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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

16
Mai22

Alimentos de A a Z... Noz


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a noz.

 

Alimentos de A a Z_noz.jpg

Ao longo da História, as nozes têm sido reconhecidas pelas suas propriedades medicinais.

Na verdade, ao incluir nozes na sua dieta estará imediatamente a contribuir para a prevenção das doenças cardiovasculares e degenerativas.

 

Benefícios associados ao consumo

Este delicioso fruto seco é uma excelente fonte de ómega-3, um tipo de  que o organismo não produz. Os seus potenciais benefícios para a saúde começam por promover a função cognitiva protegendo-nos contra doenças degenerativas como a de Alzheimer. A explicação é simples: as nossas células cerebrais e nervosas são compostas essencialmente por . E os ácidos óemga-3 têm um papel fundamental nestas estruturas. Além disso as nozes são ricas em  que promove o bom funcionamento do cérebro e a produção de glóbulos vermelhos.

Mas os benefícios das nozes não se ficam por aqui. Este fruto seco também nos dá protecção cardiovascular pois melhora o perfil lipídico em indivíduos com  elevado e tem efeito anti-inflamatório.  

As nozes são ainda uma boa fonte de manganês e cobre, dois  fundamentais, importantes para a protecção das células.

 

Advertências associadas ao consumo

Porém, por terem muitas calorias, as nozes consumidas em excesso podem contribuir para o aumento de peso. Mas 5 ou 6 metades por dia constituem um lanche muito saudável juntamente com um iogurte ou um pouco de queijo fresco ou requeijão. E também as pode acrescentar às suas saladas.

A noz tem pouco potencial alérgico mas os indivíduos susceptíveis devem evitar a sua ingestão. Fale com o seu médico ou nutricionista.

 

Como comprar e conservar

 
09
Mai22

Alimentos de A a Z... Nêspera


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a nêspera.

Alimentos de A a Z_nêspera.jpg

A árvore que dá origem à nêspera é a nespereira, uma espécie vegetal originária do sudeste da China com milhares de anos e que foi introduzida na Europa como árvore ornamental e depois, no mediterrâneo, como árvore de fruto. É bastante resistente a pragas, o que resulta numa boa opção para plantar no seu quintal. Tem ainda a particularidade das suas folhas surgirem no Outono e os seus frutos amadurecerem na Primavera.

A nêspera, também conhecida por "ameixa do Japão", é um fruto cuja produção nacional se realiza entre Abril e Maio um pouco por todo o país, em particular no Algarve. 

Em relação às suas caraterísticas, a nêspera apresenta uma forma oval, de cor alaranjada, de casca fina e de polpa mole e sumarenta.

 

Benefícios associados ao consumo

A nêspera é uma excelente fonte de vitamina A, pelo que 5 ou 6 nêsperas pequenas (190g) fornecem a quantidade diária recomendada desta vitamina, responsável pela boa saúde das mucosas e pele. É, também, rica em compostos flavonóides com propriedades antioxidantes como o ácido hidroxibenzóico ou as epicatequinas que são protectores naturais das células. Estas propriedades nutricionais são particularmente importantes no Verão quando a pele é mais agredida pelo sol. A cor da nêspera é um marcador notável da sua maturação, e quanto mais intensa a cor for, maior o seu teor em antioxidantes, importantes para a saúde da pele e das células. Ou seja, uma nêspera mais morena pode ajudar a sua pele no Verão.

Uma porção de nêsperas fornece ainda uma quantidade apreciável de potássio (494 mg – 25% da Dose Diária Recomendada), pectinas, que são importantes reguladores do colesterol e apresenta um baixo valor energético (5 ou 6 nêsperas pequenas têm apenas 89 kcal). Cerca de 86% da sua composição é água, o que a torna numa fruta hidratante e de consumo ideal em dias de maior calor.

 

Como comprar e conservar

Opte pela escolha de nêsperas que estejam intactas, com uma coloração uniforme e sem apresentar zonas moles, pois esta é uma fruta sensível com um tempo de vida, pós-colheita, relativamente curto.

À temperatura ambiente as nêsperas mantém-se entre 6 a 9 dias, enquanto no frigorífico consegue armazená-las durante cerca de 15 dias.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de nêsperas

Compota de nêspera

Crumble de nêspera

Espetadas de camarão com nêsperas

Gelado de nêsperas

Geleia de nêspera com gengibre

Mousse de nêspera

Queijadas de nêsperas

Tarte de nêsperas

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/nespera

https://nutrimento.pt/noticias/como-uma-nespera-madura-pode-ajudar-a-sua-pele-neste-verao/

https://revistaatletismo.com/nespera-propriedades-e-seus-beneficios/

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/nespera/

https://www.dignus.pt/2020/06/04/conheca-8-beneficios-da-nespera-para-a-saude/

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/nespera-prima-da-ameixa/

 

02
Mai22

Alimentos de A a Z... Morango


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o morango.

 

Alimentos de A a Z_morango.jpg

O morango de cultivo faz parte da dieta de milhões de pessoas no mundo inteiro e é conhecido pelo seu sabor delicado, bonita forma e alto teor de vitaminas.

