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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

19
Set22

Alimentos de A a Z... Sal


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o sal.

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Poucos são os produtos que têm uma história tão antiga e um papel tão importante na história do mundo. O sal é um deles e, embora hoje seja um produto quase insignificante, tempos houve em que era sinónimo de riqueza e poder.

Rico em sais minerais sem os quais não poderíamos viver, como o cloreto de sódio, a procura pelo sal terá começado no momento em que o Homem começou a desenvolver a agricultura e a pecuária, há cerca de 10 mil anos. 

Ao domesticar e circunscrever os animais a espaços limitados, apercebeu-se de que estes procuravam para consumir fontes de sal. A observação desta procura instintiva levou à descoberta da importância deste produto para a sobrevivência das espécies.

Curioso por natureza, não foi preciso muito tempo para que o Homem também se apercebesse do efeito do sal sobre os elementos, nomeadamente na preservação dos alimentos, cuja validade de consumo aumentava substancialmente. 

Tal constatação foi absolutamente disruptiva para a época permitindo que se pudesse armazenar alimentos, fazendo frente a tempos mais difíceis e, com isso, ganhar poder para negociar e, até subjugar, quem não tinha este produto.

Tornou-se assim, ao longo dos tempos, um produto extremamente valioso, passando a ser moeda de troca ou alvo de elevados impostos em diversas nações. 

De tal forma que, sem os mesmos, hoje poderiam não existir, por exemplo, a Muralha da China ou a cidade de Veneza como a conhecemos actualmente, tão bela, imponente e artística - o que só foi possível por ter sido uma importante cidade portuária durante a Idade Média. 

A importância do sal ficou ainda registada na história durante o Império Romano, quando os soldados eram pagos com rações - as Salarium Argentum - que deram origem à palavra salário...

O poder e valor atribuídos ao sal foram de tal ordem que este se tornou num símbolo de diversas religiões e o elemento de muitas superstições. E, se para alguns era símbolo de fertilidade, pureza ou saúde, para outros é um sinal de mau agouro. 

Absurdo ou não, a verdade é que ainda hoje há quem atire sal para trás das costas como forma de afastar o azar e o mau-olhado, ou quem não passe um saleiro a alguém sem antes o pousar na mesa.

Como qualquer bem raro e valioso, ao longo dos séculos foi também a causa de muitas guerras e conflitos entre povos e nações. 

Esteve presente na Guerra dos Cem Anos, no luxo da Corte de Versalhes e na Revolução Francesa, no domínio de Portugal sobre o Brasil e, até, na Independência da Índia em relação a Inglaterra, em 1948, entre muitos outros.

O seu constante valor deveu-se, essencialmente, à versatilidade da sua utilização e quantidade de benefícios proporcionados: tanto era um produto fundamental no processo de mumificação, como um desinfectante e curativo para feridas; tanto se tratava de um importantíssimo tempero da alimentação, como de um inestimável conservante de ingredientes.

E, embora de forma menos directa, sem sal também não existiriam o cloro e soda cáustica, fundamentais a muitas indústrias actuais; produtos sem os quais o acesso a água potável, o papel, a diversidade de tintas e vernizes, plásticos, medicamentos, fertilizantes, dinamite, entre muitos outros, seria difícil, para não dizer impossível.

A importância do sal manteve-se inalterável até começarem a surgir novas técnicas e/ou equipamentos de conservação como o vácuo, a pasteurização ou o frigorífico. E, depois, com a globalização dos mercados, generalizou-se o consumo do sal, dando lugar a uma nova era.

Hoje, com o aumento de doenças relacionadas em parte com o consumo de sal, e com as recomendações e advertências da Organização Mundial de Saúde e dos governos de todo o mundo para a necessidade de redução do consumo do sal, as pessoas estão mais conscientes dos riscos que o seu consumo elevado provoca na saúde. 

Contudo, e apesar de tudo isto, continua a ser reconhecido como o segredo imprescindível que torna qualquer prato mais especial e delicioso...

Inimigo nº 1 da saúde dos portugueses. É assim que o Serviço Nacional de Saúde denomina o sal. E não é para menos. Os portugueses lideram os rankings de ingestão de sal, com cerca de 10g por dia, ou seja, o dobro da dose diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

O problema é que uma alimentação tão bem temperada tem consequências sérias na saúde, como as doenças cardiovasculares e a hipertensão. Retirar o saleiro da mesa é a regra de ouro, mas como identificar os alimentos em que o sal se esconde? 

