Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

22
Fev21

Alimentos de A a Z... Castanha


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a castanha.

 

Alimentos de A a Z_castanha.gif

 

O castanheiro (Castanea sativa Mill.) teve a sua origem na região leste do Mediterrâneo há mais de 90 milhões de anos, espalhando-se depois por todo o continente. A castanha é, provavelmente, um dos mais antigos alimentos consumidos pelos habitantes da região que, hoje, designamos por Europa.

Do ponto de vista nutricional, as castanhas constituem um verdadeiro tesouro alimentar (infelizmente, ainda, desconhecido para a maioria das pessoas).

Dez castanhas assadas (84g) fornecem apenas 2g de gordura, mas 17% da quantidade diária de fibra necessária. Isentas de glutén, podem substituir os cereais com glúten, fornecendo energia de qualidade para os doentes celíacos (com intolerância ao glutén), por exemplo.

A castanha é uma excelente fonte de vitaminas, minerais e compostos químicos protectores das células. Das vitaminas presentes na castanha é de realçar a grande quantidade de vitamina C (presente, sobretudo, nos citrinos), mas que aqui ganha importância, em especial para as populações do interior e durante o inverno. Dez castanhas assadas fornecem 36% das quantidades necessárias de vitamina C, 14 % da tiamina necessária, 21% da vitamina B6 e 15% do ácido fólico, este último habitualmente presente nos hortícolas de cor verde. Quanto aos minerais, a castanha fornece quantidades apreciáveis de cálcio, ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, cobre, manganésio e selénio.

A castanha possui ainda diferentes fitoquímicos, nomeadamente, luteína, zeaxantina, e diversos compostos fenólicos que são importantes anti-oxidantes e protectores celulares.

Os hidratos de carbono presentes na castanha possuem quantidades apreciáveis de amiloses e amilopectinas, polissacarídeos que permitem o desenvolvimento da flora intestinal e a produção de cadeias de ácidos gordos de cadeia curta. Se a este facto, adicionarmos as substâncias indigeríveis (fibra) que estimulam a presença de bactérias probióticas benéficas no intestino, do género Bifidobacterium e Lactobacillus, encontramos na castanha um excelente aliado na redução dos processos inflamatórios (que poderão estar na génese de alguns cancros do intestino). A presença de fibra pode ainda contribuir para a regulação dos níveis de colesterol e da resposta de insulina.

Com tantos atributos é pena que a castanha não integre com mais frequência as nossas refeições, tanto em casa como na escola, podendo substituir o arroz, a massa ou a batata com frequência e com vantagens nutricionais. (Sobretudo dada a sua vasta produção em Portugal, desde a Serra da Padrela, Marvão-Portalegre, até Trancoso e à Terra Fria Transmontana).

 

Dicas para conservar e preparar castanhas 

  • Antes de assar ou cozer as castanhas, convém fazer um pequeno corte na pele, para evitar que rebentem. As castanhas devem ser bem cozidas e mastigadas para facilitar a assimilação.
  • Na loja, repare no estado da casca: deve apresentar-se brilhante.
  • As castanhas podem ser conservadas cozinhando-as numa calda de açúcar, conhecida por marron glacé.
  • As castanhas cruas, com casca, podem conservar-se, no congelador, durante 3 meses. No frigorífico, em sacos de plástico perfurados, até 1 mês. À temperatura ambiente, em lugar fresco, seco e bem ventilado, até 1 semana.
  • As castanhas cozinhadas, podem conservar-se até 6 meses no congelador.

A castanha é um fruto muito versátil, que permite variadíssimas utilizações culinárias, nomeadamente, como acompanhamento de assados ou em puré, como base para sopas e molhos, em pratos de carne e peixe, sobremesas, compotas e bolos.