Historicamente e quando comparado com outros frutos, o morango tem um percurso recente. Os poetas romanos Virgílio e Ovídio mencionaram o fruto no século I a.C. enquanto ornamento e não como alimento. Já na Antiguidade, os morangos selvagens eram consumidos por pessoas de todo o mundo, mas não em grandes quantidades, dado serem frutos pequenos, de difícil colheita e/ou com pouco sabor.

Os morangos selvagens (Fragaria vesca) e os morangos “Musky” (Fragaria moschata), passaram a ser cultivados na Europa e na Rússia durante o Período Medieval.

Os morangos americanos eram apreciados pelos colonos no leste dos EUA. No início do século XVIII, num jardim botânico em França, plantou-se Fragaria virginiana (macho), com origem nos EUA, na proximidade de Fragaria chiloensis (feminino), com origem no Chile. Intencionalmente ou não, este cruzamento criou híbridos que passaram a ser conhecidos como morango de ananás ou pinhão.

Estes híbridos são os progenitores da moderna planta de morango de cultivo, Fragaria ananassa. Surgiu, assim, uma nova espécie, com uma destacada característica diferenciadora: o tamanho.

Os morangos são uma deliciosa forma de proteger o organismo. São ricos em  e, por isso, fortalecem as defesas e previnem doenças cardiovasculares. Apresentam também elevados teores de água e , com propriedades diuréticas. Pouco calóricos, contêm um bom aporte de folatos, fibras, , como  e , e , como a  e .

São uma fruta de fácil preparação e consumo, sendo facilmente integrada em lanches e snacks. Recomenda-se que sejam consumidos dentro da sua época sazonal para que os seus atributos nutricionais sejam mantidos.

 

Como comprar e conservar

Os morangos são muito perecíveis, pelo que devem ser comprados poucos dias antes de serem consumidos. No acto da compra escolha aqueles que apresentam uma consistência firme, cor vermelha viva e sem mazelas ou partes deterioradas.

Como os morangos não amadurecem depois de colhidos, evite os que apresentam partes verdes ou incolores. Os morangos de tamanho médio são, normalmente, mais saborosos do que os de tamanho muito grande.

Se comprar morangos pré-embalados, verifique se não estão demasiado compactados, uma vez que isso facilita a deterioração dos mesmos.

Deverá conservar os morangos no frigorífico logo após a compra e durante um a dois dias. Antes de os refrigerar, retire aqueles que estão danificados ou com bolor e certifique-se das condições da embalagem.

 

Sugestões de utilização:

Bolo gelado de morangos e suspiro

Bolo de morango

Clafoutis de morangos e salmão

Cocktail gelado de sangria com morango

Doce de morango e mascarpone

Frango com risotto de morangos

Gelados de morango e kiwi

Gelatina de morango

Madalenas de morango

Mil-folhas de morango

Mini-cheesecake de morango e pistácio

Morangos em gelatina com iogurte

Salada de morangos com noz e roquefort

Smoothie de morango com flocos de aveia

Sopa fria de morangos

Soufflés de morango e baunilha

Tarte de morango

Tiramisu de morango

 

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/morangos/

https://www.compal.pt/origem-das-frutas/morango/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/morango?gclid=EAIaIQobChMI9Lj8xeek9wIVUenmCh256QmiEAAYASAAEgJWe_D_BwE&gclsrc=aw.ds

 

18
Abr22

Alimentos de A a Z... Milho


Na sequência da rubrica "Alimentos de a a Z", hoje, apresento-vos o milho.

 

Alimentos de A a Z_milho.jpg

Milho é uma palavra de origem indígena caribenha cujo significado é “sustento da vida”.

O milho (Zea mays) pertence à família das Poáceas ou Gramíneas, assim como o trigo e o arroz.

Embora seja muitas vezes confundido com uma hortícola, o milho é um cereal.

É originário da América Central e do Sul e aparece na Europa na época dos Descobrimentos.

De planta quase desconhecida, tornou-se uma das mais cultivadas e consumidas no mundo inteiro!

Produz uma flor masculina na sua parte mais alta, onde surgem os grãos de pólen, e uma flor feminina, que é a espiga, que se situa a meia altura da planta.

Existem milhares de variedades de milho e cada região tem a sua. É esta diversidade que permite múltiplas aplicações.

Existem variedades para fazer farinha, outras para pipocas, para o consumo natural ou até utilização do milho verde ou milho doce, as tão apreciadas maçarocas.

Com o amido de milho ainda se faz uma imitação de plástico, mas biodegradável; faz-se também óleo vegetal para culinária e até combustível.

 

Benefícios associados ao consumo

Rico em , o milho é importante no fornecimento de energia, embora as pessoas portadoras de Diabetes devam ter especial atenção no consumo de milho doce.

É um dos cereais mais importantes para quem sofre de doença celíaca, porque não contém  ( que deve ser completamente abolida da alimentação de um celíaco).

O seu elevado conteúdo em fibra ajuda a promover a saciedade e a combater a .

