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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

26
Set22

Alimentos de A a Z... Salmão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o salmão.

 

Alimentos de A a Z_salmão.jpg

O salmão do Atlântico, Salmo salar L., por vezes referido como o "Rei dos Peixes", encontra-se nas regiões temperadas e árticas do Oceano Atlântico, na vertente ocidental distribui-se desde a costa este da Gronelândia e bacias hidrográficas do Quebeque (Canadá) até ao Connecticut (E.U.A.). Na parte oriental do Atlântico está presente nas bacias hidrográficas que drenam para os mares Branco e Barents, passando pelo noroeste do continente europeu, bacias hidrográficas dos mares Báltico e do Norte, incluindo a Islândia. A sul, a vida deste peixe começa nos leitos de cascalho dos rios de Portugal (Lima e Minho), Espanha e Nova Inglaterra (E.U.A.), e até à baía de Ungava (Canadá) e Rússia, a norte.

As migrações do salmão do Atlântico, Salmo salar L., podem atingir milhares de quilómetros do rio de origem até às regiões subárticas do Atlântico Norte. O ciclo de vida é complexo, alguns fenótipos (machos precoces) não abandonam o meio dulciaquícola, no entanto, são predominantemente anádromos. As primeiras fases do ciclo de vida ocorrem em água doce, e posteriormente, migram para o oceano onde se desenvolvem até à fase adulta. Aqui, o salmão cresce rapidamente como consequência dos abundantes recursos tróficos disponíveis, e experimenta profundas alterações morfofisiológicas, onde se desenvolve grande parte da fase adulta, voltando depois ao rio de origem para se reproduzir (comportamento de homing). Nem todos os indivíduos desta espécie morrem após a reprodução, ao contrário do que acontece com algumas das espécies do Pacífico (espécies semélparas), geralmente as fêmeas de salmão do Atlântico sobrevivem e podem completar novamente o ciclo reprodutivo (espécie iterópara).

Os mecanismos pelos quais o salmão migra com tanta precisão não são totalmente compreendidos. Acredita-se que o campo magnético da Terra estará relacionado com este fenómeno, aliado a pistas físico-químicas, que se combinam de forma única em cada estuário, e que por alguma razão os salmões conseguem reconhecer, permitindo uma localização bastante precisa do rio onde nasceu e ao qual retorna.

A desova ocorre no outono e no inverno, quando as fêmeas depositam entre 1000 a 2000 ovos por quilo de peso em ninhos escavados nos leitos de cascalho, a eclosão ocorre na primavera seguinte. As larvas (alevin) são nutridas entre 3 a 8 semanas pelas reservas vitelinas do ovo, até abandonarem os leitos pedregosos e iniciarem a alimentação exógena (fry) através da captura de presas. Durante o primeiro/segundo ano de vida (período que pode ser ainda mais alargado), os juvenis (parr) permanecem no rio, e após um processo de profundas transformações morfofisiológicas, originam os smolts, fase que antecede a migração para o oceano.

Muitos factores quer de origem natural, quer antrópica, podem interferir neste complexo e ainda não completamente conhecido ciclo de vida, e é por essa razão, que a gestão deste recurso requer cooperação internacional.

O salmão é um grande peixe da família Salmonidae. Peculiar aos mares e rios europeus, é muito procurado pela sua apreciadíssima carne rosada, muito saborosa.

O salmão é basicamente um peixe branco. A cor vermelha do salmão é devida a um pigmento chamado astaxantina, produzido através das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar. O pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca. Quando os camarões são comidos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos.

Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.

O salmão é classificado como um peixe gordo, possuindo um teor elevado de  polinsaturados.

Possui proteínas de elevado  (que contêm todos os  essenciais ao homem e que só podem ser adquiridos através da alimentação). Destaca-se ainda o teor de  lipossoluveis: A,D,E e K bem como o seu conteúdo em  B6 e B12. Nos  destacam-se o  e .

 

Benefícios associados ao consumo

O consumo regular de peixe é essencial a uma alimentação saudável. Os  insaturados, predominantemente os ómega-3, do salmão são benéficos para a saúde cardiovascular. Estes ajudam a baixar os níveis de LDL- (“mau ), elevar os níveis de HDL- (“bom ), intervêm ainda na regularização da , coagulação sanguínea, resposta imune e reacções inflamatórias.

