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Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

17
Jan20

A Liberdade de... Calimero



Há pessoas que nos acrescentam e nos devolvem o melhor de nós, a MJP e uma dessas pessoas!

Grata por tamanha honra em estar na estante da tua Liberdade! 

Grata por existires na minha vida!


Era so isto! 

 

 

Liberdade

 

Liberdade, não foi aquilo que a vida me limitou quando me colocou no caminho batalhas árduas para ultrapassar..

Liberdade não e  aquilo que limita alguém que não pode fazer as suas escolhas por sua livre vontade, mas depender de quem as faça por si!

Liberdade não e aquilo que me limita e me condiciona todos os dias da minha vida…  

Liberdade, era poder ter escolhido outros caminhos que não pude..

Liberdade, ainda assim ,é aquilo que tive que agarrar e ir a luta e não desistir!

A minha liberdade é saber que aquilo que a vida não me deu, me devolve em sorrisos e abraços !

Genuinos e sinceros!

E ouvir alguém dizer quando lhe perguntas .!Quem e a tua amiga!?

Nana (que sou eu)!

E me da um abraço do tamanho do mundo!

Mas não fui livre para ter podido dizer:

Não quero que isto seja assim!

Não me foi dado essa escolha!

 

Mas sei que ele é tão mais feliz que eu!

Sabem porque?

Porque o mundo dele e perfeito!

No mundo dele não há pessoas más!

Não há hipocrisia!

Não há rejeição!

Não há revolta!

So no meu!

Por isso ele é e vai ser sempre mais feliz que eu !

E é aí sim, que começa a minha Liberdade!

 

Texto da autoria de: Calimero

 

10
Jan20

A Liberdade de... /i.


[Agradeço a amabilidade da autora do sempre agradável e acolhedor Blog Liberdade aos 42, a generosa e simpática MJP, por me ter endereçado o convite para  tentar escrever umas singelas linhas sobre a imprescindível Liberdade. Muito obrigada.]

 

Recomeça…

Se puderes, 

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro 

Do futuro, 

Dá-os em liberdade

Enquanto não alcances, 

Não descanses,

De nenhum fruto queiras só metade.

(...)

Miguel Torga, Sísifo (Diário XIII)

 

A liberdade. O paradoxo da liberdade. Tal como a sabedoria, a liberdade requer prática. 

Pensemos na liberdade humana. A liberdade humana está relacionada com os limites próprios da nossa condição. Assim, a acção humana está  sempre implicada num conjunto de condicionantes que lhe oferecem o seu enraizamento concreto e demarcam a sua amplitude. Por sua vez, essas condicionantes  são de diversas ordens: genéticas e biológicas, espaciais e temporais. Podemos classificar a nossa liberdade de "meramente humana", pratica-se na relação com uma variedade de factores e de circunstâncias que aparentemente vão anulá-la, contudo, somente a restringem e a circunscrevem. 

Durante uma parte da nossa vida entendemos e vivemos o conceito de liberdade com a lente de aumentar ou de diminuir de quem tem a obrigação de nos educar: mãe, pai ou ambos (e em muitos casos por infortúnios da vida essa responsabilidade é assumida por avós, tios e padrinhos). Sem nunca esquecer que voluntária ou involuntariamente é nos clarificado que há uma liberdade para a mulher e outra para o homem. Porque assim deve ser, ou não, somos levados a agir de acordo com a consciência de outrem. Escolhem por nós, seguimos objectivos que decidiram por nós, o livre arbítrio é-nos condicionado, porque assim deve ser, ou não. Vivemos uma liberdade de ilusão.  Apesar disso, em certos momentos somos mais felizes, só mais tarde percebemos que éramos felizes e não sabíamos. 

Quando nos sentimos contrariados por seguirmos os sonhos que não são os nossos e quase nenhuma liberdade temos para não cumprir os compromissos: tocar piano porque o pai quer e sabemos que não temos o mínimo jeito para ser o futuro Mozart; participar em tudo o que é audição para ser protagonista infantil da próxima produção teatral do encenador Filipe La Féria só porque a mãe nunca conseguiu e a filha vai ser actriz temporariamente porque  sim; o hábito de certas mães na imposição da bendita catequese, porque filha minha tem de ter todos os sacramentos da Igreja Católica Apostólica e Romana. Mais tarde rebenta a bolha, a tal bolha da proteção de decidir por nós, sem o cuidado de ir dando gradualmente autonomia para as escolhas dos nossos hobbies, vai criando dependência  emocional e na altura de fazer uma escolha simples temos de pedir auxílio devido ao grau de insegurança que a liberdade ilusória nos tem  sujeitado. 

