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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

25
Out21

Alimentos de A a Z... Feijão-verde


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o feijão-verde.

 

Alimentos de A a Z_feijão-verde.gif

 

De nome é verde, mas na verdade pode ser riscado e até de tom roxo. Rico em vitaminas e minerais, o feijão-verde é uma boa fonte de fibra alimentar.

O feijão-verde não é mais do que a vagem do feijão seco, colhida antes do desenvolvimento das sementes. As vagens podem ter várias tonalidades, podendo apresentar-se totalmente verde ou verde riscado com outras cores, como o roxo.

Tem um comprimento variável e a forma pode ser larga e achatada ou relativamente cilíndrica. As espécies mais antigas possuem um fio fibroso ao longo da vagem, mas as mais recentes já não o têm, tornando a preparação e confecção do feijão-verde mais prática.

Pertence à família das leguminosas frescas e pode também ser denominado por vagem. A época do feijão-verde é entre o Verão e o início do Outono, mas está disponível no mercado durante todo o ano devido à sua aptidão para o cultivo em estufa.

Tem um baixo  e é rico em  e . Destacam-se os carotenos (pró-) e ; o  e . Além disso, constitui uma boa fonte de fibra alimentar.

 

Benefícios associados ao consumo

O feijão-verde tem efeitos protectores do sistema cardiovascular. Os carotenos e a  são excelentes , protegem de infecções e da oxidação das células e outros componentes do organismo. Além disso, a fibra,  e  desempenham um papel importante na protecção cardiovascular. O  e o  têm efeito complementar na manutenção da . O  é necessário para neutralizar a , uma molécula potencialmente perigosa e que aumenta os riscos de doença cardiovascular. O conteúdo de  do feijão-verde é razoável, sendo importante para a formação da hemoglobina. A hemoglobina é um componente dos glóbulos vermelhos do sangue, responsável pelo transporte de oxigénio para as células.

 

Como comprar e conservar

De preferência, deverá comprar feijão-verde não embalado, de modo a poder escolher aqueles de melhor qualidade. A vagem deve apresentar-se com uma textura tenra e com uma coloração verde vivo. Deverá fazer um pequeno estalido quando quebrada e conter uma polpa suculenta e sem fios. Se uma vagem tem no seu interior os feijões completamente formados, tenderá a ser fibrosa e dura. Não deverá ter manchas escuras ou amolgadelas. Se não puder consumir o feijão-verde imediatamente, deverá armazená-lo, sem lavar previamente, no frigorífico dentro de um saco plástico perfurado (na gaveta dos legumes). Poderá conservar-se durante cerca de 3 dias nestas condições.

Se na confecção usar a vagem inteira comece por cortar as duas pontas, começando pela parte que tem o pé. Puxe o “fio” que corre ao longo do feijão-verde e que mantém unidas as duas extremidades. Posto isto, devem ser lavadas de imediato em água corrente e fria.

Pode cortar o feijão em pedaços enviesados, óptimos para a sopa, ou no sentido do comprimento, por exemplo para acompanhar um peixe cozido.

Cozendo o feijão-verde no vapor irá preservar as vitaminas e os minerais. Se optar por água a ferver, coza entre sete a dez minutos. Não tape o tacho. No final da cozedura, o feijão-verde deverá ter mantido a cor e a textura estaladiça. No final da cozedura deve escorrer o vegetal muito bem.

Para utilizar o feijão-verde mais tarde, por exemplo, em saladas, há que mergulhá-lo em água gelada. Manterá assim a cor e a firmeza.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de codorniz com feijão-verde redondo

Bacalhau da Noruega lascado com feijão-verde, tomate cherry e coentros

Cozido Vegan de Feijão-verde

Creme de cenoura com feijão-verde

Espadarte na frigideira com batata e feijão-verde

Feijão-verde com bacon

Feijão-verde com cogumelos e ovos mexidos

Feijão-verde estufado em tomate na frigideira

Feijão-verde guisado

Feijão-verde salteado com pimentos morrones

Gratinado de peixe com feijão-verde e couve-flor 

Jardineira tradicional

Pataniscas de feijão-verde

Peixinhos da horta com molho de abóbora

Risotto com feijão-verde e tomate assado

Salada de batata com feijão-verde

Salada de camarão com feijão-verde

Salada de feijão-verde com ovo

Salmão na chapa com feijão-verde salteado

Sopa de feijão-verde

Tarte de bacon com feijão-verde

Tortilha de frango e feijão-verde

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/feijao-verde-o-bom-amigo-da-cozinha-e-da-saude-anda-esquecido

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/feijao-verde

 

18
Out21

Alimentos de A a Z... Feijão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o feijão.

 

Alimentos de A a Z_feijão.gif

 

O feijão (designação comum, extensiva às sementes comestíveis de diferentes plantas da família das Leguminosas, sobretudo do género Phaseolus) apresenta inúmeras vantagens do ponto vista nutricional e ambiental. À semelhança de outras leguminosas, o feijão, desempenha um papel fundamental no controlo do apetite, devido à sua composição rica em proteína, fibra e hidratos de carbono de absorção lenta.

Ao contrário do que muitos pensam, o feijão apresenta um baixo valor energético (cerca de 100 kcal por 100g) e uma baixa percentagem de gordura, contendo pequenas quantidades de ácidos gordos do “tipo ómega-3″. É uma excelente fonte de vitaminas, minerais e antioxidantes, nomeadamente, de ácido fólico, vitaminas do complexo B, ferro, zinco, cálcio, flavonóides, ácido fítico e compostos fenólicos.

É importante referir que para que as proteínas presentes sejam devidamente aproveitadas pelo organismo devem ser combinadas com cereais, como o arroz, por exemplo.

Existe uma enorme variedade de feijão (manteiga, encarnado, frade, branco, preto, catarino), que permite a preparação de diversos pratos que podem ser incluídos na nossa alimentação. Seja na sopa, em saladas, como acompanhamento, em feijoadas e até mesmo em sobremesas; 

 

Benefícios associados ao consumo

 Possui um efeito protector para as doenças cardiovasculares e para certos tipos de cancro. A presença de fitoquimícos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes no feijão pode ser particularmente relevante na protecção das células;

 O consumo regular de feijão ajuda ao bom funcionamento intestinal e também a melhorar os níveis de  no sangue. Os  do feijão são predominantemente complexos, logo de absorção lenta pelo organismo. É por isso que o feijão ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue (reduzindo o indíce glicémico das refeições onde está presente), conferindo um efeito protector face a doenças como a diabetes.

