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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

09
Abr21

A Liberdade de... Francisca


Liberdade.

Todos a conhecem, mas poucos realmente a vivem.
Pensam que são livres, mas são dependentes.
Escondem-se atrás dos medos.
Da vergonha alheia.
Deixando para trás a sua verdadeira felicidade.
Ser-se livre é ter segurança sobre si mesmo.
É não se deixar influenciar.
É respeitar, amar, confiar…
Ser-se livre é isto e muito mais.
Não é à toa que a liberdade é umas das mais belas maravilhas do mundo.
Porque quando a liberdade vem ao de cima tudo o resto se transforma.
A liberdade não depende do mundo, depende de cada um de nós.
Tu crias a tua própria liberdade e a qualquer momento.
 
Texto da autoria de: Francisca
 
08
Abr21

"Serei o que me deres... que seja amor"


07
Abr21

Sorrisos "sem rosto"...


Quem acompanha este blog sabe, certamente, que sou enfermeira (embora me tenha ausentado do exercício profissional)...

Durante o mês de Março, neste contexto terrível de Pandemia (que parece não ter fim à vista), tive uma experiência profissional que me marcou profundamente...

Uma das coisas que me causou maior angústia foi nunca poder revelar o meu rosto aos doentes... havia sempre uma máscara horrível que me cobria (e feria) o rosto...

Num dia particularmente difícil, um dos doentes, sabendo que eu estava de saída e parecendo adivinhar os meus pensamentos, disse-me:

"Gostaria tanto de conhecer o seu rosto... sei que não é possível... mas, o mais importante é que, guardarei para sempre o seu sorriso!"

Fiquei surpreendida com o comentário e perguntei como poderia guardar o meu sorriso  se nunca o havia conhecido?!...

Sorridente, respondeu-me:

"Posso nunca ter visto os seus lábios mas nunca esquecerei o seu olhar... você sorri com os olhos e esse sorriso alegra os nossos dias e renova-nos a Esperança!"

(Senti-me tão Grata!!!... fiquei emocionada e não consegui conter as lágrimas...)

Ele não sabe (nunca saberá)... mas aquelas palavras salvaram-me  naquele dia...

Obrigada!

 

Sorriso Primaveril.JPGNo nosso jardim

 

06
Abr21

As Pessoas...


Acredito que nada acontece por acaso e procuro, sempre, encontrar um propósito para tudo aquilo com que a Vida me brinda...

Não me considero uma "optimista por natureza" (com muita pena minha) mas não sou fatalista ou sequer pessimista... gosto de pensar que sou uma "optimista realista" e esforço-me por vislumbrar (sempre) algo de positivo em todos os acontecimentos vivenciados, até nas experiências mais avassaladoras e dolorosas que teimam em colocar à prova o meu equilíbrio (e já foram muitas, acreditem!)...

Apesar das (muitas) desilusões... continuo a Gostar de Pessoas... até porque... só se desilude quem se ilude e, em última instância, a única responsável pelas minhas ilusões sou eu mesma... sou eu que as crio e as alimento...

Também acredito que Pessoas Felizes vivem focadas na sua própria Vida e não têm tempo para desperdiçar com comentários sobre a Vida alheia, o que me leva a concluir que, lamentavelmente, há por aí muita gente infeliz e com muito tempo disponível...

Aos mais distraídos gostaria de lembrar que a Vida é efémera e cada instante é único e irrepetível... VIVAM (a vossa Vida) e sejam Felizes!

 

H_WS.JPGNo campo...

 

05
Abr21

Sonhar...


O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!

Victor Hugo

 

Sagres_CSV.jpgFarol de Sagres

 

02
Abr21

A Liberdade de... o cunhado


Profundamente honrado pelo convite da autora para escrever sobre liberdade, resolvi dissertar sobre a minha aquando criança, a que conheço porque, porventura, qualquer outra que exista nunca ninguém fez o favor de ma apresentar.

Perto de fazer os onze anos, voltei a acompanhar o meu pai ao Ambriz quando ele lá foi acertar pormenores com o tal fazendeiro para a ta lobra que com esse contratara.
Aquilo deu brado pois teve o condão de despertar recordações na minha mãe aquando do meu primeiro acompanhamento paterno, no mês anterior, que não correra nada bem. Acusou o meu pai de não saber tomar conta de mim, ele vacilou e desculpou-se que eu queria ir, ela reforçou a acusação de incompetência de um pai que nem era capaz de tomar conta de um filho de onze anos, eu vi que assim não tirávamos dali a piroga e meti-me no assunto acusando-ada pouca sorte que tivera com a mãe que arranjara ao calhar-me logo a mim a fava de mãe.
Deixei-os com ela a resmungar e o meu pai a ouvir e calar, e fui tratar da minha vida. Dei ordens terminantes para ninguém naquela casa utilizar a minha bicicleta, e no outro dia metemo-nos à picada.
Na caixa da carrinha viajava um negro grandalhão que o meu pai se encarregara de subtrair às obras. Não via grande utilidade nisso,tão-pouco inconveniente até a precaução paterna me mostrar porquê.
Perto do meio dia parámos para fazer a refeição que a minha mãe preparara para nós: sandes de presunto, outras de queijo, e ainda outras de ovos estrelados. Uma garrafa de laranjada para mim e outra de vinho para ele.
O grandalhão saltou da carrinha, num ápice fez uma fogueira e deu em assar uma raiz de mandioca. Desliguei da refeição materna e da companhia paterna e fui ter com ele aperfeiçoar a sublime arte de assar mandioca. Negociei com ele a minha refeição pela raiz de mandioca, mas ele para manter incólume a honra africana, regateou a preceito. As minhas sandes e a garrafa de vinho do patrão e o negócio tinha pernas para andar.
Fiquei contentíssimo, fui ter com o meu pai e pedi-lhe a garrafa de vinho. Olhou para mim com um ar muito estranho mas eu dei-lhe as justificações para os fins a que se destinava, reforçou o olhar para mim ainda mais espantado como se visse um jacaré em cima das nossas mangueiras a comer-nos as mangas, não disse nada, vazou uma boa porção de vinho pela goela abaixo e deu-me a garrafa por mais da metade, que mais contente do que um pássaro após ter cativado a passarinha para o ninho, a correr fui entregá-la ao seu novo proprietário.
Mirou-a deveras comovido, meteu-a à boca e divorciou-se dela depois de bem vazia e escorrida.Voltou a olhar para mim emocionado e decretou que eu era o mono-chindele (filho do branco) mais porreiro deste mundo, e que o patrão também era bom branco mesmo.
Reencetámos a viagem com o meu pai conduzindo e eu e o grandalhão viajando na caixa da carrinha, com um comendo sandes de presunto, de ovos e queijo, e outro mandioca assada, com ambos notoriamente mais felizes e de bem com o mundo do que quando a viagem se iniciara.
E travando elevados diálogos em perfeito quimbundo sobremaneira esclarecedores sobre as vicissitudes da existência. Ele falando das mulheres dele, duas, umas inúteis que nem davam conta das lavras, e eu da minha mãe que já não sabia mais o que fazer com ela, Deus me desse paciência para a aturar.
O que o levou a concluir, olhando-me deveras pesaroso, que mulher, branca ou preta era toda igual.
 
Texto da autoria de: o cunhado
 

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