O salmão é também uma boa fonte de  e B12, que em conjunto, mantêm os níveis de  baixos. Isto é importante porque a  é uma molécula que pode danificar os vasos sanguíneos e cujos elevados níveis no sangue estão associados com um maior risco de doença cardiovascular.

O elevado teor em  , como o  e as  A e E, contribui para a diminuição de processos degenerativos (doença cardiovascular, cancro, diabetes, etc.). Além disso, o , em conjunto com o , contribui para o normal funcionamento da glândula tiróide, ajudando na regulação da produção de .

 ajuda a formar e a manter os ossos e os dentes saudáveis, em conjunto com o . O  é essencial para a libertação de energia nas células, para a absorção e transporte de muitos , e regula também a actividade das proteínas.

, desempenha funções a nível da transmissão neuromuscular, participa na regulação dos fluxos através das membranas celulares, coadjuva a actividade de algumas  em variados processos enzimáticos, e está envolvido na replicação de ADN.

 

Como comprar e conservar

O salmão, como qualquer outro peixe, deve conservar-se a baixas temperaturas para evitar o crescimento bacteriano responsável pela sua putrefação.

A fim de saber se está fresco verifique se a sua carne tem uma consistência firme. Caso esteja inteiro verifique se as guelras estão vermelhas e os olhos brilhantes e não fundos.

Para se manter em condições óptimas, o salmão deverá ser comprado imediatamente antes de voltar para casa. Deve conservá-lo no frigorífico, na parte mais fria, não mais de 48H. Caso o consumo não se verifique neste período de tempo, deverá conservar o salmão no congelador. Manterá o seu sabor e as suas qualidades nutricionais por 2 a 3 meses.

 

Sugestões de utilização:

Espetadas de salmão com molho agridoce

Filete de salmão com molho barbecue e laranja

Hambúrguer de tamboril e salmão

Lombo de salmão com legumes e batata-doce

Massa fria com salmão, pesto e ervilhas

Paté de salmão fumado

Pizza de salmão grelhado

Salmão com legumes coloridos

Salmão em massa folhada

Salmão grelhado com courgette

Salmão selvagem com risotto de ervilhas

Tacos de salmão

Tagliatelle com salmão e molho de agrião

Tagliatelle com salmão fumado e natas

Tataki de atum e de salmão braseados

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/salmao

 

12
Set22

Alimentos de A a Z... Romã


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a romã.

 

Alimentos de A a Z_romã.jpg

A romã, cujo nome científico é Punica granatum, é uma infrutescência da família das Punicáceas, redonda, achatada, com um cálice em forma de coroa e uma casca grossa. O interior é composto por bagos comestíveis de cor vermelha e sabor agridoce e divide-se por finas películas. Originária do sul da Ásia, na Pérsia, foi levada pelos fenícios para os países mediterrânicos, de onde se difundiu para o continente americano, chegando ao Brasil pela mão dos portugueses. A nível mundial, os maiores produtores são o Afeganistão, o Irão, Israel, Brasil, EUA, Itália e Espanha, sendo esta o maior exportador europeu.

Em Portugal, a região do Algarve concentra cerca de 80% da área e 95% da produção total de romã do continente. A maioria da produção provém de árvores dispersas, em bordadura, sendo relativamente reduzido o número de pomares existentes. A área de cultura, que tem vindo a decrescer, é actualmente de 108 ha e a produção anual ronda as 400 toneladas.

As variedades mais frequentes são a Mollar, a De Elche, a Dejativa - de origem espanhola – e a Asseria. Esta última é uma variedade tradicional da região algarvia, precoce e caracterizada por bagos carnudos, vermelhos e de graínha pequena.

A romã é um fruto característico do início do Outono com grande simbolismo. São muitas as alusões a este fruto enquanto símbolo de longevidade, amor e poder terapêutico. Actualmente, ainda existe a tradição Grega de cortar uma romã durante o casamento como símbolo de fertilidade.

A época da romã inicia-se no final de Setembro e vai até inícios de Dezembro, pelo que estes serão os melhores meses para consumir este fruto. 

Em termos nutricionais a romã é um fruto muito interessante. Apresenta uma enorme concentração de substâncias com propriedades antioxidantes, sendo rica em polifenóis (antocianinas e taninos), com um potencial antioxidante quase três vezes superior ao vinho tinto e chá verde. Estes compostos são importantes na protecção das células e podem ter papel importante na saúde cardiovascular e na prevenção de alguns tipos de cancro. A romã apresenta baixo valor energético, cerca de 50 kcal por 100g de parte edível de romã, sendo ainda fonte de fibra e rica em vitaminas e minerais, nomeadamente, carotenos, vitamina C, potássio e ferro.