Falar do impacto do sal na saúde é falar de hipertensão, um importante factor de risco de enfarte ou AVC. A pressão arterial é a força que permite a circulação, quando esta se encontra elevada de forma constante ocorre hipertensão.

Além dos antecedentes familiares, existem outros factores que aumentam o risco e sobre os quais pode agir, como a alimentação.

Uma dieta com excesso de sal leva à retenção de líquidos, aumento da pressão arterial e sobrecarga do sistema renal e circulatório. Por isso, não é exagero quando se alerta para os perigos do sal.

São muitos os alimentos que contêm um teor de sal acima do desejado. Convém não esquecer que este é também um conservante, usado até em refrigerantes, e confere mais sabor e textura, daí ser um ingrediente comum. Para além da charcutaria tradicional, o fiambre e as salsichas figuram na lista negra.

Outro grupo tendencialmente salgado é o pão e as bolachas. Segundo um estudo do Instituto Ricardo Jorge, “o consumo de 100g de um prato composto ou de um produto à base de cereais (pão/bolacha de água e sal) pode representar cerca de 30% da ingestão diária de sal”. Os cereais de pequeno-almoço, as conservas, snacks, pipocas e refeições pré-cozinhadas também podem ser ricos em sal.

A ingestão diária máxima de sal recomendada para um adulto é de 5g o que equivale a 2g de sódio, para prevenir a hipertensão. Evitar o sal de mesa é o primeiro passo, já que contém 30% de sódio. No supermercado este mineral pode aparecer sob várias designações para além de sal, como sódio, cloreto de sódio ou bicarbonato de sódio.

Preste atenção aos rótulos e evite os alimentos que têm mais do que 5% da dose diária recomendada ou mais e 1,5g de sal por 100g (0,6g de sódio), recomenda a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

Use e abuse das ervas aromáticas e tempere a carne ou peixe com azeite, alho, vinagre balsâmico ou vinho. Em vez de maionese ou mostarda aposte em molhos de iogurte aromatizado com limão, por exemplo. Marinar a carne é uma técnica que confere sabor sem necessitar de sal.

Atenção ao molho de soja, cujo teor em sal é elevado. No que toca à escolha de alimentos, opte pelos frescos e naturais, sem ingredientes como o sal adicionados. Prefira também adquirir pão com baixo teor de sal.

O verão convida a petiscos como os caracóis, as conquilhas e as amêijoas, três dos alimentos que contêm mais sal. Consumir 100g pode representar cerca 50% da ingestão diária de sal, alerta estudo do Instituto Ricardo Jorge. Moderação é aconselhada!

 

Sugestões de utilização:

Amêijoas à Bulhão Pato com limão

Amêijoas na cataplana à algarvia

Batata ao sal

Bife de atum à algarvia

Bolachas com cobertura de chocolate

Bolo entrançado de chocolate

Bolos lêvedos

Borrego com biscoito de canela e flor de sal

Carapaus alimados à algarvia

Choquinhos à algarvia

Conserva de cenouras

Corvina ao sal

Donuts de abóbora

Douradas frescas ao sal com migas de tomate

Lulas à algarvia

Pudim de chá verde

Sal de alho e gengibre

Sal de ervas

Sal de vinho tinto

Sal picante

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/sabe-onde-se-escondem-os-perigos-do-sal/

https://www.salmarim.com/pt/sobre-sal/historia

https://www.salmarim.com/pt/flor-de-sal/beneficios

 

12
Set22

Alimentos de A a Z... Romã


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a romã.

 

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A romã, cujo nome científico é Punica granatum, é uma infrutescência da família das Punicáceas, redonda, achatada, com um cálice em forma de coroa e uma casca grossa. O interior é composto por bagos comestíveis de cor vermelha e sabor agridoce e divide-se por finas películas. Originária do sul da Ásia, na Pérsia, foi levada pelos fenícios para os países mediterrânicos, de onde se difundiu para o continente americano, chegando ao Brasil pela mão dos portugueses. A nível mundial, os maiores produtores são o Afeganistão, o Irão, Israel, Brasil, EUA, Itália e Espanha, sendo esta o maior exportador europeu.

Em Portugal, a região do Algarve concentra cerca de 80% da área e 95% da produção total de romã do continente. A maioria da produção provém de árvores dispersas, em bordadura, sendo relativamente reduzido o número de pomares existentes. A área de cultura, que tem vindo a decrescer, é actualmente de 108 ha e a produção anual ronda as 400 toneladas.