 

Sugestões de utilização:

Bolachas de castanhas

Bolinhos de castanhas

Bolo de castanha e chocolate

Brownie de castanha

Camarão com castanhas

Carne de porco com castanhas (sem glúten)

Castanhas assadas (na frigideira)

Castanhas em calda

Castanhas salteadas com cogumelos

Codornizes de escabeche com castanhas

Crème brûlée de castanhas

Creme de cogumelos e castanhas

Creme de castanhas com erva-doce

Estufado de legumes com castanhas

Lombinho de porco com castanhas

Mousse de castanhas

Pão lusitano de bolota ou castanha

Sopa de castanhas

Tiramisu de castanha

Trufas de castanha e chocolate

 

https://www.saberviver.pt/comida/nutricao/o-que-deve-saber-sobre-castanhas/

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/castanhas-um-fruto-cheio-de-nutrientes/

https://www.arodadaalimentacao.pt/alimentacao/castanhas-beneficios/

https://www.deco.proteste.pt/alimentacao/produtos-alimentares/dicas/castanhas-quentes-boas-e-nutritivas

https://florestas.pt/descobrir/sao-martinho-qual-a-origem-da-tradicao-das-castanhas/

https://claradesousa.pt/receita/receitas-com-castanha-doces-e-salgadas/

https://jornaldocentro.pt/online/lifestyle/quentes-e-boas-chegou-epoca-das-castanhas

https://nutrimento.pt/dicas/castanha-um-tesouro-nutricional-a-explorar-nesta-semana-de-sao-martinho/

 

08
Fev21

Alimentos de A a Z... Cardamomo


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o cardamomo.

 

Alimentos de A a Z_cardamomo.gif

 

O cardamomo, rico em aroma e propriedades terapêuticas, é uma das especiarias mais conhecidas e usadas na culinária indiana - numa variedade de pratos principais, sopas, arroz e caril, sobremesas, bebidas e pastelaria - sendo uma das bases do Garam Masala

O uso de cardamomo cresceu bastante desde o início do século XIX e, como medicamento, pode ser usado para refrescar a respiração, acalmar infecções e auxiliar a digestão. O óleo essencial e a oleorresina (uma mistura natural de resina e óleo) são usados em perfumes. 

 

Origens do cardamomo

O cardamomo é uma das especiarias mais antigas do mundo. É nativa do oriente, originária das florestas no sul da Índia, onde cresce selvagem. Também cresce no Sri Lanka, na Guatemala, na Indochina e na Tanzânia. Os antigos egípcios mastigavam sementes de cardamomo para limparem os dentes; os gregos e romanos usaram-no como perfume. Os Vikings encontraram o cardamomo em Constantinopla há cerca de mil anos, e introduziram-no na Escandinávia, onde permanece popular até hoje. Os árabes atribuíam-lhe propriedades afrodisíacas (que se apresentam regularmente nas Mil e uma Noites) e os antigos índios consideravam-na uma cura para a obesidade.

Existem duas variedades principais de cardamomo, planta remanescente da família das zingiberáceas (tal como o gengibre e a curcuma). O primeiro conhecido como Ellataria, e comumente referido como cardamomo verde ou verdadeiro, é originário principalmente da Índia e da Malásia. A variedade Mysore contém níveis mais elevados de cineol e limonene e, portanto, é o cardamomo mais aromático. As pequenas sementes, perfumadas e picantes, de sabor cítrico e perfume forte, de cor castanho-escura, estão contidas em vagens, de 5 e 20 mm de comprimento, em três filas duplas com cerca de seis sementes em cada fileira. O outro tipo cultivado na Ásia e Austrália faz parte do género Amomum, e tem vários nomes comuns, como cardamomo preto, cardamomo de Java, cardamomo de Bengala, Kravan, cardamomo branco, cardamomo siamês e cardamomo vermelho.

 

Valor nutricional e terapêutico do cardamomo

O cardamomo é altamente rico em manganês, além de ferro, fibras, cálcio, potássio, fósforo, enxofre, magnésio, vitamina C, vitamina A, zinco, riboflavina e um óleo volátil composto de ácidos acético e fórmico. 

As propriedades do cardamomo são inúmeras e incluem a acção analgésica, antisséptica, anti-inflamatória, anti-helmíntica, digestiva, estimulante, carminativa (combate a flatulência), purgativa (laxante), desintoxicante, diurética, diaforética, expectorante, tónico mental e sedativo.

