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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

21
Fev19

Pensar e agir positivamente


Todos os dias somos confrontados com notícias devastadoras e deprimentes. A abertura dos noticiários televisivos e as primeiras páginas dos jornais são preenchidas com notícias de catástrofes naturais, acidentes e todo o tipo de crimes, recheadas de imagens chocantes onde impera a violência e a perda de vidas humanas.
O que é um facto incontestável e incontornável é que este género de notícias desperta intensamente a atenção dos cidadãos. Lamentavelmente não vemos nas capas dos jornais, nem nos noticiários televisivos, referência a histórias (reais) de humanismo e solidariedade (que existem, felizmente). Na minha humilde opinião, estes assuntos é que deveriam prender a nossa atenção e fazer a manchete dos media, constituindo um exemplo positivo a seguir.

A nossa mente deveria focar-se no lado positivo da vida, nos fenómenos relacionados com o bem-estar dos cidadãos, nas atitudes altruístas.

O “problema”, quanto a mim, reside no facto de termos sido “formatados/educados” para nos focarmos no lado negativo da vida, “reclamar só por reclamar”, de forma irreflectida, sem saber muito bem porquê.

generalidade das pessoas afirma que “isto e aquilo está mal”, mas quando questionadas sobre a melhor forma de fazer, de modo a dar resposta às suas críticas, não são capazes de apresentar uma única sugestão, escudando-se no facto de que o poder de tomar decisões não está nas suas mãos, abdicando, assim, de forma inconsequente (e, muitas vezes, inconsciente), da liberdade e do poder de agir e de pensar pela sua própria cabeça, deixando “espaço”, liberdade e poder para “outros” decidirem (por eles e por nós) a seu belo prazer, sem “dar cavaco” a ninguém.

Acredito que a maioria das pessoas prefere abdicar da liberdade para tomar decisões porque tem consciência das responsabilidades inerentes a uma tomada de decisão. Todas as nossas acções têm consequências que, nem sempre são boas ou agradáveis e que, muitas vezes, geram conflitos e desarmonia.

Não é por acaso que, hábil e ardilosamente, os nossos decisores políticos usam e abusam dessa prerrogativa e justificam todas as decisões, por mais injustas, irresponsáveis e até “criminosas” que sejam, com o facto de “não haver alternativa”!

Se, cada um de nós, reflectir um bocadinho, chegará à conclusão de que esta premissa é falsa. Há sempre alternativa. Qualquer que seja a situação, há sempre, pelos menos, duas formas distintas de agir, “dois caminhos”, que encerram, em si, consequências diversas. O que é preciso analisar, discutir e avaliar é qual delas origina resultados mais favoráveis ou menos gravosos para os interesses defendidos.

Se persistirmos no erro de nos demitirmos de pensar pela nossa cabeça, talvez mereçamos continuar a ser manipulados, enganados e, até, brindados com afirmações dos mais altos responsáveis políticos, que deveriam envergonhar um país que se afirma democrático e defensor dos direitos dos cidadãos.

Não se acomodem, não se resignem... usem, sabia e criteriosamente, o vosso poder de pensar e agir positivamente , contribuindo, de forma activa, para uma sociedade que se quer mais humana, justa e inclusiva!

 

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