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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

24
Jan22

Alimentos de A a Z... Lima


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a lima.

Alimentos de A a Z_lima.gif

A lima não é um limão que não amadureceu, são frutos diferentes. Tão diferentes como a laranja da tangerina. São tudo citrinos, mas quando se fala de limão ou de lima, fala-se de frutos que têm praticamente o mesmo destino em culinária. Sendo verdadeiros frutos, são mais usados como tempero, como condimento, do que como fruto no sentido em que usamos a palavra. São filhos de árvores diferentes, ambas da família das rutáceas. O limoeiro dá o limão e a limeira a lima. Uma gota fresca e acidulada de qualquer dos dois é quanto basta para "iluminar" o mais insípido cozinhado, doce ou salgado.

A lima, que floresce durante todo o ano, terá vindo da Índia. As suas sementes terão daí viajado até à América, segundo uns para o Brasil, na bagagem dos portugueses, para outros para o Haiti com Colombo. A lima foi, para nós, até há relativamente pouco tempo, um fruto exótico, conhecido apenas por ser usado na caipirinha brasileira.

A lima nasce e conserva ao longo da vida a sua bonita cor verde-esmeralda. Menor do que o limão, a lima é mais sumarenta e de sabor mais forte. Tem a casca mais fina e lisa e não apresenta sementes. 

As limas podem ser de variedades ácidas (mais utilizadas)“Mexicana”, “Everglade”, “Palmello”, “Bearss”, “Pond”, “Tahiti” (as três últimas variedades são frutos maiores, sem sementes e mais resistentes ao frio), “Sutil”, “Galego” – ou variedades doces – “Mediterrâneo”, “Índia”, “de Tunes”, “Persian”, “Lima de Umbigo”, “Palestina”, “Kusaie”, “Dourada”, “Sweet”, “Otaheite”, etc.

A lima é um fruto com sabor agridoce, rica em ácido cítrico, vitaminas A, B9, C e E, potássio, fibras e grande quantidade de água. Tem grandes quantidades de bioflavonóides, sendo o citrino mais ácido de todos, o que a torna ideal para:

  • Normalizar o excesso de ácido clorídrico no estômago e evita a formação de úlceras
  • Fortalecer o sistema imunológico para evitar constipações
  • Ajudar à formação de colagénio, ossos, dentes e glóbulos vermelhos
  • Facilitar a absorção do ferro presente nos alimentos
  • Regular o açúcar no sangue
  • Melhorar o metabolismo
  • Rejuvenescer a pele e hidratá-la

 

É muito utilizada para aromatizar sopas, saladas, molhos, carnes e mariscos e também na preparação de doces, massa para tartes e chás.

 

Da lima pode, também, extrair-se um óleo que pode ser utilizado como:

  • Aromatizante de alimentos
  • Fragância em produtos de limpeza, detergentes e sabões
  • Repelente para insectos
  • Tratamento para acne e caspa

 

Sugestões de utilização:

Arroz de berbigão com lima

Bolo lima e iogurte

Caipirinha

Caipirinha de café

Caipirinha de melancia

Caipirinha de vinho do Porto

Camarão com molho de lima e malagueta

Gelado de Caipirinha

Mexilhões com creme de lima

Mousse de lima

Pernas de pato assadas com lima e limão

Quadrados de gelado de lima

Queijadas de lima

Salada de camarão e lima

Sopa de lima tradicional

Tarte de lima

Tarteletes de lima (vegan)

 

https://revistajardins.pt/lima-saiba-como-cultivar/

https://www.dn.pt/arquivo/2007/dois-frutos-com-um-destino-em-comum-654456.html

https://www.gob.mx/agricultura/articulos/los-usos-y-beneficios-de-la-lima

 

10
Jan22

Alimentos de A a Z... Leite


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o leite.

Alimentos de A a Z_leite.gif

O consumo de leite remonta a tempos pré-históricos, concretamente ao Neolítico.
Foi uma viragem civilizacional que marcou o início da sedentarização, os primeiros passos da agropecuária e uma consequente maior complexidade na organização social.

O início do consumo de leite pelo homem foi uma verdadeira revolução antropológica, que ocorreu em dois momentos decisivos.
Antes do Neolítico, o homem adulto não conseguia beber leite. Apenas as crianças possuíam a enzima lactase activa que lhes permitia assimilar a lactose do leite materno. Esta capacidade desaparecia com a idade.
Mas há cerca de onze mil anos, a agricultura e a pecuária começaram a desenvolver-se no Médio Oriente e os pastores começaram a aprender a fazer os primeiros “iogurtes”, que mais não eram do que leites fermentados, e os primeiros queijos. Sem saberem, inventavam processos que permitiam reduzir a lactose do leite para níveis que o seu organismo conseguia tolerar, através de processos simples de fermentação.
Só vários milhares de anos depois, se verificaria na Europa a mutação genética que deu ao homem a capacidade de manter a produção da lactase durante toda a vida. De acordo com fontes científicas, pensa-se que a persistência da lactase tenha emergido há cerca de 7500 anos. Esta adaptação genética trouxe uma nova fonte nutritiva que podia sustentar comunidades inteiras se as colheitas falhassem, o que se traduziu numa enorme vantagem para essas populações.
Mais de 5000 anos depois, na Grécia Antiga, o leite era já tido como um alimento possuidor de capacidades curativas, merecendo referências nas obras de médicos célebres como Dioscórides, Hipócrates e Galeno.

Na literatura e na pintura o leite foi, ao longo dos séculos, símbolo de abundância, de vida, fertilidade, conhecimento e imortalidade.

A partir do século XIX, o leite passou a entrar de forma sistemática na confecção de pratos de carne, de peixe, de legumes e de sopas. Ao mesmo tempo, o café com leite e o chá com leite vulgarizaram-se como acompanhamento privilegiado de refeições.
O leite foi utilizado na prática clínica durante muitos séculos, preservando ainda actualmente uma excelente reputação. Já no século XX foi utilizado, por exemplo, nas dietas dos doentes internados, na terapêutica de úlceras do estômago.

O século XX e a Pasteurização
No século XX a evolução tecnológica permitiu pasteurizar e ultrapasteurizar o leite sem lhe retirar propriedades, e ao mesmo tempo, estender o seu acesso e conservação. Estes factores conduziram à massificação do seu consumo, não só como alimento de validade curta, mas também de média ou longa duração. Hoje em dia, o leite é acessível a todos e constitui um dos alimentos mais completos, quer em termos nutricionais, quer em termos da multiplicidade de utilizações que pode ter.

O leite é um alimento natural, sendo o produto da secreção mamária normal de mamíferos. O mais consumido é o leite de vaca, mas dependendo da região e da utilização, pode provir de outros animais leiteiros como a cabra, a ovelha, a búfala, a camela ou a égua.