 

Benefícios associados ao consumo

– Acção antimicrobiana: a romã é eficaz na eliminação de bactérias prejudiciais ao nosso organismo;
– Melhora a função cardíaca: vários estudos apontam que o sumo de romã ajuda a prevenir a formação das placas de gordura nas artérias;
– Acção anti-tumoral: a romã inibe o crescimento das células cancerígenas e aumenta a apoptose (morte celular) no cancro da mama, próstata e colon;
– Saúde óssea: alguma investigação refere que o sumo de romã diminui a perda óssea.

 

Como comprar, conservar e consumir

Na hora da compra, escolha as romãs limpas, com casca lisa e brilhante, sem cortes nem pisaduras e sem sinais de desidratação.

A romã é um fruto resistente que se mantém em boas condições durante bastante tempo. Conserva-se bem à temperatura ambiente até cinco dias mas, para prolongar o seu tempo útil de consumo, deve mantê-la no frio. Quando armazenada a baixas temperaturas (0ºC a 5ºC) pode mesmo permanecer sumarenta e saborosa durante meses. Dada a dureza da casca apresenta também uma elevada resistência ao transporte.

A romã pode ser consumida de diversas formas: em sumo, ao natural, em sobremesas ou como decoração de vários pratos. Pode utilizar-se ainda em saladas, gelados e compotas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o grupo da Roda dos Alimentos “Fruta” deverá contribuir para a nossa dieta com 3 a 5 porções diárias. Uma porção de romã corresponde em média a 1/3 do fruto.

Muitas vezes, a principal razão para o baixo consumo deste fruto reside na sua preparação, que pode ser um pouco complicada. No entanto, existem algumas técnicas que podem facilitar o processo:

  • Corte a romã na longitudinal, ficando com duas metades. Vire a parte da casca para cima com um copo em baixo e bata-lhe com uma colher até os bagos caírem todos.

  • Corte as pontas da romã e de seguida corte-a ao meio e depois em quartos. Mergulhe as partes numa taça com água e, com a ajuda dos dedos, retire todos os bagos. Escorra a água e está pronta a consumir.

  • Corte as extremidades e depois corte-a em quartos, sem tocar nos bagos. De seguida, coloque a romã na mão com os dedos abertos dentro de uma tigela e bata com uma colher na casca. Os bagos soltam-se facilmente.

 

Sugestões de utilização:

Água infusionada de romã

Beringelas com molho de iogurte e romã

Carpaccio de abacaxi com romã e mel de hortelã

Geleia de romã

Laranja com canela e romã

Mousse de iogurte e romã

Muffins de romã

Panacota de romã

Papos-de-anjo com romã

Salada de couscous com romã

Salada de dióspiro, romã e coentros

Salada de verdes com vinagrete de romã

Sangria de espumante e romã

Semi-frio de romã

Tapioca com romã

Tarte de queijo e romã

Torricados queijo da Serra e romã

 

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/roma/

http://www.agrotec.pt/noticias/e-tempo-da-roma-beneficios-e-caracteristicas-do-fruto/

https://nutrimento.pt/noticias/roma-um-fruto-do-outono/

https://www.youtube.com/watch?v=R0RU6Unqodc

https://feed.continente.pt/receitas/os-beneficios-da-roma

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/roma

https://ruralea.com/geleia-de-roma/

https://www.vidaativa.pt/receitas-com-roma/

https://www.teleculinaria.pt/blog/ingrediente-rei-roma/

 

05
Set22

Alimentos de A a Z... Requeijão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o requeijão.

 

Alimentos de A a Z_requeijão.jpg

 

Alimento rico em proteína, minerais e vitaminas, o requeijão é um derivado do leite de vaca, de cabra, de ovelha, ou uma mistura de leites. Um produto associado à tradição alimentar portuguesa, obtido a partir da coagulação do soro do leite quando este é submetido ao calor.  O processo de produção caseira é simples, requer poucos ingredientes, assim como utensílios de cozinha. Uma receita perfeita para quem procura um alimento versátil, capaz de combinar com doces, salgados, das saladas às sopas.

