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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

30
Ago21

Alimentos de A a Z... Damasco


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o damasco.

 

Alimentos de A a Z_damasco.gif

 

O damasco ou alperce, dependendo da região e país de língua oficial portuguesa, também é conhecido por abricó, abricô, apricó, abricoque, alberge, albricoque, alpece e alperche.

O damasco (Prunus armeniaca) é o fruto do damasqueiro, pertence à família Rosaceae (tal como a maçã, a pêra, o pêssego e outras frutas de caroço duro)Cultivado em zonas temperadas, é considerado um dos mais deliciosos frutos que existem. O seu aroma e sabor únicos e a capacidade de ser conservado, preservando as suas qualidades e características, são responsáveis pela sua grande dispersão geográfica.

Durante milhares de anos, os damascos cresceram nas encostas de montanhas na Ásia Central e China. Na Europa, existem registos de damascos com mais de 2000 anos. O damasqueiro gosta de climas continentais e temperados, sendo o clima mediterrânico o seu preferido. Também pode crescer em climas subtropicais, mas requere aí mais atenção dado estar mais susceptível a doenças e pragas. Existem povoamentos silvestres no Tibete, nas encostas de montanhas em altitudes entre 700 e 3000 metros.

O cultivo do damasco espalhou-se da China para a Pérsia (actual Irão) de onde Alexandre, o Grande, o trouxe para a Europa. Devido ao seu enorme desenvolvimento na Arménia, os Romanos chamaram-lhe Armeniacum malum ou Macã-da-Arménia. Apesar de ter sido cultivado pelos Gregos e Romanos, foi com os Árabes que se espalhou por toda a bacia mediterrânica.

Até ao século XV não era muito popular na Europa. Foi nesta altura que conquistou os paladares e então se espalhou, ao longo dos séculos seguintes, para as Américas, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Esta é uma das árvores de fruto mais cultivadas nas regiões meridionais da Europa e os seus frutos podem ser consumidos frescos ou secos. No mundo ocidental, é utilizado para fazer compotas e, na China e outras regiões da Ásia, é salgado ou fumado. No Japão, o damasco é utilizado para fazer “brandy” de damasco, sendo também consumido em pickle para usos medicinais. O caroço também pode ser utilizado como ingrediente em bebidas alcoólicas e para fazer os famosos biscoitos de Amaretto (Itália).

Mais recentemente, o damasco tem sido utilizado para fazer sumo sendo largamente apreciado e consumido.

O damasco é extremamente nutritivo e usado também com fins medicinais, principalmente em países asiáticos. É geralmente bem tolerado, mas pode, como o morango, provocar reacções alérgicas. Consumido cru pode ter propriedades anti-diarreícas, mas, depois de seco e submetido à mesma preparação que as ameixas, torna-se laxante. O sumo fresco, aplicado no rosto sob a forma de loção, pode ser usado como tónico.

A amêndoa do caroço é bastante oleaginosa e, normalmente, amarga, sinal de que pode conter uma substância que produz ácido cianídrico, pelo que não deve ser ingerida. No entanto, o seu forte aroma e sabor amargo permite ser utilizada como ingrediente em bebidas alcoólicas e biscoitos.

 

Propriedades e benefícios associados ao consumo:

  • o damasco é rico em vitaminas, sobretudo B1, B2, B3, B5, B6 e vitamina C. Este fruto laxante e antioxidante é também uma boa fonte de betacaroteno, de ácido fólico, de cálcio, de cobre, de ferro e de magnésio, além de potássio e de zinco;
  • por conter propriedades redutoras dos níveis de colesterol sanguíneo, a fibra que o damasco contém revela ser um factor protector de inúmeras doenças, como por exemplo a aterosclerose e o enfarte do miocárdio;
  • a acção antioxidante da vitamina C e do betacaroteno presente neste fruto, potencia a condição cardioprotectora, impedindo a oxidação dos ácidos gordos presentes no sangue;
  • o damasco, rico em vitamina A e carotenóides, é um bom contributo para manter a visão saudável. Estudos indicam que a sua ingestão regular pode ajudar a prevenir a degeneração ocular relacionada com a idade;
  • este fruto contém uma boa quantidade de ferro e de cobre, que contribuem para a formação da hemoglobina, sendo assim um bom aliado em casos de anemia;
  • as pessoas com problemas de retenção de líquidos também podem beneficiar do poder diurético do damasco, graças ao seu considerável teor de potássio, assim como aqueles que padecem de doenças cuja sintomatologia inclua edema (inchaço), hipertensão arterial ou gota;
  • se tiver uma digestão difícil ou pesada, o seu conteúdo em taninos ajuda a melhorar esta situação, na medida que esta substância combate a inflamação da mucosa intestinal, facilitando assim os processos digestivos. Neste caso deve sempre ingerir o damasco sem pele, uma vez que esta pode causar irritação no estômago.

 

Como consumir:

O damasco pode ser consumido com casca, mas deve lavar-se antes. O caroço não é comestível mas é facilmente removido, cortando o fruto ao meio. É um alimento delicioso para saladas, tartes e sobremesas e pode ser utilizado em compotas e xaropes.