É um dos alimentos mais nutritivos que existem. Além dos minerais, é rico em vitaminas do complexo B, essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Estudos realizados em Espanha revelaram que o consumo de milho, associado a cerejas, aveia e vinho tinto, retarda os efeitos da idade. Esses alimentos apresentam alto teor de melatonina, substância produzida em pequenas quantidades pelo corpo, que tem propriedades antioxidantes e atrasa a degeneração das células. O grão também contribui para adiar os processos naturais do envelhecimento portanto ajuda a manter o corpo jovem por mais tempo.

 

Como comprar e conservar

O milho pode comprar-se em maçaroca, congelado, ou enlatado, previamente cozinhado.

O milho fresco deve ser consumido no mesmo dia em que é adquirido. Caso contrário, pode conservar-se no frigorífico durante aproximadamente 3 dias. Quando congelado em casa, dura cerca de 12 meses.

O milho doce perde rapidamente as suas características se não for adequadamente conservado.

 

Sugestões de utilização:

Bacalhau com broa de milho e coentros

Biscoitos de milho

Bolo de milho

Bolo doce de milho

Caldo de amêijoas e milho

Massa de arroz com camarão e milho

Milho frito à madeirense

Milhos de Carnaval

Pãezinhos de milho e abóbora

Pataniscas de milho

Picadinho de carne com feijão e milho

Pudim de milho

Quadrados de milho com côco

Queijadas de milho

Salmão com milho e tomate

Scones salgados de milho e queijo parmesão

Sopa de milho

 

https://revistajardins.pt/tudo-sobre-o-milho/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/milho

https://observador.pt/2020/08/13/tres-receitas-com-milho-que-vao-fazer-sucesso/

 

11
Abr22

Alimentos de A a Z... Melão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o melão.

Alimentos de A a Z_melão.jpg

O melão e a meloa são frutas de verão por excelência! A meloa (Cucumis melo cantalupensis) é uma espécie de melão (Cucumis melo L.) e ambos apresentam características semelhantes.
 
A cor e a textura da casca do melão, bem como a cor e o sabor da sua polpa, variam com a espécie e a forma de cultivo. A meloa apresenta uma forma arredondada, casca com nervuras e polpa verde ou alaranjada.
 

O melão e a meloa são constituídos principalmente por água e têm um  baixo.

Têm um elevado teor em  e são uma importante fonte de  e carotenos, em especial a zeaxantina. As variedades com uma coloração de polpa laranja ou amarela são mais ricas nestas  do que as mais claras. 

 

Benefícios associados ao consumo

Devido ao elevado teor de  e água, o melão e a meloa são recomendados para pessoas sob medicação diurética, por exemplo, doentes cardíacos, hepáticos e com cálculos biliares. Estes efeitos positivos no equilíbrio de fluídos do organismo refletem-se também na prevenção e melhoria dos sintomas da , reumatismo e prisão de ventre.

 tem propriedades  que ajudam a melhorar o sistema imunitário e a combater as infeções. Os carotenos (pro-) têm também propriedades , ajudam a melhorar a visão e protegem as mucosas e a pele.

O melão e a meloa são alimentos muito bons para quem quer perder peso, visto terem um baixo  e uma grande quantidade de água e fibra, que ajuda a regular o apetite.

 

Como comprar e conservar

A compra destes frutos requer alguns cuidados. Quando maduros apresentam as seguintes características:

  • cedem levemente quando comprimidos nas extremidades;
  • casca bem firme, cor forte e não apresentam rachaduras ou partes moles;
  • aroma suave e agradável;
  • devem ser pesados relativamente ao seu tamanho.

Estes frutos devem ser conservados em lugar fresco e arejado até ficarem completamente maduros. No caso de já estarem maduros, o melhor será guardá-los no frigorífico, onde se manterão conservados por mais algum tempo. Depois de cortados, coloque-os no frigorífico cobertos, por exemplo, com uma película aderente, onde se mantêm cerca de 1 a 3 dias.

O melão e a meloa são muito apreciados, sobretudo ao natural. 

O melão com presunto, como entrada, é um clássico, podendo ainda ser utilizado em doces, gelados e saladas. Para dias mais quentes, uma sopa fria de melão é uma ótima opção!

No verão são frutas prediletas pelo seu poder refrescante.

 

Sugestões de utilização:

Batido de meloa

Bavaroise de meloa

Carpaccio de melão com framboesas

Doce de melão

Espuma de melão

Gelados de meloa

Pudim de melão com bolinhas de meloa

Salada de melão, meloa e pepino

Salada de meloa com vinho do Porto e hortelã

Salada de meloa e melão com iogurte e muesli caramelizado

Salada de meloa, pepino e queijo feta

Skyr com gelado de melão

Tarte de meloa e melão

 

https://www.arodadaalimentacao.pt/alimentacao/beneficios-do-melao/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/melao-e-meloa

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/doce-meloa/

https://feed.continente.pt/receitas/meloa-volupia-de-texturas-e-aromas

 

04
Abr22

Alimentos de A a Z... Melancia


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a melancia.

Alimentos de A a Z_melancia.jpg

A melancia é um dos frutos mais característicos do verão, sendo bastante apreciada pelo seu sabor doce e refrescante. Contudo, além de um paladar agradável, existem muito mais benefícios associados ao seu consumo.