No caso do leite de vaca, o bem-estar das vacas é determinante para a qualidade do leite que oferecem. O leite deve ser proveniente de produtores com estábulos registados que proporcionem a melhor alimentação, saúde, limpeza e conforto aos animais.

O leite é recolhido em salas de ordenha com equipamento que permite manter as propriedades naturais do leite através da sua refrigeração (temperatura entre 0 °C e 4 °C), até ser transportado em camiões cisterna isotérmicos para a fábrica.

Quando o leite chega à fábrica é submetido a uma triagem qualitativa, através de análises laboratoriais: microbiológicas, nutricionais (como proteína, gordura, entre outros indicadores), entre outros parâmetros de qualidade e segurança.

A origem e o processo de transformação do leite são determinantes na qualidade deste alimento.

 

Benefícios associados ao consumo

Alimento de elevado valor nutricional, o leite, apresenta quantidades interessantes de vitaminas e minerais. Destacam-se a vitamina B12, vitamina D, cálcio e fósforo.

O cálcio é o mineral que predomina no leite, pelo que é importante referir que esse mesmo cálcio é o melhor absorvido em toda a nossa alimentação.

O teor de gordura é variável com o tipo de leite, sendo que o leite magro, por ser pobre em gordura é também pobre em vitaminas que a ela se associam (por exemplo a vitamina D).

As proteínas presentes nesta bebida são de alto valor biológico. Tal como as proteínas, a quantidade de lactose (açúcar do leite) é constante entre as três variedades (gordo; meio-gordo e magro).

O leite é uma das fontes mais importantes de iodo em muitos países, como demonstrado por vários autores. Em Portugal, a informação relativa à quantidade de iodo no leite não está disponível.

250 mL de leite de vaca UHT fornece mais de 35% (281 mg) da ingestão diária recomendada de cálcio – 800 mg/dia.

O teor de  e  do leite é vital para a formação de ossos e dentes. É especialmente importante durante a infância e adolescência para assegurar um crescimento ósseo adequado. É também importante na idade adulta para prevenir e atrasar a perda de massa óssea, responsável pelo aparecimento da osteoporose e fracturas. Além disso, o teor de  facilita a absorção e fixação do .

O leite contém triptofano, um animoácido que estimula a produção de seretonina, um neurotransmissor com efeitos calmantes. É este o motivo pelo qual se aconselha o consumo de leite antes de deitar para induzir o sono.

O conteúdo de  é importante para diversos processos metabólicos. Além disso, a  é benéfica para a saúde cardiovascular.

O leite meio-gordo tem a composição nutricional mais equilibrada para a população em geral. Pessoas com preocupação de ingestão energética ou de  podem optar pelo leite magro, enquanto as crianças poderão optar pelo leite gordo se assim for aconselhado.

 

Advertências associadas ao consumo

O consumo de leite pode ser desaconselhado nalgumas condições de saúde, como a intolerância à lactose e a  às proteínas do leite:

  • Intolerância à lactose

Incapacidade de digerir a lactose. A lactose não é absorvida e passa para o intestino grosso, onde é degradada pela flora intestinal. Em consequência, produzem-se gases, provoca dor e diarreia. A abstinência de lactose na alimentação, acaba com todos estes sintomas.

  •  às proteínas do leite

Hipersensibilidade do sistema imunitário às proteínas do leite, causando uma reacção alérgica. Pode provocar sintomas mais ligeiros, como a diarreia, ou problemas graves de dermatite e asma. Neste caso, deverá substituir-se o leite de vaca por outros tipos de leite, como o leite hidrolizado, que não provoquem reacção alérgica.

 

Como comprar e conservar

Tenha em atenção a data de validade do produto e a integridade da embalagem. O período de conservação do leite varia consoante o tratamento térmico que sofre. As embalagens opacas são a melhor opção porque protegem da luz.

Depois de aberto, o leite deve ser conservado no frigorífico, de preferência tapado para evitar a absorção de odores de outros alimentos.

 

Sugestões de utilização:

Aletria com leite

Bacalhau ao leite

Bolo de leite

Bolo de leite molhadinho

Doce de leite

Fatias douradas salgadas

Frango assado em leite à moda do chef Jamie Oliver

Leite-creme de laranja sem ovos

Leite-creme rápido

Pães de leite caseiros

Pastéis de nata

Pastelinhos de leite

Pudim de leite da Beira-Baixa

Pudim de leite e nozes

Pudim de leite sem forno

Queijadas de leite

Queijadinhas de leite e canela

 

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/leite/

https://mimosa.com.pt/cnam/o-leite-na-alimentacao/historia-dos-lacteos/leite/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/leite

https://www.pingodoce.pt/receitas/coleccoes/receitas-com-leite-e-derivados/

 

03
Jan22

Alimentos de A a Z... Laranja


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a laranja.

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É um dos frutos mais populares do planeta. É um citrino, à semelhança das tangerinas, do limão e das toranjas. Acredita-se que o seu cultivo tenha ocorrido, pelo menos, há quatro mil anos no sudoeste asiático.

Existem muitas variedades de laranja que se diferenciam pelo sabor, rugosidade e tamanho. De todas estas variedades, a que tem especial interesse é a laranja doce, consumida como fruta fresca.

A sua doçura natural e a variedade das utilizações, ao natural, em sumo ou em compotas, contribuíram para a sua diversificação. 

 

Valor nutricional

As laranjas têm poucas calorias e são ricas em inúmeros nutrientes benéficos para a saúde. Uma laranja tem cerca de 170 fitoquímicos e mais de 60 flavonóides. Muitos destos têm demonstrado propriedades anti-inflamatórias e efeitos antioxidantes.

Uma laranja média, com cerca de 100g, contém:

47 calorias
87% de água
0,9g de proteína
11,8g de hidratos de carbono
9,4g de açúcar
2,4g de fibra
0,1g de lípidos
0,02g de gorduras saturadas
0,02g gorduras monoinsaturadas
0,03g de gorduras polinsaturadas
0,01g de ómega 3
0,02g de ómega 6

 

Nutrientes disponveis na laranja

Vitamina C
A laranja é rica em vitamina C. Alguns investigadores defendem que graças às propriedades antioxidantes da vitamina C a laranja pode ajudar as pessoas com asma.

Potássio
Por outro lado, a laranja tem também grandes quantidades de potássio, nutriente que ajuda a prevenir a hipertensão arterial e o AVC.

Hidratos de Carbono
Açúcares simples como a glucose e a frutose são as formas dominantes de hidratos de carbono nas laranjas. São os responsáveis pelo gosto doce destes citrinos.

