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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

27
Jun22

Alimentos de A a Z... Pêra


Na sequência da rubrica "Alimentoos de A a Z", hoje, apresento-vos a pêra.

Alimentos de A a Z_pêra.jpg

O género Pyrus (família Rosaceae) evoluiu provavelmente durante o Período Terciário, no sopé das montanhas de Tian Shen, na província de Xinjiang, na zona mais ocidental da China. Espalhou-se depois, tanto para Este como para Oeste. São consideradas um dos mais deliciosos frutos, combinando uma textura amanteigada, untuosa e sumarenta com um sabor e aroma muito ricos. Já as peras asiáticas, provenientes da China e do Japão são caracterizadas pela sua textura crocante e sabor adocicado. Apesar destas espécies não serem extensamente cultivadas noutras geografias, as plantações em várias zonas do mundo têm aumentado nas últimas décadas. As pêras também são conhecidas pelo seu nome japonês “nashi” ou “nihon nashi”. O primeiro registo escrito da produção de pêra na Europa data de 1000 d.c., escrita por Homero, na Grécia, que afirma que as pêras eram um dos “presentes de Deus”. A produção de pêra afirmou-se na Grécia, onde foram propagados vários cultivares. No século XVIII, na Bélgica e em França foram feitos grandes avanços na selecção dos cultivares mais amanteigados, nomeadamente “Beurré Bosc” e “Doyenné du Comice”.

Já a nossa Pêra Rocha, conta a história que em 1836, na propriedade do Senhor Pedro António Rocha no concelho de Sintra, foi encontrada uma pêra diferente. Com uma cor, textura e sabores diferenciadores, a Pêra Rocha do Oeste é uma variedade muito atractiva, também porque tem excelente capacidade de conservação e é muito resistente ao manuseamento e transporte, possuindo pouca perda de sabor durante o período de conservação.

A pêra Rocha do Oeste é um produto com DOP (Denominação de Origem Protegida), sendo uma variedade exclusivamente portuguesa. DOP é o nome atribuído a um produto cuja produção, transformação e elaboração ocorrem numa área geográfica delimitada, com um saber fazer reconhecido. O clima e o saber das gentes do Oeste foram determinantes para conduzir a um produto com qualidade excepcional e características organoléticas reconhecidas em todo o Mundo.

A pêra é um fruto rico em fibra,  e .

Possui quantidades apreciáveis de  como  B1, B2 e B3, , enxofre, , silício e . Este fruto também se caracteriza pelo elevado teor em água e baixo .

 

Benefícios associados ao consumo

A pêra, como fornecedor de fibra e água pode contribuir para o bom funcionamento intestinal. Auxilia na regulação dos níveis plasmáticos de  (mau ) e contribui para melhorar a função cardiovascular.

 promove a resistência a infecções, participa como co-factor em inúmeras reacções no nosso organismo, além de ser um importante antioxidante, ajudando a proteger contra os danos celulares.

 promove a função visual e reprodutora e contribui para a reparação e manutenção de tecidos como a pele e ossos.

 

Como comprar e conservar

No momento da aquisição, seleccione as pêras mais firmes, assim, pode armazená-las durante alguns dias até atingirem a maturação pretendida. Este fruto deve apresentar uma pele lisa e livre de contusões. Evite as pêras que se apresentem perfuradas, com manchas escuras ou moles.

Caso deseje acelerar o processo de amadurecimento da pêra, armazene-as dentro de um saco de papel à temperatura ambiente, senão acondicione-as no frigorífico, onde se manterão frescas por alguns dias.

Deve evitar armazenar a pêra em sacos plásticos fechados ou em espaços restritos, uma vez que terá uma exposição limitada ao oxigénio. Além disso, o gás etileno que produz irá naturalmente aumentar grandemente o processo de maturação, fazendo com que se degradem mais rapidamente. A pêra torna-se perecível quando madura.

Tende a absorver os cheiros, por essa razão, deve estar afastada de alimentos de aroma intenso.

 

Sugestões de utilização:

Almofadinhas de pêra, amêndoa e doce de pêra rocha com vinho do Porto

Boleima de pêra

Bolo de pêra

Bolo de pêra e limão

Cheesecake de pêra

Cocktail de pêra e laranja

Compota de pêra

Crumble de pêra e chocolate

Folhado de pêra com presunto e gorgonzola

Muffins de pêra e queijo

Néctar de pêra e cenoura

Pêra assada com mel e limão

Pêras douradas em mel

Pêras folhadas

Perna de perú com pêras bêbedas

Soufflé de pêra rocha

Tarte de pêra

Tarte de pêras com canela

 

https://www.compal.pt/origem-das-frutas/pera/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pera

 

20
Jun22

Alimentos de A a Z... Pepino


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o pepino.

Alimentos de A a Z_pepino.jpg

O pepino é um alimento muito refrescante, de sabor leve e por vezes adocicado. Dada a sua riqueza em água, no verão pode ser uma boa opção para ajudar a hidratar.

Carotenos,  e água. Estas são as substâncias mais abundantes no pepino, um alimento que pertence à família da melancia e da abóbora.

 

Benefícios associados ao consumo

Depois de absorvidos pelo organismo, os carotenos transformam-se em , que, além do seu poder antioxidante, desempenha um papel importante ao nível dos olhos (recepção de luz pela retina), pele e ossos (desenvolvimento e crescimento)

Pela sua riqueza em água, o pepino é refrescante e ajuda a hidratar o organismo. É óptimo para incluir nas refeições principais e intermédias durante os meses quentes de verão. E, por ter um baixo , pode ser consumido em quantidades apreciáveis.

