se oito vezes mais eficazes no aumento do poder dos glóbulos brancos do que as que se encontravam ainda verdes. Estes glóbulos são os responsáveis por defender o organismo de infecções causadas por bactérias, fungos ou vírus.

Por vezes, a banana é vista como um fruto inimigo de quem quer fazer dieta. Mas a realidade não é bem assim. Ela pode ser consumida mesmo quando o intuito é perder peso, ajudando até neste processo, uma vez que é um alimento saciante.

Enquanto está verde, o sabor da banana é adstringente e ao amadurecer o  transforma-se em  simples, como a glicose e a frutose, que lhe conferem um sabor doce.

 

Do ponto de vista nutricional, a banana é um alimento muito completo:

  • Apresenta um elevado teor de hidratos de carbono (cerca 22g de hidratos de carbono por cada 100g).
  • Contém bons níveis de potássio, o que juda a regular os níveis de água no corpo.
  • É rica em vitaminas, nomeadamente A, C, E e do complexo B (B1, B2, B6 e B9).
  • É uma fonte de fibras.
  • Tem minerais essenciais, como magnésio, cálcio, selénio, zinco e ferro.
  • Contém triptofano, um aminoácido importante na regulação do humor e que só é obtido através da alimentação.

 

Apesar de rica em , a banana é um alimento com pouco impacto na taxa de  (açúcar no sangue). O segredo é a abundância de fibras de vários tipos que, ao interferirem no processo digestivo, fazem com que o açúcar seja libertado lentamente para o sangue.

O seu conteúdo em fibra, torna a banana uma fruta apropriada para quem sofre de processos diarreicos pois estimula o crescimento das bactérias benéficas do cólon, conhecidas como bifidobactérias ou lactobacilos.

Ao fermentarem, estas fibras contribuem ainda para aumentar a capacidade do organismo para absorver o .

A banana é rica em , muito importante na regulação da , no equilíbrio dos fluídos corporais e na contracção dos músculos. É sobretudo por isso que muitos atletas não dispensam o seu consumo. Tem um leve efeito diurético, que pode beneficiar quem sofre de  e hipertensão arterial ou quem tem perdas excessivas de  devido à utilização de diuréticos. Contudo, é importante lembrar que quem sofre de patologias renais poderá ter de cumprir restrições no consumo de , pelo que o consumo de bananas poderá estar limitado.

 também se encontra em quantidade relevante na banana. Contribui para uma eficaz transmissão e actividade neuromuscular, participa na regulação dos fluídos corporais e é componente essencial de , envolvidas em mais de 300 reacções metabólicas.

No que se refere a , é de destacar o , também conhecido por vitamina B9. Tem um papel relevante na formação do tubo neural (daí as suas necessidades de consumo estarem elevadas nas grávidas), no combate à  e às doenças cardiovasculares.

 

Como comprar e conservar

As bananas devem estar firmes, mas não muito duras, e com aparência brilhante. Não devem apresentar golpes nem estar amachucadas. Na banana comum a cor da pele é indicativa do grau de maturação do fruto. Devem ser rejeitados os exemplares excessivamente moles. A presença de manchas e pontos negros ou castanhos na casca não afecta a qualidade da peça.

Esta fruta não requere condições especiais de conservação, basta mantê-la num local fresco, seco e protegido da luz directa do sol. Se conservada no frigorífico, a sua casca enegrece alterando o seu aspecto exterior, mas não afectando as suas qualidades nutritivas. O escurecimento da casca pode ser evitado envolvendo a fruta em papel de jornal. 

 

Sugestões de utilização:

Batido de Banana, Ananás e Canela

Bolachas de Aveia, Banana e Canela

Bolo de Banana

Creme de Côco e Banana

Espetadas de frango com banana

Milkshake de Mirtilo e Banana

Panquecas de Banana

Pão de Banana

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/beneficios-da-banana-para-a-saude/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/banana

https://lifestyle.sapo.pt/casa-e-lazer/decoracao-e-jardins/artigos/e-se-plantasse-uma-bananeira-no-seu-jardim

https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/food-features/bananas/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6627159/

http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/AreasCientificas/AlimentNutricao/AplicacoesOnline/TabelaAlimentos/PesquisaOnline/Paginas/DetalheAlimento.aspx?ID=IS636

 

16
Out20

A Liberdade de... Bruxa Mimi


Liberdade, liberdade…

Comprometi-me a escrever sobre liberdade, e agora, pergunto-me se terei liberdade para não escrever nada, liberdade para mandar o compromisso às urtigas!