 

Composição nutricional

A melancia é praticamente água (94% aproximadamente). Água pura, não contaminada e ainda por cima pouco calórica e rica em vitaminas e minerais. Cada taça de melancia, cortada aos bocados com um peso aproximadamente de 154g fornece pouco mais de 46 calorias. Este valor pode variar ligeiramente nas quase 300 variedades de melancia existentes.

Uma taça de melancia fornece, também, 21% da quantidade de Vit. C recomendada diariamente para um adulto, 18% da Vit. A e diversas outras vitaminas e minerais. Fornece ainda 173 mg de potássio, cerca de 5% das recomendações diárias e uma grande quantidade de licopenos, que ultrapassa, inclusive, a quantidade presente no tomate. 

Para beneficiar ao máximo das suas propriedades nutricionais prefira sempre produtos da época.

 

Qual a quantidade de melancia recomendada?

A quantidade recomendada, por refeição, equivale a uma fatia de aproximadamente 200g (sem casca), apresentando, nesta quantidade, o mesmo teor de açúcares do que uma maçã pequena ou uma laranja média, por exemplo:

Contudo, muitas vezes acabamos por não consumir apenas uma fatia de melancia, fazendo uma ingestão de açúcares superior. Importa compreender que se consumirmos, por exemplo, três fatias de melancia, estaremos a consumir o equivalente (em açúcar) a três porções de fruta.

A melancia é um alimento bastante versátil, podendo ser consumido na sua forma original, em sumo ou, ainda, na confecção de alguns produtos alimentares, como gelados/sorvetes, purés ou compotas.

 

Benefícios associados ao consumo

A melancia contém , um mineral que influencia a transmissão neuromuscular, na regulação dos fluxos através das membranas celulares, auxilia a actividade de certas  e está envolvido na replicação de ADN. As  contidas na melancia são a , benéfica para a visão, a pele e o sistema reprodutivo, e a  que, com outros  presentes, protege o nosso organismo dos  contribui para o equilíbrio dos fluídos do organismo, ajuda a regular a  e tem um papel importante na contracção muscular e na manutenção da saúde cardiovascular. Os licopenos em conjunto com os carotenóides e vitamina C presentes na melancia são importantes agentes na protecção celular estando relacionados com a redução do risco de certos tipos de cancro, quando associados a uma alimentação equilibrada.

 

Advertências associadas ao consumo

Os diabéticos podem consumir melancia?

Muitas pessoas com diabetes abdicam do consumo de frutos como a melancia, pelo seu sabor doce, que nos faz crer que é um fruto bastante rico em açúcares. Contudo, a melancia, na verdade, é um fruto com baixo teor de açúcar mas cuja absorção ocorre muito rapidamente, pelo facto de ser um fruto muito rico em água e muito pobre em gordura e fibra.

Diz-se, por isso, que a melancia tem um elevado Índice Glicémico (IG), que classifica os alimentos de acordo com a velocidade com que os açúcares são absorvidos e passam para a corrente sanguínea, elevando a glicemia (açúcar no sangue). Contudo, apesar do elevado IG da melancia, esta fruta, bem como qualquer tipo de fruta, pode ser consumida por pessoas com diabetes, desde que:

  • Consuma a quantidade recomendada (uma porção de 200g);
  • Não faça uma ingestão isolada deste fruto. Pode combinar o seu consumo com alimentos com baixo teor de açúcar e ricos em fibra e gordura (que atrasam a absorção dos açúcares da melancia). Uma boa sugestão será combiná-la com a ingestão de algumas sementes ou frutos oleaginosos (nozes, amêndoas, avelãs), que possuem estas características;
  • Evitar o seu consumo sob a forma de sumo, pois o facto de triturar o alimento, faz aumentar ainda mais o seu IG. O açúcar diluído é mais facilmente absorvido. Lembre-se do exemplo da ingestão de água com açúcar em caso de hipoglicemia, para uma elevação rápida do açúcar no sangue.

Quem sofre de insuficiência renal deve evitar comer melancia. O seu teor em  pode agravar os problemas ao nível dos rins. 

 

Como comprar e conservar

Para saber se a melancia está madura, bata com os nós dos dedos na sua casca. Se o som for “abafado”, ou surdo, a melancia está madura. Se for metálico quer dizer que ainda está verde. Prefira a melancia com a casca intacta, sem manchas, fendas, cortes ou amolgadelas. Pode ser verde escura ou mais clara, raiada. E se tiver um lado amarelo, não se preocupe. É a parte que estava no chão e por isso não recebeu a luz que provoca a fotossíntese e dá origem à cor verde.

Quando inteira, a melancia pode ser conservada à temperatura ambiente, num lugar fresco, arejado e escuro, durante um mês. Uma vez aberta, deve ser armazenada no frigorífico, envolta em película aderente, a uma temperatura entre os 7 e os 10 ᵒC e consumida em poucos dias. Se preferir, pode também cortá-la em cubos e congelá-la.