 O cultivo e a produção  de feijão é importante para a protecção do ambiente. O feijão, à semelhança de outras leguminosas, possui a capacidade de produzir naturalmente azoto, não sendo necessário a utilização de fertilizantes azotados que requerem maiores gastos e poluição para a sua produção. 


Bom para as mulheres: o  — mineral no qual o feijão é muito rico, sobretudo o encarnado – é importante no transporte de oxigénio no organismo, na produção de energia e no sistema imunitário. É particularmente importante nas mulheres que têm um maior risco de deficiência neste mineral

 

Advertência associada ao consumo

Quem tem dificuldades de digestão das leguminosas deve evitar o consumo do grão inteiro e preferir o feijão em puré.

  

https://content.paodeacucar.com/prazer-de-comer-e-beber/tipos-de-feijao

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/feijao

https://www.receitasnestle.com.br/dica/2019/04/10/como-fazer-feijao

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/feijao/

https://www.publico.pt/2017/09/07/ciencia/noticia/de-onde-veio-ao-certo-o-feijao-portugues-1784739

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/feij%C3%A3o

https://nutrimento.pt/dicas/vantagens-nutricionais-do-feijao/

https://www.infoescola.com/plantas/feijao/

 

11
Out21

Alimentos de A a Z... Fava


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a fava.

 

Alimentos de A a Z_fava.gif

 

De nome científico Vicia faba, a fava tem uma textura granulosa, mas ligeiramente amanteigada. A vagem é rasa, alongada e ligeiramente curvada e tem no interior as suas sementes, às quais nos referimos como favas.
 

Os registos históricos indicam que a fava é originária da região do Cáspio e do Norte de África. É um alimento de grande importância desde a pré-história. Os gregos, os egípcios e os romanos, bem como em muitos países do Médio Oriente, já apreciavam bastante esta leguminosa.

 
 

Informação Nutricional

Além do elevado teor de  e fibras, a fava é rica em  e .

 

Benefícios associados ao consumo

É a segunda leguminosa mais rica em fibras (sendo a primeira o feijão-branco). Devido a este elevado teor de fibras, o consumo das quantidades recomendadas tem um efeito positivo na redução de , na regulação do apetite e do trânsito intestinal.

Segundo as recomendações da Roda dos Alimentos, deve consumir-se 1-2 porções diárias de leguminosas, sendo que 1 porção representa 3 colheres de sopa de favas frescas cruas.
 

 

Advertências associadas ao consumo

O favismo é uma doença provocada pela ingestão excessiva de favas, ou inalação do seu pólen, em pessoas que tenham deficiência da enzima G6FD (glucose-6-fosfato desidrogenase) que é crucial para a protecção das células contra o . Caracteriza-se por uma  hemolítica aguda (destruição em massa dos glóbulos vermelhos) com coloração amarelada da pele, alterações digestivas e febre.

 
 
Como comprar e conservar
 
Encontra esta leguminosa à venda em vagem para descascar, grão congelado ou fava seca, sendo a última menos utilizada.

As vagens devem ter um aspeto fresco e viçoso, devendo certificar-se de que não existem vagens duras à mistura com as tenras. Se optar pelas favas secas estas devem estar brilhantes, inteiras e sem cheiros estranhos.

Pode armazenar a vagem fresca durante 2-3 dias à temperatura ambiente. Assim que as descascar cozinhe-as logo. Se quiser aumentar o tempo de conservação, pode optar por colocá-las no frigorífico onde duram cerca de 1 semana. A fava seca pode conservar-se até 1 ano desde que em saco bem fechado e ao abrigo da luz.
 

 

Como utilizar

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/favas

https://www.spaic.pt/client_files/rpia_artigos/anafilaxia-a-fava.pdf

https://www.teleculinaria.pt/blog/ingrediente-rei/ingrediente-rei-favas/

 

04
Out21

Alimentos de A a Z... Espinafres


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos os espinafres.

 

Alimentos de A a Z_espinafre.gif

 

Pensa-se que o Espinafre tenha tido origem na antiga Pérsia, aCtual Irão. Foi transportado para a China, no século VII, quando o rei do Nepal o enviou como oferta para este país.

Entre os produtos hortícolas, o Espinafre é o mais recente na história da Europa, pois só foi introduzido nos hábitos deste povo no século XI, após os Árabes o terem trazido para Espanha.

O Espinafre foi o hortícola mais apreciado por Catherine de Medici, uma figura histórica do século XVI. Quando esta deixou a sua cidade Natal – Florença – para casar com o rei de França, levou consigo todos os ingredientes que mais apreciava, incluindo o Espinafre, podendo assim, confeccioná-lo da forma que mais a deliciava. Desde esta altura, os pratos preparados com Espinafres ficaram conhecidos como “à florentina”.
Pelo facto de este hortícola se desenvolver em climas amenos, os maiores produtores de Espinafres, a nível mundial, são os Estados Unidos da América e a Holanda.

O Espinafre pertence à espécie Spinacia olerace e à família da acelga e beterraba – Amaranthaceae, partilhando, por este motivo, semelhanças no sabor destes dois hortícolas, pois exibe o amargor da beterraba e sabor levemente salgado da acelga.

Esta hortaliça crua apresenta, também, um sabor levemente doce que pode ser muito cativante em saladas, contrastando com o sabor ácido que é realçado após cocção.

O Espinafre fresco conserva uma textura delicada e cor verdejante que são perdidas quando o Espinafre é processado ou confeccionado.

Existem três tipos diferentes de Espinafres: Espinafre Sabóia que é crestado, apresenta folhas parcialmente dobradas e textura elástica; Espinafre Semi-sabóia, semelhante ao Sabóia mas não tão enrugado; e Espinafre Bebé com folha lisa e plana, em forma de pá, sendo ideal para saladas devido ao seu sabor e textura.

 

Informação Nutricional

O Espinafre é uma hortaliça com elevada densidade nutricional, pois oferece simultaneamente baixo  e elevado teor vitamínico e mineral. Destacam-se os teores das  A, B2, B6, C, E, K e  e dos  . É também uma boa fonte de fibra alimentar.