Apesar de conterem açúcares, têm um índice baixo de glicémia, entre 31 e 51. Esta é a medida com que os açúcares entram na corrente sanguínea após uma refeição. Os valores baixos de glicémia estão associados a inúmeros benefícios para a saúde. Este índice baixo é explicado pelo facto de as laranjas serem ricas em polifenóis e fibra, nutrientes que moderam a subida dos níveis de açúcar no sangue.

Fibra
São também uma importante fonte de fibra que promove a saúde do sistema digestivo. Uma laranja grande, com cerca de 184 g, contém cerca de 18% da dose diária recomendada deste nutriente.

Outros nutrientes
As laranjas também contêm vitamina B1, riboflavina, niacina, vitamina B6, folato (vitamina B9 ou ácido fólico), vitamina B5, fósforo, magnésio, manganésio, selénio e cobre. Devido às grandes quantidades de vitamina C, as laranjas estão associadas ao fortalecimento do sistema imunitário.

Além disso, ainda contêm colina, zeaxantina e carotenóides. A colina é um nutriente importante que ajuda no sono, nos movimentos musculares, na aprendizagem e na memória. Também ajuda na manutenção das membranas celulares, na transmissão dos impulsos nervosos e tem um importante papel na absorção da gordura, além da redução da inflamação crónica.

A zeaxantina e os carotenóides têm um efeito antioxidante na redução do risco de cancro em geral e do cancro da próstata em particular.

 

Benefícios associados ao consumo

A pele das laranjas e o seu sumo são utilizados pela ciência médica para produzir medicamentos que ajudam a prevenir uma série de patologias, que vão desde o colesterol elevado à hipertensão ou ao acidente vascular cerebral (AVC). Por outro lado, o sumo das laranjas é também utilizado na prevenção de pedras nos rins, pois contém grandes quantidades de citrato, elemento que ao ser combinado com o cálcio ajuda a evitar a formação de pedras nos rins.

Hipertensão arterial
Manter uma ingestão de poucas quantidades de sódio é essencial para controlar a pressão arterial. Por outro lado, a ingestão de potássio pode ser igualmente importante por causa dos seus efeitos vasodilatadores.

Saúde cardiovascular
As laranjas são ricas em fibra, potássio, vitamina C e colina (vitamina B), ajudando a manter uma boa saúde cardiovascular. Um aumento da ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição da ingestão de sódio, é um dos comportamentos alimentares mais importantes para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Saúde da pele
A vitamina C é um antioxidante que, quando consumido na sua forma natural (laranjas, por exemplo), ou quando aplicada na pele de forma tópica, pode ajudar a combater os danos causados pelo sol e pela poluição, reduzir as rugas e melhorar a textura da pele. A vitamina C tem um papel importantíssimo no desenvolvimento do colagénio.

 

Advertências associadas ao consumo

Apesar dos inúmeros benefícios da laranja, podem ser encontradas algumas contra-indicações ao excesso do seu consumo. Assim, quando combinado com determinada medicação prescrita para a doença cardíaca, pode elevar os níveis de potássio no sangue. Neste caso, deve moderar o consumo de frutos ricos neste nutriente, como as laranjas ou as bananas.

Do mesmo modo, o excesso de ingestão de potássio pode ser prejudicial para os rins quando estes órgãos não estão a funcionar devidamente. Se os rins não forem capazes de remover o excesso de potássio do sangue pode ter consequências nefastas para a saúde. Quem sofre de doença de refluxo gastroesofágico pode vir a sofrer de azia e regurgitação quando consome grandes quantidades de alimentos ácidos como os citrinos.

 

Diferenças entre laranja e sumo de laranja

A principal diferença diz respeito às quantidades de fibra, menores no sumo de laranja do que no fruto. O decréscimo da fibra também conduz ao aumento do índice glicémico.

Um copo de sumo de laranja tem a mesma quantidade de açúcar do que duas laranjas. Deste modo, o sumo de laranja é benéfico em moderação, uma vez que pode contribuir para o ganho de peso e ter efeitos nefastos para o sistema metabólico.

Do ponto de vista nutricional, aconselha-se o consumo do fruto.

 

Melhor altura para consumir 

As laranjas devem ser consumidas quando estiverem maduras e guardadas à temperatura ambiente. O inverno é a estação perfeita para consumir laranjas. 

 

Como conservar e utilizar

Mantenha uma taça de laranjas à mão, na cozinha ou na fruteira.
Incorpore as laranjas numa salada com morangos, ananás, tangerinas e uvas.
Adicione gomos de laranja numa salada ao almoço e ao jantar. Complemente essa salada com frutos secos como nozes e amêndoas.
Faça o seu sumo de laranja em casa. Não adicione qualquer tipo de açúcar.

 

Sugestões de utilização:

Água aromatizada com laranja

Arroz de pato com laranja

Bavaroise de laranja

Bolachinhas crocantes de laranja e sésamo

Bolo coberto de laranja

Bolo de laranja com frutos vermelhos

Bolo de laranja inteira

Bolo pudim de laranja e chocolate

Brigadeiros de laranja

Brioche de Natal com laranja cristalizada

Carne de vaca estufada com laranja

Cheesecake de laranja

Compota de laranja e cenoura

Entrecosto assado no forno com laranja

Frango refogado com azeitonas e laranja

Geleia de laranja

Laranjas com chocolate

Leite creme de laranja e zimbro

Lombinhos de porco com molho de uvas e laranja

Marmelada de laranja

Mousse de chocolate e laranja

Mousse de laranja

Pão especial de laranja

Pato assado com laranja

Pernas de pato com laranja

Pudim de laranja aromático

Pudim de laranja do Algarve

Queijadas de laranja

Rabanadas com calda de laranja

Red fish com laranja e cuscuz de pimentos

Salmão grelhado com molho de laranja

Secretos de porco preto com laranja

Sorvete de laranja

Tarte de laranja grega

Torta molhadinha de laranja

Trifle de Inverno com laranja

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/o-poder-das-laranjas/

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/laranja/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/laranja

 

27
Dez21

Alimentos de A a Z... Kiwi


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o Kiwi.

 

Alimentos de A a Z_kiwi.gif


O kiwi é fruto de uma planta trepadeira que partilha o mesmo nome e pertence à família das Actinidiáceas, sendo a espécie mais comum a Actinidia deliciosa.

A origem deste fruto exótico remonta ao início do século XX, na China. Daqui foi transportado para a Nova Zelândia por missionários. As primeiras plantações ocorreram décadas mais tarde. Em 1961, este fruto, surgiu pela primeira vez num restaurante nos Estados Unidos da América, sendo este país o principal responsável pela sua produção, distribuição e comercialização. Actualmente, os principais produtores de kiwi são a Itália, Nova Zelândia, Chile, França, Japão e Estados Unidos.

