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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

28
Fev22

Alimentos de A a Z... Manjericão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a manjericão.

Alimentos de A a Z_manjericão.jpg

 

O manjericão grande ou manjericão doce (Ocymum basilicum) é uma planta herbácea anual da família das mentas que também são lamiáceas (labiadas) e existem cerca de 150 variedades. Uma delas é o nosso manjerico dos santos populares.

Todas elas com propriedades muito semelhantes. Esta variedade é conhecida entre nós por alfádega, basílico, alfavaca, erva-real ou manjericão de folha grande. Chega a atingir 45 centímetros de altura e 30 de amplitude, com folhas verdes e pequenas, estriadas e pontiagudas, de cor verde. O caule é pequeno, anguloso, muito ramificado de cor verde claro. As flores de manjericão são pequenas, cheirosas que vão do branco ao púrpura e formam grandes cachos terminais. Floresce no Verão e é considerado uma das ervas aromáticas mais populares em todo o mundo.

O manjericão é originário do Médio Oriente, da Índia e da região mediterrânica, mas é hoje plantado um pouco por todo o mundo. Apareceu na Europa no séc. XVI.

O seu aroma e sabor devem-se ao óleo assencial anetol que também é um dos constituintes principais do anis. O componente estragol, também existente no estragão, o eucaliptol e o eugenol também fazem parte do cravinho e o linalol que também existe na alfazema. Daí o forte aroma quase inebriante do manjericão. É uma boa fonte de betacaroteno, que é a vitamina A existente nos vegetais e frutos amarelos, um dos melhores aliados do seu bronzeado. Tem ainda cálcio e vitamina C. 

 

Benefícios associados ao consumo

É um tónico geral do organismo e um desinfectante digestivo. Aperitivo, estimula o fígado, é diurético e refrescante. É ainda utilizado para aliviar inflamações dos brônquios, gases intestinais, vertigens, insónias nervosas, espasmos gástricos, depressão, perdas de memória e dores menstruais. 

Estudos feitos sobre esta planta indicam que é um estabilizador dos níveis de glicemia, podendo ser utilizado para controlar a diabetes. Quando aplicada na pele, pode, contudo, causar alergias nas tezes mais sensíveis. De acordo com a America Cancer Society, uma dieta rica em vitamina A pode diminuir o risco de alguns tipos de cancro.

Em forma de chá, o manjericão alivia dores de cabeça de origem nervosa e regulariza o ciclo menstrual. Quando diluído em água com algumas gotas e inalado, o seu óleo essencial pode ser usado para tratar bronquite crónica e sinusite. Quando diluído em óleo de amêndoas doces ou azeite, pode utilizar-se em massagens para aliviar dores reumáticas e inflamações das articulações.

 

Na culinária

A cozinha tradicional italiana é quase impensável sem manjericão (basílico) onde é o componente principal do pesto. Muito utilizado para condimentar pratos de massa, saladas, peixes, cereais, carne, cogumelos, pizas, enchidos, molhos e ovos. Combina muito bem com queijo fresco.

O manjericão utiliza-se ainda no fabrico de licores. Quando seco, pode juntar-se ao vinagre ou azeite para lhe conferir o sabor. Para que conserve melhor o seu aroma, é preferível utilizá-lo cru, picado ou moído. Pode substituir o tomilho, a segurelha ou o alecrim.

 

No jardim

O manjerico ou manjericão constituem bonitas plantas ornamentais, para além de serem boas companheiras das hortícolas, consociando-se muito bem com o tomateiro. Plantado em filas alternadas, protege-o dos insetos e doenças, melhorando o seu sabor e estimulando o seu crescimento. É também um bom repelente de moscas, mosquitos e mosca da fruta.

Para isso, é muito útil colocar um vaso de manjericão em cima da mesa quando se tomam refeições ao ar livre. Convém, no entanto, despontar o topo da planta para que cresça mais robusta e forme pequenos arbustos. Algumas variedades dão lindas plantas de interior. Todavia, este dá-se mal com a arruda, talvez porque esta é muito amarga e o manjericão doce.

 

Como conservar

Pode ser conservado fresco ou seco, mas recomenda-se usar as suas folhas enquanto novas, pois estas perdem o seu aroma depois de secas.
Fresco:
Pique as folhas de manjericão e coloque-as num recipiente fechado, com azeite.
Seco:
Em recipiente fechado protegido da luminosidade e humidade.

 

Sugestões de utilização:

Bolas de ricota com manjericão

Bolo de manjericão e morango

Escalopes de vaca com presunto e manjericão

Frango com alho e manjericão

Gnocchi com aroma de manjericão

Lulas ao manjericão com azeitonas

Molho cremoso de alho e manjericão

Peito de frango com manjericão

Salada verde com manjericão

Sopa de tomate com pesto de manjericão

Sorvete de abacaxi e manjericão

Tagliatelle com manjericão

Tomate e manjericão

Tostas de pesto de manjericão com queijo da ilha

Vinagrete de manjericão

 

https://www.evasoes.pt/o-que-fazer/manjericao-os-segredos-da-planta-que-perfuma-o-verao/910821/

https://www.margao.pt/historias-de-sabor/origem/manjericao

https://www.plantarportugal.org/blog/plantar-manjericao

https://web.archive.org/web/20111027130404/http://www.cm-guimaraes.pt/files/1/documentos/horta/comocultivar/MANJERICAO.pdf

https://www.dignus.pt/2020/10/20/o-poder-terapeutico-do-manjericao/

 

21
Fev22

Alimentos de A a Z... Manga


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a manga.

