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Liberdade aos 42

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05
Jun19

Stress: amigo ou inimigo?!...


O stress é uma realidade incontornável da vida moderna. Afecta, indiscriminadamente, qualquer cidadão, independentemente do género, idade ou condição social. Homens e mulheres, novos e velhos, ricos e pobres: ninguém está imune ao stress. Sob a sua influência, quase todos nos deixamos subjugar pela irritabilidade e tensão nervosa. Em alguns de nós, os seus efeitos podem ocasionar perturbações graves.

O stress pode desencadear ou precipitar, directa ou indirectamente, a manifestação e/ou progressão de algumas patologias somáticas, como asma, enxaquecas, úlceras gástricas, problemas sexuais, perturbações do sono, doenças cardiovasculares e, até, alguns tipos de cancro. Mas também agride a mente, contribuindo para o desenvolvimento de alguns transtornos do foro psicológico, como ansiedade, ataques de pânico, depressão, entre outros. Mesmo nos casos em que não provoca uma doença concreta, o stress continuado gera mal-estar.

O stress constitui uma importante causa de absentismo laboral e procura de cuidados médicos, sendo responsável por milhões de prescrições, a nível mundial, de antidepressivos, ansiolíticos e comprimidos para dormir, que, na maioria das vezes, não resolvem o problema porque, apenas, actuam sobre a sintomatologia, “ignorando” a causa. Podem ajudar a não desanimar perante as dificuldades, mas nunca (ou, muito raramente) conduzem à verdadeira cura. Perante tal facto, evidencia-se a importância da psicoterapia. Existem muitos outros tratamentos, ditos complementares/alternativos, de onde se destacam a acupunctura ou a fitoterapia, que reforçam as defesas do organismo. Uns revelam-se fiáveis, outros não. Alguns carecem, ainda, de evidência científica. A luta contra o stress torna-se, por isso, um negócio de milhares de milhões de euros.

Quando somos sujeitos a exigências que excedem a nossa capacidade, em termos de energia, tempo ou recursos, é natural que atinjamos um estado mais intenso de stress. Nestas situações, é aconselhável fazer uma pausa e descansar, ao invés de pôr à prova os nossos limites e tentar fazer muitas coisas em simultâneo.

Existem muitas pessoas que, erradamente, apesar do desgaste que o esforço excessivo provoca nas suas reservas físicas e mentais, continuam a exigir cada vez mais de si próprias.

A certa altura, os alertas do organismo tornam-se frequentes. É provável que comecem a ter dificuldades em adormecer, que se sintam um pouco deprimidas ou ansiosas, além de apresentarem outros sintomas físicos como palpitações, problemas digestivos ou dores de cabeça.

Inevitavelmente, a sua capacidade de concentração diminui, tal como a produtividade. Para tentar compensar o fraco desempenho, é provável que trabalhem ainda mais, entrando num “círculo vicioso”.

O stress continuado poderá causar perturbações da ansiedade, como, por exemplo, a agorafobia (medo irracional de “perda de controlo” em espaços abertos/locais públicos), ataques de pânico ou depressão.

No entanto, o stress não merece, contudo, ter uma imagem tão negativa, já que se trata de um dos “motores” da vida. Sem ele, não nos apeteceria sair da cama diariamente, não teríamos, seguramente, aquele sentimento de satisfação quando ultrapassamos, com êxito, as dificuldades e os problemas do quotidiano. O stress pode ser, inclusive, uma importante fonte de prazer, como qualquer desportista é capaz de confirmar.

Genericamente, podemos definir o stress como a situação de alerta, física e mental, que nos prepara para satisfazer uma necessidade ou superar uma dificuldade. Quando a tensão aumenta, os níveis de atenção e de concentração também crescem e, como consequência, o desempenho melhora, ou seja, o stress permite-nos enfrentar e vencer os desafios, utilizando o máximo das nossas capacidades.

Portanto, algum stress não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, já que a sua ausência produz tédio e apatia e diminui a concentração. No entanto, até mesmo as coisas boas devem ser evitadas, quando em excesso. A regra de ouro é a moderação. A sobre-excitação prolongada ou muito intensa tem, como consequência inevitável, o declínio do desempenho.

 

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