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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

20
Nov20

A Liberdade de... Rik@rdo


FALAR DE LIBERDADE

Gosto de escrever. Regra geral escrevo poesia e não prosa. Mas ao receber o simpático convite da MJP a fim de falar um pouco de LIBERDADE não resisti, e aqui estou eu a aventurar-me pelos caminhos da dita liberdade.

Essa, a liberdade, tem muitos caminhos, estando eu, neste momento, numa encruzilhada, olhando em várias direcções, tentando escolher o caminho certo, numa questão de opinião.

A liberdade define-se como sendo uma condição em que a pessoa tem o direito de escolher livremente o seu caminho, dentro dos vários que existem. Pode ser bom para a pessoa, como pode, aos olhos de outrem, ser mau.

No entanto, essa liberdade tem de ser sempre baseada e orientada, no mais nobre mandamento, quiçá sentimento, que existe: O RESPEITO, pela liberdade dos outros.

A condição de ser livre, insere a capacidade de escolha, autodeterminação, independência de pensamento e forma de agir, dentro de uma perspectiva da não submissão, e/ou de uma servidão imposta, como acontecia antigamente, o grave e inaceitável “ encarceramento humano” de pessoas feitas escravas.

Existe quem considere a liberdade uma utopia. Não a considero assim, embora reconheça que, muitas pessoas, vivam uma liberdade muito própria, esquecendo-se que a sua liberdade deve terminar onde começa a liberdade dos outros.

Não é por acaso que na justiça existem a liberdade condicional e a liberdade provisória. Essas, indicam que, o individuo, masculino ou feminino, não cumpriu com o direito que a sua liberdade lhe exigia. O RESPEITO, por outra liberdade, que não a sua.

Tal significa que a liberdade de acção deve ser sempre orientada num espírito correcto.

Gozando a pessoa da sua condição de ser livre, usufruindo dos direitos e garantias, e de uma independência de autonomia e escolha, nunca se deve esquecer que, o deve fazer dentro de uma concepção de justiça geral, que por LEI, é “obrigado” a gerir, o seu conceito de liberdade.

Dentro dos direitos e garantias, existe – como acima refiro - a Liberdade provisória, que é um pouco diferente, na sua génese, da liberdade condicional.

Na liberdade condicional, o individuo, cumpre uma pena a que já foi condenado – ou seja: já houve julgamento final, definitivo, em tribunal, podendo fazer a sua vida normal.

A liberdade provisória, indicia que já houve presença em Tribunal, mas o julgamento ainda não é definitivo, podendo após esse, ser privado dessa liberdade, que pode passar a ser liberdade condicional, ou a prisão efectiva, perdendo assim, (na prisão efectiva) a liberdade de viver e caminhar, através de um caminho à sua escolha.

Nestes desígnios, encontra-se uma escolha, pela pessoa, de uma liberdade má, que não se coaduna, com os mais belos desígnios dos direitos, liberdades e garantias.

Acontece ainda que, dentro do conceito de liberdade, confere à pessoa, o direito de opinião, chamada a liberdade de expressão.

Essa, confere-lhe o direito de expressar a sua opinião sobre qualquer facto, seguir as suas crenças, sejam religiosas ou não, sem que a chamada censura, o proíba ou condene.

No entanto, esse direito de exprimir as suas ideias, pensamentos, ideais, quiçá religiosos, nunca pode sair de dentro da capacidade de respeitar a opinião de outra pessoa - seja individual ou colectiva, que pode ser diferente -, tendo como objecto, a injúria e/ou difamação, numa forma discriminatória, só porque, a sua opinião não se coaduna, com a de outrem.

É evidente que falar de LIBERDADE não é fácil. Muitos filósofos – não vou mencionar os seus nomes – que falaram (ou falam) sobre a liberdade, se gerem por opinião diferente, ainda que, mais ou menos comparáveis, mas todos dissertam sobre o mesmo diapasão: RESPEITO.

Por isso, eu, que sou um simples escriba, deixo a minha opinião, tendo a consciência de estar muito longe de ser completa, visto o conceito de LIBERDADE, ter o tamanho do Universo, mas está muito perto, senão junto, da palavra e conceito que defendo e sempre defenderei: O RESPEITO.

 

Texto da autoria de: Rik@rdo

 

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