 

Como escolher / conservar:

Um damasco maduro deve ceder ao toque ligeiro. Evite os moles e com manchas castanhas. Se o damasco não estiver maduro, mantenha-o à temperatura ambiente. Os maduros podem ser mantidos no frigorífico, mas devem ser consumidos em pouco tempo.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de alperce e iogurte

Bolo de alperces

Bolo de tangerina e damascos

Bolo esponja de alperces

Cheesecake de chocolate branco e alperces

Chutney de damasco

Clafoutis de alperce

Creme de alperce

Damascos gratinados com nozes

Doce de alperce

Flan de damascos

Guisado de borrego e alperce

Pastelzinho doce com damasco e requeijão

Peito de perú assado

Perna de pato assada com alperces e batatinha dourada

Pernas de frango com alperces e Vinho do Porto

Quadrados de alperce

Salada alentejana com alperce e milho grelhado

Salada de alperces e mozzarella

Salada de batata-doce, alperce e café de cevada

Salada de frango e damascos

Salada de fruta de Inverno

Sinfonia de damascos com palitos de champanhe

Tarte de alperces

Tarte de arroz-doce com alperces

 

https://www.ativosaude.com/beneficios-dos-alimentos/damasco-fruta/

https://centrofrutologiacompal.pt/alperce/

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/os-beneficios-dos-frutos-do-damasqueiro

https://newmen.pt/afinal-quais-sao-os-beneficios-do-alperce/

https://clinicaspersona.com/damasco-beneficios-propriedades/

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/alperce/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/alperce

https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/pesquisa?search_api_fulltext=alperce

 

27
Ago21

A verdadeira Liberdade é espiritual...


"A verdadeira liberdade não tem nada que ver com o mundo exterior. A verdadeira liberdade não é política, não é económica; é espiritual. A liberdade política pode ser retirada a qualquer momento; a liberdade económica pode desapareceer como uma gota de orvalho com o primeiro sol da manhã. Não estão nas suas mãos. E aquilo que não está nas suas mãos não pode ser chamado de verdadeira liberdade.

A verdadeira liberdade é sempre espiritual. Tem alguma coisa que ver com o seu ser mais interior, que não pode ser acorrentado, que não pode ser algemado, que não pode ser metido numa prisão.

Sim, o seu corpo pode sofrer toda estas coisas, mas a sua alma é intrinsecamente livre. Você não tem de a pedir nem tem de lutar por ela. Já aí está, neste preciso momento. Se você se voltar para dentro, todas as correntes, todas as prisões, todos os tipos de escravidão desaparecem - e há muitos. A liberdade é uma só; as escravidões são muitas - tal como a verdade é só uma e as mentiras podem ser aos milhares.

O que é exactamente a substância mais íntima da liberdade? É você estar livre do passado e estar livre do futuro. É não ter memórias que o prendam ao passado, arrastando-o sempre para trás - isso é contra a existência; nada anda para trás. E é também a sua libertação da imaginação, do desejo, da ânsia, que o arrastam em direcção ao futuro.

Nem o passado nem o futuro existem. Tudo o que tem nas suas mãos é o presente. E uma pessoa que viva no presente, sem o fardo do passado nem do futuro, conhece o gosto da liberdade. Não há correntes - correntes de memórias, correntes de desejos. Estas são as correntes reais que prendem a sua alma e nunca o deixam viver o momento que lhe pertence."

Osho in Liberdade_a coragem de ser genuíno

 

dias....JPG

Ria de Alvor...

 

26
Ago21

No entardecer dos dias de Verão...


No entardecer dos dias de Verão, às vezes,

Ainda que não haja brisa nenhuma, parece

Que passa, um momento, uma leve brisa...

Mas as árvores permanecem imóveis

Em todas as folhas das suas folhas

E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,

Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...

 

Ah!, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!

Fôssemos nós como devíamos ser

E não haveria em nós necessidade de ilusão...

Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida

E nem repararmos para que há sentidos...

 

Mas Graças a Deus que há imperfeição no Mundo

Porque a imperfeição é uma coisa,

E haver gente que erra é original,

E haver gente doente torna o Mundo engraçado.

Se não houvesse imperfeição, havia uma coisa a menos,

E deve haver muita coisa

Para termos muito que ver e ouvir...

Alberto Caeiro

 

 

F_2.JPG

Mata Nacional_Portimão

 

23
Ago21

Alimentos de A a Z... Chuchu


No seguimento da rubrica"Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos oo chuchu.

 

Alimentos de A a Z_chuchu.gif

 

O chuchu, cujo nome científico é Sechium edule, pertence à família das Cucurbitáceas assim como outros vegetais como a curgete, pepino, melão, abóboras, melancia, etc. Caracteriza-se por ser uma cultura trepadeira herbácea e por essa razão, cresce normalmente em muros, paredes ou cercas que possuam alguma estrutura para que as suas gavinhas se possam “agarrar”.