Embora seja conhecido desde a Idade Média, passou despercebido durante muito tempo. Actualmente o requeijão conquistou maior importância na nossa alimentação, não só porque do ponto de vista nutricional se pode considerar um alimento interessante, como também porque gradualmente nos fomos habituando a gostar dele simples ou combinado com outros ingredientes; como saladas, massas, ervas aromáticas, especiarias, nozes, mel ou os irresistíveis doces de abóbora, entre outros que a imaginação e o gosto nos ditar.

Tal como queijo, o requeijão é um derivado do leite. Pode ser obtido a partir de leite de vaca, de cabra ou de ovelha, ou de uma mistura de leites, e resulta da coagulação do soro de leite por acção do calor. Os grumos que se formam são coados e comprimidos para libertarem o restante soro e colocados em cestos que facilitam também o escoamento do mesmo. Obtém-se assim uma massa branca, cremosa e ligeiramente granulosa, rica em proteínas, vitaminas e minerais e com alguma gordura, embora já existam disponíveis no mercado requeijões com baixo teor de gordura ou praticamente isentos de gordura. 

Nalgumas zonas no nosso País, a produção de requeijão é tradicional e ainda hoje se utilizam técnicas de fabrico artesanais, muito semelhantes às usadas na Idade Média, embora, hoje em dia, as normas de higiene e segurança alimentar no seu fabrico sejam bastante rigorosas e o próprio embalamento muito mais cuidado.

 

Benefícios associados ao consumo

Para aqueles que têm intolerância à lactose, um açúcar presente nalguns produtos lácteos, o requeijão é uma opção excelente, porque com a libertação do soro este produto, torna-se adequado ao consumo de quem é intolerante.

 

Como comprar e conservar

Como o requeijão é um produto fresco cujo prazo de validade é curto, quando o adquirir verifique sempre a data de validade e não se esqueça de o conservar sempre no frigorifico. Se apresentar uma cor amarelada ou odor a “azedo”, rejeite-o.

 

Sugestões de utililização:

Bacalhau com requeijão e aipo

Bolo de requeijão com canela e amêndoa

Empadas de espinafres e requeijão

Lasanha embrulhada com requeijão

Muffins de requeijão

Pães de linhaça com requeijão de ervas

Pãezinhos rápidos de requeijão

Pasta de requeijão com ervas

Pudim de requeijão

Queijadas de requeijão

Salada de requeijão com morangos

Semifrio de maracujá com requeijão

Tabuleiro de atum com requeijão

Tarte de requeijão

 

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/o-bom-requeijao-caseiro-faz-se-com-3-ingredientes

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/queijos-e-produtos-lacteos/586-requeijao-serra-da-estrela-dop

https://www.vaqueiro.pt/ingredientes/requeijao

 

29
Ago22

Alimentos de A a Z... Queijo fresco


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o queijo fresco.

 

Alimentos de A a Z_queijo fresco.jpg

 

O queijo fresco obtém-se a partir do leite de vaca, cabra ou ovelha através dos seguintes processos:
1. Coagulação ácida: Adição de bactérias (por vezes também se adiciona o coágulo – ) ao leite pasteurizado, acidificando-o. As gorduras e proteínas sofrem uma pré digestão, tornando-se mais suaves e digeríveis pelo organismo.
2. Incubação: repouso do queijo à temperatura de 25 a 30ºC para formação da coalhada.
3. Dessoramento: Libertação do soro que envolve a coalhada.
4. Moldagem: O queijo é moldado, adquirindo a sua forma final

Há vários tipos de queijos frescos, como sejam Queijo de Burgos, Petit Suisse, Queijo Quarck, Queijo Feta e Queijo Cottage.

A libertação do soro no processamento do queijo resulta numa concentração das substâncias nutritivas do leite no produto final.

Os queijos frescos destacam-se pelo seu conteúdo em proteínas de elevado  de fácil assimilação,  (principalmente B2, B12 e Niacina) lipossolúveis como a  e a .

O seu teor em  varia com o leite que lhe dá origem, mas pode também resultar da adição de nata.

 

Benefícios associados ao consumo

Os  do queijo fresco são mais facilmente assimilados e aproveitados que os do leite, graças à fermentação produzida por bactérias e/ou coágulo adicionadas ao queijo durante o processo de fabrico.

O alto  das suas proteínas faz deste alimento uma excelente fonte de todos os  essenciais, nas proporções certas.