(Exemplo: Vais praticar judo, no entanto, podes desistir dessa actividade extra caso não gostes, porém já paguei a anuidade e esta modalidade impulsiona a disciplina e o  espírito de grupo). 

 

Chegados à fase adulta em que questionamos tudo, procuramos saber que liberdade queremos, apercebemo-nos que  vivemos em piloto automático, por isso, cumprimos compromissos decididos e influenciados pela consciência de quem nos educa: seguimos a profissão da família sem hipótese de ser outra;  mantemos um casamento morto e enterrado; continuamos num emprego que nos faz mais mal do que bem (excepto o salário que religiosamente "cai" na conta bancária no dia de São Receber). Impelidos pela liberdade dos outros, somos frustrados e  condenados vivendo em liberdade.

E como nos libertar destas amarras asfixiantes de termos uma espécie liberdade condicional? Simples: devemos escolher o certo e não optar pela escolha urgente. Frequentemente, para não desiludirmos, ou ter sentimentos de culpa ou pelo medo censuramo-nos e aprisionamo-nos na nossa própria teia que vamos tecendo em torno da liberdade, escolhemos e agimos no imediato para agradar a terceiros ou simplesmente se falharmos não somos crucificados, pois escolhemos o urgente que se adequa ao nosso influenciador e não escolhemos o caminho mais certo para nós. 

Porém, enalteço o seguinte: Não raras são as vezes que não são os outros que condicionam  a nossas escolhas, mas antes somos nós que impomos barreiras mentais que nos desencoraja a seguir a escolha que é melhor para nós. 

Por outra via, a noção de liberdade não é estanque. Logo, naturalmente a nossa visão de liberdade vai sofrendo adaptações e  aperfeiçoamentos resultantes das vivências do passado e das experiências adquiridas no momento presente, podendo ser o resultado da  continuidade na forma como fomos livres na essência ou da cisão da forma como totalmente fomos condicionados no nosso ser ao agirmos em desacordo com o nosso ponto de vista, interesses, gostos ou sensibilidade. Isto é, seremos mais ou menos  livres mediante o que fomos e fizemos no passado, o que somos e fazemos no presente e o que seremos e faremos no futuro imediato.

Os clássicos diziam: "in libertas perfundet omnia luce", ou seja, a liberdade enche tudo de luz, desta feita, temos de ser capazes de procurar a libertação, em vez de procurarmos a liberdade ilusória e  abstrata. A liberdade é um processo de libertação em constante melhoria, como é fácil de entender. 

Termino como comecei: A liberdade. O paradoxo da liberdade. Tal como a sabedoria, a liberdade requer prática.

Como a Simone de Beauvoir escreveu: "O ser humano é livre; mas encontra a sua lei na própria liberdade. Primeiro deve assumir a sua liberdade e não fugir dela, assume-a por um movimento construtivo; não se existe sem fazer".

Finalizo insistindo na tónica:  temos de lutar todos dias pela liberdade que queremos para sermos mais felizes e realizados. A liberdade está em permanente conquista.

 

Texto da autoria de: /i.

 

03
Jan20

A Liberdade de... Rui Pereira


Liberdade?


Tomei a liberdade de escrever este texto mesmo em cima do prazo. Tomei a liberdade de aceitar este convite porque achei que devia fazê-lo.
Gosto de ter a liberdade de pegar na minha bicicleta e ir andar por aí. Quero ter sempre a liberdade de escolher se levo ou não capacete…
Sinto a liberdade aos comandos das minhas bicicletas, a caminhar pela natureza, no mar. Em pleno!
Sinto-me livre, solto. Sinto-me bem.
Tomei a liberdade de escrever de uma forma diferente, de fugir ao óbvio. Motivado pela liberdade de não saber o que escrever.
Podia tentar definir liberdade? Podia. Mas tenho a liberdade de não querer fazê-lo.
Liberdade é isso mesmo, é o que quisermos que seja, é o que quisermos ser.
E depois temos os outros…

 

Texto da autoria de: Rui Pereira

 

27
Dez19

A Liberdade de... Alala


A liberdade é algo que vem de dentro

 

O que é a liberdade? Quando penso nela rapidamente surge em mim uma infinidade de variantes… liberdade artística, sensorial, civil, cognitiva, emocional, musical, sexual…