O crescente aumento da ingestão de kiwi reflecte a sua popularidade devido, principalmente, à combinação apetecível entre sabor, valor nutricional, aspecto ímpar e originalidade na denominação.

Este fruto refrescante apresenta características muito peculiares, uma consistência cremosa, um sabor doce e ácido intensos.

No interior deste pequeno fruto de casca acastanhada e áspera, reside uma polpa verde brilhante, de centro esbranquiçado com pequenas sementes pretas dispostas circularmente.
 
 

Informação Nutricional

O kiwi é uma excelente fonte de água e . Além destes, o kiwi é ainda rico em  e fibra solúvel e insolúvel.

 

Benefícios associados ao consumo

O kiwi oferece-nos inúmeros fitonutrimentos,  e  que são benéficos para a saúde.

Muitas vezes, referimo-nos a ele como sendo um bom fornecedor de . De facto, um kiwi médio é suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais desta vitamina. É também rico em . A nível celular, estas  estão envolvidas no processo de neutralização de  responsáveis pelo .
 

A vitamina C tem reconhecidas propriedades antioxidantes, contribuindo ainda para o normal funcionamento do sistema imunitário. Juntamente com um folato, a vitamina C intervém na redução do cansaço e fadiga e normal função psicológica.

A capacidade protectora do Kiwi deve-se, também, à presença de vários fitonutrimentos , tais como  e .

 é essencial na produção de glóbulos vermelhos e brancos, na síntese de material genético e formação de anticorpos.

é necessário na transmissão do impulso nervoso para uma actividade muscular normal e intervém no equilíbrio eletrolítico, a nível celular.

 está relacionado com o bom funcionamento do sistema gastrointestinal, nervoso, muscular e imunitário.

O kiwi apresenta um alto teor de fibra. A fibra favorece o funcionamento intestinal e ajuda a regular os níveis plasmáticos de A associação tradicional do kiwi à função intestinal parece ter algum fundamento científico, uma vez que estudos clínicos revelam que o consumo deste fruto, no contexto de uma alimentação saudável, poderá ter um efeito positivo na retenção de água no intestino delgado e no cólon e aumento do volume do volume fecal, o que contribui para um melhor trânsito intestinal.

 

Advertências associados ao consumo

Apesar de não existir nenhuma contra-indicação associada ao consumo de kiwi, existem pessoas que sofrem de Síndrome de Alergia Oral, que se caracteriza pelo aparecimento de edema, comichão e/ou formigueiro nos lábios, boca e garganta após o contacto de um fruto fresco ou produto hortícola com a mucosa oral do indivíduo alérgico.
Geralmente, estas pessoas são também alérgicas a pólen. E, como acontece para qualquer alimento, podem existir pessoas que o toleram melhor ou pior.
Excepções à parte, o kiwi parece ser um fruto bem tolerado pela população em geral, incluindo por quem sofre síndrome do intestino irritável, devido ao seu baixo teor em hidratos de carbono fermentáveis.

Não existe uma dose diária recomendada para o consumo de kiwi, mas numa alimentação completa, variada e equilibrada propõe-se a ingestão de 3 a 5 porções de fruta, sendo que uma porção corresponde a cerca de 160g (2 kiwis médios).

 

Como comprar e conservar

O kiwi é um fruto sazonal, que surge no pomar a partir do mês de Outubro, podendo durar até Maio.

Não sendo comestível imediatamente após a colheita, a selecção do kiwi passa por pressioná-lo ligeiramente entre o polegar e indicador. Os mais doces irão ceder suavemente à pressão.
Evite os mais macios, os que apresentam manchas, danos devido a choques mecânicos ou os que estiverem húmidos.
Se no momento em que for comprar/colher os kiwis ainda não estiverem maduros, pode deixá-los a amadurecer durante alguns dias à temperatura ambiente, desde que protegidos da luz solar ou calor. Pode colocá-los na fruteira junto a maçã, pêra ou banana para acelerar o processo de amadurecimento. Se já estiverem maduros podem ser conservados tanto à temperatura ambiente (15 dias), como no frigorífico (30 dias), como no congelador (6 meses). No frio, podem ser conservados durante muito tempo, desde que protegidos da desidratação.
Devido à sua riqueza em clorofila, o kiwi é uma das poucas frutas que mantém a coloração verde quando madura.
O tamanho da fruta não está relacionado com a qualidade, por esta razão, seleccione-a consoante a sua preferência pessoal.

 

Como utilizar

O kiwi é um fruto tão delicioso que, depois de descascado, pode ser ingerido cru. Existem diversas formas de enfeitar o seu prato com este fruto – em cubos, rodelas, fatias, cortado ao meio – mas não deve ingeri-lo muito tempo após o corte, devido às  que contém, pois são responsáveis pela oxidação do mesmo.

Se adicionar kiwi a saladas de fruta, por exemplo, adicione-o no momento de servir a sobremesa, para conservar a cor e propriedades nutricionais.

 

Sugestões de utilização:

Batido refrescante de côco e kiwi

Bolo delícia de kiwi

Bolo de kiwi

Clafoutis de kiwi

Cocktail de kiwi

Compota de kiwi

Doce de kiwi

Flan de kiwi

Gelado de kiwi

Granizado de kiwi

Limonada de kiwi

Mousse de kiwi

Panquecas com molho de chocolate e kiwi

Parfait de côco e kiwi

Parfait de kiwi e romã

Salada morna de salmão e kiwi

Smoothie de kiwi, espinafres e mirtilos

Smoothie de kiwi, morango e espinafres

Tarte de côco e kiwi

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/kiwi

https://www.arodadaalimentacao.pt/alimentacao/tudo-sobre-o-kiwi-uma-fruta-laxante/

https://www.teleculinaria.pt/blog/kiwi/

 

20
Dez21

Alimentos de A a Z... Iogurte


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoe, apresento-vos o iogurte.

 

Alimentos de A a Z_iogurte.gif

 

O Iogurte é o leite fermentado mais popular do mundo. A sua fermentação ocorre pela acção de bactérias que se desenvolvem melhor em temperaturas elevadas (termofílicas), transformando o leite numa massa semi-sólida e levemente ácida (e por isso azeda). Por causa disso, fazer um bom iogurte requer um período de incubação no qual a temperatura é mantida numa zona óptima para o desenvolvimento das bactérias.

O iogurte, além de saboroso contém vários dos nutrientes de que o nosso corpo necessita. Por isso, consumir um iogurte por dia tem uma série de benefícios.