Esta cultura teve origem no continente americano, mais propriamente na América Central, onde era bastante apreciado pelos Aztecas devido ao seu sabor característico e suave, que permitia ser consumido ao longo de todo o ano, acabando pelo seu cultivo se difundir um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, conhecido por machucho ou caiota nos Açores e pimpinela ou pepinela no arquipélago da Madeira, é utilizado em diversos pratos característicos da sua gastronomia regional. Nestas ilhas, o chuchu é muitas vezes utilizado em caldeiradas ou cozido juntamente com outros alimentos como feijão, batatas ou maçarocas de milho.

No nosso país, encontra-se uma grande variedade deste vegetal quanto à forma, tamanho e cor. A forma do chuchu assemelha-se à da pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos e a cor varia do branco ao verde bem escuro. 

Habitualmente, o chuchu não é consumido cru. Pode ser usado assado, em refogados, sopas, cremes, purés, bolos ou saladas frias. Possui a vantagem de crescer facilmente em quase todos os locais, caracterizando-se por ser, além disso, económico e muito versátil.

 

Benefícios associados ao consumo:

1 . Baixo em calorias

Uma das propriedades que torna o chuchu um alimento muito benéfico é o facto de este ser baixo em calorias e rico em água (uma chávena de chuchu cozido possui em média cerca de 40 calorias além de não possuir colesterol). Por essa razão, para quem quer manter ou adquirir uma alimentação mais saúdavel e baixa em calorias, o chuchu é uma óptima opção.

2. Rico em fibra

O chuchu é rico em fibra dietética, que é muito útil para ajudar a  controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o coração saudável, diminuindo os níveis de colesterol mau no sangue. Para além disso, confere uma sensação de saciedade auxiliando no bom funcionalmente intestinal.

3.  Rico em vitaminas, antioxidantes e minerais

O chuchu possui na sua constituição vitaminas como as vitaminas A, C e do complexo B, antioxidantes e é riquíssimo em minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, zinco entre outros);

4 . Contribui para um cabelo e pele bonitos e saudáveis

O chuchu contém vitaminas C, E e zinco, que auxiliam no processo de obtenção de uma pele e cabelos bonitos e saudáveis.

  • vitamina C ajuda a retardar o processo de envelhecimento da pele e cabelos;
  • vitamina E ajuda a dar uma nutrição extra e confere elasticidade e firmeza à pele;
  • O zinco auxilia no controlo da oleosidade da pele;

5. Auxilia no controlo da pressão arterial

Por possuir altos níveis  de potássio  na sua constituição, o chuchu  ajuda a equilibrar os efeitos do sódio no organismo, evitando a hipertensão.

6. Combate a anemia

O chuchu é composto por boas quantidades de ferro e de vitamina B2 (cuja deficiência, no corpo, está associada muitas vezes a casos de anemia).  Este  tipo de  nutrientes presentes no chuchu  estimulam a produção de glóbulos vermelhos, aumentando os níveis de hemoglobina.

No que diz respeito à  vitamina C, zinco e cobre auxiliam no processo de  absorção de ferro pelo organismo.

7. Diurético

O Chuchu, por conter bastante água, é considerado diurético. Por essa razão, previne doenças e problemas renais.

8. Regulação do trânsito intestinal

Por ser rico em fibras, ajuda no bom funcionamento do trânsito intestinal auxiliando quem tem este tipo de problemas.

9. Evita o envelhecimento precoce

Por ser rico em antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células do nosso organismo.

10.  Torna o nosso sistema imunitário mais forte

O Chuchu contém zinco e Vitamina C, que dão uma ajuda importante no fortelecimento do sistema imunitário e a evitar doenças.

Alerta-se, contudo, para o facto da sua ingestão poder estar restrita no caso de insuficiência renal.

 

Como comprar e conservar

Aquando a compra do chuchu certifique-se que este apresenta a casca brilhante, sem manchas amareladas nem sinais de podridão e rejeite-o se a sua consistência se apresentar mole.
Por ser um vegetal frágil, machuca-se com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada, portanto, deve-se ter cuidado no seu manuseamento. 

Ao descascar o chuchu deve fazê-lo debaixo de água corrente, uma vez que este solta uma substância viscosa que não é fácil de remover das mãos.

À temperatura ambiente o chuchu conserva-se durante 3 dias, já no frigorífico, deve ser acondicionado dentro de um saco plástico, conservando-se assim durante uma semana. 
Pode conservar o chuchu descascado e picado até 3 dias, desde que conservado num recipiente fechado ou num saco de plástico, na parte inferior do frigorífico.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de chuchu com côco

Bolo fofo de chuchu e chocolate

Borrego estufado

Centros de pescada com chuchu

Chuchu recheado

Chuchu refogado

Creme de agrião e chuchu

Creme de espinafres com chuchu

Doce de chuchu na bimby

Salada de chuchu

Sumo de pepino, chuchu e alface

Vinagrete de chuchu

 

https://acientistaagricola.pt/chuchu-conheca-10-beneficios/

https://agriculturaemar.com/como-plantar-chuchu-em-casa-tudo-o-que-deve-saber/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/chuchu

https://www.be-the-story.com/pt/alimentacao-saudavel/chuchu-o-principe-asteca/

 

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