Para mim, liberdade é viver de forma autêntica! É poder mostrar quem sou, sem medo do que os outros vão pensar, é ter a minha alma exposta, é poder chorar no meio da multidão e não querer saber dos olhares alheios, é poder dar uma gargalhada quando me apetece, mesmo que não esteja entre amigos, é gostar de alguém e mesmo assim decidir que não o quero para mim e que não quero nada que não seja coerente com a vida que gostava de ter, é poder dizer as coisas pelos nomes mesmo que fiques a pensar que sou um bloco de gelo, é poder mostrar o melhor de mim e o pior, é desatar os nós da vida, mandar à m*rda quem merece e não olhar para trás, assumir riscos e ter a coragem suficiente para carregar o peso das minhas decisões, é deambular pelo imaginário, é viver apaixonada pelos detalhes da vida, é tudo uma questão de consciência e de não reprimir sentimentos e essa liberdade…essa só pode vir de dentro!

E só sei viver assim...
 

Muito obrigada pelo convite minha querida MJP!

 

Texto da autoria de: Alala

 

20
Dez19

A Liberdade de... C.C.


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A minha liberdade...


Ele cresceu a calar sentimentos!
Ele cresceu camuflando olhares e sensações que sentia no peito!
Ele dissimulava as palavras, numa tentativa de se aproximar sempre mais de quem o fazia sentir bem!
Ele estava preso!
Aprisionado dentro de uma bolha, fora dela a sociedade dita normal corria feliz, acreditando que ele também era feliz!
Como ninguém conseguia furar a bolha, ele continuava ali, acorrentado, imaginando apenas, o mundo do faz de conta, a vida que almejava ter!
Em lágrimas muitas vezes idealizava essa tal de liberdade que não o deixavam viver, a liberdade para poder...
Ele cresceu em busca dessa tal liberdade!
Aos poucos, ele próprio foi furando a bolha, ainda que escondido dos demais, procurou viver o que sempre soube, o que o seu coração sempre pediu, sempre desejou! Contudo, foi vivendo isso num misto de sentimentos, com a dúvida latente, entre o bem e o mal, entre o normal e o anormal, no fundo duvidando da sua noção de correcto e do correcto que a sociedade tentava incutir!
Sentia-se livre, mas também acorrentado, portanto nunca totalmente liberto das amarras do passado, dependente sempre do que as pessaos em volta exemplificavam como certo, como correcto, como caminho a seguir!
Muitas vezes se questionou se algum dia iria ser completamente livre!
Sofreu imensos dissabores usufruindo de uma vida escondida, chorou também imensas lágrimas ao perceber que esse dito mundo não era tão fácil assim de entrar e que nem todos procuravam o mesmo que ele! 
Não foi fácil, mas foi o caminho que escolhera, ainda que não sendo completamente livre, pelo menos tinha com quem partilhar os seus sentimentos, as suas dúvidas existenciais, sendo assim que também percebeu o que realmente queria para ele e para a vida futura!
Mas faltava-lhe sempre algo...
Os anos passaram e sair de casa da família, conferiu-lhe um pouco mais de liberdade!
Foi então que percebeu que ainda assim, escondido, poderia ser mais feliz...e quatro meses de ter ficado independente encontrou o amor!
A família em volta foram descobrindo o que  tanto ele escondia, de todos começou a ter o devido apoio, mas isso não era tudo!
Causou algumas lágrimas a revelação, mas muitos já tinham percebido!
Ele não ía seguir os parâmetros de uma sociedade normal! Ele não ía encontrar uma mulher e casar! Ele possivelmente não iria aumentar a família, dar o nome a uma criança! 
Ele era homossexual!
Dois anos após ter encontrado o amor, construíram um ninho a dois!
Mas ainda assim...
Ainda que ténue ainda existia ali um entrave, faltava-lhe algo para ser completamente feliz!
Foi um caminho longo de percorrer, começou pouco antes de entrar na adolescência, com muitos medos, mentiras, omissões, sofrimento, lágrimas!
Só encontrou a verdadeira liberdade aos 35 anos!
Faltava uma pessoa na vida dele, perceber, ter a aceitação dela para que a vida lhe desse o que tanto almejava!
Numa conversa franca com a mãe, esta apenas lhe disse lá do alto dos seus 74 anos!
"És meu filho, sempre o serás, a cama que fizeres, nela te hás-de deitar!"
A partir daquele dia ele sentiu o que realmente era a liberdade...
...a liberdade para amar!

 

Texto da autoria de: C.C.

 

13
Dez19

A Liberdade de... imsilva


Liberdade

 

O que pode ser a Liberdade?