 

Benefícios associados ao consumo

O cálcio é um importante mineral e que deve estar presente numa alimentação saudável. Os produtos lácteos são a principal fonte de cálcio da nossa alimentação e o iogurte não é excepção! O cálcio possui vários benefícios sobre a saúde contribuindo para o normal funcionamento muscular e para a manutenção de ossos e dentes normais, por exemplo.

Um iogurte possui cerca de 15% - 20% da quantidade diária recomendada de cálcio pelo que pode ser um importante aliado no aporte diário de quantidades adequadas deste mineral. A quantidade de cálcio que cada pessoa necessita varia de acordo com a idade e género mas o cálcio é algo que deve ser consumido ao longo de toda a vida, seja durante a juventude quando os ossos se estão a formar e a crescer, seja já na idade adulta ou durante o envelhecimento; o cálcio contribui para reduzir a desmineralização óssea em mulheres pós-menopáusicas.

Além de cálcio, o iogurte contém também proteínas. Uma dieta rica em proteína pode contribuir para o desenvolvimento muscular sendo também bastante importante para outras funções do corpo.

Alimentos como o peixe e a carne são ricos em proteínas, no entanto, o iogurte é também fonte deste importante nutriente contendo normalmente cerca de 3-4 g de proteína por 100g de produto, pelo que, um pote de iogurte, normalmente contém cerca de 15%-20% da dose diária recomendada de proteína para um adulto médio.

Existem iogurtes com diferentes teores de matéria gorda podendo ser magro, meio gordo ou gordo. Um iogurte magro é um alimento sem gordura e um iogurte meio gordo é um alimento com baixo teor de matéria gorda. Deste modo, o consumo de iogurtes, nomeadamente magros e meio gordos, podem ser uma interessante opção para quem procura fazer uma dieta pobre em gorduras.

Enquanto os alimentos fermentados estão a ser definidos como uma das novas tendências de alimentação saudável, o iogurte revela os seus benefícios como leite fermentado. Sabia que um iogurte contém cerca de 1000 milhões de culturas vivas?

Os fermentos lácticos determinam o sabor e a textura do iogurte, mas também o ajudam a digerir a lactose do produto, podendo tornar o iogurte mais tolerável para consumidores com dificuldades de digestão da lactose. Como? A lactose, ao dividir-se em compostos mais facilmente digeríveis durante a fermentação será mais facilmente assimilada nos intestinos.

Com a grande variedade de iogurtes existentes, é fácil encontrar um de que goste e possa incluir no seu dia-a-dia e numa alimentação saudável!

Comer um iogurte por dia pode ser um delicioso hábito no âmbito de uma alimentação saudável. O iogurte pode ser encontrado em várias formas (simples, com sabores, para beber, etc.) e é fácil de conjugar com os seus acompanhamentos preferidos como fruta, frutos secos, granola, etc. É um alimento fácil de encontrar e de encaixar no seu estilo de vida. Consuma ao pequeno-almoço, como um lanche saudável em movimento ou experimente até incluí-lo nas suas receitas favoritas para tornar as suas sobremesas irresistíveis!

 

Sugestões de utilização:

Almôndegas com molho de iogurte e arroz de lima

Bifes de perú panados com molho de iogurte

Bolo de alperce e iogurte

Bolo de iogurte

Bolo de iogurte e cacau

Bolo de iogurte e côco

Bolo de iogurte saudável

Bolo de limão e iogurte

Bolo de mel e iogurte

Cogumelos panados com molho de iogurte

Delícia de iogurte com maçã e canela

Doce de iogurte

Esparguete com iogurte

Frango com grão-de-bico e iogurte de alho

Gelado de iogurte com nozes

Iogurte caseiro

Iogurte de verão

Manjar com iogurte

Massa com espinafres e molho de iogurte grego

Molho de iogurte e mostarda

Mousse de iogurte

Mousse de iogurte romã

Pescada com molho de iogurte e batata-doce assada

Pudim de iogurte

Queijadinhas de iogurte

Queques de iogurte

Semi-frio de iogurte

Sopa de pepino e iogurte

Tarte de cerejas com iogurte

Tarte de iogurte com frutos vermelhos

Torta de iogurte grego

 

https://www.cozinhatecnica.com/2020/05/iogurte/

https://www.danone.pt/artigos/o-iogurte/os-beneficios-de-consumir-iogurte-diariamente?gclid=Cj0KCQiAqvaNBhDLARIsAH1Pq51_lgbJiuGDYrnAvE6XlKQBu-tQ-_sLTKPGsRrbyRmA4Fyp6MoT50YaAgx0EALw_wcB

 

13
Dez21

Alimentos de A a Z... Hortelã


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a hortelã.

 

Alimentos de A a Z_hortelã.gif

 

hortelã pertence à família Lamiaceae. É uma erva aromática originária da Europa e do sul da Ásia. Esta erva adiciona um sabor levemente adocicado e muito refrescante aos preparados culinários. Há muitas espécies de hortelã, embora a mais utilizada seja a hortelã-verde ou hortelã-da-horta (Mentha spicata). A hortelã é muito utilizada na culinária do Oriente Médio e dos Balcãs.

hortelã-pimenta (Mentha piperita), outra variedade muito cultivada, é um pouco forte demais para ser utilizada fresca na maioria dos usos culinários. Em vez disso, é cultivada e processada em óleo de hortelã-pimenta, usado como condimento e pode ser posteriormente refinado para a produção de mentol.

As folhas de hortelã-pimenta frescas ou secas costumam ser usadas sozinhas no chá de hortelã-pimenta ou com outras ervas em chás de ervas (tisanas, infusões). A hortelã-pimenta é usada para dar sabor a sorvetes, doces, conservas de frutas, bebidas alcoólicas, gomas, pasta de dentes e alguns shampoos, sabonetes e produtos para a pele.

Hortelã-verde e hortelã-pimenta são dois tipos de hortelã com sabores muito diferentes. A hortelã-verde tem um sabor doce, muito mais suave e menos picante, o que a torna ideal para pratos salgados.

A hortelã-verde contém apenas 0,05% de mentol, enquanto a hortelã-pimenta tem até 40% de mentol. Por causa do mentol, a hortelã-pimenta tem um sabor mais forte e extremamente refrescante, combina bem com chocolate e frutas cítricas.

 

Como comprar e usar hortelã?

Procure por folhas de hortelã com cor viva e homogénea.

As folhas devem ser tratadas com delicadeza para que não fiquem danificadas e percam os seus óleos essenciais. 

Para armazenar, coloque num recipiente ou saco plástico, envolta em papel de cozinha humedecido. Assim as folhas manter-se-ão frescas e podem durar mais de uma semana.

