Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

16
Jul19

Perturbação Mental: sinais precoces e mitos associados...


Sinais precoces

Como identificar sinais precoces de perturbação mental:

Conhecer os sinais precoces que podem indiciar uma perturbação mental, conduz, habitualmente, à procura de ajuda médica mais cedo, o que pode contribuir para a redução da severidade dos sintomas ou, mesmo, retardar ou prevenir o desenvolvimento de uma perturbação mental.

Os sinais e/ou sintomas das perturbações mentais mais severas (tais como a esquizofrenia e a perturbação bipolar) raramente surgem de forma repentina.

A vergonha, o medo, a negação e outros sentimentos podem constituir entraves, para os doentes e/ou as famílias e amigos, no que se refere à procura de ajuda especializada. No entanto, actualmente, com a evolução das diferentes abordagens terapêuticas (farmacológicas e não farmacológicas), é possível ajudar e tratar de forma segura e eficaz.

  

Quais os sinais de "alerta"?

* Perda de interesse ou abandono do convívio com as pessoas habituais

* Alteração na maneira habitual de "funcionar" (na escola, no trabalho ou em casa)

* Problemas de concentração, memória, ou do pensamento lógico e da maneira de falar, difíceis de explicar

* Aumento da sensibilidade ao som, luz, cheiros e evitamento de locais barulhentos

* Falta de vontade ou desejo de participar nas actividades habituais, ou apatia

* Uma vaga sensação de estar desligado de si próprio e dos que os rodeiam (sensação de "irrealidade")

* Crenças pouco habituais ou exageradas acerca de poderes pessoais em compreender significados ou de mudar acontecimentos

* Medo ou desconfiança dos outros ou uma estranha sensação de se sentir nervoso

* Alterações graves no padrão de sono ou no apetite

* Alteração dos hábitos de higiene

* Oscilações grandes e bruscas nos sentimentos, ou nos níveis de energia

 

Mitos

Regra geral, as pessoas receiam falar sobre saúde mental, porque existem muitos mitos associados às doenças/perturbações mentais. É fundamental conhecer a realidade para combater a discriminação e a exclusão social.

1. Mito: Não há esperança para os “doentes mentais”

Realidade: Todos os dias surgem novos tratamentos e novas abordagens para combater a perturbação mental. A imagem do passado, do doente mental que não conseguia funcionar ou ser produtivo, já não é uma realidade. Actualmente, as pessoas com perturbação mental podem ser activas e produtivas.

2. Mito: As pessoas com doença mental são violentas

Realidade: A maioria das pessoas afectadas por perturbações mentais não é mais violenta do que a população, em geral. (É muito provável que conheça alguém, muito perto de si, que sofre de uma perturbação mental... e, provavelmente, nem se apercebeu).

3. Mito: As doenças mentais não me atingem

Realidade: As perturbações do foro mental são muito frequentes; podem atingir qualquer pessoa, independentemente da idade, etnia, religião, género, orientação sexual, personalidade, nacionalidade, condição económica e/ou social...

4. Mito: As doenças mentais surgem nas pessoas fracas de carácter

Realidade: Cada pessoa tem as suas características específicas e já foi amplamente demonstrado (cientificamente)  que as perturbações mentais têm origem multifactorial (variáveis genéticas, biológicas e psicológicas,  condições sociais adversas ou fatores ambientais).  Existem famílias com vários casos da mesma perturbação mental e há factores sociais que podem precipitar o aparecimento da perturbação, como, por exemplo, o desemprego de longa duração.

5. Mito: Os medicamentos são químicos e provocam dependência

Realidade: A evolução das Ciências da Saúde tem esmiuçado o conhecimento sobre o corpo humano e as alterações que as doenças provocam, assim como o desenvolvimento dos medicamentos para as tratar, tornando-os seguros e eficazes, aliados a terapias não farmacológicas. 

6. Mito: As psicoterapias e auto-ajuda são uma perda de tempo

Realidade: A psicoterapia é uma forma de terapia não farmacológica, realizada por técnicos com formação específica (psicólogos, psiquiatras). Muitas vezes são usadas em associação com o tratamento farmacológico.

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.