 

Sugestões de utilização:

Bavaroise de melancia

Bolo de melancia

Bolo de melancia_2

Compota de melancia

Gaspacho de melancia

Granizado de melancia

Mojito de melancia

Mousse de melancia

Pudim de melancia

Refresco de melancia

Salada de melancia com queijo feta

Sumo de melancia e manjericão

 

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/factos-mitos-sobre-melancia

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/melancia/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/melancia

https://feed.continente.pt/receitas/melancia

 

28
Mar22

Alimentos de A a Z... Mel


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o mel.

Alimentos de A a Z_mel.jpg

O mel é um produto natural que pode ser utilizado com moderação na nossa alimentação, existindo em Portugal uma vasta quantidade de produtores de mel com elevada qualidade.

O mel define-se como uma:

“substância açucarada natural produzida pelas abelhas da espécie Apis mellifera a partir do néctar de plantas ou das secreções provenientes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas das plantas, que as abelhas recolhem, transformam por combinação com substâncias específicas próprias, depositam, desidratam, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colmeia”(DL Nº. 214/2003).

De acordo com o local onde é produzido e atendendo à flora característica da região polinizada pelas abelhas, o mel adquire características sensoriais únicas.

Em Portugal, existem vários tipos de mel com Denominação de Origem Protegida (DOP), ou seja, com um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico específico, incluindo factores naturais e humanos e cuja produção têm lugar na área geográfica delimitada. Em Portugal e com estas características existe o Mel da Serra da Lousã DOP, Mel da Terra Quente DOP, Mel de Barroso DOP, Mel do Parque de Montesinho DOP, Mel do Ribatejo DOP, Mel dos Açores DOP, Mel da Serra de Monchique DOP, Mel das Terras Altas do Minho DOP e o Mel do Alentejo DOP. Esta designação garante a obtenção de um produto de qualidade com características únicas, protegendo e valorizando os apicultores locais e promovendo, ainda, o combate à fraude.

 

Características nutricionais do mel

O mel apresenta um elevado valor energético (100g de produto contém 314kcal) e um teor elevado de hidratos de carbono (78g por 100g alimento), encontrando-se na forma de mono e dissacáridos, essencialmente frutose e glucose, estando a primeira em maior concentração.

O mel, apesar de ser natural, não deixa de ser uma fonte de açúcar simples, pelo que deve ser consumido muito ocasionalmente e preferencialmente integrado ou no final de refeições. De facto, este alimento apresenta um valor energético muito parecido com o açúcar refinado (“açúcar branco comum”). Contudo, o mel contém alguns micronutrientes em pequenas quantidades, tais como riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3), vitamina B6, potássio, fósforo e magnésio, que lhe confere valor nutricional que o diferencia do açúcar.

O mel, por apresentar uma percentagem significativa de frutose, tem um poder adoçante superior ao açúcar refinado e um índice glicémico inferior, sendo este valor variável de acordo com a origem botânica das flores que lhe dão origem. Se este não for pasteurizado, quando submetido ao frio pode cristalizar.

 

Benefícios associados ao consumo

Desde tempos imemoriais que as propriedades do mel são apreciadas e reconhecidas.

Existem imensas referências históricas a esta substância. Para além das alusões bíblicas, muitos outros povos, como os antigos egípcios ou os gregos, por exemplo, se referiam ao mel como um produto sagrado. Para outros povos, o mel chegou a ser utilizado no pagamento de impostos. Para além de ser usado maioritariamente como adoçante, o mel sempre foi conhecido devido às suas propriedades terapêuticas.

Contudo, é importante salientar que existem vários tipos de mel, consoante a variedade de plantas de onde é extraído o néctar e, também, de acordo com a localização geográfica dessas plantas. Por esta razão, o mel pode apresentar consistências e cores diferentes. Assim, as abelhas podem recolher néctar de uma só flor ou de várias espécies de flores. Poderá optar pelo mel de acácia, de rosmaninho, de tomilho, flor de laranjeira, de pinheiro, entre outros, ou pelo mel obtido da mistura de diversas plantas. No primeiro caso, quando o mel é obtido de uma só planta, para além das propriedades do mel, pode também beneficiar das características das plantas do qual é obtido. Assim, por exemplo, o mel de flor de laranjeira é calmante e digestivo, o mel de tília é útil nas insónias e o mel de eucalipto é usado devido às suas propriedades peitorais e balsâmicas.

Devido à sua riqueza química, o mel apresenta propriedades consideráveis a vários níveis. Assim, devido ao seu teor de açúcares simples, de assimilação rápida, o mel é altamente calórico, pelo que é útil aos desportistas como fonte de energia. O mel é também recomendado em casos de fadiga, stress e falta de tónus.

São atribuídas ao mel propriedades anti-sépticas e antibióticas significativas, pelo que é usado tradicionalmente em gripes, dores de garganta, tosse, etc. É do conhecimento geral, que um chá de limão adoçado com mel pode ser benéfico em constipações e ajuda a aliviar a sensação de garganta irritada.

O mel é também usado externamente devido às suas propriedades anti-microbianas e anti-sépticas, que ajudam a cicatrizar e a prevenir infecções em feridas ou queimaduras superficiais. O mel é também utilizado largamente na cosmética (champôs, cremes, máscaras de limpeza facial, tónicos, etc.) devido às suas qualidades adstringentes e suavizantes.