 

Benefícios associados ao consumo

A reunião de vários trabalhos que analisaram o perfil nutricional dos Espinafres, identificou a existência de inúmeros compostos  com propriedades anticarcinogénicas, destacando-se neste grupo os flavonóides.  
O Espinafre é um grande fornecedor de nutrientes essenciais à manutenção da saúde óssea, como  e . A  auxilia na prevenção da activação excessiva dos osteoclastos (células que promovem fracturas ósseas) - principalmente a vitamina K1. Além disso, a população microbiana benéfica no intestino converte vitamina k1 em k2, o que activa a osteocalcina (maior  não colagénica dos ossos), que promove a fixação do  nos ossos.

É um alimento importante na prevenção da , pois graças à sua riqueza em  (sob a forma de beta-caroteno) e C, dois potentes , reduzem a acção dos , prevenindo a oxidação do  nos vasos sanguíneos.

, além de contribuir para a saúde óssea, também intervém favoravelmente na diminuição dos níveis de pressão arterial e na protecção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O Espinafre é também rico em  que intervêm na conversão de homecisteína (molécula cujos níveis elevados podem levar a acidente vascular cerebral e ataque cardíaco) em moléculas benignas.

Beta-caroteno,  e K apresentam também propriedades anti-inflamatórias. A luteína, um carotenóide com efeito protector contra a patologia oftalmológica, encontra-se em hortaliças de folha verde escura, nas quais se incluem o Espinafre.
Este hortícola representa uma excelente fonte de , um oligoelemento integrante da hemoglobina que transporta o oxigénio dos pulmões para todas as células do corpo. Integra, ainda, os principais sistemas enzimáticos para a produção de energia. No entanto, a bio-disponibilidade deste nutriente corresponde apenas a 30%, podendo ser maximizada na presença de , por exemplo, através da adição de sumo de limão ou kiwi.

 

Advertências associadas ao consumo

O Espinafre contém quantidades consideráveis de oxalatos, um anti-nutrimento que pode interferir com a absorção de  proveniente da dieta.

No perfil nutricional do Espinafre destaca-se, ainda, o teor em , cujas ingestões excessivas podem aumentar os níveis plasmáticos de .

O Espinafre é um alimento comummente associado a reacções alérgicas, por esta razão, não deve ser ingerido cru e de forma isolada, pois este procedimento pode potenciar a reacção alérgica.

 

Como comprar e conservar

O Espinafre está disponível no mercado durante todo o ano, embora as principais épocas de produção sejam principalmente entre os meses de Março e maio e entre Setembro e Outubro. Nesta altura este hortícola é mais fresco e apresenta sabor mais apetecível.

Seleccione o Espinafre que apresente folhas com coloração verde intensa, que exiba um aspecto fresco e macio. Evite Espinafres que apresentem caules com sinais de amarelecimento, folhas murchas, não íntegras e com revestimento viscoso, pois estes são sinais de velhice.  

Para o conservar, acondicione-o, bem embalado, em caixas de vidro, em sacos de silicone com zipper ou outros reutilizáveis, no frigorífico. Desta forma, o Espinafre será conservado em boas condições durante 5 dias. Contudo, antes de o conservar no frio, não o lave, pois a humidade irá acelerar o processo de envelhecimento.

Por outro lado, quando o manipular com o intuito de o ingerir, lave-o muito bem, pois o Espinafre tende a recolher areias e poeiras do solo.

Após a confecção, não guarde os Espinafres cozidos, uma vez que os mecanismos de conservação naturais são destruídos durante a cocção.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de espinafres

Brás de alheira com espinafres

Creme de espinafres com chuchu

Crepes de espinafres com camarões

Empadão de atum com batata-doce e espinafres

Escalopes de porco com espinafres

Espinafres no forno com ovos

Gnudi de queijo ricota e espinafres

Massa com espinafres e molho de iogurte grego

Ovos mexidos com farinheira e espinafres

Pão recheado com bacalhau e espinafres

Perna de perú recheada com espinafres

Pizza branca de espinafres e queijo azul

Pudim de espinafres e pão

Queques de espinafres com claras

Quiche de bacalhau com espinafres

Rolinhos de beringela com espinafres e ricota

Sopa de espinafres

Sopa de espinafres com grão

Torta de espinafres e salmão

Tortilha de espinafres com tomate seco

 

https://www.cuf.pt/mais-saude/5-razoes-para-comer-espinafres

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/espinafre

https://www.vidaativa.pt/propriedades-dos-espinafres/

https://www.teleculinaria.pt/search/espinafres/

 

27
Set21

Alimentos de A a Z... Ervilhas


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos as ervilhas.

 

Alimentos de A a Z_ervilhas.gif

 

As ervilhas pertencem à família das leguminosas, tal como os feijões, as favas e as lentilhas.
Contêm proteínas, hidratos de carbono e fibra e trazem um conjunto de benefícios para a saúde de quem as consome (devem comer-se 30 g de leguminosas por dia).

 

Ervilhas-tortas e ervilhas de debulhar

As ervilhas-tortas de vagem lisa e tenra são fáceis de consumir e rápidas de cozinhar. No vapor, na água ou refogadas numa frigideira com um pouco de azeite, combinam bem em saladas e estufados. Às ervilhas-tortas basta retirar as fibras laterais da vagem e ficam prontas a serem cozinhadas.

As ervilhas de debulhar de grão firme e redondo devem ser descartadas das vagens, demasiado rijas para serem consumidas. Estas ervilhas encontram-se à venda frescas, enlatadas, secas ou congeladas. Quando são cozidas apenas em água evite juntar sal, uma vez que este contribui para que endureçam. Bastam três minutos ao lume para que fiquem no ponto certo de cozedura. Mais do que isso e implica poderem perder a maior parte das vitaminas.

As ervilhas frescas são ricas em água e fibra o que significa que não têm um valor calórico apreciável. As ervilhas secas destacam-se pela sua riqueza energética, devido ao seu alto teor em  (essencialmente ) e proteínas vegetais. O seu teor em  não é relevante.

As suas proteínas são incompletas, ou seja, não contêm todos os  essenciais. Desta forma, para completar o perfil de , a solução é juntar cereais ao prato, seja arroz, pão, massa ou outro da sua preferência. Assim o equilíbrio proteíco da sua refeição fica garantido.

O teor de fibra das ervilhas facilita o trânsito intestinal e impede a absorção de  e de ácidos biliares pelo organismo. Ao mesmo tempo, promove a saciedade e melhora o metabolismo da glicose, o que contribui para controlar os níveis de açúcar no sangue. 

