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Liberdade aos 42

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08
Jul19

Sobre a corrupção...


Bom dia Pessoas Lindas e Maravilhosas!

Durante o fim-de-semana, enquanto "arrumava" algumas pastas no computador, encontrei um artigo que escrevi (e publiquei num jornal), em Fevereiro de 2013... passados mais de seis anos, não me parece, assim, tão desactualizado... pelo que, decidi partilhá-lo, aqui, no blog...

 

"Combate à corrupção… a alternativa à austeridade!

Habituámo-nos a ouvir “as mentes iluminadas deste país”, a começar pelos nossos digníssimos governantes (acima de qualquer suspeita) afirmar, repetida e incessantemente, que não há alternativa à austeridade. Ora, como diz o sábio povo: “uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade”!... No entanto, se analisarmos atentamente o contexto e as razões que estiveram na origem da crise, constatamos que, afinal, a verdade é que existe alternativa à austeridade, assim haja vontade para tal, de quem nos (des)governa!

Tentaram e tentam, todos os dias, vender-nos a ideia de que a culpa é dos portugueses… porque viveram, durante anos, acima das suas possibilidades, endividaram-se, gastaram muito mais do que ganharam e, agora, têm, por isso, o merecido castigo… a austeridade!

Isto não passa de uma enorme falácia, ardilosamente arquitectada pelos verdadeiros culpados, aqueles que, durante anos, (des)governaram o país, subvertendo completamente o conceito de “servidor do Estado”, acautelando apenas os seus próprios interesses e dos seus amigos, servindo-se do poder e do estatuto que as funções de Estado lhes conferiam, afundando o país em dívidas astronómicas, que conduziram à triste e grave situação que vivemos actualmente. O problema é que estes senhores continuam a viver copiosamente, à margem da crise que eles próprios criaram, enquanto o grosso da população (o povo) agoniza mergulhado em dívidas, sem emprego, no limiar da pobreza.

Assistimos a um discurso político, ampla e habilmente difundido pelos órgãos de comunicação social, alicerçado numa realidade, propositadamente distorcida, “desenhada a régua e esquadro”, de acordo com os interesses dos “mensageiros”, cujo verdadeiro (e único) objectivo é condicionar e manipular a atitude do cidadão mais incauto e menos esclarecido.

O discurso governamental visa manter o “povo” distraído e ocupado a degladiar-se por migalhas, fazendo crer que a crise, o colapso do EStado social, é culpa dos desempregados que auferem subsídio de desemprego e dos beneficiários do rendimento social de inserção. Na verdade isto representa “tostões” quando comparado com os milhões que os verdadeiros responsáveis (intocáveis governantes e ex-governantes e “amigos” corruptos) desviaram, em benefício próprio, tendo o cuidado de construir leis que lhes permitem passar incólumes pelas malhas da justiça.

A verdade é que não há uma estratégia nacional de combate à corrupção porque não há interesse nem vontade política. Assistimos à proliferação de organismos, desarticulados entre si, que não produzem efeitos práticos. Existe uma comissão de ética no Parlamento não actuante, um grupo de trabalho de acompanhamento que não produz relatórios e um Conselho de Prevenção da corrupção (no Tribunal de Contas) que conta com um orçamento anual de 120 mil euros.

Ao contrário do que nos querem fazer crer, existem soluções, quer a nível político, quer a nível judicial, para combater a corrupção e evitar as medidas de austeridade. Na esfera política, reforçar a transparência e simplificar a legislação; no domínio da justiça, punir os criminosos e “ir atrás do dinheiro roubado”.

O combate à corrupção é um dever de cada um de nós, enquanto cidadãos. É fundamental estar alerta e denunciar situações ilícitas de que tenhamos conhecimento, sob pena de que se não actuarmos activamente, seremos cúmplices por omissão e estaremos a compactuar com esquemas fraudulentos, que se irão perpetuar e hipotecar a vida das gerações futuras."

 

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