, além de contribuir para a saúde óssea, também intervém favoravelmente na diminuição dos níveis de pressão arterial e na protecção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O pepino também é rico em , um mineral que contribui para regular a , o equilíbrio dos fluidos do corpo e a contração muscular. 

 

Como comprar e conservar

Para saber se o pepino está próprio para consumo, dê pequenas batidas com o nó dos dedos na parte central do mesmo. O som produzido não deve ser oco. 

O pepino é sensível ao calor, assim, quando comprar, prefira os que estiverem refrigerados. Escolha as peças intactas, firmes ao toque e com a pele lisa, verde e brilhante. Evite comprar pepinos que se apresentem amarelados e/ou com casca rugosa.

Guarde na parte inferior do frigorífico durante alguns dias. Quando aberto armazene-o em caixas de vidro ou sacos de silicone com zipper ou outros reutilizáveis e consuma nos dois dias seguintes.

 

Sugestões de utilização:

Acepipes de pepino e rabanete

Água aromatizada com pepino

Gaspacho Alentejano

Mousse de salmão com puré de pepino

Pepinos recheados com mousse de atum

Pepinos recheados com queijo creme e salmão fumado

Pickles rápidos de pepino e cebola

Refresco de kiwi, pepino e gengibre

Sanduiche de frango e pepino

Sopa de pepino e ervas frescas

Sopa fria de hortelã e pepino

Tagliatelle de pepino com molho de abacate

 

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/5-boas-razoes-para-termos-no-pepino-um-amigo-para-alem-de-combater-olheiras-e-ainda-duas-saborosas-receitas

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/pepino

13
Jun22

Alimentos de A a Z... Pão


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o pão.

Alimentos de A a Z_pão.jpg

São muito antigos os registos do fabrico de pão, sendo um dos primeiros alimentos processados pelo Homem. Consta que foi nas pequenas aldeias palafitas, na região actualmente ocupada pela Suíça, que surgiu pela primeira vez esta mistura de grãos de cereal moídos (farinha) com água e sal, em 10.000 aC. Mais tarde, cerca de 5.000 aC., com a descoberta dos fermentos, o pão aproximou-se mais daquilo que comemos actualmente.

4000 anos antes de Cristo, os egípcios vulgarizaram a produção de pão e 500 anos antes de Cristo, surgia em Roma a primeira escola de padaria. O pão foi sustento de civilizações inteiras e o seu fabrico manteve-se quase inalterado até ao século XIX, altura em que foi pela primeira vez introduzida a mecanização dos processos de fabrico. Inicialmente rejeitado pelos consumidores, este pão «industrial» veio fazer com que as padarias dessem lugar a panificadoras com grande capacidade de produção.
 
O pão é o produto obtido da amassadura, fermentação e cozedura, em condições adequadas, das farinhas de trigo, centeio, triticale ou milho, estremes ou em mistura, com água potável e fermento ou levedura. Pode ainda conter sal e outros ingredientes, nomeadamente aditivos e auxiliares tecnológicos, nas condições legalmente fixadas(1). Nutricionalmente, o pão é uma boa fonte de hidratos de carbono, proteínas vegetais, fósforo, magnésio, fibras alimentares e vitaminas do complexo B, fundamentais para o desenvolvimento e saúde do organismo.
 
Considerando que o pão é um dos alimentos mais consumidos e que, para algumas populações, continua a ser uma importante fonte de energia(2), sendo exemplo desse facto os dados obtidos num estudo realizado com a população residente na cidade do Porto, em que se verificou que o pão, em especial o pão branco, é consumido diariamente por uma percentagem elevada de indivíduos adultos (95,7%)(2), e atentos à quantidade de sal adicionada no seu fabrico, o pão tem sido alvo de preocupação, sobretudo pela relação das quantidades ingeridas e o desenvolvimento da Hipertensão Arterial, doença com elevada prevalência em Portugal(3).
 
Em 12 de agosto de 2009, foi publicada a Lei n.º 75/2009, que estabelece limites máximos ao teor do sal no pão, bem como orientações para a rotulagem de alimentos pré-embalados destinados ao consumo humano.
 
Este diploma define que o máximo permitido para o conteúdo de sal no pão, após confecionado, é de:

1,4 g de sal/ 100 g de pão
(ou 14 g de sal /kg de pão ou o correspondente 0,55 g de sódio / 100 g de pão).
 
Lei n.º 75/2009apenas se aplica ao pão com as denominações de venda PÃO DE TRIGO, PÃO INTEGRAL DE TRIGO, PÃO DE CENTEIO, PÃO INTEGRAL DE CENTEIO, PÃO DE TRITICALE, PÃO DE MISTURA E PÃO DE MILHO OU BROA DE MILHO cujas características estão definidas nas alíneas a), b), c), d), e), f) g) do artigo 4.º da Portaria n.º 425/98, de 25 de julho, que fixa as características a que devem obedecer os diferentes tipos de pão e de produtos afins de pão.