Para algumas pessoas as ervilhas são indigestas. Mas, para contornar esse inconveniente, basta que as ervilhas sejam muito bem cozinhadas e removidas as peles.

 

Como comprar e conservar

No momento de compra, prefIra as ervilhas limpas, não danificadas nem partidas e convém também que todas elas tenham um tamanho uniforme, para que cozinhem em simultâneo. 

Se as comprar embaladas ou congeladas certifique-se que a embalagem está intacta.

As ervilhas secas conservam-se muito tempo em local seco, protegido da humidade e da luz directa.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de ervilha com caramelo de côco

Bolo de sardinhas com azeitonas e ervilhas

Carne de porco com arroz de ervilhas

Chambão estufado com ervilhas e cenouras

Coelho com ervilhas

Creme de ervilhas

Empada de frango com ervilhas

Ervilhas com chocos

Ervilhas com ovos escalfados

Frango guisado com ervilhas à portuguesa

Lebre guisada com ervilhas e cenouras

Picadinho de atum com ervilhas

Quiche de ervilhas e farinheira

Quiche de peixe com ervilhas e cenoura

Risotto de ervilhas e pimentos

Salmão com ervilhas e bacon

Salmão com puré de ervilhas

Sopa de ervilhas com gorgonzola e presunto

Sopa de ervilhas e hortelã

Strogonoff de perú com ervilhas

Tacinhas de ervilhas com ovos

 

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/ervilhas-2

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1308709/superpoderes-das-ervilhas-12-beneficios-e-propriedades-de-emagrecimento

https://blog.agriloja.pt/agricultura/verdade-ou-mito-as-ervilhas-engordam

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/ervilhas

https://www.iglo.pt/campanhas-e-promocoes/tudo-sobre-ervilhas

https://www.iasaude.pt/index.php/informacao-documentacao/comunicacao-social/recortes-de-imprensa/2852-ervilhas

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/ervilhas-doces-e-saudaveis/

https://greensmiles.pt/alimentos/ervilhas/

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/porque-incluir-mais-vezes-as-ervilhas-na-sua-alimentacao/

https://www.iglo.pt/receitas/receitas-de-ervilhas

 

20
Set21

Alimentos de A a Z... Erva-príncipe


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a erva-príncipe.

 

Alimentos de A a Z_erva-príncipe.gif

 

A erva-príncipe (cymbopogon citratus), conhecida em Inglaterra por lemongrass e no Brasil por capim-santo, capim-cidreira ou capim-limão, é uma gramínea da família das poaceaes. É uma planta perene que cresce em grandes tufos de folhas estreitas em forma de lâmina. Nos climas tropicais, onde se desenvolve melhor, pode chegar a atingir um metro e meio de altura.

 

História

A erva-príncipe é originária da Ásia, mais propriamente do Sul da Índia, onde cresce espontânea mas é utilizada especialmente na culinária tailandesa, indonésia e indiana. Nas Caraíbas, no Brasil e em África, aplica-se mais como planta medicinal onde é também plantada para esse fim. Desde há muito que é aí reconhecida e utilizada pelas suas propriedades calmantes e refrescantes do sistema digestivo e também para curar febres. Tradicionalmente utilizada na Indonésia e na Malásia para fins medicinais, é também, desde há séculos, utilizada na medicina Ayurvédica da Índia no combate à febre, depressão e problemas digestivos.

 

Composição

Esta erva contém cerca de 70 por cento de óleo essencial citral, que também se encontra na casca do limão e da laranja e que ajuda a sintetizar a vitamina A. Além de ser reconhecidamente sedativo, este óleo é ainda utilizado na perfumaria. Além disso, contém também em menores quantidades, segundo o tipo de planta, geraniol, linalol, nerol e citronelal.

 

Propriedades

Analgésica, antidepressiva, anti-bacteriana, a erva-príncipe combate a transpiração e o pé-de-atleta e serve de repelente de insectos. Em forma de compressas, é usada para aliviar dores musculares e reumáticas e também infecções da pele. No Suriname, é muito utilizada na medicina popular para combater problemas de tosse, asma, dores de cabeça e febre. No Ocidente, é mais utilizada para aliviar problemas digestivos e acalmar o sistema nervoso.

 

Na culinária

Na culinária dos países asiáticos e das Caraíbas, utiliza-se principalmente a parte inferior do seu talo, que se apresenta bolbosa e carnuda. Depois de cortada em rodelas, é utilizada para condimentar vários tipos de pratos. Combina muito bem com marisco e peixe, gengibre e côco.

Entre nós, os bolbos não chegam a ficar tão carnudos, daí ser mais comum a utilização das folhas que também conferem um delicioso sabor cítrico aos cozinhados. O mais comum é o chá, muito agradável para tomar frio como acompanhante das refeições.

 

Precauções a ter

Os componente citral e citronelal são irritantes da pele, sobretudo se depois de manusearmos a planta ou o óleo essencial nos expusermos ao sol. Tenha, por isso, cuidado se o fizer.

 

Sugestões de utilização:

Asinhas em paprika fumada e erva-príncipe

Batido de erva-príncipe e maracujá

Bolo de côco e erva-príncipe

Chá de gengibre e erva-príncipe

Chá gelado de erva-príncipe com laranja

Creme de lentilhas vermelhas e erva-príncipe

Espetadas de frango em erva-príncipe com couscous marroquino

Frango com erva-príncipe

Frango com gengibre e erva-príncipe

Iogurte grego com erva-príncipe

Laksa - sopa Malaia

Leite-creme com erva-príncipe

Leite-creme de erva príncipe com mirtilos

Panna cotta de côco, limão, coentro e erva-príncipe

Perca com erva-príncipe e gengibre

Refresco de erva-príncipe e tomilho-limão com framboesas e limão

Risotto de erva-príncipe com tapenade de lima

Salmão aromatizado com erva-prÍncipe

Sangria Príncipe sem álcool

Sopa tailandesa

 

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/erva-principe

https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/erva-principe-cymbopogon-citratus-2/

https://www.cm-mafra.pt/pages/990

https://www.aromaticasvivas.com/pt/produtos-ervas-aromaticas-cortadas-erva-principe

https://www.acpp.pt/cronicas-parceiros/4033-erva-principe-cronica-dr-miguel-boieiro

https://www.rotadasindias.pt/erva_principe_(planta)

https://revistajardins.pt/propriedades-aplicacoes-erva-principe/

 

13
Set21

Alimentos de A a Z... Erva-doce


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a erva-doce.