As variedades mais frequentes são a Mollar, a De Elche, a Dejativa - de origem espanhola – e a Asseria. Esta última é uma variedade tradicional da região algarvia, precoce e caracterizada por bagos carnudos, vermelhos e de graínha pequena.

A romã é um fruto característico do início do Outono com grande simbolismo. São muitas as alusões a este fruto enquanto símbolo de longevidade, amor e poder terapêutico. Actualmente, ainda existe a tradição Grega de cortar uma romã durante o casamento como símbolo de fertilidade.

A época da romã inicia-se no final de Setembro e vai até inícios de Dezembro, pelo que estes serão os melhores meses para consumir este fruto. 

Em termos nutricionais a romã é um fruto muito interessante. Apresenta uma enorme concentração de substâncias com propriedades antioxidantes, sendo rica em polifenóis (antocianinas e taninos), com um potencial antioxidante quase três vezes superior ao vinho tinto e chá verde. Estes compostos são importantes na protecção das células e podem ter papel importante na saúde cardiovascular e na prevenção de alguns tipos de cancro. A romã apresenta baixo valor energético, cerca de 50 kcal por 100g de parte edível de romã, sendo ainda fonte de fibra e rica em vitaminas e minerais, nomeadamente, carotenos, vitamina C, potássio e ferro.

 

Benefícios associados ao consumo

– Acção antimicrobiana: a romã é eficaz na eliminação de bactérias prejudiciais ao nosso organismo;
– Melhora a função cardíaca: vários estudos apontam que o sumo de romã ajuda a prevenir a formação das placas de gordura nas artérias;
– Acção anti-tumoral: a romã inibe o crescimento das células cancerígenas e aumenta a apoptose (morte celular) no cancro da mama, próstata e colon;
– Saúde óssea: alguma investigação refere que o sumo de romã diminui a perda óssea.

 

Como comprar, conservar e consumir

Na hora da compra, escolha as romãs limpas, com casca lisa e brilhante, sem cortes nem pisaduras e sem sinais de desidratação.

A romã é um fruto resistente que se mantém em boas condições durante bastante tempo. Conserva-se bem à temperatura ambiente até cinco dias mas, para prolongar o seu tempo útil de consumo, deve mantê-la no frio. Quando armazenada a baixas temperaturas (0ºC a 5ºC) pode mesmo permanecer sumarenta e saborosa durante meses. Dada a dureza da casca apresenta também uma elevada resistência ao transporte.

A romã pode ser consumida de diversas formas: em sumo, ao natural, em sobremesas ou como decoração de vários pratos. Pode utilizar-se ainda em saladas, gelados e compotas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o grupo da Roda dos Alimentos “Fruta” deverá contribuir para a nossa dieta com 3 a 5 porções diárias. Uma porção de romã corresponde em média a 1/3 do fruto.

Muitas vezes, a principal razão para o baixo consumo deste fruto reside na sua preparação, que pode ser um pouco complicada. No entanto, existem algumas técnicas que podem facilitar o processo:

  • Corte a romã na longitudinal, ficando com duas metades. Vire a parte da casca para cima com um copo em baixo e bata-lhe com uma colher até os bagos caírem todos.

  • Corte as pontas da romã e de seguida corte-a ao meio e depois em quartos. Mergulhe as partes numa taça com água e, com a ajuda dos dedos, retire todos os bagos. Escorra a água e está pronta a consumir.

  • Corte as extremidades e depois corte-a em quartos, sem tocar nos bagos. De seguida, coloque a romã na mão com os dedos abertos dentro de uma tigela e bata com uma colher na casca. Os bagos soltam-se facilmente.

 

Sugestões de utilização:

Água infusionada de romã

Beringelas com molho de iogurte e romã

Carpaccio de abacaxi com romã e mel de hortelã

Geleia de romã

Laranja com canela e romã

Mousse de iogurte e romã

Muffins de romã

Panacota de romã

Papos-de-anjo com romã

Salada de couscous com romã

Salada de dióspiro, romã e coentros

Salada de verdes com vinagrete de romã

Sangria de espumante e romã

Semi-frio de romã

Tapioca com romã

Tarte de queijo e romã

Torricados queijo da Serra e romã

 

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/roma/

http://www.agrotec.pt/noticias/e-tempo-da-roma-beneficios-e-caracteristicas-do-fruto/

https://nutrimento.pt/noticias/roma-um-fruto-do-outono/

https://www.youtube.com/watch?v=R0RU6Unqodc

https://feed.continente.pt/receitas/os-beneficios-da-roma

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/roma

https://ruralea.com/geleia-de-roma/

https://www.vidaativa.pt/receitas-com-roma/

https://www.teleculinaria.pt/blog/ingrediente-rei-roma/

 

05
Set22

Alimentos de A a Z... Requeijão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o requeijão.