São abrangidos pela presente lei todos os tipos de pão, incluindo o denominado “pão sem sal” e o “pão integral”, ficando «excluídos» desta obrigação «os tipos de pão reconhecidos como produtos tradicionais com nomes protegidos», designadamente:

  • Pão especial - uma vez que no seu fabrico é permitida a utilização de outros ingredientes, tal como refere o ponto 5 do nº 7º da Portaria nº 425/98, cuja composição origina variedades de produtos com características muito específicas, não adequadas à fixação de um limite geral de teor de sal.
  • Pão contendo outros ingredientes - que pela sua natureza já comportam sal, como por exemplo enchidos, azeitona, etc e em que a sua denominação de venda já não será apenas "pão", mas sim "pão com chouriço", "pão com azeitonas", etc.
  • Pão reconhecido como produtos tradicionais com nomes protegidos - designadamente o pão de fabrico regional com características específicas ou em que os seus ingredientes têm características regionais reconhecidas pelo consumidor, tais como a broa de Avintes ou o pão de Favaios.
  • Produtos afins do pão.

Salienta-se ainda que em virtude da livre circulação na União Europeia dos produtos alimentares(4), ao pão fabricado pré-cozido noutro Estado-Membro não se aplica a Lei n.º 75/2009.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) assegura a fiscalização do cumprimento das regras previstas na presente lei, para além de todas as regras disciplinadoras do sector.

São realizadas acções de fiscalização às indústrias panificadores, aos postos de venda de pão, ao transporte de pão e a todos os locais onde é comercializado este tipo de produto. Nas acções de fiscalização ou no âmbito de planos de controlo realizados pela ASAE; também são efectuadas colheitas de amostra para determinação do teor de sal no pão.
 
 
Benefícios associados ao consumo
 
O pão faz parte do grupo de “Cereais e derivados, tubérculos” da Roda dos Alimentos. 

A maioria da população acredita no mito “o pão engorda” e pensam que suprimir o consumo de pão é a melhor forma de perder peso. Apesar de contribuir para a ingestão energética diária, o consumo de pão não tem uma relação directa com o aumento de peso quando se respeitam as recomendações de uma alimentação saudável. Tenha atenção aos acompanhamentos que coloca no pão (margarina, compota...) porque podem aumentar o conteúdo de  e .

 

Advertências associadas ao consumo

Os diabéticos devem controlar o consumo de pão e outros alimentos ricos em , já que o organismo não os consegue metabolizar correctamente. Isto não significa que tenham de se abster do seu consumo, mas que deverão ter em atenção os horários de consumo e a quantidade ingerida.

As pessoas que sofrem de Doença Celíaca ou intolerância ao , que é uma  encontrada no grão do trigo, centeio, cevada e aveia, devem consumir somente pão de milho, que é isento de .

 

Como comprar e conservar

O sabor de um pão acabado de fazer é inconfundível! A qualidade do pão é melhor no próprio dia de fabrico. Contudo, por vezes torna-se necessário conservar o pão para ser consumido mais tarde.

Siga estes conselhos:

  • compre pão que não se apresente demasiado seco, com manchas ou áreas húmidas;
  • conserve o pão num local fresco e seco, numa caixa própria para pão ou num armário ou gaveta específicos para esse uso;
  • não use o frigorífico para conservar pão porque fica rígido mais rapidamente;
  • mantenha o pão de côdea mole ou em fatias num saco plástico ou numa caixa hermética;
  • guarde o pão de côdea dura envolto em papel próprio (não use jornal);
  • pão acabado de confeccionar deve ser guardado descoberto e à temperatura ambiente até arrefecer para evitar a formação de fungos;
  • poderá congelar pão para conservá-lo por um período de tempo mais longo. Use pão fresco e embrulhe-o bem numa película plástica e coloque no congelador. Descongele-o lentamente à temperatura ambiente ou no frigorífico sem tirar a cobertura.

O pão congelado mantém as suas propriedades e sabor até três meses. Aponte a data em que o guardou para não se esquecer do prazo.

 

Sugestões de utilização:

Bacalhau no forno com pão de centeio

Bifanas no pão

Cozido de tabuleiro no pão

Francesinha em pão saloio

Ovos escalfados no pão

Pão de cereais com abacate e salmão

Pão de forma no forno

Pão de partilha

Pão pizza

Pão recheado

Pão recheado com atum

Pão recheado com queijo e chouriço

Pudim de espinafres e pão

Pudim de pão com leite creme

Pudim de pão da Beira-Alta

Queijo assado no pão

Rabanadas de cacete

Sopa de amêijoas e coentros com pão

 

(1)  Portaria n.º 425/98, de 25 de julho, Diário da República - 1.ª série B, n.º 170, 3552-3556.
(2)  Vieira, E et al. Estudo do teor de sódio no pão consumido no Porto. Revista Alimentação Humana. 2007 • Volume 13 • N.º 3.
(3)  SPC website. Hipertensão. Recomendações de 2007 para o Tratamento da HÁ. Sociedade Portuguesa de  Cardiologia. Disponível em:   http://www.spc.pt/DL/AreaCientifica/Recomendacoes/AF_POCKET_HIPERTENSAO.pdf
(4)  Regulamento n.º 764/2008, de 9 de julho, que estabelece procedimentos para a aplicação de certas regras técnicas nacionais a produtos legalmente comercializados noutro Estado-Membro
 
06
Jun22

Alimentos de A a Z... Ovo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o ovo.

 

Alimentos de A a Z_ovo.jpg

 

 

O ovo de galinha constitui um dos alimentos mais abundantes da dieta humana, no entanto o seu consumo foi insignificante até ao século V a.C.. Até então, as pessoas alimentavam-se de ovos que encontravam nos ninhos de aves selvagens.