 

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A erva-doce (Pimpinella anisum), também conhecida por anis, é uma planta medicinalda família Apiaceae, originária do Mediterrâneo, que é cultivada em regiões de clima temperado e subtropical. Tem propriedades antiespasmódicas, estimulantes, relaxantes, antirreumáticas, anti-inflamatórias, diuréticas e antioxidantes.

O sabor da erva-doce é apetitoso e fresco. As sementes libertam todo o seu aroma se forem esmagadas ou cortadas aos bocadinhos. Devem ser adicionadas aos cozinhados logo no início da cozedura, para que libertem todo o seu aroma.

Muitas vezes, a erva-doce é confundida com o funcho (Foeniculum vulgare Miller) e o anis-estrelado (Illicium verum), porém tratam-se de plantas diferentes e com propriedades distintas. 

 

Benefícios do chá de erva-doce para a saúde

  1. Fonte de nutrientes

A planta medicinal utilizada na preparação do chá é composta por nutrientes importantes para o funcionamento do organismo como fibras, ferro, cálcio, zinco, cobre, vitamina A, vitaminas do complexo B e vitamina C.

  1. Saúde do sistema digestivo

A erva-doce é utilizada como uma planta medicinal para auxiliar o sistema digestivo desde os tempos antigos pelos ancestrais romanos e egípcios.

O consumo de erva-doce aumenta de maneira espontânea a motilidade gástrica (capacidade de movimentação) e a secreção de ácido gástrico.

  1. Alívio de cólicas

O chá de erva-doce é utilizado tradicionalmente como um remédio natural para acalmar cólicas.

  1. Problemas respiratórios

A planta também é utilizada como um remédio caseiro para tratar sintomas associado a bronquite e tosse crónica. O chá de erva-doce também pode ajudar a soltar a expectoração. 

  1. Combate o mau hálito 

A halitose ou mau hálito geralmente aparece como consequência de problemas digestivos. O chá de erva-doce constitui um excelente aliado no combate a este desagradável problema quando utilizado como elixir bucal.

  1. Alívio de sintomas menstruais e da menopausa

Também é tradicionalmente utilizado como um medicamento natural e popular para tratar as cólicas, que surgem durante o período menstrual, devido às suas propriedades antiespasmódicas, fito-estrogénicas e anti-inflamatórias, actuando como calmante para os músculos uterinos.

Também ajuda no controlo dos níveis de estrogénio, o que alivia sintomas da menopausa como as ondas de calor.

  1. Combate a retenção de líquidos

Graças às propriedades diuréticas, combate a retenção de líquidos e, consequentemente, o inchaço que surge, promovendo a eliminação do excesso de água presente no organismo, através da urina.

  1. Saúde ocular

A erva-doce também pode ajudar a tratar olhos doridos ou inchados de manhã, além de infecções locais. Molhe uma bolinha de algodão no chá de erva-doce e aplique nos olhos.

  1. Saúde cardiovascular

A erva-doce também pode contribuir para o fortalecimento do coração, devido à presença de antioxidantes e vitaminas.

  1. Combate aos radicais livres

A erva-doce apresenta propriedades antioxidantes, eficazes no combate aos radicais livres (substâncias nocivas, presentes no organismo), que podem favorecer o aparecimento de doenças, além de promoverem o envelhecimento precoce.

 

A erva-doce é usada também em produtos cosméticos e de perfumaria, podendo ser encontrada em diferentes formas, como extracto seco e óleo.

O óleo essencial de erva-doce é muito utilizado na aromaterapia para regular as hormonas femininas, reduzir as cólicas menstruais e diminuir os sintomas da menopausa, como as ondas de calor, por exemplo.

Este óleo também pode ser usado como relaxante muscular e calmante, através de massagem com 2 gotas de óleo essencial misturadas ao óleo de amêndoas. 

 

Advertências associadas ao uso da erva-doce

De acordo com alguns estudos, o óleo essencial de erva-doce pode estimular o aparecimento de crises epilépticas em pessoas que sofrem de epilepsia. Dessa forma, deve ser usado com precaução e, idealmente, com orientação de um médico ou fitoterapeuta.

A erva-doce está contra-indicada para grávidas, lactantes e crianças com menos de 12 anos. Além disso, o seu uso deve ser evitado por mulheres com cancro de mama, pois pode alterar a produção de hormonas femininas, como o estrogénio, influenciando o tratamento da doença.

Esta planta também deve ser evitada por pessoas que fazem suplementação com ferro, pois pode prejudicar a absorção deste nutriente.

 

Sugestões de utilização:

Bacalhau com pimentos, azeitonas e erva-doce

Biscoitos de laranja e erva-doce

Bolinhos de erva-doce

Bolo de canela e erva-doce

Bolo de erva-doce

Bolo de pêra e erva-doce

Broas de erva-doce

Broas de S. Martinho

Chá de erva-doce

Dourada à grega com erva-doce

Ferraduras de erva-doce

Folar de erva-doce

Folar de erva-doce e canela

Folar tradicional com erva-doce e canela

Gallete integral de maçãs e erva-doce

Lombo de porco com crosta de erva-doce

Rojões de porco com castanhas e erva-doce

Torcidinho de erva-doce

 

https://www.fitnesshut.pt/nutrihut/receitas/erva-doce/

https://www.margao.pt/produtos/ervas-e-especiarias-e-pimentas/especiarias/erva-doce-moida

https://www.tuasaude.com/erva-doce/

https://www.sementesvivas.bio/pt/ervas-anuais/819-anis-erva-doce.html

 

06
Set21

Alimentos de A a Z... Dióspiro


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o dióspiro.

 

Alimentos de A a Z_dióspiro.gif

 

Com duas cores e duas texturas distintas, o dióspiro (Diospyros kaki), é um fruto bastante apreciado e com vários benefícios para a saúde. Seja o de tom alaranjado e de “roer”, ou o de tom avermelhado e de “abrir” e comer à colher.

O dióspiro é um fruto proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levado para a Índia e para o Japão, onde é cultivado desde o século XVII. Ao longo dos tempos, difundiu-se pelos cinco Continentes. Actualmente, os principais países produtores são: China, Japão, Coreia, Brasil, Índia, Itália e Espanha. Em Portugal, destaca-se a zona do Algarve como zona de produção. Contudo, grande parte dos dióspiros é proveniente de árvores dispersas, espalhadas por todo o país. O calendário de produção nacional reporta aos meses de Outubro e Novembro, entrando ainda no mês de Dezembro. 