 

Advertências associadas ao consumo

Embora seja dos queijos com menor conteúdo em , esta está presente maioritariamente sob a forma de . Assim, o seu consumo deve ser moderado em pessoas com problemas cardiovasculares ( elevado, hipertensão, etc).

 

Como comprar e conservar

O seu teor de humidade é muito elevado relativamente a outros tipos de queijo. Assim, o seu período de conservação não deve ultrapassar uma semana.

Conservam-se sempre em ambiente refrigerado, entre 4 e 7ºC (frigorífico).

 

22
Ago22

Alimentos de A a Z... Queijo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o queijo.

 

Alimentos de A a Z_queijo.jpg

 

O queijo é um dos alimentos mais antigos da Humanidade. Consta que os primeiros fabricantes de queijo habitavam a região da Mesopotâmia, no Médio Oriente. Foram eles que, há mais de 10 mil anos, descobriram como transformar o leite em algo muito mais duradouro, nutritivo, saboroso e saudável.

Na Europa, a produção e consumo de queijo foram difundidos pelos romanos. Com o fim do império, vários locais desenvolveram as suas próprias técnicas de produção e assim surgiram diversos queijos com características específicas.

Os queijos encontram-se regulamentados pela portaria nº 73/90 de 1 de fevereiro de 1990 (revogada) . Neste diploma, “considera-se queijo o produto fresco ou curado, de consistência variável, obtido por coagulação e dessoramento do leite ou do leite total ou parcialmente desnatado, mesmo que reconstituído,  e  também  da nata, do leitelho, bem como da mistura de alguns  ou de todos estes produtos, incluindo o lactossoro, sem ou com adição  de  outros  géneros alimentícios”.

Os queijos podem apresentar-se no mercado para consumo de diversas formas entre as quais: inteiro, às fatias, às rodelas, em triângulos, ralado, creme, etc… Podem ser adquiridos a peso ou previamente embalados. Os queijos podem ser classificados do seguinte modo:

tipos-de-queijos.jpg

Na rotulagem dos queijos aparece sempre a classificação quanto ao tipo de cura, ao tipo de leite utilizado, no caso de não ser leite de vaca e a sua classificação quanto à percentagem de matéria gorda, o que nos permite uma escolha mais consciente e informada.

tabela-queijos.jpg

Tabela da Composição dos Alimentos Portugueses, 2008, Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge

 

Que queijo escolher no momento da compra?

  1. Atenção às características organoléticas do queijo: manchas à superfície, bolores não característicos, cheiro alterado, água em excesso.
  2. Verifique sempre o teor de gordura dos queijos e dê preferência a queijos com teor de gordura <45%.
  3. Compare o teor de gordura dos queijos entre eles, verifique-o por porção e por 100g.
  4. Queijo light não significa ser um queijo magro, apenas terá tido uma redução em pelo menos 30% de determinado nutriente ou valor calórico.

 

Sugestões de utilização:

Batata gratinada com queijo

Calzone de espinafres e ricotta

Cheesecake de frutos vermelhos

Cheesecake de gambão

Cheesecake de limão e lima

Cheesecake de morango

Cheesecake de roquefort e pêra

Cogumelos recheados com espinafres e queijo da ilha

Crocantes de requeijão e espinafres

Doce de morango e mascarpone

Espetadas de courgette com mozzarella

Fondue de queijo

Frittata de pimentos e queijo

Gnocchi de abóbora com queijo

Hambúrguer de angus com brie

Legumes salteados com massa e queijo feta

Macarrão com queijo

Mozzarella marinada em azeite e ervas

Muffins de ovo com brócolos e cheddar

Pão de queijo com linguiça

Risotto de beterraba com queijo chèvre

Rolo de queijo

Salada de cuscuz com halloumi grelhado

Scones de courgette com queijo

Sopa de tomate assado e mozzarella

Sopa fria de ervilhas com hortelã e feta

Tostas de frango e cogumelos com chèvre

 

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/queijo-tipos-preferir-evitar

https://www.bemafiada.com/tipos-de-queijo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Queijo

 

08
Ago22

Alimentos de A a Z... Presunto


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o presunto.