A domesticação das galinhas durante o período romano tornou possível usufruir deste alimento em qualquer altura e, desta forma, os ovos converteram-se num ingrediente essencial na cozinha.

Os ovos são um alimento muito rico do ponto de vista nutricional. Apresentam um valor energético moderado (82 kcal/55g – 1 ovo), são extremamente ricos em proteínas completas e de elevado  (que contêm todos os  essenciais ao organismo humano, para que este possa sintetizar as suas próprias proteínas). É também uma excelente fonte de colina e outras , tais como  e 

Na gema do ovo, encontramos teores significativos de  e .

Apesar da gema ser muito rica em , sabe-se que o organismo não absorve grande parte desse  (a principal causa dos elevados níveis de  no sangue são as gorduras saturadas).

O colesterol presente no ovo tem pouco impacto no colesterol sanguíneo. 

Para além do seu valor nutricional os ovos são saborosos, de baixo custo, e apresentam grande versatilidade culinária, podendo ser incorporados em diversos pratos. Devemos apenas ter o cuidado de os conservar correctamente no frigorífico e manusear com cuidado, lavando bem as mãos e os utensílios antes e depois de contactar com os ovos para evitar quaisquer contaminação.

 

Benefícios associados ao consumo

Durante a infância e a adolescência, fases importantes de crescimento, o consumo adequado de ovos traz inúmeros benefícios para o organismo, contribuindo de forma significativa para cobrir as necessidades nutritivas de crianças e jovens em desenvolvimento contínuo. O seu consumo não apresenta grandes limitações nas primeiras décadas de vida e a sua restrição injustificada pode conduzir a desequilíbrios nutricionais.

Em idades mais avançadas, os níveis elevados de  no sangue são, muitas vezes, a principal causa de abandono do consumo de ovo. É de referir que o , no ovo, se encontra na gema. Ainda de salientar que os níveis de  plasmático aumentam principalmente pelo consumo de gorduras saturadas como manteiga, carne vermelha, queijo gordo, etc.

O ovo é fácil de mastigar e, pelo seu valor nutritivo, pode melhorar significativamente o estado nutricional e de saúde de muitos idosos, favorecendo ainda, a sua função mental.

É rico em  , como o , o  e as  A e E, que ajudam a prevenir os processos degenerativos (doença cardiovascular, cancro, diabetes, etc). Por outro lado, contém , que o organismo sintetiza através do sol, mas que em pessoas doentes e não expostas à luz natural, torna-se essencial.

 

Advertências associadas ao consumo

O ovo é dos alimentos com maior potencial alergénico, sobretudo no primeiro ano de vida, pelo seu elevado teor em albumina (principal  da clara). Em caso de  a este alimento, o tratamento obriga a excluir totalmente da alimentação o ovo, seus derivados ou componentes e todos os alimentos que os contenham como ingrediente.

Outro dos seus inconvenientes é a contaminação bacteriana a que estão expostos (principalmente a salmonela). Os cuidados de higiene adequados e o calor suficiente durante a preparação culinária, são formas de evitar uma toxinfecção alimentar.

 

Como comprar e conservar

Nunca se devem adquirir ovos rachados ou sujos.
Embora não necessitem de precauções especiais de conservação, os ovos podem manter-se no frigorífico durante 7 a 10 dias, separados de outros alimentos como peixe, carne e frutas (para não absorverem odores).

Recomenda-se que sejam conservados com a extremidade pontiaguda voltada para baixo, para manter a gema na posição central. Além disso não devem ser lavados, a não ser imediatamente antes da utilização. A lavagem destrói a cutícula que os protege de microorganismos, como a salmonela.
Podem também manter-se à temperatura ambiente, excepto em climas quentes.

 

Sugestões de utilização:

Aros de frango com ovos

Bolo de claras

Bolo de ovos (simples)

Cogumelos recheados com ovos e farinheira

Doce de ovos paleo

Dom Rodrigo

Ervilhas com batatas e ovos escalfados

Morgado de amêndoa

Nuvens de ovos sobre torrada

Omelete de claras com cogumelos

Ovos mexidos

Ovos no forno em cama de courgette

Ovos recheados com abacate

Ovos rosados

Ovos rotos com chouriço

Pampilhos

Pudim de ovos

Salada de batata-doce com ovos quentes

Salteado de ovos, pimento e tomate

Sopa de legumes salteados com ovos de codorniz

Tomatada com ovos escalfados e tortilhas de milho

 

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/o-ovo-sera-mesmo-saudavel-7-duvidas-desvendadas

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/ovos/

https://www.apn.org.pt/documentos/ebooks/Oovo.pdf

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/ovos-mitos-verdades

https://www.solinca.pt/caracteristicas-do-ovo/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/ovo

https://ncultura.pt/os-melhores-ovos-mexidos-do-mundo/

https://www.pingodoce.pt/receitas/tecnicas/como-cozinhar-ovos-de-diferentes-formas/

 

30
Mai22

Alimentos de A a Z... Orégãos


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos os orégãos.

 

Alimentos de A a Z_oregãos.jpg

 

Frescos e vibrantes, com uma tonalidade verde-clara, a versatilidade dos orégãos ou oréganos tornaram-nos numa erva aromática popular em todo o mundo - e combina perfeitamente com uma grande variedade de alimentos. Existem seis tipos desse membro da família da hortelã, bem como várias cultivares, e todos crescem especialmente bem em climas mais quentes. O componente chave é o Carvacrol, parte do óleo essencial responsável pelo sabor medicinal subtil da erva.