O diospireiro é uma espécie de origem subtropical, adaptando-se a um clima moderado. O fruto do diospireiro, retirando a sua casca fina, é praticamente constituído por polpa, de aparência gelatinosa, composta por fibras solúveis como mucilagens e pectinas. Estas fibras favorecem a regulação do funcionamento intestinal e das glicemias, promovem a saciedade e diminuem os níveis de colesterol total e de colesterol-LDL.

Ainda do ponto de vista nutricional, é de salientar também a sua riqueza em vitamina A e minerais, como o potássio. Têm-se descrito grandes quantidades de acções associadas aos carotenoides (responsáveis pela coloração do fruto), principalmente como agentes antioxidantes com eventual potencial na protecção das células.

As suas variedades dividem-se em função da adstringência. A sensação adstringente é provocada pela contracção das mucosas da boca, sendo que esta característica particular se deve à presença de taninos (especialmente presentes quando a fruta ainda não está madura). A riqueza em taninos confere-lhe um elevado potencial antioxidante, e diversos estudos relacionam a sua presença com a diminuição do risco de doença cardiovascular e de alguns tipos de cancro. As “adstringentes”  – Coroa de Rei, Kaki e Roxo Brilhante – são as mais comuns e necessitam de uma maturação adequada para poderem ser consumidas. As “não adstringentes” – Fuyo, Hana Fuyo, O Gosho, Giro, Cal-Fuyo, Fau-fau e Sharon –  podem consumir-se de imediato, após a colheita.

O dióspiro oferece 65kcal por 100g de parte edível, sendo que a sua composição é essencialmente água (82,6g), hidratos de carbono (14,8g), vitaminas e minerais. Contém 177 µg de carotenóides correspondendo a 22% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina A, tornando o dióspiro uma boa fonte. Apresenta, também, uma quantidade interessante de potássio (230mg), correspondendo a 11,5% da DDR. 

Devido ao teor de hidratos de carbono, o consumo do dióspiro deve ser, sempre que possível, integrado em refeições.

 

Benefícios para a Saúde

Extremamente nutritivo e excelente fonte de antioxidantes, o dióspiro traz benefícios para a saúde do coração e para a redução de inflamações. Entre as vantagens do seu consumo incluem-se:

1. propriedades anti-inflamatórias, anti-infecciosas e anti-hemorrágicas, graças ao elevado teor de antioxidantes;

2. contribui para uma boa saúde ocular, uma vez que contém antioxidantes que previnem a degeneração ocular, e é também rico em Vitamina A;

3. teor elevado de taninos, sobretudo nos dióspiros de polpa mole, sendo que estes polifenóis contribuem para a redução do risco de alguns tipos de cancro e problemas cardiovasculares;

4. baixo teor de gordura, ainda que seja rico em açúcares, o que o torna num fruto calórico;

5. rico em fibra, o que contribui para a redução do colesterol “mau”, o LDL;

6. ajuda na produção de glóbulos vermelhos devido à quantidade de potássio, magnésio, cobre e fósforo que contém.

Apesar dos benefícios que a sua inclusão na dieta pode trazer para a saúde, é desaconselhada para pessoas que sofrem de insuficiência renal porque aumenta a quantidade de potássio na corrente sanguínea.

 

Como escolher e conservar

O segredo para um dióspiro perfeito está no seu ponto de maturação. Se estiver “verde”, é provável que sinta alguma adstringência, o que acontece pela contracção das mucosas da boca quando entram em contacto com os taninos (sensação de boca áspera que ocorre quando se consome o fruto ainda verde).

Sendo um fruto bastante sensível, é importante escolhê-lo com algum cuidado. Devem estar intactos e sem cortes ou manchas na pele e ter o pedúnculo.

Se forem colocados juntamente com outras frutas, tendem a amadurecer mais rapidamente. Para uma maior durabilidade, coloque-os numa fruteira sem outras frutas em redor e à temperatura ambiente.

 

Como consumir

O dióspiro pode ser consumido fresco, cozinhado ou desidratado. Dado que é uma fruta bastante doce, também é frequentemente usada na confecção de sobremesas, sumos ou gelados, evitando a adição de açúcar.

É um bom fruto para incluir na dieta e para saciar a vontade de comer algo doce com vantagens para a sua saúde, ainda que sem exageros. A forma mais frequente de o consumir é fresco, sendo ainda usado em saladas ou adicionado aos iogurtes.

Dióspiro “de roer”

Tem a polpa mais rija, é alaranjado/amarelado e poderá ser consumido como uma maçã, mas também em saladas, com iogurte, em sumos naturais, em gelados ou compota. Há ainda quem o consuma assado com um pouco de canela.

Dióspiro “de abrir”

Tem a polpa mole, é avermelhado e é nutricionalmente mais rico em taninos (antioxidantes). O dióspiro de polpa mole poderá ser cortado ao meio e consumido com uma colher.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de dióspiro

Bolo de dióspiro, canela e nozes

Bolo de dióspiro sem glúten

Bolo pudim de dióspiro

Carpaccio de dióspiro

Compota de dióspiro e canela

Delicia de iogurte com chia e dióspiro

Doce de dióspiro

Doce dióspiro com moscatel

Gelado de dióspiro

Geleia de dióspiro

Cheesecake de dióspiros

Mousse de dióspiro

Pão de dióspiro

Pudim de chia e dióspiro

Pudim de dióspiros

Queques de dióspiro

Salada de dióspiro e abacate em cama de couve roxa

Salada de Inverno com dióspiro maçã

Semifrio de dióspiro

Tarte de dióspiro

Tortinhas de dióspiro

Vinagrete de dióspiro

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/diospiro-para-um-outono-mais-saudavel/

https://nutrimento.pt/noticias/diospiro-um-fruto-do-outono/

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/diospiro-propriedades-nutricionais

https://www.luissabbo.com/index.php/pt/produtos/diospiro

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/diospiro-tomate-doce/

https://www.portaldadialise.com/articles/diospiro

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/diospiro

https://www.vitalhealth.pt/dicas/6761-di%C3%B3spiro-conhe%C3%A7a-as-propriedades-do-fruto-rico-em-vitaminas-a-e-c.html

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/diospiros-fazem-bem-aos-olhos-e-aos-ossos

https://revistajardins.pt/diospiro-fruto-outonal/

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1106533/diospiro-o-doce-deste-outono-que-esta-cheio-de-beneficios

https://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/941-diospiros

https://www.vidaativa.pt/diospiro/

https://www.teleculinaria.pt/blog/ingrediente-rei-diospiro/

 

 

30
Ago21

Alimentos de A a Z... Damasco


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o damasco.