 

Benefícios associados ao consumo

  • Auxilia no tratamento de gripes e constipações, pois contém ácido ascórbico, mentol e tinol, tendo uma acção expectorante e descongestionante
  • Possui propriedades que ajudam a combater vírus e bactérias
  • Alívio de dores musculares
  • Ajuda na digestão
  • Auxilia no tratamento de diarreias, cólicas e dores estomacais
  • Melhora o hálito
  • Diminui sintomas de stress, ansiedade e agitação por ter efeitos tranquilizantes
  • Combate dores de garganta
  • Alivia alterações digestivas - tem efeito anti-espasmódico, capaz de diminuir cólicas intestinais e alterações digestivas, e anti-emético, aliviando náuseas e vómitos
  • Combate a dor de cabeça, por ser vasodilatador e capaz de activar a circulação
  • "Limpa" o sangue e ajuda na libertação de toxinas.
  • É diurético e útil para eliminar resíduos corporais.
  • Promove a saúde oral. É consumida para restringir o mau hálito. Combate bactérias e germes na boca. Também protege os dentes e gengivas.

Embora a hortelã seja fácil de adicionar a muitos pratos, os estudos que demonstram os seus benefícios para a saúde usaram principalmente a hortelã ingerida em cápsulas, aplicada na pele ou inalada por meio de aromaterapia.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de limão com hortelã e sementes de papoila

Bolo fofo de hortelã

Camarões com gengibre e hortelã

Canja de galinha com hortelã

Chá marroquino de hortelã

Costeletas de borrego com molho de hortelã

Creme de cenoura com hortelã e iogurte

Gelado de morango e hortelã

Ice coffee com hortelã e sementes de anis

Licor de hortelã

Limonada com hortelã

Mousse de ananás e hortelã

Peixe assado no forno com hortelã

Pesto de hortelã

Risoto de alcachofra e hortelã

Semifrio de abacate com hortelã e chocolate

Sopa de cotovelinhos com pescada e hortelã

Sopa de ervilhas e hortelã

Sorvete de ananás e hortelã

Sumo de maçã, limão e hortelã

Tarte de bolacha e creme de hortelã

 

https://www.cozinhatecnica.com/2020/08/hortela/

https://belezaesaude.com/hortela/

 

06
Dez21

Alimentos de A a Z... Grão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o grão.

 

Alimentos de A a Z_grão.gif

 

O grão-de-bico é uma leguminosa produzida pela planta Cicer arietinum, cujo cultivo é feito sobretudo na região do Mediterrâneo e Ásia.

Existem três variedades principais, o deshi tem um tamanho mais reduzido e coloração amarela ou negra, o kabul ou kabuli tem um tamanho médio ou grande e coloração clara, por último, o gulabi tem um tamanho pequeno, textura lisa e coloração clara.

Apesar de existirem outras formas de preparação culinária, na gastronomia Portuguesa, o grão-de-bico é consumido preferencialmente como leguminosa seca, que é hidratada e cozida.

 

Benefícios associados ao consumo

  • Baixo valor energético (cerca de 164 kcal por 100g), podendo desempenhar um papel importante no controlo do apetite devido à sua composição com valores elevados de proteína, fibra e hidratos de carbono de absorção lenta;
  • Elevado teor em fibra (8g por cada 100g de grão cozido). As diversas substâncias presentes na fibra, mais ou menos indigeríveis, são importantes na manutenção de um adequado funcionamento intestinal na redução dos níveis plasmáticos de colesterol e na modulação da glicémia (níveis de açúcar no sangue);
  • Grande valor vitamínico, em particular de vitaminas do complexo B, com particular destaque para o ácido fólico uma vitamina cujas necessidades estão aumentadas na gravidez, permitindo, quando consumida em doses adequadas, reduzir o risco de defeitos no tubo neural;
  • Grande valor mineral, principalmente em ferro, magnésio, potássio, zinco, cobre manganésio, entre outros;
  • Presença elevada de substâncias químicas bioactivas como os compostos fenólicos, oligossacáridos e inibidores enzimáticos que podem ter um papel importante na prevenção de doenças crónicas. Entre estas substâncias, podemos encontrar, no grão, carotenóides como β-carotenos, luteína, xantinas e licopenos. Pensa-se que estas substâncias, quando consumidas em quantidades adequadas e de forma regular, podem neutralizar os radicais livres e combater o processo de envelhecimento das células;
  • Valor elevado de proteína vegetal. Apesar de a proteína do grão não ser completa, ao ser combinada com cereais, como o arroz, o seu aproveitamento pelo organismo aumenta;
  • O cultivo e a produção de grão são importantes para a protecção do ambiente. O grão, à semelhança de outras leguminosas, possui a capacidade de absorver e produzir naturalmente azoto, não sendo necessário a utilização de fertilizantes azotados.

 

Como comprar e conservar

Geralmente, o grão-de-bico é vendido seco ou enlatado. A variedade seca pode ser comprada em embalagem com um peso determinado ou a granel.Certifique-se que a embalagem está intacta e os grãos estão inteiros, têm um tamanho e coloração uniformes e não apresentam manchas escuras ou humidade na superfície. Quando conservados em local fresco, seco e protegido da luz podem ser conservados por bastante tempo. Na compra de grão-de-bico enlatado, deverá ter em atenção se a lata não está danificada e não apresenta ferrugem, o conteúdo não deverá apresentar manchas, bolores ou um odor demasiado intenso. Depois de cozinhado, o grão-de-bico pode ser conservado por alguns dias no frigorífico em recipiente hermético. Pode também ser conservado durante uns meses quando congelado. A descongelação deverá ser lenta, nomeadamente na prateleira inferior do frigorífico, em banho-maria ou no microondas.

 

Sugestões de utilização:

Almôndegas de grão fritas

Arroz de bacalhau com grão

Azevias de grão

Bacalhau com grão no forno

Bolinhos de grão

Bolinhos de grão com bacalhau

Cozido de borrego e linguiça com grão

Cozido de grão à alentejana

Cozido de grão à algarvia

Crostine de grão, tomate e ervas

Empadão de bacalhau com puré de grão

Grãozada de frango

Guisado de perú e grão com chouriço

Macarronete de choco e grão

Mão de vaca com grão

Porco com grão

Queijadas de grão-de-bico

Salada fria de bacalhau com grão

Salada de grão

Sopa de grão com espinafres

Sopa de grão com farinheira

Tarte de grão com amêndoa

Tarte de grão-de-bico

Tostas com paté de grão

 

https://nutrimento.pt/noticias/7-razoes-para-comer-grao-todos-os-dias/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/grao-de-bico

 

29
Nov21

Alimentos de A a Z... Goiaba


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a goiaba.