 

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Alimento rico em proteína, minerais e vitaminas, o requeijão é um derivado do leite de vaca, de cabra, de ovelha, ou uma mistura de leites. Um produto associado à tradição alimentar portuguesa, obtido a partir da coagulação do soro do leite quando este é submetido ao calor.  O processo de produção caseira é simples, requer poucos ingredientes, assim como utensílios de cozinha. Uma receita perfeita para quem procura um alimento versátil, capaz de combinar com doces, salgados, das saladas às sopas.

Embora seja conhecido desde a Idade Média, passou despercebido durante muito tempo. Actualmente o requeijão conquistou maior importância na nossa alimentação, não só porque do ponto de vista nutricional se pode considerar um alimento interessante, como também porque gradualmente nos fomos habituando a gostar dele simples ou combinado com outros ingredientes; como saladas, massas, ervas aromáticas, especiarias, nozes, mel ou os irresistíveis doces de abóbora, entre outros que a imaginação e o gosto nos ditar.

Tal como queijo, o requeijão é um derivado do leite. Pode ser obtido a partir de leite de vaca, de cabra ou de ovelha, ou de uma mistura de leites, e resulta da coagulação do soro de leite por acção do calor. Os grumos que se formam são coados e comprimidos para libertarem o restante soro e colocados em cestos que facilitam também o escoamento do mesmo. Obtém-se assim uma massa branca, cremosa e ligeiramente granulosa, rica em proteínas, vitaminas e minerais e com alguma gordura, embora já existam disponíveis no mercado requeijões com baixo teor de gordura ou praticamente isentos de gordura. 

Nalgumas zonas no nosso País, a produção de requeijão é tradicional e ainda hoje se utilizam técnicas de fabrico artesanais, muito semelhantes às usadas na Idade Média, embora, hoje em dia, as normas de higiene e segurança alimentar no seu fabrico sejam bastante rigorosas e o próprio embalamento muito mais cuidado.

 

Benefícios associados ao consumo

Para aqueles que têm intolerância à lactose, um açúcar presente nalguns produtos lácteos, o requeijão é uma opção excelente, porque com a libertação do soro este produto, torna-se adequado ao consumo de quem é intolerante.

 

Como comprar e conservar

Como o requeijão é um produto fresco cujo prazo de validade é curto, quando o adquirir verifique sempre a data de validade e não se esqueça de o conservar sempre no frigorifico. Se apresentar uma cor amarelada ou odor a “azedo”, rejeite-o.

 

Sugestões de utililização:

Bacalhau com requeijão e aipo

Bolo de requeijão com canela e amêndoa

Empadas de espinafres e requeijão

Lasanha embrulhada com requeijão

Muffins de requeijão

Pães de linhaça com requeijão de ervas

Pãezinhos rápidos de requeijão

Pasta de requeijão com ervas

Pudim de requeijão

Queijadas de requeijão

Salada de requeijão com morangos

Semifrio de maracujá com requeijão

Tabuleiro de atum com requeijão

Tarte de requeijão

 

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/o-bom-requeijao-caseiro-faz-se-com-3-ingredientes

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/queijos-e-produtos-lacteos/586-requeijao-serra-da-estrela-dop

https://www.vaqueiro.pt/ingredientes/requeijao

 

29
Ago22

Alimentos de A a Z... Queijo fresco


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o queijo fresco.

 

Alimentos de A a Z_queijo fresco.jpg

 

O queijo fresco obtém-se a partir do leite de vaca, cabra ou ovelha através dos seguintes processos:
1. Coagulação ácida: Adição de bactérias (por vezes também se adiciona o coágulo – ) ao leite pasteurizado, acidificando-o. As gorduras e proteínas sofrem uma pré digestão, tornando-se mais suaves e digeríveis pelo organismo.
2. Incubação: repouso do queijo à temperatura de 25 a 30ºC para formação da coalhada.
3. Dessoramento: Libertação do soro que envolve a coalhada.
4. Moldagem: O queijo é moldado, adquirindo a sua forma final

Há vários tipos de queijos frescos, como sejam Queijo de Burgos, Petit Suisse, Queijo Quarck, Queijo Feta e Queijo Cottage.

A libertação do soro no processamento do queijo resulta numa concentração das substâncias nutritivas do leite no produto final.