 

Alimentos de A a Z_damasco.gif

 

O damasco ou alperce, dependendo da região e país de língua oficial portuguesa, também é conhecido por abricó, abricô, apricó, abricoque, alberge, albricoque, alpece e alperche.

O damasco (Prunus armeniaca) é o fruto do damasqueiro, pertence à família Rosaceae (tal como a maçã, a pêra, o pêssego e outras frutas de caroço duro)Cultivado em zonas temperadas, é considerado um dos mais deliciosos frutos que existem. O seu aroma e sabor únicos e a capacidade de ser conservado, preservando as suas qualidades e características, são responsáveis pela sua grande dispersão geográfica.

Durante milhares de anos, os damascos cresceram nas encostas de montanhas na Ásia Central e China. Na Europa, existem registos de damascos com mais de 2000 anos. O damasqueiro gosta de climas continentais e temperados, sendo o clima mediterrânico o seu preferido. Também pode crescer em climas subtropicais, mas requere aí mais atenção dado estar mais susceptível a doenças e pragas. Existem povoamentos silvestres no Tibete, nas encostas de montanhas em altitudes entre 700 e 3000 metros.

O cultivo do damasco espalhou-se da China para a Pérsia (actual Irão) de onde Alexandre, o Grande, o trouxe para a Europa. Devido ao seu enorme desenvolvimento na Arménia, os Romanos chamaram-lhe Armeniacum malum ou Macã-da-Arménia. Apesar de ter sido cultivado pelos Gregos e Romanos, foi com os Árabes que se espalhou por toda a bacia mediterrânica.

Até ao século XV não era muito popular na Europa. Foi nesta altura que conquistou os paladares e então se espalhou, ao longo dos séculos seguintes, para as Américas, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Esta é uma das árvores de fruto mais cultivadas nas regiões meridionais da Europa e os seus frutos podem ser consumidos frescos ou secos. No mundo ocidental, é utilizado para fazer compotas e, na China e outras regiões da Ásia, é salgado ou fumado. No Japão, o damasco é utilizado para fazer “brandy” de damasco, sendo também consumido em pickle para usos medicinais. O caroço também pode ser utilizado como ingrediente em bebidas alcoólicas e para fazer os famosos biscoitos de Amaretto (Itália).

Mais recentemente, o damasco tem sido utilizado para fazer sumo sendo largamente apreciado e consumido.

O damasco é extremamente nutritivo e usado também com fins medicinais, principalmente em países asiáticos. É geralmente bem tolerado, mas pode, como o morango, provocar reacções alérgicas. Consumido cru pode ter propriedades anti-diarreícas, mas, depois de seco e submetido à mesma preparação que as ameixas, torna-se laxante. O sumo fresco, aplicado no rosto sob a forma de loção, pode ser usado como tónico.

A amêndoa do caroço é bastante oleaginosa e, normalmente, amarga, sinal de que pode conter uma substância que produz ácido cianídrico, pelo que não deve ser ingerida. No entanto, o seu forte aroma e sabor amargo permite ser utilizada como ingrediente em bebidas alcoólicas e biscoitos.

 

Propriedades e benefícios associados ao consumo:

  • o damasco é rico em vitaminas, sobretudo B1, B2, B3, B5, B6 e vitamina C. Este fruto laxante e antioxidante é também uma boa fonte de betacaroteno, de ácido fólico, de cálcio, de cobre, de ferro e de magnésio, além de potássio e de zinco;
  • por conter propriedades redutoras dos níveis de colesterol sanguíneo, a fibra que o damasco contém revela ser um factor protector de inúmeras doenças, como por exemplo a aterosclerose e o enfarte do miocárdio;
  • a acção antioxidante da vitamina C e do betacaroteno presente neste fruto, potencia a condição cardioprotectora, impedindo a oxidação dos ácidos gordos presentes no sangue;
  • o damasco, rico em vitamina A e carotenóides, é um bom contributo para manter a visão saudável. Estudos indicam que a sua ingestão regular pode ajudar a prevenir a degeneração ocular relacionada com a idade;
  • este fruto contém uma boa quantidade de ferro e de cobre, que contribuem para a formação da hemoglobina, sendo assim um bom aliado em casos de anemia;
  • as pessoas com problemas de retenção de líquidos também podem beneficiar do poder diurético do damasco, graças ao seu considerável teor de potássio, assim como aqueles que padecem de doenças cuja sintomatologia inclua edema (inchaço), hipertensão arterial ou gota;
  • se tiver uma digestão difícil ou pesada, o seu conteúdo em taninos ajuda a melhorar esta situação, na medida que esta substância combate a inflamação da mucosa intestinal, facilitando assim os processos digestivos. Neste caso deve sempre ingerir o damasco sem pele, uma vez que esta pode causar irritação no estômago.

 

Como consumir:

O damasco pode ser consumido com casca, mas deve lavar-se antes. O caroço não é comestível mas é facilmente removido, cortando o fruto ao meio. É um alimento delicioso para saladas, tartes e sobremesas e pode ser utilizado em compotas e xaropes.

 

Como escolher / conservar:

Um damasco maduro deve ceder ao toque ligeiro. Evite os moles e com manchas castanhas. Se o damasco não estiver maduro, mantenha-o à temperatura ambiente. Os maduros podem ser mantidos no frigorífico, mas devem ser consumidos em pouco tempo.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de alperce e iogurte

Bolo de alperces

Bolo de tangerina e damascos

Bolo esponja de alperces

Cheesecake de chocolate branco e alperces

Chutney de damasco

Clafoutis de alperce

Creme de alperce

Damascos gratinados com nozes

Doce de alperce

Flan de damascos

Guisado de borrego e alperce

Pastelzinho doce com damasco e requeijão

Peito de perú assado

Perna de pato assada com alperces e batatinha dourada

Pernas de frango com alperces e Vinho do Porto

Quadrados de alperce

Salada alentejana com alperce e milho grelhado

Salada de alperces e mozzarella

Salada de batata-doce, alperce e café de cevada

Salada de frango e damascos

Salada de fruta de Inverno

Sinfonia de damascos com palitos de champanhe

Tarte de alperces

Tarte de arroz-doce com alperces

 

https://www.ativosaude.com/beneficios-dos-alimentos/damasco-fruta/

https://centrofrutologiacompal.pt/alperce/

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/os-beneficios-dos-frutos-do-damasqueiro

https://newmen.pt/afinal-quais-sao-os-beneficios-do-alperce/

https://clinicaspersona.com/damasco-beneficios-propriedades/

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/alperce/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/alperce

https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/pesquisa?search_api_fulltext=alperce

 

23
Ago21

Alimentos de A a Z... Chuchu


No seguimento da rubrica"Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos oo chuchu.