 

Alimentos de A a Z_presunto.jpg

 

Presunto é um produto alimentar do ramo da charcutaria, formado pela perna inteira do porco, que é curada, por vezes apenas com sal, outras vezes temperada com condimentos e até fumada. Dependendo do tipo de cura, do grau de secagem e das condições de armazenagem, o presunto pode manter-se com boas características organolépticas durante períodos longos e ser consumido, tanto fatiado em sanduíches ou como aperitivo duma refeição ou ainda fazendo parte de outra preparação culinária.

A conservação de alimentos com sal, retirando-lhes uma parte da água e evitando o crescimento de bactérias ou outros organismos que possam deteriorá-los, é um processo muito antigo, tanto que foi descrito por Marco Pórcio Catão no século II ou III a.C. na sua obra "De Agricultura". Os latinos chamavam a este produto “perexsuctum”, com o significado de “enxuto” ou “privado de água”, palavra que se tornou em “presunto”, em português e “prosciutto”, em italiano. 

As principais variedades em Portugal são o de Chaves, Barroso, Barrancos e Vinhais.

Os primeiros registos referentes ao presunto remontam ao Império Romano, embora os primeiros porcos da Península Ibérica tenham sido trazidos pelos Fenícios. As actuais raças resultam do cruzamento destes porcos com os javalis que por cá existiam.

As condições naturais de criação destes porcos, feita em regime extensivo, com alimentação constituída pelos produtos naturais das regiões onde crescem, confere à sua carne características próprias e diferenciadas, ocorrendo o abate entre os dezasseis e os dezoito meses.

 

Sugestões de utilização:

Bife de atum com presunto

Bifes do lombo com presunto

Caldo-verde com crocante de presunto

Esparguete com presunto e espargos

Espetadas de melão, mozzarella e presunto

Espetadas de tomate com presunto e burrata

Folhado de pêra com presunto e gorgonzola

Gaspacho de espargos com presunto crocante

Lombos de bacalhau com presunto

Lombinho de porco com presunto e queijo

Ovos com presunto

Pizza de presunto e queijo

Salada de espinafres com lentilhas, ovo e presunto

Salada de presunto com quinoa

Sanduiche com presunto e mozzarella

Sanduiche de ovo com presunto e espargos

Strudel de bacalhau com presunto

Tagliatelle com presunto serrano e rúcula

Tortilha de presunto

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presunto

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/736-presunto-de-barrancos-paleta-de-barrancos-dop

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/675-presunto-do-alentejo-paleta-do-alentejo-dop

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/615-presunto-de-barroso-igp

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/604-presunto-de-melgaco-igp

 

01
Ago22

Alimentos de A a Z... Poejo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o poejo.

Alimentos de A a Z_poejo.jpg

25
Jul22

Alimentos de A a Z... Pitaya


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a pitaya.

 

Alimentos de A a Z_pitaya.jpg

 

A pitaya é conhecida como a "fruta dragão" pela sua aparência escamosa e espinhosa. Já as suas flores são chamadas “flores da noite” uma vez que a planta floresce durante a noite com pétalas grandes e brancas.

Este fruto provém de algumas variedades de cactos e é originário de regiões subtropicais na América Central, especialmente do México. O cultivo de pitaya ganhou força noutros pontos do mundo, como no Brasil e outros locais de clima tropical.

O interior é parecido ao kiwi, com pequenas sementes espalhadas pela polpa. No entanto, a pitaya é mais doce.

A pitaya é um fruto exótico de excelente qualidade nutricional e baixo valor calórico, muito nutritivo com inúmeros benefícios para a nossa saúde. Destaca-se a presença das vitaminas B e C, e minerais como o ferro, potássio, cálcio, fósforo, magnésio e zinco. Não é uma fruta mitológica, mas tem superpoderes: antioxidantes, anti-inflamatórios, anticancerígena, entre outros.

A pitaya é habitualmente apreciada ao natural. Contudo, este fruto tropical dotado de um sabor fresco, resulta na perfeição em sumos e sobremesas. Mas no caso de querer experimentar incorporá-lo numa refeição, também pode (e deve!). A pitaya combina com pratos de peixe, principalmente bacalhau e atum. Sirva-a como acompanhamento, aos cubos, por exemplo, ou em cima do peixe.

É uma óptima opção para consumir em qualquer altura do ano. 

 

Benefícios associados ao consumo

Por ser rica em fibras, o consumo de pitaya ajuda no controlo do apetite sendo capaz de prolongar a sensação de saciedade.

O ferro e a niacina contribuem para o funcionamento normal do metabolismo, da produção de energia e para a redução do cansaço e fadiga.