 

Alimentos de A a Z_goiaba.gif

A goiaba é o fruto da goiabeira, árvore da espécie Psidium guajava, da família Myrtaceae, originária da América tropical, pode ser redonda ou oval. A sua casca é verde ou amarela, dependendo do grau de maturação. A polpa pode ser branca ou rosa escuro, contendo pequenas sementes duras. Tem um sabor suave e doce, como uma mistura de pêra e morango, se estiver bem madura.

É uma fruta tropical deliciosa, nutricionalmente rica em proteínas, hidratos de carbono, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas (A, B2 [riboflavina])  B3, B4, B9 [ácido fólico] e C). O seu teor de vitamina C é cinco vezes superior ao da laranja. Tais propriedades têm um enorme impacto positivo na saúde, tornando-a a fruta ideal para aqueles que querem atingir uma boa forma física, mas também para os que simplesmente se preocupam com a sua saúde.

 

Benefícios associados ao consumo

Desde a sua acção antioxidante e regulação do trânsito intestinal, ao efeito protector na gravidez e no sistema imunitário, a goiba é uma fruta deliciosa e a que o corpo agradece pelo impacto positivo que traz.



Efeito antioxidante

Existem determinados nutrientes na composição da goiaba com um elevado potencial antioxidante, como a vitamina C. Estes elementos são exímios a neutralizar os radicais livres, substâncias químicas altamente instáveis e reactivas que, quando produzidos em excesso pelo nosso corpo durante o exercício físico intenso ou prolongado, são tóxicos e capazes de destruir células saudáveis do nosso organismo. 

Gravidez

Devido à presença rica em folato (vitamina B9) ou ácido fólico, a goiaba é também um alimento amigo das grávidas, por ser uma vitamina essencial para o desenvolvimento normal do feto.

Sistema imunitário

folato, juntamente com a vitamina C e cobre, contribuem também para um adequado funcionamento do sistema imunitário.

Coloração normal

Pela riqueza em cobre, ajuda a manter a coloração normal, tanto da pele como do cabelo.

Controlo do peso

A elevada concentração de fibras, o reduzido valor calórico e o baixo índice glicémico próprios da goiaba, são características fundamentais que se procuram quando se pretende perder peso.

A goiaba, por estes e outros tantos benefícios que nos consegue proporcionar, é conhecida por muitos como uma verdadeira superfruta.


Como consumir goiaba

Segundo a Organização Mundial de Saúde, diariamente dever-se-á promover o consumo de pelo menos 400g de hortofrutícolas (fruta e hortícolas), o correspondente a 5 porções destes alimentos (preferencialmente 2 porções de fruta e 3 de hortícolas), de forma a prevenir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade e alguns tipos de cancro. Uma porção de goiaba corresponde em média a 80-100g.

A goiaba é muito utilizada na confecção de doces como na goiabadacompotas e sumos. No entanto, o seu consumo ao natural é o mais indicado para um melhor aproveitamento dos seus benefícios.

Experimente uma goiaba a meio da manhã, quando fizer a sua pausa do trabalho ou dos estudos. Corte a goiaba ao meio depois de bem lavada e, com uma colher, remova a polpa e aprecie esta magnífica fruta ao natural.


Como escolher e conservar

Consoante a variedade, a goiaba apresenta um formato redondo ou oval, casca de cor verde ou amarela, polpa branca ou avermelhada com várias sementes. Quando bem madura, tem um sabor doce, uma textura suave e um agradável aroma.

Em relação à conservação, deve ser deixada à temperatura ambiente numa fruteira, com as restantes frutas. A goiaba madura deve ceder ao toque e ter um aroma típico e agradável. Depois de madura, mantenha-a no frigorífico e consuma em pouco tempo.


Sugestões de utilização:

Bebida cremosa de goiaba

Bolo de goiabada

Cheesecake de goiaba

Compota de goiaba

Crumble de goiaba

Doce de goiaba

Enroladinhos de goiaba

Flan de goiaba

Gelado de goiaba

Geleia de goiaba

Goiabada caseira

Goiabada fit

Goiabas em calda

Mousse de goiaba

Mousse de goiaba com iogurte

Mousse de goiaba e limão

Petits gâteaux de goiaba

Pudim de goiaba

Smoothie de goiaba e maracujá

Sorvete de goiaba vermelha

Sumo de goiaba e banana

Tarte de goiaba e maçã

 

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Receitas/noticia/2020/03/goiaba-beneficios-e-receitas-com-fruta-de-aroma-e-sabor-intensos.html

https://feed.continente.pt/receitas/goiaba-superfruta-tropical

https://pt.wikipedia.org/wiki/Goiaba

https://www.fiel.pt/pt/catalogo/frutos-exoticos-comuns/goiaba-vermelha/?tab=6&

 

22
Nov21

Alimentos de A a Z... Gengibre


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o gengibre.

Alimentos de A a Z_gengibre.gif

O gengibre (Zingiber officinale) é mundialmente conhecido e apreciado como especiaria devido às suas características aromatizantes. No entanto, pode ser muito mais que um simples condimento. Originário da Ásia, depressa chegou à Europa e à América pela mão dos mercadores e colonizadores, devido às suas propriedades. Hoje, é cultivado em grande escala nos países tropicais, nomeadamente na Jamaica. A medicina chinesa e a ayurvédica utilizam o gengibre abundantemente na culinária e sempre o consideraram como um dos melhores remédios do mundo.

O componente mais usado desta planta é a raiz na qual estão identificados mais de 100 constituintes bioactivos, sendo de destacar o gingerol e o “shogaol” e respectivos derivados. A família do gingerol predomina no gengibre fresco, enquanto o grupo do “shogaol”, está mais presente no gengibre desidratado.

 

Informação Nutricional

A raiz de gengibre é rica em  e cobre. No entanto o interesse do gengibre deve-se essencialmente aos compostos bioactivos e não ao seu valor nutricional que acaba por ser irrelevante pelas quantidades em que é usado.

 

Benefícios associados ao consumo

Pelo facto dos seus componentes actuarem principalmente ao nível do aparelho digestivo, pode ser útil em casos de falta de apetite e digestões difíceis. Devido ao seu poder carminativo ajuda a combater à flatulência e a impedir a formação de gases.
Através de vários estudos realizados ao longo deste século, verificou-se que o gengibre é um eficaz antiemético, ou seja, útil em casos de enjoos, tanto provocados pelo movimento (viagens de avião, barco, carro, etc.), como originados por situações pós-operatórias ou tratamentos de quimioterapia. Para além disso e, por se tratar de uma planta cujos efeitos tóxicos são praticamente inexistentes, pode ser utilizado em casos de enjoos matinais durante a gravidez. Aliás, ao contrário do que sucede com certos medicamentos, a característica antimiética do gengibre não desencadeia efeitos secundários desagradáveis, como é o caso da sonolência.