Os queijos frescos destacam-se pelo seu conteúdo em proteínas de elevado  de fácil assimilação,  (principalmente B2, B12 e Niacina) lipossolúveis como a  e a .

O seu teor em  varia com o leite que lhe dá origem, mas pode também resultar da adição de nata.

 

Benefícios associados ao consumo

Os  do queijo fresco são mais facilmente assimilados e aproveitados que os do leite, graças à fermentação produzida por bactérias e/ou coágulo adicionadas ao queijo durante o processo de fabrico.

O alto  das suas proteínas faz deste alimento uma excelente fonte de todos os  essenciais, nas proporções certas.

 

Advertências associadas ao consumo

Embora seja dos queijos com menor conteúdo em , esta está presente maioritariamente sob a forma de . Assim, o seu consumo deve ser moderado em pessoas com problemas cardiovasculares ( elevado, hipertensão, etc).

 

Como comprar e conservar

O seu teor de humidade é muito elevado relativamente a outros tipos de queijo. Assim, o seu período de conservação não deve ultrapassar uma semana.

Conservam-se sempre em ambiente refrigerado, entre 4 e 7ºC (frigorífico).

 

22
Ago22

Alimentos de A a Z... Queijo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o queijo.

 

Alimentos de A a Z_queijo.jpg

 

O queijo é um dos alimentos mais antigos da Humanidade. Consta que os primeiros fabricantes de queijo habitavam a região da Mesopotâmia, no Médio Oriente. Foram eles que, há mais de 10 mil anos, descobriram como transformar o leite em algo muito mais duradouro, nutritivo, saboroso e saudável.

Na Europa, a produção e consumo de queijo foram difundidos pelos romanos. Com o fim do império, vários locais desenvolveram as suas próprias técnicas de produção e assim surgiram diversos queijos com características específicas.

Os queijos encontram-se regulamentados pela portaria nº 73/90 de 1 de fevereiro de 1990 (revogada) . Neste diploma, “considera-se queijo o produto fresco ou curado, de consistência variável, obtido por coagulação e dessoramento do leite ou do leite total ou parcialmente desnatado, mesmo que reconstituído,  e  também  da nata, do leitelho, bem como da mistura de alguns  ou de todos estes produtos, incluindo o lactossoro, sem ou com adição  de  outros  géneros alimentícios”.

Os queijos podem apresentar-se no mercado para consumo de diversas formas entre as quais: inteiro, às fatias, às rodelas, em triângulos, ralado, creme, etc… Podem ser adquiridos a peso ou previamente embalados. Os queijos podem ser classificados do seguinte modo:

tipos-de-queijos.jpg

Na rotulagem dos queijos aparece sempre a classificação quanto ao tipo de cura, ao tipo de leite utilizado, no caso de não ser leite de vaca e a sua classificação quanto à percentagem de matéria gorda, o que nos permite uma escolha mais consciente e informada.

tabela-queijos.jpg

Tabela da Composição dos Alimentos Portugueses, 2008, Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge

 

Que queijo escolher no momento da compra?

  1. Atenção às características organoléticas do queijo: manchas à superfície, bolores não característicos, cheiro alterado, água em excesso.
  2. Verifique sempre o teor de gordura dos queijos e dê preferência a queijos com teor de gordura <45%.
  3. Compare o teor de gordura dos queijos entre eles, verifique-o por porção e por 100g.
  4. Queijo light não significa ser um queijo magro, apenas terá tido uma redução em pelo menos 30% de determinado nutriente ou valor calórico.

 

Sugestões de utilização:

Batata gratinada com queijo

Calzone de espinafres e ricotta

Cheesecake de frutos vermelhos

Cheesecake de gambão

Cheesecake de limão e lima

Cheesecake de morango

Cheesecake de roquefort e pêra

Cogumelos recheados com espinafres e queijo da ilha

Crocantes de requeijão e espinafres

Doce de morango e mascarpone

Espetadas de courgette com mozzarella

Fondue de queijo

Frittata de pimentos e queijo

Gnocchi de abóbora com queijo

Hambúrguer de angus com brie

Legumes salteados com massa e queijo feta

Macarrão com queijo

Mozzarella marinada em azeite e ervas

Muffins de ovo com brócolos e cheddar

Pão de queijo com linguiça

Risotto de beterraba com queijo chèvre

Rolo de queijo

Salada de cuscuz com halloumi grelhado

Scones de courgette com queijo

Sopa de tomate assado e mozzarella

Sopa fria de ervilhas com hortelã e feta

Tostas de frango e cogumelos com chèvre

 

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/queijo-tipos-preferir-evitar

https://www.bemafiada.com/tipos-de-queijo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Queijo

 

08
Ago22

Alimentos de A a Z... Presunto


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o presunto.