A composição da pitaya, em vitamina B3 e ferro, faz com que este fruto dê o seu contributo na regulação da função psicológica e funcionamento do sistema nervoso.

A niacina ajuda a manter uma pele saudável e normal.

O ferro, encontrado na pitaya, contribui para a formação normal de glóbulos vermelhos, de hemoglobina e, consequentemente, para o transporte de oxigénio pelo organismo.

Por ser fonte de ferro, a pitaya dá o seu contributo para fortalecer o sistema imunitário e ajuda a prevenir doenças.

 

Como comprar e conservar

Opte pelo fruto com a cor rosa mais brilhante, evitando os que apresentam manchas escuras ou partes murchas. Quando pressionada, deve ceder ligeiramente. No entanto, pode optar por uma fruta firme, deixando-a amadurecer entre 1-2 dias.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de pitaya

Bowl vitaminado de pitaya

Creme de pitaya

Creme de pitaya com maracujá

Gelado de pitaya

Geleia de pitaya

Limonada com pitaya

Mousse de pitaya

Muffins de pitaya

Pudim de pitaya

Smoothie de pitaya

 

https://feed.continente.pt/receitas/pitaya-a-fruta-dragao

https://www.receitasnestle.com.br/blog-post/pitaya-descubra-tudo-sobre-a-fruta-do-dragao

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/pitaya-conhece-os-seus-beneficios-para-a-saude

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pitaia-ou-fruta-do-dragao-um-poderoso-antioxidante

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Receitas/Ingredientes/noticia/2020/02/pitaya-conheca-os-beneficios-da-fruta-e-aprenda-7-receitas.html

https://biolimentar.com/pitaya/

 

18
Jul22

Alimentos de A a Z... Pimento


Na sequência da rubrica "Alimentos de Aa Z", hoje, apresento-vos o pimento.

 

Alimentos de A a Z_pimento.jpg

 

Os pimentos nascem da planta Capsicum annuum, são verdes enquanto imaturos e amadurecem num arco-íris de cores, nomeadamente vermelho, amarelo, etc. Além disso, o sabor, o formato e o tamanho variam consoante a variedade.

Assim, o pimento vermelho é simplesmente uma variedade completamente amadurecida do pimento verde. O pimento verde tem um sabor amargo, enquanto o vermelho, laranja e amarelo são mais doces.

O principal componente do pimento é a água, apresentando, por isso, um baixo valor energético. É uma boa fonte de fibra insolúvel, que melhora o trânsito intestinal e ajuda a regular o apetite.

Os pimentos destacam-se pelo seu conteúdo em vitamina C e carotenos, sobretudo os pimentos amarelos. Esse é, de todos, o pimento com maior quantidade de vitamina C. Cada 100g deste alimento contém mais de 200% da dose diária de vitamina C. Dentro dos minerais, destaca-se o potássio.

 

Benefícios associados ao consumo

Devido ao seu elevado conteúdo em água e baixo teor energético, o pimento é adequado para uma dieta de controlo de peso. Além disso, o seu conteúdo em fibra promove uma maior sensação de saciedade e favorece o trânsito intestinal, o que pode ajudar a regular o apetite e, assim, a manter um peso saudável.

As vitamina AC e E são antioxidantes e ajudam a proteger das agressões. A vitamina A é também importante para a visão e para manter a pele, o cabelo e as mucosas em bom estado. Já o ácido fólico é importante para a divisão das células, formação de glóbulos vermelhos, auxilia o sistema imunitário e ainda previne malformações no feto durante a gravidez.

O elevado teor de potássio e baixo em sódio favorecem um equilíbrio adequado dos fluídos corporais e uma eliminação mais eficaz de fluídos excessivos e toxinas. Além disso, o potássio intervém na contracção muscular, ritmo cardíaco e na regulação da tensão arterial.

 

Como comprar e conservar

Escolha pimentos rijos, brilhantes e sem manchas ou indícios de podridão. Os pimentos são não climatéricos, ou seja, não amadurecem depois de colhidos. Como exemplo temos o facto de um pimento verde, depois de colhido, nunca passar a vermelho.