Conhecidos pelas suas aromáticas notas de terra, os orégãos são amplamente reconhecidos pelo seu cheiro doce distintivo como o coração da cozinha italiana. Os seus óleos essenciais preciosos conferem um aroma robusto, apimentado e floral, mas são muito delicados, logo, ao cozinhar, adicione os orégãos apenas no fim para garantir o máximo impacto - se colocar mais cedo, pode queimar, resultando numa perda de intensidade.

Embora amplamente associada à cozinha italiana, a palavra 'Oregano', na verdade, deriva do grego antigo, sendo mais provável o mesmo ter sido aí descoberto do que do outro lado do Mar Jónico. A lenda diz que a erva foi criada por Afrodite, a deusa grega do amor, e tornou-se tão reverenciada que os recém-casados eram coroados com grinaldas de orégãos para abençoá-los com felicidade.

Tendo sido anteriormente valorizados pelas suas propriedades curativas, a conquista romana da Grécia trouxe-os para a cozinha, e logo se tornaram num acessório em pratos de carne e peixe e até no vinho.

Embora tenham permanecido populares em toda a Europa ao longo dos séculos, os orégãos eram relativamente desconhecidos na América até à Segunda Guerra Mundial, até os soldados, que trabalhavam no estrangeiro, os introduzirem ao regressarem a casa. Hoje, os orégãos são mais utilizados como um delicioso tempero de pizza.

 

Benefícios associados ao consumo

Os orégãos representam um bom exemplo de uma erva aromática  muito utilizada na cozinha um pouco por todo o mundo. Esta erva aromática é responsável por conferir um sabor único e indiscutível aos seus pratos, para além de lhe conferir vários benefícios para a sua saúde.

Para além do seu uso na gastronomia, os oregãos podem ser utilizadas na  medicina complementar uma vez que possuem um efeito benéfico numa série de problemas de saúde, entre eles: as dores menstruais, flatulência, gripes entre outros.

No campo científico, está comprovado que os orégãos são muito importantes para fins medicinais uma vez que são muito ricos em antioxidantes além de serem uma boa fonte de fibra e vitaminas A, K, ferro e cálcio.

Para além destes benefícios, acima indicados, contribuem para a diminuição da adição de sal nos seus cozinhados. 

Ajudam no combate de bactérias

Esta erva aromática é um bom exemplo de uma boa aliada  contra a actividade microbiana.

Usado como óleo, revela-se um potente agente antimicrobiano, dado que possui na sua constituição um composto essencial chamado carvacrol. Por possuir propriedades intensas, pode auxiliar no combate ao  Staphylococcus aureus resistente à meticilina e a outros antibióticos.

Veja um estudo que comprova as suas propriedades aqui:

Estudo microbiológico de óleos essenciais e extratos de orégãos e as suas aplicações na saúde

Ajudam no combate a  problemas gástricos e instestinais

Esta erva aromática pode ser utilizada para tratar alguns destes problemas: dores menstruais, dores de ouvidos, bronquite, dores musculares, dores de dentes, alergias, fadiga, dores de cabeça, problemas urinários, entre outros. Pode ser também utilizado para tratar problemas de pele como o acne.

Possuem acção anti-inflamatória

Existe um ingrediente activo presente nos óregãos – conhecido também como beta-cariofilina, descoberto por investigadores, que pode ser utilizado  no combate a doenças tais como a osteoporose e arteriosclerose. Veja o estudo aqui.

Possuem actividade anti-cancerígena

A actividade anti-cancerígena dos orégãos, comprovada por vários estudos, promove a detenção do ciclo celular e a apoptose (a morte das células cancerígenas) em pacientes em que foram detectados casos de cancro da mama. Veja um estudo que comprova essa informação aqui.

Vários estudos comprovaram que o carvacrol, que constitui um exemplo de uma substância presente nos oregãos, é capaz de destruir bactérias laboratoriais resistentes aos antibióticos comuns tais como: bactérias S. aureusS. epidermidisS. pneumonia, E. coliKlebsiella pneumoniaeProteus mirabilisEnterobacter e Serratia (que se  mostraram ser significativamente inibidas pelo carvacrol).

Pode analisar os resultados deste estudo aqui.

 

Utilização gastronómica:

Os orégãos são mais comumente encontrados na cozinha mediterrânea e combinam muito bem com pizzas e massas. Para confecionar um saboroso molho de ervas aromáticas que combine muito bem com frango ou carne de porco, adicione vinho branco, caldo e cebola picada a natas. Adicione um fio de azeite, sumo de limão, sal e os orégãos sobre o frango ou o cordeiro antes de assar para confecionar um delicioso prato repleto de sabor. Dê vida aos legumes assados com uma pitada ou duas, ou adicione ao alho para fazer um par perfeito.

A erva aromática também é utilizada em pratos mexicanos, pois o seu sabor refrescante pode moderar os pratos mais fervorosos. Um ingrediente chave na malagueta, também é ótimo em tacos ou polvilhado sobre chouriço e adicionado a burritos. Combina especialmente bem com especiarias quentes como a canela e o cominho. Uma boa dica é re-hidratar os orégãos com um pouco de água ou óleo antes de usar - esse truque simples irá reavivar a erva, garantindo a máxima intensidade de sabor.