 

Alimentos de A a Z_presunto.jpg

 

Presunto é um produto alimentar do ramo da charcutaria, formado pela perna inteira do porco, que é curada, por vezes apenas com sal, outras vezes temperada com condimentos e até fumada. Dependendo do tipo de cura, do grau de secagem e das condições de armazenagem, o presunto pode manter-se com boas características organolépticas durante períodos longos e ser consumido, tanto fatiado em sanduíches ou como aperitivo duma refeição ou ainda fazendo parte de outra preparação culinária.

A conservação de alimentos com sal, retirando-lhes uma parte da água e evitando o crescimento de bactérias ou outros organismos que possam deteriorá-los, é um processo muito antigo, tanto que foi descrito por Marco Pórcio Catão no século II ou III a.C. na sua obra "De Agricultura". Os latinos chamavam a este produto “perexsuctum”, com o significado de “enxuto” ou “privado de água”, palavra que se tornou em “presunto”, em português e “prosciutto”, em italiano. 

As principais variedades em Portugal são o de Chaves, Barroso, Barrancos e Vinhais.

Os primeiros registos referentes ao presunto remontam ao Império Romano, embora os primeiros porcos da Península Ibérica tenham sido trazidos pelos Fenícios. As actuais raças resultam do cruzamento destes porcos com os javalis que por cá existiam.

As condições naturais de criação destes porcos, feita em regime extensivo, com alimentação constituída pelos produtos naturais das regiões onde crescem, confere à sua carne características próprias e diferenciadas, ocorrendo o abate entre os dezasseis e os dezoito meses.

 

Sugestões de utilização:

Bife de atum com presunto

Bifes do lombo com presunto

Caldo-verde com crocante de presunto

Esparguete com presunto e espargos

Espetadas de melão, mozzarella e presunto

Espetadas de tomate com presunto e burrata

Folhado de pêra com presunto e gorgonzola

Gaspacho de espargos com presunto crocante

Lombos de bacalhau com presunto

Lombinho de porco com presunto e queijo

Ovos com presunto

Pizza de presunto e queijo

Salada de espinafres com lentilhas, ovo e presunto

Salada de presunto com quinoa

Sanduiche com presunto e mozzarella

Sanduiche de ovo com presunto e espargos

Strudel de bacalhau com presunto

Tagliatelle com presunto serrano e rúcula

Tortilha de presunto

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presunto

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/736-presunto-de-barrancos-paleta-de-barrancos-dop

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/675-presunto-do-alentejo-paleta-do-alentejo-dop

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/615-presunto-de-barroso-igp

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/salsicharia-fumados-presuntos-e-paletas/604-presunto-de-melgaco-igp

 

01
Ago22

Alimentos de A a Z... Poejo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o poejo.

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25
Jul22

Alimentos de A a Z... Pitaya


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a pitaya.

 

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A pitaya é conhecida como a "fruta dragão" pela sua aparência escamosa e espinhosa. Já as suas flores são chamadas “flores da noite” uma vez que a planta floresce durante a noite com pétalas grandes e brancas.

Este fruto provém de algumas variedades de cactos e é originário de regiões subtropicais na América Central, especialmente do México. O cultivo de pitaya ganhou força noutros pontos do mundo, como no Brasil e outros locais de clima tropical.

O interior é parecido ao kiwi, com pequenas sementes espalhadas pela polpa. No entanto, a pitaya é mais doce.

A pitaya é um fruto exótico de excelente qualidade nutricional e baixo valor calórico, muito nutritivo com inúmeros benefícios para a nossa saúde. Destaca-se a presença das vitaminas B e C, e minerais como o ferro, potássio, cálcio, fósforo, magnésio e zinco. Não é uma fruta mitológica, mas tem superpoderes: antioxidantes, anti-inflamatórios, anticancerígena, entre outros.

A pitaya é habitualmente apreciada ao natural. Contudo, este fruto tropical dotado de um sabor fresco, resulta na perfeição em sumos e sobremesas. Mas no caso de querer experimentar incorporá-lo numa refeição, também pode (e deve!). A pitaya combina com pratos de peixe, principalmente bacalhau e atum. Sirva-a como acompanhamento, aos cubos, por exemplo, ou em cima do peixe.

É uma óptima opção para consumir em qualquer altura do ano. 