 

Alimentos de A a Z_chuchu.gif

 

O chuchu, cujo nome científico é Sechium edule, pertence à família das Cucurbitáceas assim como outros vegetais como a curgete, pepino, melão, abóboras, melancia, etc. Caracteriza-se por ser uma cultura trepadeira herbácea e por essa razão, cresce normalmente em muros, paredes ou cercas que possuam alguma estrutura para que as suas gavinhas se possam “agarrar”.

Esta cultura teve origem no continente americano, mais propriamente na América Central, onde era bastante apreciado pelos Aztecas devido ao seu sabor característico e suave, que permitia ser consumido ao longo de todo o ano, acabando pelo seu cultivo se difundir um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, conhecido por machucho ou caiota nos Açores e pimpinela ou pepinela no arquipélago da Madeira, é utilizado em diversos pratos característicos da sua gastronomia regional. Nestas ilhas, o chuchu é muitas vezes utilizado em caldeiradas ou cozido juntamente com outros alimentos como feijão, batatas ou maçarocas de milho.

No nosso país, encontra-se uma grande variedade deste vegetal quanto à forma, tamanho e cor. A forma do chuchu assemelha-se à da pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos e a cor varia do branco ao verde bem escuro. 

Habitualmente, o chuchu não é consumido cru. Pode ser usado assado, em refogados, sopas, cremes, purés, bolos ou saladas frias. Possui a vantagem de crescer facilmente em quase todos os locais, caracterizando-se por ser, além disso, económico e muito versátil.

 

Benefícios associados ao consumo:

1 . Baixo em calorias

Uma das propriedades que torna o chuchu um alimento muito benéfico é o facto de este ser baixo em calorias e rico em água (uma chávena de chuchu cozido possui em média cerca de 40 calorias além de não possuir colesterol). Por essa razão, para quem quer manter ou adquirir uma alimentação mais saúdavel e baixa em calorias, o chuchu é uma óptima opção.

2. Rico em fibra

O chuchu é rico em fibra dietética, que é muito útil para ajudar a  controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o coração saudável, diminuindo os níveis de colesterol mau no sangue. Para além disso, confere uma sensação de saciedade auxiliando no bom funcionalmente intestinal.

3.  Rico em vitaminas, antioxidantes e minerais

O chuchu possui na sua constituição vitaminas como as vitaminas A, C e do complexo B, antioxidantes e é riquíssimo em minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, zinco entre outros);

4 . Contribui para um cabelo e pele bonitos e saudáveis

O chuchu contém vitaminas C, E e zinco, que auxiliam no processo de obtenção de uma pele e cabelos bonitos e saudáveis.

  • vitamina C ajuda a retardar o processo de envelhecimento da pele e cabelos;
  • vitamina E ajuda a dar uma nutrição extra e confere elasticidade e firmeza à pele;
  • O zinco auxilia no controlo da oleosidade da pele;

5. Auxilia no controlo da pressão arterial

Por possuir altos níveis  de potássio  na sua constituição, o chuchu  ajuda a equilibrar os efeitos do sódio no organismo, evitando a hipertensão.

6. Combate a anemia

O chuchu é composto por boas quantidades de ferro e de vitamina B2 (cuja deficiência, no corpo, está associada muitas vezes a casos de anemia).  Este  tipo de  nutrientes presentes no chuchu  estimulam a produção de glóbulos vermelhos, aumentando os níveis de hemoglobina.

No que diz respeito à  vitamina C, zinco e cobre auxiliam no processo de  absorção de ferro pelo organismo.

7. Diurético

O Chuchu, por conter bastante água, é considerado diurético. Por essa razão, previne doenças e problemas renais.

8. Regulação do trânsito intestinal

Por ser rico em fibras, ajuda no bom funcionamento do trânsito intestinal auxiliando quem tem este tipo de problemas.

9. Evita o envelhecimento precoce

Por ser rico em antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células do nosso organismo.

10.  Torna o nosso sistema imunitário mais forte

O Chuchu contém zinco e Vitamina C, que dão uma ajuda importante no fortelecimento do sistema imunitário e a evitar doenças.

Alerta-se, contudo, para o facto da sua ingestão poder estar restrita no caso de insuficiência renal.

 

Como comprar e conservar

Aquando a compra do chuchu certifique-se que este apresenta a casca brilhante, sem manchas amareladas nem sinais de podridão e rejeite-o se a sua consistência se apresentar mole.
Por ser um vegetal frágil, machuca-se com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada, portanto, deve-se ter cuidado no seu manuseamento. 

Ao descascar o chuchu deve fazê-lo debaixo de água corrente, uma vez que este solta uma substância viscosa que não é fácil de remover das mãos.

À temperatura ambiente o chuchu conserva-se durante 3 dias, já no frigorífico, deve ser acondicionado dentro de um saco plástico, conservando-se assim durante uma semana. 
Pode conservar o chuchu descascado e picado até 3 dias, desde que conservado num recipiente fechado ou num saco de plástico, na parte inferior do frigorífico.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de chuchu com côco

Bolo fofo de chuchu e chocolate

Borrego estufado

Centros de pescada com chuchu

Chuchu recheado

Chuchu refogado

Creme de agrião e chuchu

Creme de espinafres com chuchu

Doce de chuchu na bimby

Salada de chuchu

Sumo de pepino, chuchu e alface

Vinagrete de chuchu

 

https://acientistaagricola.pt/chuchu-conheca-10-beneficios/

https://agriculturaemar.com/como-plantar-chuchu-em-casa-tudo-o-que-deve-saber/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/chuchu

https://www.be-the-story.com/pt/alimentacao-saudavel/chuchu-o-principe-asteca/

 

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