 

Curiosidades:

A palavra orégão vem das palavras gregas 'oros' (montanha) e 'ganos' (alegria), que se traduz vagamente por "alegria da montanha".

Os antigos gregos permitiam frequentemente que as vacas pastassem em campos de orégãos acreditando que assim a carne se tornaria mais saborosa.

Um arbusto de orégãos pode crescer até 80 cm de altura. 

 

Sugestões de utilização:

Açorda alentejana com orégãos

Alface, Tomate e Orégãos

Batatas assadas com orégãos

Bolo salgado de azeitonas e orégãos

Cammembert com alho e orégãos no forno

Caracóis

Costeletas de porco com molho de pimenta e orégãos

Creme de legumes com azeite e orégãos

Creme frio de tomate e orégãos

Farfalle salteado com tomate e orégãos

Focaccia de azeitonas e orégãos

Fusilli com atum e orégãos

Medalhões de pescada ao tomate, parmesão e orégãos

Omelete com queijo e orégãos

Pães de orégãos

Peito de frango com orégãos

Queijo frito com orégãos

Raia com molho de orégãos

Sal aromatizado com alho, tomate e orégãos

Salada de panzanela, legumes, croutons, centeio e orégãos

Salada de polvo

Semifrio de pêssego e orégãos

 

https://www.margao.pt/historias-de-sabor/origem/oregaos

https://acientistaagricola.pt/oregaos-o-antibiotico-natural/

https://revistajardins.pt/cultura-dos-oregaos/

https://www.apn.org.pt/documentos/2021/cartazes/08_Cartazes_receitas_OREGAOS.pdf

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/ervas-aromaticas

 

23
Mai22

Alimentos de A a Z... Noz moscada


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a noz moscada.

Alimentos de A a Z_noz moscada.jpg

A noz moscada é conhecida como uma especiaria com um travo de nozes e amadeirado encontrada na árvore com o mesmo nome. O que pode não saber é que, embora seja por engano referida como macis e venha da mesma árvore, a noz moscada é, de facto, um componente diferente do fruto "sempre-verde" da árvore. O macis deriva do invólucro vermelho da noz moscada, enquanto a noz moscada é a semente do fruto e é encontrada no seu centro. Ambos são tradicionalmente utilizados em pratos agridoces, como cremes e sobremesas, mas diferem ligeiramente no sabor - a noz moscada confere aos pratos vida, um tom mais quente e um travo a nozes e o macis adiciona um tempero mais forte e picante.

A noz moscada está repleta de óleos essenciais que são responsáveis por esse sabor doce distinto. O seu alto teor de óleo garante que o sabor seja facilmente retido em todas as formas, por isso, apenas uma pitada de noz moscada moída pode ser suficiente para conferir mais sabor aos pratos. É altamente aromática, com tons amadeirados e pode possuir um sabor um pouco amargo para alguns gostos. 

A noz moscada é considerada uma boa combinação para todos os tipos de pratos salgados e doces e a sua intensidade impressionante faz a diferença apenas com uma pequena pitada. Use-a para adicionar uma riqueza subtil aos espinafres, cenouras ou mesmo ao molho bolonhesa, polvilhando uma pitada no final da cozedura. Uma pitada de noz moscada também é excelente sobre lasanha ou macaroni cheese (massa com queijo), ou adicionada ao molho béchamel com folhas de louro.

Cozinhar com noz moscada remonta ao século IV, época na qual era amplamente utilizada na culinária asiática. No século XVIII, a noz moscada foi considerada como um medicamento que cura tudo, o que deu lugar a toda uma série de falsificações. Os exemplos mais notórios foram em Connecticut, onde os vendedores desonestos moldavam madeira em forma de noz-moscada e as vendiam como sendo genuínas.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de cenoura e laranja

Bolo de chocolate com pimenta e noz moscada

Bolo de maçã com noz moscada

Bolo de pêssego com noz moscada

Flan de leite condensado com noz moscada

Molho béchamel

Polvo com noz moscada

Puré de batata

 

https://www.margao.pt/historias-de-sabor/origem/noz-moscada

https://www.cozinhatecnica.com/2019/08/noz-moscada/

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Receitas/Ingredientes/noticia/2019/08/noz-moscada-conheca-os-beneficios-dessa-especiaria-e-aprenda-10-receitas.html

https://www.minervafoods.com/receitas/veja-os-beneficios-da-noz-moscada-para-saude/

 

16
Mai22

Alimentos de A a Z... Noz


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a noz.

 

Alimentos de A a Z_noz.jpg

Ao longo da História, as nozes têm sido reconhecidas pelas suas propriedades medicinais.

Na verdade, ao incluir nozes na sua dieta estará imediatamente a contribuir para a prevenção das doenças cardiovasculares e degenerativas.

 

Benefícios associados ao consumo

Este delicioso fruto seco é uma excelente fonte de ómega-3, um tipo de  que o organismo não produz. Os seus potenciais benefícios para a saúde começam por promover a função cognitiva protegendo-nos contra doenças degenerativas como a de Alzheimer. A explicação é simples: as nossas células cerebrais e nervosas são compostas essencialmente por . E os ácidos óemga-3 têm um papel fundamental nestas estruturas. Além disso as nozes são ricas em  que promove o bom funcionamento do cérebro e a produção de glóbulos vermelhos.