Alimentos de A a Z_manga.jpg

 

A manga (Mangifera indica L.) é da mesma família (Anacardiaceae) do caju, do pistácio e, curiosamente, da hera venenosa. Esta é uma família numerosa com 73 géneros e cerca de 600 a 700 espécies. Nativa da Ásia, pensa-se que a origem mais precisa seja na região do nordeste Indiano e Birmânia, tendo-se espalhado pelo sudeste Asiático e Malásia há mais de 1500 anos. Chegou ao continente africano há cerca de 1000 anos e foi trazida para a Europa pelos portugueses e, um pouco mais tarde, pelos ingleses. Como tantos outros frutos, a manga foi levada para as Américas pelos colonizadores. Chegou ao Brasil no século XVII e à Flórida no final do século XIX.

Os comerciantes portugueses e espanhóis levaram mangas da Índia para a África Oriental, Filipinas e México, seguindo daqui para o Havai. Na Flórida, a produção cresceu muito durante o século XX, mas, no final do século, a urbanização, congelamentos e furacões reduziram o cultivo de 7000 para 2500 hectares. Em 1992, o furacão Andrew reduziu a área de produção da Flórida para 1000 a 1500 hectares, mantendo-se nestes valores até hoje. Apesar da pequena escala, a indústria da Flórida tem sido extremamente valiosa para o cultivo de manga em todo o mundo, devido à investigação que realiza e ao desenvolvimento de cultivares.

A manga é a fruta nacional da Índia, do Paquistão e das Filipinas, e a mangueira é a árvore nacional do Bangladesh. Existem outras espécies de mangas, muito menos conhecidas, com cultivo quase limitado às suas zonas de origem.

Os maiores produtores de mangas são a Índia, a China, a Tailândia e a Indonésia, mas as mangas são produzidas em muitas zonas com condições propícias, seja na Ásia, no Pacífico, na Austrália, em África, no Brasil, na América Central, em Israel ou no Sul dos Estados Unidos (Flórida).

As condições óptimas para o cultivo das mangueiras são climas tropicais, com uma estação seca marcada. As mangueiras preferem exposição solar total e solos arenoargilosos.

As mangueiras podem ser cultivadas em Portugal, em zonas de clima mais quente como as ilhas ou o Algarve, mas também noutras zonas, desde que em locais soalheiros, de preferência voltados a Sul, abrigados dos ventos e geadas, ou em estufas com boa exposição solar.

A propagação das mangueiras é actualmente geralmente feita por estaquia e por enxertia, para se obterem plantas fiéis às cultivares. Antigamente, mesmo as plantações comerciais propagavam-se por semente.

Hoje em dia, podemos propagá-las por semente em casa a título de curiosidade, abrindo com cuidado o grande caroço com uma tesoura de podar e retirando a semente que se encontra no interior.

Uma boa maneira de germinar a semente é em algodão, como se fosse um feijão.

As mangas são um dos frutos de origem tropical mais apreciados, consideradas por alguns como a “rainha das frutas”. Consumir uma manga de uma boa variedade, no ponto de maturação exacto, é sem dúvida uma óptima experiência.

As mangas, no Ocidente, são geralmente consumidas frescas, usadas em saladas de frutas ou em sumos.

Na América Central e do Sul, bem como na Ásia, costumam consumir-se também mangas verdes, polvilhadas com sal e sumo de lima.

Também se consomem mergulhadas num molho picante e agridoce contendo sal, açúcar, pimentas e molho de soja. São igualmente utilizadas numa série de pratos salgados como caris, pratos com galinha, saladas de marisco, entre outros.

 

Benefícios associados ao consumo

As mangas são ricas em vitaminas A e C, possuindo um elevado teor de antioxidantes, fibras e minerais.

O consumo de mangas ajuda a controlar a tensão arterial, fortalece o sistema imunitário, melhora a saúde da pele, graças ao conteúdo de vitamina A, e protege as células graças aos seus antioxidantes.

 

Sugestões de utilização:

Batido de ananás e manga

Bolo de manga

Bolo de manga fofo e húmido

Cheesecake de manga

Cocktail de camarão e manga

Compota de manga

Copos de chia com manga e côco

Gelado de espinafres, manga e banana

Gelado de manga

Hambúrguer com manga e molho de tomate e caril

Mousse de manga

Mousse de manga rapidíssima

Pudim de manga

Salada de camarão com manga e abacate

Semifrio de manga

Smoothie de banana, manga e espinafres

Sorvete de manga e alfazema

Strudel de manga e mirtilos com chocolate

Tarte de manga

 

https://www.compal.pt/origem-das-frutas/manga/

https://revistajardins.pt/mangas-caracteristicas/

https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/pesquisa?search_api_fulltext=manga

 

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