Tenho. Claro que, se estão a ler este texto, isso significa que não usei essa liberdade que tinha. Mas acredito mesmo que tinha. E se decidisse usar essa liberdade, teria usado também de uma coisa chamada educação e teria avisado a MJP, para que tivesse algum tempo, ainda que curto, para arranjar alguém para me substituir.

Começo (descontando a introdução) com três questões:

1.Como falar de liberdade sem usar chavões?

2.Como falar de liberdade sem falar de direitos e deveres?

3.Como falar de liberdade se tantas vezes não me sinto verdadeiramente livre?

1. Não sei se consigo. Vocês me dirão!

2.”A minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro.” – Pronto, mal comecei, derrapei logo num chavão. Mas haverá frase sobre liberdade mais verdadeira do que esta? É que é isto mesmo. Devo dizer que a pandemia que vivemos me faz pensar mais vezes nesta frase, quando leio sobre pessoas que se recusam a usar máscara num estabelecimento comercial, porque não querem usar máscara e está em causa a sua liberdade individual. Não, senhores, não está em causa a vossa liberdade individual. Ninguém vos obriga a usar máscara. Basta ficarem em casa e fazerem as vossas compras online. Ou, então, não fazerem compras, simplesmente.

Eu tenho liberdade de ouvir música e de furar os meus tímpanos.” Certo. Estúpido, mas certo. O que não tens é liberdade de furar os tímpanos dos outros, ou de perturbar o seu descanso.

Eu tenho liberdade de não ter de andar até um caixote do lixo para colocar a embalagem vazia, o plástico que envolvia qualquer coisa que comprei, ou o pau do gelado que comi (apenas para dar alguns exemplos).” Certíssimo. É que tens mesmo! Só não tens liberdade de atirar o que quer que seja para o chão que é de todos. Como é que podes gerir essa liberdade, então?!? É fácil: guardas no bolso, na mala ou na mão até passares (sem teres que caminhar especificamente para lá) por um caixote. Em última análise, deves ter um caixote do lixo em casa (suponho que é demais esperar que faças separação de lixo, não é?)

Como estes, havia outros exemplos práticos de como a liberdade de cada um acaba quando começa a dos outros.

3.Quando é que eu não me sinto livre? A resposta fácil é: quando não posso fazer o que me apetece, quando me apetece. Mas há uma prisão que ocorre quando não faço o bem que acho que devo fazer, para fazer o mal que não quero fazer (e que muitas vezes é o que me apetece fazer). Confuso? Imagino que sim, exceto para quem esteja familiarizado com as cartas de S. Paulo…

Vou concretizar. Não é boa ideia comer muitos doces, sejam eles quais forem. Podemos abrir exceções em dias de festa, precisamente porque são dias de festa, mas, de uma maneira geral, devemos evitá-los, ou, pelo menos, evitar abusar deles. Eu sei disso, e quero agir em conformidade, para meu próprio bem! Mas, apesar disso, frequentemente como o que não devo, e repito uma e outra vez, e, enquanto o faço, oiço a consciência a dizer-me: “Não comas. Não precisas e não deves.” – é o bem que quero fazer. Depois, não resisto e faço o que não quero (cedendo ao apetece-me)!

O exemplo dos doces é apenas um exemplo. Outros haveria, mas isto já vai longo e não quero escrever mais… e sou livre para parar.

Obrigada pelo convite, Zé!

 

Texto da autoria de: Bruxa Mimi

 

13
Out20

Pai, dizem-me que ainda te chamo...


Pai, dizem-me que ainda te chamo, às vezes, durante
o sono - a ausência não te apaga como a bruma
sossega, ao entardecer, o gume das esquinas. Há nos
meus sonhos um território suspenso de toda a dor,
um país de verão aonde não chegam as guinadas
da morte e todas as conchas da praia trazem pérola. Aí

nos encontramos, para dizermos um ao outro aquilo
que pensámos ter, afinal, a vida toda para dizer; aí te
chamo, quando a luz me cega na lâmina do mar, com
lábios que se movem como serpentes, mas sem nenhum
ruído que envenene as palavras: pai, pai. Contam-me

depois que é deste lado da noite que me ouvem gritar
e que por isso me libertam bruscamente do cativeiro
escuro desse sonho. Não sabem

que o pesadelo é a vida onde já não posso dizer o teu
nome - porque a memória é uma fogueira dentro
das mãos e tu onde estás também não me respondes.

Maria do Rosário Pedreira, in 'Nenhum Nome Depois'

 

DSC08587 (2).JPGO Nosso Lugar...

 

12
Out20

Alimentos de A a Z... Azeitona


Dando sequência à rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a azeitona.