O mel pode também ser benéfico em algumas perturbações digestivas, pois para além de ser facilmente digerido, poderá ajudar em casos de úlcera, ao exercer uma acção cicatrizante.

Poderá tomar um chá de tília adoçado com mel antes de se deitar para proporcionar uma noite mais repousante.

Devido a todas estas propriedades benéficas e pelo facto do mel ser um alimento saudável e 100% natural, deveria ser incluído na nossa alimentação diária, substituindo, sempre que possível, o açúcar. Deverá, no entanto, ser ingerido com moderação devido ao seu elevado teor calórico (cerca de 3 kcal/g), pelo que não deverá consumir mais de 3 colheres de sopa de mel por dia. O poder adoçante do mel é duas vezes superior ao do açúcar, pelo que basta uma pequena quantidade para adoçar. Pode, por exemplo, adoçar os cereais ao pequeno-almoço ou adoçar as bebidas com mel.

Também o favo de mel, devido ao facto de ser 100% natural, é consumido pelas suas propriedades lubrificantes e aceleradoras do trânsito intestinal.

 

Advertências associadas ao consumo

É importante referir, que apesar dos seus benefícios, o mel é altamente desaconselhado a diabéticos, devido ao seu elevado teor de hidratos de carbono. Também, aqueles que são alérgicos aos produtos da colmeia devem evitar o seu consumo. Alguns autores são da opinião que, devido ao facto do mel ser um produto natural, pode conter esporos de botulina, responsáveis pelo botulismo, que provoca intoxicações graves a crianças com idade inferior a 1 ano de idade. Por esta razão, o mel não deve ser ingerido por crianças com menos de 1 ano.

Desta forma, o mel deve ser um alimento a consumir com bastante moderação por apresentar uma elevada quantidade de açúcares simples. Para além dos factores nutricionais, a preservação das abelhas é uma prioridade, pela sua importância na polinização e na produção de alimentos presentes na nossa alimentação.

 

Sugestões de utilização:

Almôndegas vegetarianas com molho de mostarda e mel

Bacalhau no forno com bacon e mel

Banana quente com um toque de mel

Bifes de perú, limão, mel e canela

Bolo de mel

Bolo de mel com canela

Bolo de mel da Madeira

Bolo de mel e rum

Broas de mel

Entrecosto no forno com mel e mostarda

Frango no forno com limão, mel e alecrim

Lombinho de porco no forno com mel e mostarda

Lombo de coelho com laranja e mel

Medalhões de pescada ao chèvre, nozes e mel

Mousse de mel

Pudim de mel

Pudim de mel_2

Pudim de mel da Ilha do Pico

Queijo de cabra com mel e tostas

Queques de mel e canela

Rolinhos de perú com alperces, mel e mostarda

Salada de agriões, laranja, feta e mel

Salmão com nozes e mel

Salteado de porco caramelizado com pimentos e mel

Tarte de iogurte e mel com framboesas

Tarte de mel

Torta de côco com mel

Torta de mel

 

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/mel

https://www.dgav.pt/alimentos/conteudo/generos-alimenticios/regras-especificas-por-tipo-de-alimentos/mel/

https://nutrimento.pt/noticias/mel-nacional-escolha-alimentar-impacto-no-meio-ambiente/

https://pt.euronews.com/green/2021/06/08/mel-e-um-antibiotico-natural

 

21
Mar22

Alimentos de A a Z... Massa


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a massa.

Alimentos de A a Z_massa.jpg

As massas alimentícias são produzidos a partir de uma farinha, geralmente de trigo, misturada com água, sal e/ou ovo. Esta mistura é então amassada e moldada em vários formatos, como esparguete, fusilli e macarrão.

Esta massa básica pode ser corada com corantes artificiais ou puré de espinafre ou de cenoura, podem ser enriquecidas com ovo e podem ainda ser recheadas, como nos raviolli. O produto final encontra-se normalmente desidratado e é consumido depois de cozido em água.

Apesar da massa (“pasta”) ser a imagem de marca da Itália e da crença generalizada que foi Marco Polo quem a trouxe do Oriente no séc. X, crê-se actualmente que esta foi trazida do Oriente muito antes do seu tempo.

O valor nutricional das massas alimentícias depende da composição da farinha que lhe dá origem e do processamento que sofre. Além disso, a adição de outros ingredientes, como o ovo, polpa de hortícolas ou complementos de  e , influencia grandemente o valor nutricional.

Os , nomeadamente o , são os  mais representativos. Tem um conteúdo moderado de proteínas, das quais se destacam o , que lhe confere a elasticidade. O teor de gorduras das massas é baixo. O conteúdo vitamínico e mineral é geralmente pobre e depende do grau de refinação da farinha utilizada na produção.

Com ou sem molho, com carne ou peixe, à carbornara, bolonhesa, em forma de lasanha, de tubos, cotovelos como na massada de peixe, doce ou salgada, há uma coisa que é preciso saber: cozê-la. Há quatro erros comuns que se costumam fazer quando se coze massa e que são capazes de arruinar este alimento delicioso.

1.  Pôr a massa antes que a água esteja mesmo a ferver. Esta precipitação vai fazer com que a massa fique pegajosa e mole.