É o ter opinião e opiniões

É a dança e o movimento

São os ponteiros do relógio

E poder fazer e desfazer

É o direito de gostar e desgostar

São as palavras “sim” e “não”

São as folhas ao vento

E as asas das borboletas

São gritos a pleno pulmão

São portas abertas

São desejos desejáveis

É crescimento são

És tu, sou eu e é ele

Somos todos e ninguém

Somos o que quisermos ser

 

Texto da autoria de: imsilva

 

06
Dez19

A Liberdade de... Nala


Para quê falar de liberdade se vivemos num Mundo Livre e onde cada um pode fazer e dizer o que quiser. Será que faz sentido? 

Claro que faz, e é por ver tanta importância na discussão deste tema que imediatamente disse um grande SIM à MJP quando ela me propôs a escrita deste post.

 

Temos liberdade, de certa forma, é um facto mas falamos dela como um dado adquirido e um super poder. E o problema começa exatamente aí…

 

Vemos a nossa liberdade como se ela nos desse a possibilidade de dizer tudo o que nos passa pela cabeça ou de fazer o que quisermos sem nos preocuparmos com os sentimentos daqueles que estão à nossa volta.

 

E como se, de repente, associássemos a liberdade a partilhar, criticar e julgar os outros em praça pública sem o mínimo remorso, com a cara destapada ou sob um perfil online anónimo. Afinal somos livres, não é?


No entanto cada vez acho que nos falta a liberdade a sério. Aquela liberdade que nos permite rir a bandeiras despregadas de nós próprios ou de poder dançar na chuva sem ser apontado por uns quantos dedos. 

 

A liberdade de ser quem nós queremos, sem termos de prestar contas a ninguém, e ser felizes à nossa maneira… 

 

E por fim começa a faltar-nos a liberdade suprema de expressarmos a nossa opinião sem sermos imediatamente criticados (quase crucificados em praça pública) pelos carrascos do politicamente correto e da opinião feita e que muitas vezes para pouco mais serve do que ter visualização nas diferentes redes sociais. 

 

Lutemos de uma vez por todas pela liberdade de ser igual a nós próprios, de não ter medo da opinião alheia (mesmo sabendo que as pessoas têm sempre algo a dizer). 

 

Procuremos a liberdade de sermos o que, como e quando quisermos. Desliguemos o facebook, o instagram e aproveitemos aquilo que temos de melhor: nós mesmos, com todos os defeitos e qualidades que nos compõem. 

 

Que procuremos construir um modo de vida onde a liberdade seja o nosso motor e que nos transforme em melhores pessoas, melhores ouvintes e que aprendamos a partilhá-la com os outros. Que tenhamos a liberdade de sermos fiéis a nós próprios e de passarmos à frente quando algo nos incomoda ou a questão não nos interessa. 


E, em jeito de honra aos soldados de Abril, só me resta dizer: “Viva a Liberdade!” 

 

Aproveito o fim deste texto para agradecer este convite maravilhoso da MJP. Confesso que já há uns tempinhos ansiava por poder participar nesta sua rúbrica tão marcante. 

É um prazer enorme colaborar com pessoas assim: dinâmicas e cheias de boas histórias para contar. Um grande obrigado! 

 

Texto da autoria de: Nala

 

29
Nov19

A Liberdade de... A 3ª face


Há muito, muito tempo, não muito longe daqui, uma águia forasteira reuniu os pássaros de uma floresta e anunciou-lhes as boas novas.

Uma jovem princesa pretendia, como prenda de aniversário, o mais belo passarinho do reino e a águia fora enviada para o encontrar.

A vida do eleito mudaria para sempre. Passaria a viver no conforto do castelo, onde os repastos seriam as mais belas e douradas sementes daquelas terras.

Mas para além da beleza, o vencedor teria de demonstrar inteligência, para que estivesse à altura da posição que iria ocupar. Ser o passarinho da princesa requeria maneiras e compostura.

Por isso, depois de escolher as aves com maior beleza, a águia lançou um desafio.

Dentro de uma garrafa estava uma palhinha seca. Quem a conseguisse tirar sem tocar na garrafa, seria o vencedor.

Todos os pássaros tentaram. Mas os de bico curto desistiram de imediato, por não conseguirem chegar ao fundo da garrafa.

Os de bico comprido enfiaram-no no gargalo mas não conseguiram abri-lo para agarrar a palhinha.

Foi nessa altura que regressou ao grupo um colibri, que se havia afastado depois de ouvir o desafio.

Trazia consigo uma velha casca de noz cheia de água, que derramou para dentro da garrafa. Voltou ao lago uma vez e outra, regressando sempre com a casca de noz cheia de água.

Até que a água da garrafa transbordou e a palhinha ficou a boiar junto ao gargalo.