Estudos confirmam que o óleo de cardamomo actua como analgésico e antiespasmódico. O cardamomo tem sido usado na Medicina Ayurvédica, Unani e Chinesa para tratar problemas gastrointestinais como cólicas estomacais, acidez, etc. O óleo de cardamomo ajuda a fortalecer o revestimento de muco no estômago e aumenta a produção de saliva. 

 

Efeitos adversos do cardamomo

São desconhecidas contra-indicações ao uso do cardamomo, contudo é aconselhável ser consumido moderadamente por grávidas, mulheres que estejam a amamentar, e pessoas que tenham desenvolvido intolerância. Pessoas que sofrem de cálculos biliares são desaconselhadas a consumir cardamomo inteiro, sendo mais seguro ingeri-lo em pó.

 

Cozinhar com cardamomo

As vagens podem ser usadas inteiras ou abertas, quando cozinhadas. As sementes também podem ser esmagadas e fritas antes de serem adicionadas aos ingredientes principais. A casca da vagem tem um sabor neutro e não é geralmente utilizada, conferindo um sabor amargo quando deixada na confecção.

O cardamomo é usado principalmente no Oriente. Surge no Ocidente nos biscoitos holandeses e bolos e doces de estilo escandinavo. Confere um sabor muito característico ao caril, é essencial em pilaf (arroz salteado em gordura) e dá carácter a pratos de lentilhas. É frequentemente incluído em pratos e bebidas indianas doces.

Serve como antídoto para vários alimentos, nomeadamente doces, café, chocolate, chá, arroz, e outros cereais. Através das propriedades do seu óleo, o cardamomo compensa o desequilíbrio digestivo gerado pela ingestão deste tipo de alimentos, facilitando a sua assimilação.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de ananás perfumado com cardamomo

Bolo de cenoura com cardamomo

Camarão em molho de gengibre com arroz de cardamomo e canela

Caril de camarão com arroz de cardamomo

Caril de legumes

Creme de batata-doce, côco e cardamomo

Espresso de cardamomo

Frango com molho de cardamomo e amêndoa

Kanelbullar: pãezinhos doces suecos com cardamomo e canela

Mousse de chocolate saudável com chá de cardamomo

Peito de frango no forno com cardamomo e alecrim

Pernil assado com cardamomo e pimenta

Pudim de leite com cardamomo

Salada de grão e ervilhas com cardamomo

Salmão com sementes de cardamomo no forno

 

https://mood.sapo.pt/cardamomo-fragrancia-e-beneficios-de-uma-das-mais-antigas-especiarias-do-mundo/

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Reportagens/noticia/2018/08/o-que-e-cardamomo.html

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/glossario/cardamomo

https://www.receiteria.com.br/receitas-com-cardamomo/

http://www.aromasesabores.com/2009/03/especiaria-do-mes-de-marco-cardamomo.html

https://cozinhatecnica.com/2014/10/temperos-cardamomo/

 

25
Jan21

Alimentos de A a Z... Canela


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a canela.

 

Alimentos de A a Z_canela.gif

 

História

A canela provém de uma árvore tropical, a caneleira - Cinnamomum zeylanicum - e já foi mais preciosa do que o ouro e a prata. O poder aromático desta planta era já conhecido na China e na Índia no século IX a.C. O herborista inglês do século XVII, Nicholas Culpeper, recomendava a canela como preventivo contra o escorbuto.

Os antigos egípcios valorizavam muito a canela e utilizavam-na para embalsamar e também em bruxaria. Os antigos gregos e romanos já a conheciam através das suas rotas de guerra e comércio.

O primeiro registo de uso de canela foi no antigo Egipto, mas também é mencionada no Antigo Testamento como um ingrediente do óleo de unção sagrado. Tem sido utilizada em todo o mundo como um alimento e como um perfume, e o seu aroma revelou-se particularmente popular entre os romanos. Contudo, na Idade Média a oferta não conseguiu acompanhar a procura e o seu valor subiu para níveis elevados. Para alimentar as massas, os exploradores europeus partiram para o Novo Mundo para encontrar canela, mas só quando os comerciantes portugueses chegaram ao Sri Lanka (antigo Ceilão), no início do século XVI, foi encontrada uma fonte suficientemente grande.