2. Usar uma panela demasiado pequena. Isto faz com que a temperatura da água baixe muito assim que a massa é adicionada fazendo com que a massa fique pegajosa e sem graça.

3. Não mexer a massa e não pôr sal na água. Mexer a massa é crucial! Só assim consegue fazer com que a massa se despegue e coza de forma igual. O sal deve ser posto na água, antes mesmo de começar a ferver. Segundo os italianos a água da massa deve ser tão salgada como o mar. A massa não absorve esse sal todo, mas vai ficar menos viscosa.

4. Passar a massa em água fria depois de estar cozida. Não! Nunca faça isso. Além de ser desnecessário, vai tirar o sabor e o amido da massa que ajuda o molho a agarrar-se a ela.

 

Benefícios associados ao consumo

As massas alimentícias constituem uma excelente fonte de . Como a absorção deste tipo de  é mais lenta, permite uma resposta mais adequada por parte do organismo do que com os .

Como as massas são pobres em , se optar por métodos de confecção simples e sem adição excessiva de  e sal, as massas revelam-se uma guarnição saudável para o seu prato. 

As proteínas são de qualidade mais baixa do que, por exemplo, da carne porque são pobres em lisina, um aminoácido essencial. No entanto, se ingerir conjuntamente leguminosas, carne, , ovo ou frutos secos as proteínas melhoram de qualidade devido à maior diversidade de  que compensam a falta de lisina.

 

Advertências associadas ao consumo

 é uma das proteínas das massas alimentícias, por isso o seu consumo está totalmente contra-indicado para pessoas com intolerância ao . Nestes casos, podem escolher variedades isentas de  que existem no mercado.

 

Como comprar e conservar

Não existem regras estritas para a escolha e conservação das massas alimentícias desde que a embalagem mantenha a sua integridade na compra e sejam mantidas num local seco.

Além destas variedades desidratadas, as massas frescas existentes no mercado deverão ser conservadas no frigorífico por alguns dias.

Por seu lado, as variedades congeladas, que normalmente são acompanhadas por outros ingredientes, como os molhos e hortícolas, devem ser mantidas no congelador logo após a compra.

 

Sugestões de utilização:

Aletria

Esparguete com atum e bechamel saudável

Esparguete com chocos

Lasanha

Lasanha al forno

Lasanha de atum

Lasanha de espinafres com tomate cereja e paloco do pacifico

Lasanha de frango e bacon

Lasanha de perú rápida

Massa carbonara com cogumelos, fiambre e natas

Massa chinesa com novilho e camarão

Massa com atum

Massa com fiambre

Massa com linguiça e ovos

Massa de camarão Alfredo

Massa de cogumelos

Massa de pizza

Massa de salmão

Massa no forno

Massa saudável pós-treino

Pasta feta rápida

Pennette rigate integral com curgete, beringela e tomate cereja

Pizza Margarita

Pizza saudável

Pizza vegan

Rolinhos de pizza

 

https://www.milaneza.pt/tudo-sobre-as-massas/

https://www.pingodoce.pt/receitas/tecnicas/quatro-erros-a-evitar-quando-faz-massa/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/massas-alimenticias

 

14
Mar22

Alimentos de A a Z... Marmelo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o marmelo.

Alimentos de A a Z_marmelo.jpg

O marmeleiro, originário da Ásia Central e do Norte do Irão, é uma árvore de porte médio, que não costuma ir além dos seis metros, e o único membro do género Cydonia, da família das Rosaceae. As variedades mais comuns são a Gamboa e a Gigante de Vranja. 

Apesar de não ser muito exigente no que toca ao desenvolvimento, o marmeleiro dá-se melhor em invernos longos e verões quentes, mas adapta-se a vários tipos de solo. É uma árvore de fácil manutenção e bastante resistente à seca, pelo o excesso de água não é benéfico para o seu desenvolvimento.

As flores do marmeleiro são totalmente comestíveis. Se quiser dar um sabor e aspecto diferente aos seus pratos, basta apanhar algumas flores desta árvore. As folhas do marmeleiro, apanhadas no Verão e posteriormente secas à sombra, são óptimas para infusões.

As referências ao marmelo datam de 4000 a.C. e já na Grécia antiga era usado para combater várias infecções, quer do estômago, quer da pele.

Nessa altura, os marmelos eram vistos também como boas oferendas para os deuses, uma vez que eram frutos donos de um perfume único, uma fragrância especial que fazia com que, muitas vezes os marmelos fossem vistos mais como árvores decorativas do que para consumo.

O marmelo é um fruto arredondado e amarelo, muito parecido com a pêra. É das poucas frutas comestíveis que não é consumida crua, pois tem uma polpa bastante dura e áspera, com gosto amargo. Assim, normalmente, é comido cozido, assado ou em doces como a marmelada ou geleia.

É baixo em calorias e rico em fibras, contendo várias substâncias importantes do ponto de vista nutricional, como taninos, pectinas, sais minerais (potássio, ferro e cobre), vitamina A, C, do complexo B e E e ácido málico. 

Uma vez que é riquíssimo em pectina, a geleia de marmelo é muitas vezes usada para solidificar geleias de outros frutos. A sua época é curta – Setembro, Outubro e Novembro.