O colibri, com o seu pequeno bico, facilmente a retirou, perante o pasmo de todos.

E foi o vencedor.

A águia combinou regressar na manhã seguinte para o levar para o castelo.

E todos invejaram a sua sorte.

Passaria a viver dentro das paredes do castelo, a servir a princesa e a satisfazer-lhe os caprichos.


E o colibri foi para o ninho a pensar em tamanha honra.

Nessa noite fugiu.

Que o maior prémio é a nossa Liberdade!

 

Texto da autoria de: A 3ª face

 

22
Nov19

A Liberdade de... O último fecha a porta


Liberdade

 

Felizmente sempre vivi num país livre. Apenas conheço essa realidade.

Para mim liberdade é emitirmos a nossa opinião, lermos os livros, vermos os filmes, interagir e tomar as opções que muito bem entendermos. Sem constrangimentos ou medos. 

Porém, considero que o maior risco é confundir liberdade com anarquismo ou insulto gratuito. Todas as ações implicam respeitar as regras do bom senso, as da sociedade e o princípio do respeitar para ser respeitado.

Este é das primeiras noções que os pais passam aos filhos na sua educação, mas muitas vezes não são seguidos. 

Olhando para trás, assisti à entrada das redes sociais nas nossas vidas, onde surgiu uma nova figura: os perfis sem rosto. São semelhantes à brincadeira de criança de tocar à campaínha e depois fugir. Atuam pela calada, espalham histórias verdadeiras ou falsas, sempre com títulos bombásticos para terem um click ou por e simplesmente a diversão das sensações causadas. Com zero de inocência, aproveitam-se da ausência de filtro e da liberdade sem controlo. 

Por outro lado, o surgimento da Internet trouxe mais acesso, mais informação e ao mesmo tempo maior controlo de tudo aquilo que fazemos. Se somos livres de escolher o que ver, ler ou comprar, deixamos também mais vestígios do que fazemos, fizemos e do que somos. Mesmo que indiretamente, há um histórico ou um algoritmo que nos aviva a memória. A nós e a quem tiver acesso a essa informação.

É paradoxal, mas é a liberdade de hoje em dia.

 

Texto da autoria de: O último fecha a porta

 

15
Nov19

A Liberdade de... cheia


Uma das muitas queridas e lidas bloggers do nosso cantinho, franqueou-me as portas do seu espaço  “Liberdade aos 42”, para escrever sobre a liberdade.

Muito me honra o seu convite. Mas, a responsabilidade é muito grande, porque o tema é muito apaixonante.

Muito Obrigado!   

 

A liberdade

A liberdade é a mais fascinante flor

De tão delicada que é, muitas vezes, temos medo de a perder

De tão complexa que é, não a sabemos entender 

É uma faca de dois gumes: a minha liberdade acaba, onde a sua liberdade começa

Uma fronteira, cujo limite é difícil de ver

Vale a pena, tentarmos aprender a vivê-la

Porque, mesmo que pensemos, dela, tudo, saber

Gastamos a vida, sem a conseguir compreender

Para uns, uma coisa natural, para outros, ainda, inacessível

Ao ponto de não lhes ser permitido, uma licença de condução, obter

Para não desfiar o imenso rol de coisas que não podemos fazer

Por causa de vivermos em liberdade, ou por falta dela

Suponho que, depois da vida, é a coisa mais importante

Ao longo dos séculos, sempre, se lutou por ela

Houve, há, haverá, sempre, quem dê a vida por ela

Há alguém que tenha nascido, em liberdade, que saiba como era, sem ela?

Não! Não há ninguém que consiga imaginar, como era

É, por isso, que não sei falar dela, e, continuarei, todos os dias, a aprender a utilizá-la

Nasci e vivi anos, sem ela, sem poder dizer o que pensava, com medo de quem me escutava

No cinema, no teatro, nos livros, nos jornais não sabíamos o que tinha sido produzido

Porque tudo nos chegava, censurado, cortado, amputado, quando não era totalmente proibido

Quem tinha possibilidades ia ao estrangeiro ver as peças de teatro e os filmes, sem cortes

Principalmente, a Paris ou Londres

O primeiro filme, que vi, sem censura, só depois do 25 de Abril, foi: “ Último Tango em Paris”

Liberdade, minha amada, minha fada, minha eterna namorada, todos os dias, peço para nunca mais me faltares!

Agradeço a todos os que, tanto lutaram e aos que lutaram até à morte, para verem a liberdade

Mas, infelizmente, não tiveram a imensa alegria de a ver nascer.

 

Texto da autoria de: cheia

 

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