Os portugueses conquistaram o Ceilão, em 1536, com o único propósito de alcançar o monopólio do lucrativo comércio da canela mas entraram em guerra com os holandeses que foram ganhando controlo sobre as especiarias do sudueste asiático e monopolizaram o comércio da canela durante bastante tempo tendo, no entanto, perdido este monopólio para os franceses e mais tarde no século XVIII para os Ingleses.

A canela, que encontramos à venda em Portugal, proveniente da região central de Sumatra, na Indonésia, de origem sustentável, pode demorar até 20 anos a desenvolver os óleos altamente voláteis que lhe conferem um sabor quente, doce e ligeiramente picante. A casca é especialmente recolhida do fundo da árvore, onde o sabor é mais intenso e depois cortada, limpa e envelhecida no local antes de ser cuidadosamente embalada.

Os paus de canela inteiros têm apenas um suave aroma quando são recolhidos pela primeira vez, mas depois de partidos ou molhados, exalam o seu aroma mais intenso e inconfundível. Um sabor doce e amadeirado, a canela tem uma suave nota cítrica, e o seu sabor picante é muitas vezes comparado ao poderoso cravo-da-índia. Além da textura, não há diferença de sabor entre a canela moída e o pau de canela, o que difere é a forma como é usada. Os paus são usados da mesma forma que as folhas de louro, e não devem ser comidos. O pó, por outro lado, é usado em misturas.

 

Propriedades

Na Índia era recomendada como contraceptivo feminino. O óleo essencial tem propriedades anti-fúngicas e anestésicas, sendo eficaz em massagens, diluído num óleo base, para dores reumáticas, arterite e dores musculares.

A canela estimula o sistema gastrointestinal, circulatório e respiratório, tendo acção revigorante sobre o organismo. Sempre foi utilizada para combater vários problemas gastro-intestinais como flatulência, perda de apetite, diarreia, parasitas e espasmos intestinais.

Investigações recentes comprovaram que a canela ajuda a baixar o açúcar no sangue sendo recomendada em alguns casos de diabetes tipo 2. Um estudo realizado pela organização médica internacional “The Endocrine Society”, publicado no “Journal of the Endocrine Society”, e divulgado na revista “Galileu”, revela que o consumo de canela ajuda a controlar os níveis de açúcar no organismo em indivíduos que sofrem de pré-diabetes.

 

Benefícios associados ao consumo

Um chá feito com mel e canela pode beneficiar o sistema imunitário, e é tradicionalmente usado para combater também os sintomas de gripes e constipações. 

 

Contra-indicações:

O uso de canela não é recomendado a grávidas por ser um estimulante uterino. O óleo essencial pode causar dermatite de contacto, irritação das mucosas ou reacções alérgicas sobretudo a cinnamomum cassia (canela da China).

 

Sugestões de utilização:

Os paus de canela não são apenas usados em vinho quente, podem ser usados para realçar uma grande variedade de pratos. Experimente adicioná-los ao arroz cozido a vapor (durante a cozedura) para obter um prato deliciosamente reconfortante, ou adicione ao café ou chocolate para conferir um toque quente. Polvilhe canela em pó sobre tartes de maçã, bolos e biscoitos. Ao pequeno-almoço, adicione uma pitada sobre uma torrada quente com manteiga ou mel. Por mais estranho que possa parecer, a canela em pó, também combina muito bem com receitas salgadas, nomeadamente, estufado de carne de vaca ou cordeiro, conferindo-lhe uma maior profundidade de sabor.