 

Benefícios associados ao consumo

Na Antiguidade, este fruto representava fortuna, fertilidade, amor e era muito utilizado como planta medicinal. 

Na última década, o marmelo tem sido objecto de inúmeros estudos científicos, revelando-se uma óptima fonte de antioxidantes, como compostos flavonóides, caroteno e vitamina C. Estes compostos previnem os danos provocados pelos radicais livres, tendo um papel protector contra doenças crónicas de elevada incidência em Portugal, como o cancro ou as doenças cardiovasculares.

De salientar que estes componentes se mantêm em grande quantidade, mesmo após a transformação do marmelo em marmelada. Devido ao seu elevado teor em pectinas, taninos e mucilagens, o marmelo, preferencialmente cozinhado, possui uma eficaz acção antidiarreica. O sumo e os derivados do marmelo apresentam propriedades antimicrobianas, inibindo o desenvolvimento de esporos de bactérias. As suas utilizações terapêuticas podem ter um papel importante em patologias como:

  • Inflamações gastrointestinais;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Hemorróidas;
  • Asma;
  • Tosse;
  • Constipações;
  • Bronquites.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de marmelo assado com nozes

Bolo de marmelo com canela, laranja e amêndoa

Borrego no forno com marmelos

Carne guisada com marmelos e batata-doce

Crumble de marmelo

Doce de marmelos com maçã merengado

Entrecosto no forno com marmelos

Febras de porco no forno com marmelo, batata-doce e sálvia

Folhados de marmelos e queijo chèvre

Frango com marmelos

Marmelada

Marmelos assados com calda de vinho do Porto e especiarias

Marmelos escondidos

O melhor marmelo assado

Tajine de borrego com marmelos

Tarte tatin de marmelos

 

https://jugais.com/os-beneficios-do-marmelo-para-a-saude/

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/marmelo-um-fruto-epoca

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/marmelo-propriedades-beneficios/

https://www.cincoquartosdelaranja.com/2010/11/20-receitas-imperdiveis-de-marmelo.html

 

07
Mar22

Alimentos de A a Z... Maracujá


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a maracujá.

Alimentos de A a Z_maracujá.jpg

O maracujá (Passiflora) é designado em muitas línguas de “fruto da paixão”, como alusão à Paixão de Cristo, devido às suas flores que lembram uma coroa de espinhos, e à sua cor roxa que é a cor litúrgica da Quaresma.

É um fruto com mais de 400 variedades, sendo que as mais consumidas são: o maracujá roxo, o amarelo e o doce.

A cultura do maracujá, quer do roxo quer do amarelo, é proveniente da região tropical da América, mais especificamente do Brasil, Argentina e Paraguai. Contudo, actualmente a cultura está presente em várias regiões tropicais e subtropicais, como por exemplo, a região Sul da Califórnia nos EUA ou a região Sudeste de Queensland na Austrália.

Em Portugal, o maracujá é principalmente cultivado na Madeira e nos Açores, começando a surgir explorações de maracujá em algumas regiões do Sul e do Norte Litoral de Portugal continental.

O maracujá roxo é um dos frutos tropicais que melhor se adaptou ao clima de Portugal. Tem um sabor doce e uma acidez variável, de acordo com a variedade, estado de maturação e local de produção. 

 

Benefícios associados ao consumo

Vários estudos indicam a presença de substâncias polifenólicas,  polinsaturados e fibras, entre outras substâncias, que pode indicar o potencial do maracujá como um alimento funcional.

Este fruto é uma excelente fonte de fibras,  A, do complexo B e C, e ainda  como , manganês,  e . Apenas o conteúdo é comestível e a casca pode ser usada para fins medicinais.

 

Como comprar e conservar

Escolher os maracujás bem maduros e pesados para o seu tamanho. Se for leve quer dizer que a sua polpa está seca. Devem ter a casca rugosa, cedendo ao toque mas sem quebrar.

Pode conservá-lo no frigorífico durante 2 a 3 semanas ou congelar a sua polpa durante cerca de 6 meses.

 

Sugestões de utilização:

Bavarois de maracujá

Bolo de maracujá

Bolo de maracujá_2

Bolo de maracujá fofinho

Bolo merengado de maracujá

Brigadeiro de maracujá

Cheesecake de maracujá

Compota de maracujá

Curd de maracujá

Delícia de maracujá

Douradas no forno com maracujá

Filetes de salmão com molho de maracujá

Gelado de maracujá

Lombinhos do mar com maracujá

Mousse de maracujá, manga e côco

Mousse rápida de maracujá

Pavê de maracujá

Peixe com molho de maracujá

Pudim de maracujá da Madeira

Queques de maracujá

Salmão corado com molho de maracujá

Sorvete de maracujá

Tarte de manga e maracujá

Torta de maracujá

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/maracuja

https://www.tuasaude.com/maracuja/

https://culturasemergentes.ajap.pt/wp-content/uploads/2019/01/Manual_Culturas_Emergentes_Maracuja_Digital-min.pdf

https://foodandtravelportugal.pt/maracuja-uma-paixao-de-fruta/

 

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