Mas os benefícios das nozes não se ficam por aqui. Este fruto seco também nos dá protecção cardiovascular pois melhora o perfil lipídico em indivíduos com  elevado e tem efeito anti-inflamatório.  

As nozes são ainda uma boa fonte de manganês e cobre, dois  fundamentais, importantes para a protecção das células.

 

Advertências associadas ao consumo

Porém, por terem muitas calorias, as nozes consumidas em excesso podem contribuir para o aumento de peso. Mas 5 ou 6 metades por dia constituem um lanche muito saudável juntamente com um iogurte ou um pouco de queijo fresco ou requeijão. E também as pode acrescentar às suas saladas.

A noz tem pouco potencial alérgico mas os indivíduos susceptíveis devem evitar a sua ingestão. Fale com o seu médico ou nutricionista.

 

Como comprar e conservar

 
09
Mai22

Alimentos de A a Z... Nêspera


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a nêspera.

Alimentos de A a Z_nêspera.jpg

A árvore que dá origem à nêspera é a nespereira, uma espécie vegetal originária do sudeste da China com milhares de anos e que foi introduzida na Europa como árvore ornamental e depois, no mediterrâneo, como árvore de fruto. É bastante resistente a pragas, o que resulta numa boa opção para plantar no seu quintal. Tem ainda a particularidade das suas folhas surgirem no Outono e os seus frutos amadurecerem na Primavera.

A nêspera, também conhecida por "ameixa do Japão", é um fruto cuja produção nacional se realiza entre Abril e Maio um pouco por todo o país, em particular no Algarve. 

Em relação às suas caraterísticas, a nêspera apresenta uma forma oval, de cor alaranjada, de casca fina e de polpa mole e sumarenta.

 

Benefícios associados ao consumo

A nêspera é uma excelente fonte de vitamina A, pelo que 5 ou 6 nêsperas pequenas (190g) fornecem a quantidade diária recomendada desta vitamina, responsável pela boa saúde das mucosas e pele. É, também, rica em compostos flavonóides com propriedades antioxidantes como o ácido hidroxibenzóico ou as epicatequinas que são protectores naturais das células. Estas propriedades nutricionais são particularmente importantes no Verão quando a pele é mais agredida pelo sol. A cor da nêspera é um marcador notável da sua maturação, e quanto mais intensa a cor for, maior o seu teor em antioxidantes, importantes para a saúde da pele e das células. Ou seja, uma nêspera mais morena pode ajudar a sua pele no Verão.

Uma porção de nêsperas fornece ainda uma quantidade apreciável de potássio (494 mg – 25% da Dose Diária Recomendada), pectinas, que são importantes reguladores do colesterol e apresenta um baixo valor energético (5 ou 6 nêsperas pequenas têm apenas 89 kcal). Cerca de 86% da sua composição é água, o que a torna numa fruta hidratante e de consumo ideal em dias de maior calor.

 

Como comprar e conservar

Opte pela escolha de nêsperas que estejam intactas, com uma coloração uniforme e sem apresentar zonas moles, pois esta é uma fruta sensível com um tempo de vida, pós-colheita, relativamente curto.

À temperatura ambiente as nêsperas mantém-se entre 6 a 9 dias, enquanto no frigorífico consegue armazená-las durante cerca de 15 dias.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de nêsperas

Compota de nêspera

Crumble de nêspera

Espetadas de camarão com nêsperas

Gelado de nêsperas

Geleia de nêspera com gengibre

Mousse de nêspera

Queijadas de nêsperas

Tarte de nêsperas

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/nespera

https://nutrimento.pt/noticias/como-uma-nespera-madura-pode-ajudar-a-sua-pele-neste-verao/

https://revistaatletismo.com/nespera-propriedades-e-seus-beneficios/

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/nespera/

https://www.dignus.pt/2020/06/04/conheca-8-beneficios-da-nespera-para-a-saude/

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/nespera-prima-da-ameixa/

 

02
Mai22

Alimentos de A a Z... Morango


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o morango.

 

Alimentos de A a Z_morango.jpg

O morango de cultivo faz parte da dieta de milhões de pessoas no mundo inteiro e é conhecido pelo seu sabor delicado, bonita forma e alto teor de vitaminas.

Historicamente e quando comparado com outros frutos, o morango tem um percurso recente. Os poetas romanos Virgílio e Ovídio mencionaram o fruto no século I a.C. enquanto ornamento e não como alimento. Já na Antiguidade, os morangos selvagens eram consumidos por pessoas de todo o mundo, mas não em grandes quantidades, dado serem frutos pequenos, de difícil colheita e/ou com pouco sabor.

Os morangos selvagens (Fragaria vesca) e os morangos “Musky” (Fragaria moschata), passaram a ser cultivados na Europa e na Rússia durante o Período Medieval.

Os morangos americanos eram apreciados pelos colonos no leste dos EUA. No início do século XVIII, num jardim botânico em França, plantou-se Fragaria virginiana (macho), com origem nos EUA, na proximidade de Fragaria chiloensis (feminino), com origem no Chile. Intencionalmente ou não, este cruzamento criou híbridos que passaram a ser conhecidos como morango de ananás ou pinhão.

Estes híbridos são os progenitores da moderna planta de morango de cultivo, Fragaria ananassa. Surgiu, assim, uma nova espécie, com uma destacada característica diferenciadora: o tamanho.