 

Benefícios associados ao consumo

Por ser rica em fibras, o consumo de pitaya ajuda no controlo do apetite sendo capaz de prolongar a sensação de saciedade.

O ferro e a niacina contribuem para o funcionamento normal do metabolismo, da produção de energia e para a redução do cansaço e fadiga.

A composição da pitaya, em vitamina B3 e ferro, faz com que este fruto dê o seu contributo na regulação da função psicológica e funcionamento do sistema nervoso.

A niacina ajuda a manter uma pele saudável e normal.

O ferro, encontrado na pitaya, contribui para a formação normal de glóbulos vermelhos, de hemoglobina e, consequentemente, para o transporte de oxigénio pelo organismo.

Por ser fonte de ferro, a pitaya dá o seu contributo para fortalecer o sistema imunitário e ajuda a prevenir doenças.

 

Como comprar e conservar

Opte pelo fruto com a cor rosa mais brilhante, evitando os que apresentam manchas escuras ou partes murchas. Quando pressionada, deve ceder ligeiramente. No entanto, pode optar por uma fruta firme, deixando-a amadurecer entre 1-2 dias.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de pitaya

Bowl vitaminado de pitaya

Creme de pitaya

Creme de pitaya com maracujá

Gelado de pitaya

Geleia de pitaya

Limonada com pitaya

Mousse de pitaya

Muffins de pitaya

Pudim de pitaya

Smoothie de pitaya

 

https://feed.continente.pt/receitas/pitaya-a-fruta-dragao

https://www.receitasnestle.com.br/blog-post/pitaya-descubra-tudo-sobre-a-fruta-do-dragao

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/pitaya-conhece-os-seus-beneficios-para-a-saude

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pitaia-ou-fruta-do-dragao-um-poderoso-antioxidante

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Receitas/Ingredientes/noticia/2020/02/pitaya-conheca-os-beneficios-da-fruta-e-aprenda-7-receitas.html

https://biolimentar.com/pitaya/

 

18
Jul22

Alimentos de A a Z... Pimento


Na sequência da rubrica "Alimentos de Aa Z", hoje, apresento-vos o pimento.

 

Alimentos de A a Z_pimento.jpg

 

Os pimentos nascem da planta Capsicum annuum, são verdes enquanto imaturos e amadurecem num arco-íris de cores, nomeadamente vermelho, amarelo, etc. Além disso, o sabor, o formato e o tamanho variam consoante a variedade.

Assim, o pimento vermelho é simplesmente uma variedade completamente amadurecida do pimento verde. O pimento verde tem um sabor amargo, enquanto o vermelho, laranja e amarelo são mais doces.

O principal componente do pimento é a água, apresentando, por isso, um baixo valor energético. É uma boa fonte de fibra insolúvel, que melhora o trânsito intestinal e ajuda a regular o apetite.

Os pimentos destacam-se pelo seu conteúdo em vitamina C e carotenos, sobretudo os pimentos amarelos. Esse é, de todos, o pimento com maior quantidade de vitamina C. Cada 100g deste alimento contém mais de 200% da dose diária de vitamina C. Dentro dos minerais, destaca-se o potássio.

 

Benefícios associados ao consumo

Devido ao seu elevado conteúdo em água e baixo teor energético, o pimento é adequado para uma dieta de controlo de peso. Além disso, o seu conteúdo em fibra promove uma maior sensação de saciedade e favorece o trânsito intestinal, o que pode ajudar a regular o apetite e, assim, a manter um peso saudável.

As vitamina AC e E são antioxidantes e ajudam a proteger das agressões. A vitamina A é também importante para a visão e para manter a pele, o cabelo e as mucosas em bom estado. Já o ácido fólico é importante para a divisão das células, formação de glóbulos vermelhos, auxilia o sistema imunitário e ainda previne malformações no feto durante a gravidez.

O elevado teor de potássio e baixo em sódio favorecem um equilíbrio adequado dos fluídos corporais e uma eliminação mais eficaz de fluídos excessivos e toxinas. Além disso, o potássio intervém na contracção muscular, ritmo cardíaco e na regulação da tensão arterial.

 

Como comprar e conservar

Escolha pimentos rijos, brilhantes e sem manchas ou indícios de podridão. Os pimentos são não climatéricos, ou seja, não amadurecem depois de colhidos. Como exemplo temos o facto de um pimento verde, depois de colhido, nunca passar a vermelho.