Estão ainda descritas propriedades anti-sépticas, pelo que a utilização da raiz do gengibre se pode revelar benéfica em casos de constipações e gripes.

Devido às suas características pungentes (picantes), o gengibre é também um estimulante circulatório podendo ajudar em casos de frieiras e má circulação nas mãos e nos pés.

Existem também evidências de que pode ter um efeito termogénico, ou seja, aumentar o metabolismo e a produção de calor pelo organismo o que pode ter impacto no gasto energético e dessa forma ajudar à perda de peso.

Alguns estudos apresentam também evidências dos benefícios do gengibre na melhoria dos níveis plasmáticos de  e do metabolismo das gorduras promovendo, dessa forma, uma melhor saúde cardiovascular.

Os orientais costumam aplicar compressas de gengibre sobre zonas dolorosas para aliviar dores articulares e musculares.

Para além de todas estas aplicações, o gengibre é também utilizado no fabrico de bebidas (ginger ale), licores, doces e produtos cosméticos.

 

Advertências associadas ao consumo

O consumo excessivo, acima de 5 g de gengibre por dia, pode causar alguns efeitos indesejáveis que incluem dor de estômago, alteração dos batimentos do coração e diarreia.

O gengibre deve ser evitado por quem tem "pedra na vesícula" e/ou doenças hemorrágicas ou que utilizam medicamentos anticoagulantes, porque o gengibre pode aumentar o risco de hemorragia.

Pessoas que usam medicamentos para controlar a tensão alta e a diabetes só devem consumir o gengibre sob orientação médica, pois este pode interferir com o efeito dessa terapêutica, podendo causar hipotensão e hipoglicemia.

Durante a gravidez, o consumo máximo de gengibre deve ser de 1g por dia e por um intervalo máximo de 3 dias seguidos. No entanto, o gengibre não deve ser consumido próximo do trabalho de parto, pois pode aumentar o risco de hemorragia.

 

Como comprar e conservar

Aquando da compra de gengibre fresco escolha raízes intactas e com aspecto firme, casca lisa e isenta de bolores. Pode ser guardado no frigorífico até três semanas. Pode congelá-lo, com a casca. Em pó deve ser mantido num recipiente de vidro hermeticamente fechado em local fresco, escuro e seco. Pode também guardá-lo no frigorífico por vários meses.

 

Como utilizar

O gengibre pode ser usado na forma fresca, desidratada ou em pó, em preparações simples como chá ou em receitas mais elaboradas, como sopas, sumos, iogurtes ou saladas e é usado principalmente em doçaria e padaria (bolos, biscoitos e pão)

Chá de gengibre: o chá de gengibre pode ser preparado colocando 2 cm de gengibre fresco em 200 ml de água ou 1 colher de sopa de gengibre em pó num litro de água. Colocar os ingredientes numa panela e deixar ferver por 15 minutos. Desligar o fogo, tapar a panela e quando estiver morno, coar e beber.

Além disso, o gengibre também pode ser usado como óleo essencial, em massagens ou banhos de imersão.

Óleo essencial de gengibre: o óleo essencial de gengibre pode ser usado diluindo 3 a 5 gotas do óleo essencial numa colher de sopa de óleo vegetal (azeite, côco ou amêndoas) e aplicar na pele, massajando para tratamentos de dor muscular ou dores reumáticas. Outra forma de usar o óleo essencial de gengibre é diluir 15 gotas do óleo em 3 colheres de sopa de leite ou bebida vegetal e dissolver a mistura numa banheira, relaxando por 20 minutos.

 

Sugestões de utilização:

Areias de gengibre

Bifes de vaca com molho fresco de gengibre

Bolachas de gengibre

Bolachas de canela e gengibre

Bolinhas de batata-doce com gengibre e parmesão

Bolo de gengibre com limão e sementes de sésamo

Bolo de gengibre e cerveja preta

Bolo de gengibre natalício

Bolo de gengibre nepalês

Camarões com ananás e gengibre

Camarões com gengibre e hortelã

Canja de galinha com gengibre

Carapaus com gengibre e açafrão

Chutney de cebola roxa, maçã e gengibre

Coelho com gengibre

Creme de beterraba com gengibre

Latte de gengibre

Panquecas de gengibre

Perca com erva príncipe e gengibre

Pudim de lima e gengibre

Refresco de kiwi, pepino e gengibre

Risotto de espargos com sultanas e gengibre

Salada de polvo com gengibre e oregãos

Salmão escalfado com molho de gengibre

Sumo de uva e gengibre

Tarte de gengibre e chocolate

 

https://www.tuasaude.com/beneficios-do-gengibre/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/gengibre

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/gengibre

https://content.paodeacucar.com/saudabilidade/para-que-serve-o-gengibre

https://www.minervafoods.com/receitas/os-beneficios-do-gengibre-para-sua-saude/

 

15
Nov21

Alimentos de A a Z... Funcho


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o funcho.

 

Alimentos de A a Z_funcho.gif

 

O funcho é um vegetal muito versátil com um papel bastante activo na cozinha europeia, principalmente na cozinha francesa e italiana. A sua reputação remete para os tempos da Grécia antiga e para a mitologia grega.

A história relata que foi João Gonçalves Zarco quem decidiu designar a capital do arquipélago da Madeira de Funchal, após ter desembarcado num vale com um imenso arvoredo e cheio de funcho até ao mar. Na Madeira são muito típicos os rebuçados de funcho, feitos artesanalmente, para acalmar a tosse.

O funcho (Foeniculum vulgare Miller) é largamente utilizado em remédios caseiros, na culinária e como aromatizante. Possui um sabor doce, sendo um tempero muito utilizado na cozinha italiana. São utilizáveis basicamente todas as suas partes, desde os caules às sementes (conhecidas como erva-doce), podendo ser utilizado como especiaria, erva aromática ou legume. Tem um aroma que faz lembrar o licor de anis, sendo por isso, muitas vezes, confundido com o próprio anis, no mercado.

 

Informação Nutricional

 

Este legume contém fibras, diversos , tais como  e , e  A e C que lhe conferem propriedades  e anti-inflamatórias.

 

Como comprar e conservar

Devem escolher-se os mais pesados, redondos, brancos e sem manchas, com folhas que se partam com facilidade sem dobrar.

Pode conservar no frigorífico, bem embalado, no prazo de 1 semana e no congelador durante cerca de 6 meses.

 

Como utilizar

Os talos podem ser comidos crus e as folhas são cozidas como um legume. As sementes costumam ser colocadas em pratos de peixe, massas, conservas e molhos. Costuma ser utilizado para preparações de chá para combater problemas gastrointestinais, diminuindo dores e gases, e prevenindo espasmos e cólicas em todo o organismo.

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