Pode conservar o pimento na zona inferior do frigorífico dentro de uma película plástica por mais de uma semana. Também pode ser congelado, de preferência inteiro para diminuir a exposição ao ar que pode degradar quer o sabor quer o conteúdo nutricional.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de bacalhau com pimento

Cogumelos salteados com 3 pimentos

Conserva de ananás e pimento vermelho

Creme de pimentos com queijo gorgonzola

Frango com pimentos-low carb, sem glúten

Hummus de pimento vermelho

Pimentos recheados com carne picada no forno

Pimentos recheados com ovos e queijo

Pimentos recheados com salada de cuscuz

Pimentos recheados no forno

Pudinzinhos de pimentos

Quesadillas de pimentos

Salada de penne com pimentos

Salada de pimentos com quinoa

Salada de pimentos vermelhos

Tarte de bacon, cebola e pimento assado

Tiborna de pimentos assados

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pimentos

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/beneficios-pimento/

 

11
Jul22

Alimentos de A a Z... Physalis


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje apresento-vos a physalis.

 

Alimentos de A a Z_phisalis.jpg

 

As plantas do género Physalis são herbáceas ou arbustivas e conhecidas no mundo todo pelos seus frutos saborosos e de aspecto singular. São originárias da Amazónia e dos Andes e pertencem à família Solanaceae, a mesma dos tomates, berinjelas, batatas e pimentões. Algumas das espécies mais relevantes economicamente são a P. peruvianaP. philadelphicaP. pubescensP. pruinosaP. ixocarpaP. alkekengi e P. angulata.

O fruto é esférico, sendo muito semelhante a um pequeno tomate e a cor pode ser verde, amarela, laranja ou vermelha. O que o diferencia é o cálice desenvolvido, que envolve todo o fruto, de cor verde a princípio e que gradativamente seca adquirindo uma cor dourada, concomitantemente com maturação do fruto.

Os frutos dos Physalis são bonitos, ricos em vitaminas C, A e mineirais e têm sabor ácido e doce, sendo amplamente utilizados in natura, simplesmente banhados em chocolate ou envolvidos com creme chantilly. Também ficam deliciosos em compotas, doces, geléias, sorvetes, licores, saladas, molhos, cozidos, assados e como frutas secas. Algumas espécies também podem ser especialmente ornamentais, como ocorre por exemplo com a lanterna-chinesa (P. alkekengi). De pequeno porte e com frutos de cálices vermelhos, é apropriada para a formação de maciços e bordaduras, ou mesmo plantada em vasos e floreiras.

 

Benefícios associados ao consumo

  • Fortalece o sistema imunitário devido à quantidade de bioflavonoides;
  • Contribui para reduzir os níveis de mau colesterol;
  • Rica em antioxidantes, evita a formação de radicais livres no organismo e, consequentemente, ajuda a evitar doenças e a combater o envelhecimento precoce
  • Ajuda a regularizar o trânsito intestinal;
  • Contribui para a sensação de saciedade devido à presença de fibras na sua composição;
  • Ajuda no processo de emagrecimento por acelerar o metabolismo e reduzir o stress e a fadiga, devido à presença de vitaminas do complexo B;
  • Diminui o risco de anemia por ser uma boa fonte de ferro;
  • Ajuda na recuperação e reconstrução muscular devido à presença de proteína;
  • Tem capacidades terapêuticas devido à presença de fisalina, uma substância que atua como anti-inflamatório.

Vários investigadores descobriram que uma das substâncias que a Physalis  contém no talo da planta tem a potencialidade de estimular a produção de novos neurónios no hipocampo.

O hipocampo caracteriza-se por ser uma zona do nosso cérebro que está ligada à memória e estes profissionais têm vindo a trabalhar no sentido de desenvolver medicamentos fitoterapêuticos para ajudar a combater doenças caracterizadas pela perda de memória e para aqueles que sofrem de depressão grave (actualmente estes estudos estão a ser realizados em animais).

 

Sugestões de utilização:

Bolo merengado de noz e physalis

Geleia de physalis

Mini-cheesecake com coulis de physalis

Risotto de maçã e physalis

Salada de physalis e pão de malte

 

https://www.jardineiro.net/plantas/fisalis-physalis-sp.html

https://acientistaagricola.pt/physalis-a-planta-que-ajuda-na-recuperacao-de-alzheimer-e-parkinson/

http://alzheimer360.com/planta-amazonica-criar-neuronios/

https://jb.utad.pt/especie/Physalis_peruviana

https://revistajardins.pt/como-cultivar-fisalis/

https://www.vidaativa.pt/physalis/

 

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