 

Alimentos de A a Z_azeitona.gif

 

A azeitona é o fruto (oleaginoso) da oliveira. É amplamente utilizada na culinária, como snack, para temperar, acrescentar sabor e até, mesmo, como ingrediente principal de certos molhos e patês. 

Este fruto conhecido por possuir gorduras boas e reduzir o colesterol, contém também nutrientes como as vitaminas A, K, E, zinco, selénio e ferro (entre outros minerais) que aportam potenciais benefícios para a saúde, tais como:

  • Prevenir aterosclerose, por ser rica em flavonas com acção antioxidante;
  • Prevenir trombose, por ter acção anticoagulante;
  • Reduzir a pressão arterial, por facilitar a circulação sanguínea;
  • Prevenir o cancro de mama, por reduzir as probabilidades de mutação das células;
  • Melhorar a memória e proteger contra deterioração mental, por combater os radicais livres;
  • Reduzir a inflamação do organismo, por inibir a acção do ácido araquidónico;
  • Melhorar a saúde da pele e impedir o envelhecimento precoce por possuir factor antioxidante;
  • Proteger a retina e favorecer a saúde dos olhos, por conter  hidroxitirosol  e a zeaxantina;
  • Reduzir o colesterol mau (LDL), por ser rica em gorduras monoinsaturadas.

Para obter os benefícios da azeitona, a quantidade recomendada de consumo é de 7 a 8 unidades por dia, somente.

No entanto, em casos de hipertensão deve-se reduzir a ingestão para 2 a 3 azeitonas por dia devido ao sal presente na conserva deste fruto (que pode alterar a pressão arterial, causando complicações à saúde)

 

Tabela de informação nutricional

A tabela seguinte apresenta a composição nutricional em 100 g de azeitonas verdes e pretas em conserva:

Componentes

Azeitona Verde

Azeitona Preta

Energia

145 kcal

105 kcal

Proteína

1.3 g

0.88 g

Hidratos de Carbono

3.84 g

6, 06 g

Gorduras

18.5 g

9. 54 g

Gorduras saturadas

2,3 g

1, 263 g

Gorduras monoinsaturadas

9.6 g

7.043 g

Gorduras polinsaturadas

2.2 g

0. 814 g

Fibra alimentar

3.3 g

3 g

Sódio

1556 mg

735 mg

Ferro0.49 mg3.31 mg
Selénio0.9 µg0.9 µg
Vitamina A20 µg19 µg
Vitamina E3.81 mg1.65 mg
Vitamina K1.4 µg1.4 µg

 

As azeitonas são vendidas em conserva porque o fruto natural é muito amargo, sendo difícil de consumir. Assim, a salmoura da conserva melhora o sabor deste fruto, que pode ser adicionado a carnes, arroz, massas, salgados, pizzas e molhos.

 

Como comprar e conservar

A azeitona é colhida no Outono mas encontra-se disponível durante todo o ano. 

Tradicionalmente, este fruto era vendido em vasos e latas, mas actualmente os mercados já disponibilizam a azeitona a granel, em grandes barris. O facto de as azeitonas serem disponibilizadas a granel, permite que o consumidor experimente diferentes variedades e amplie a sua gama de ingestão deste alimento. Embora encontremos com mais frequência a azeitona inteira, também a podemos encontrar descaroçada ou recheada com pimentão, alho, molho de tomate, etc.

Ao adquirir azeitona a granel, verifique se o local onde a compra tem uma grande rotatividade de stock e mantém este alimento imerso em salmoura de forma a conservar a frescura e humidade do alimento.

Em casa, pode manter a azeitona fresca se a armazenar num recipiente hermeticamente fechado, guardado no frigorífico.

Para descaroçar azeitonas, pressione-a com a face plana da lâmina da faca. Este procedimento ajudará a moldar a polpa de modo a que o caroço seja mais facilmente removido.

 

Sugestões de utilização:

Pão de azeitonas e queijo

Mini croissants com queijo de cabra azeitonas e alecrim

Crepes de queijo brie com pasta de azeitonas

Lombinhos de porco com azeitonas

Tapenade de azeitonas verdes

Bolachas de curcuma e azeitona

Pasta de azeitona preta

 

https://www.tuasaude.com/azeitonas-para-diminuir-o-mau-colesterol/

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1499482/sete-beneficios-surpreendentes-da-azeitona-coma-este-numero-por-dia

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/azeitonas

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/noticias-sabores/artigos/azeitonas-britadas-um-petisco-na-mesa-algarvia

https://www.nit.pt/fit/alimentacao-saudavel/verdes-ou-pretas-quais-sao-as-azeitonas-que-mais-engordam

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/azeitona

 

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