Os morangos são uma deliciosa forma de proteger o organismo. São ricos em  e, por isso, fortalecem as defesas e previnem doenças cardiovasculares. Apresentam também elevados teores de água e , com propriedades diuréticas. Pouco calóricos, contêm um bom aporte de folatos, fibras, , como  e , e , como a  e .

São uma fruta de fácil preparação e consumo, sendo facilmente integrada em lanches e snacks. Recomenda-se que sejam consumidos dentro da sua época sazonal para que os seus atributos nutricionais sejam mantidos.

 

Como comprar e conservar

Os morangos são muito perecíveis, pelo que devem ser comprados poucos dias antes de serem consumidos. No acto da compra escolha aqueles que apresentam uma consistência firme, cor vermelha viva e sem mazelas ou partes deterioradas.

Como os morangos não amadurecem depois de colhidos, evite os que apresentam partes verdes ou incolores. Os morangos de tamanho médio são, normalmente, mais saborosos do que os de tamanho muito grande.

Se comprar morangos pré-embalados, verifique se não estão demasiado compactados, uma vez que isso facilita a deterioração dos mesmos.

Deverá conservar os morangos no frigorífico logo após a compra e durante um a dois dias. Antes de os refrigerar, retire aqueles que estão danificados ou com bolor e certifique-se das condições da embalagem.

 

Sugestões de utilização:

Bolo gelado de morangos e suspiro

Bolo de morango

Clafoutis de morangos e salmão

Cocktail gelado de sangria com morango

Doce de morango e mascarpone

Frango com risotto de morangos

Gelados de morango e kiwi

Gelatina de morango

Madalenas de morango

Mil-folhas de morango

Mini-cheesecake de morango e pistácio

Morangos em gelatina com iogurte

Salada de morangos com noz e roquefort

Smoothie de morango com flocos de aveia

Sopa fria de morangos

Soufflés de morango e baunilha

Tarte de morango

Tiramisu de morango

 

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/morangos/

https://www.compal.pt/origem-das-frutas/morango/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/morango?gclid=EAIaIQobChMI9Lj8xeek9wIVUenmCh256QmiEAAYASAAEgJWe_D_BwE&gclsrc=aw.ds

 

18
Abr22

Alimentos de A a Z... Milho


Na sequência da rubrica "Alimentos de a a Z", hoje, apresento-vos o milho.

 

Alimentos de A a Z_milho.jpg

Milho é uma palavra de origem indígena caribenha cujo significado é “sustento da vida”.

O milho (Zea mays) pertence à família das Poáceas ou Gramíneas, assim como o trigo e o arroz.

Embora seja muitas vezes confundido com uma hortícola, o milho é um cereal.

É originário da América Central e do Sul e aparece na Europa na época dos Descobrimentos.

De planta quase desconhecida, tornou-se uma das mais cultivadas e consumidas no mundo inteiro!

Produz uma flor masculina na sua parte mais alta, onde surgem os grãos de pólen, e uma flor feminina, que é a espiga, que se situa a meia altura da planta.

Existem milhares de variedades de milho e cada região tem a sua. É esta diversidade que permite múltiplas aplicações.

Existem variedades para fazer farinha, outras para pipocas, para o consumo natural ou até utilização do milho verde ou milho doce, as tão apreciadas maçarocas.

Com o amido de milho ainda se faz uma imitação de plástico, mas biodegradável; faz-se também óleo vegetal para culinária e até combustível.

 

Benefícios associados ao consumo

Rico em , o milho é importante no fornecimento de energia, embora as pessoas portadoras de Diabetes devam ter especial atenção no consumo de milho doce.

É um dos cereais mais importantes para quem sofre de doença celíaca, porque não contém  ( que deve ser completamente abolida da alimentação de um celíaco).

O seu elevado conteúdo em fibra ajuda a promover a saciedade e a combater a .

É um dos alimentos mais nutritivos que existem. Além dos minerais, é rico em vitaminas do complexo B, essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Estudos realizados em Espanha revelaram que o consumo de milho, associado a cerejas, aveia e vinho tinto, retarda os efeitos da idade. Esses alimentos apresentam alto teor de melatonina, substância produzida em pequenas quantidades pelo corpo, que tem propriedades antioxidantes e atrasa a degeneração das células. O grão também contribui para adiar os processos naturais do envelhecimento portanto ajuda a manter o corpo jovem por mais tempo.

 

Como comprar e conservar

O milho pode comprar-se em maçaroca, congelado, ou enlatado, previamente cozinhado.

O milho fresco deve ser consumido no mesmo dia em que é adquirido. Caso contrário, pode conservar-se no frigorífico durante aproximadamente 3 dias. Quando congelado em casa, dura cerca de 12 meses.

O milho doce perde rapidamente as suas características se não for adequadamente conservado.

 

Sugestões de utilização:

Bacalhau com broa de milho e coentros

Biscoitos de milho

Bolo de milho

Bolo doce de milho

Caldo de amêijoas e milho

Massa de arroz com camarão e milho

Milho frito à madeirense

Milhos de Carnaval

Pãezinhos de milho e abóbora

Pataniscas de milho

Picadinho de carne com feijão e milho

Pudim de milho

Quadrados de milho com côco

Queijadas de milho

Salmão com milho e tomate

Scones salgados de milho e queijo parmesão

Sopa de milho

 

https://revistajardins.pt/tudo-sobre-o-milho/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/milho

https://observador.pt/2020/08/13/tres-receitas-com-milho-que-vao-fazer-sucesso/

 

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