Pode conservar o pimento na zona inferior do frigorífico dentro de uma película plástica por mais de uma semana. Também pode ser congelado, de preferência inteiro para diminuir a exposição ao ar que pode degradar quer o sabor quer o conteúdo nutricional.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de bacalhau com pimento

Cogumelos salteados com 3 pimentos

Conserva de ananás e pimento vermelho

Creme de pimentos com queijo gorgonzola

Frango com pimentos-low carb, sem glúten

Hummus de pimento vermelho

Pimentos recheados com carne picada no forno

Pimentos recheados com ovos e queijo

Pimentos recheados com salada de cuscuz

Pimentos recheados no forno

Pudinzinhos de pimentos

Quesadillas de pimentos

Salada de penne com pimentos

Salada de pimentos com quinoa

Salada de pimentos vermelhos

Tarte de bacon, cebola e pimento assado

Tiborna de pimentos assados

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pimentos

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/beneficios-pimento/

 

11
Jul22

Alimentos de A a Z... Physalis


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje apresento-vos a physalis.

 

Alimentos de A a Z_phisalis.jpg

 

As plantas do género Physalis são herbáceas ou arbustivas e conhecidas no mundo todo pelos seus frutos saborosos e de aspecto singular. São originárias da Amazónia e dos Andes e pertencem à família Solanaceae, a mesma dos tomates, berinjelas, batatas e pimentões. Algumas das espécies mais relevantes economicamente são a P. peruvianaP. philadelphicaP. pubescensP. pruinosaP. ixocarpaP. alkekengi e P. angulata.

O fruto é esférico, sendo muito semelhante a um pequeno tomate e a cor pode ser verde, amarela, laranja ou vermelha. O que o diferencia é o cálice desenvolvido, que envolve todo o fruto, de cor verde a princípio e que gradativamente seca adquirindo uma cor dourada, concomitantemente com maturação do fruto.

Os frutos dos Physalis são bonitos, ricos em vitaminas C, A e mineirais e têm sabor ácido e doce, sendo amplamente utilizados in natura, simplesmente banhados em chocolate ou envolvidos com creme chantilly. Também ficam deliciosos em compotas, doces, geléias, sorvetes, licores, saladas, molhos, cozidos, assados e como frutas secas. Algumas espécies também podem ser especialmente ornamentais, como ocorre por exemplo com a lanterna-chinesa (P. alkekengi). De pequeno porte e com frutos de cálices vermelhos, é apropriada para a formação de maciços e bordaduras, ou mesmo plantada em vasos e floreiras.

 

Benefícios associados ao consumo

  • Fortalece o sistema imunitário devido à quantidade de bioflavonoides;
  • Contribui para reduzir os níveis de mau colesterol;
  • Rica em antioxidantes, evita a formação de radicais livres no organismo e, consequentemente, ajuda a evitar doenças e a combater o envelhecimento precoce
  • Ajuda a regularizar o trânsito intestinal;
  • Contribui para a sensação de saciedade devido à presença de fibras na sua composição;
  • Ajuda no processo de emagrecimento por acelerar o metabolismo e reduzir o stress e a fadiga, devido à presença de vitaminas do complexo B;
  • Diminui o risco de anemia por ser uma boa fonte de ferro;
  • Ajuda na recuperação e reconstrução muscular devido à presença de proteína;
  • Tem capacidades terapêuticas devido à presença de fisalina, uma substância que atua como anti-inflamatório.

Vários investigadores descobriram que uma das substâncias que a Physalis  contém no talo da planta tem a potencialidade de estimular a produção de novos neurónios no hipocampo.

O hipocampo caracteriza-se por ser uma zona do nosso cérebro que está ligada à memória e estes profissionais têm vindo a trabalhar no sentido de desenvolver medicamentos fitoterapêuticos para ajudar a combater doenças caracterizadas pela perda de memória e para aqueles que sofrem de depressão grave (actualmente estes estudos estão a ser realizados em animais).

 

Sugestões de utilização:

Bolo merengado de noz e physalis

Geleia de physalis

Mini-cheesecake com coulis de physalis

Risotto de maçã e physalis

Salada de physalis e pão de malte

 

https://www.jardineiro.net/plantas/fisalis-physalis-sp.html

https://acientistaagricola.pt/physalis-a-planta-que-ajuda-na-recuperacao-de-alzheimer-e-parkinson/

http://alzheimer360.com/planta-amazonica-criar-neuronios/

https://jb.utad.pt/especie/Physalis_peruviana

https://revistajardins.pt/como-cultivar-fisalis/

https://www.vidaativa.pt/physalis/

 

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