Ananás flamejado com moscatel e canela

Argolas de canela

Batido de banana, morangos e canela

Bavaroise de banana e canela

Bolo de canela

Bolo de canela e noz

Bolo de maçã e canela

Coxas de frango, figos e canela

Crepes de lima e canela

Delícia de banana com canela

Muffins de canela

Pão doce de canela

Queques de pêra e canela

Sopa de beterraba, canela e abóbora

Tarte de maçã e canela

Trança de amêndoa com canela

 

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/os-beneficios-da-canela

https://ncultura.pt/10-beneficios-da-canela-para-a-sua-saude-que-vai-gostar-de-conhecer/

https://www.margao.pt/historias-de-sabor/origem/canela

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/canela

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1609614/a-canela-e-os-seus-incriveis-superpoderes

https://www.viversaudavel.pt/estudo-consumo-de-canela-controla-niveis-de-acucar-em-pre-diabeticos/

https://academic.oup.com/jes/article/4/11/bvaa094/5870882

https://goldnutrition.pt/artigos/canela-do-ceilao-vs-canela-normal-qual-a-diferenca/

 

11
Jan21

Alimentos de A a Z... Caju


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o caju ou castanha-de-caju.

 

Alimentos de A a Z_caju_1.gif

 

Fruto nativo do Brasil, a castanha-de-caju é o fruto do cajueiro e foi levado, pelos portugueses, do Brasil para a Ásia e para a África (a Guiné-Bissau é um dos dez países do mundo que mais produz caju).

O caju é um pseudofruto constituído de duas partes: o fruto propriamente dito - a castanha - e o seu pedúnculo floral, o pseudofruto, um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho. 

É um excelente aliado da saúde por conter antioxidantes e ser rico em gorduras boas para o coração e em minerais como magnésio, ferro e zinco, que previnem anemia e melhoram a saúde da pele, das unhas e do cabelo.

Este fruto seco pode ser incluído nos lanches e nas saladas, pode ser consumido sob a forma de manteiga ou como ingrediente noutros preparados, devendo ser consumido em pequenas porções devido ao seu alto teor calórico.

 

Benefícios associados ao consumo

  1. Previne o envelhecimento precoce, já que é rico em antioxidantes como polifenóis, carotenóides e vitamina E, o que evita o dano dos radicais livres às células;
  2. Previne doenças cardíacas porque contém gorduras mono e poliinsaturadas, fibras e antioxidantes que favorecem o aumento do colesterol "bom", o HDL, e ajudam a diminuir o colesterol "mau", o LDL;
  3. Regula o açúcar no sangue, pois é rico em fibras que atrasam a absorção dos açúcares, evitando picos de glicemia, além de também ajudar a diminuir a secreção de insulina, constituindo uma excelente opção para as pessoas com diabetes ou com resistência à insulina;
  4. Melhora a memória, dado que contém selénio, um micronutriente que actua como antioxidante e evita o dano que é causado pelos radicais livres às células do cérebro. Além disso, também contém vitamina E, que poderia ajudar a prevenir doenças como o Alzheimer e o Parkinson;
  5. Previne ou melhora a depressão, já que é rico em zinco, o qual, de acordo com alguns estudos, é um mineral cuja deficiência foi associada a essa condição;
  6. Reduz a pressão arterial, as dores no corpo, a dor de cabeça, enxaqueca e a fadiga muscular, já que é rico em magnésio e possui propriedades anti-inflamatórias;
  7. Fortalece o sistema imunitário, pois contém zinco, vitamina E e A;
  8. Previne a osteoporose, visto que contém cálcio e fósforo, sendo esses minerais importantes para manter ou aumentar a densidade óssea;
  9. Previne e trata a anemia, por ser rico em ferro e ácido fólico;
  10. Mantém a saúde da pele, do cabelo e das unhas, pois contém cobre, selênio, zinco e vitamina E, nutrientes que são essenciais para proteger a pele. favorecer o crescimento e endurecimento das unhas e melhorar a circulação sanguínea no couro cabeludo.

Apesar de seus benefícios, o caju deve ser consumido em pequenas porções, já que possui grande quantidade de calorias (613kcals/100g) e, por isso, quando consumido em excesso, poderia favorecer o aumento de peso. Este fruto seco pode ser encontrado em supermercados ou em lojas de suplementos naturais.

 

Sugestões de utilização:

Cogumelos salteados com caju

Empadas de pato com caju

Frango com molho de tomate e caju

Gambas com caju

Maionese de caju

Manteiga de caju

Mousse de caju crocante

Tarte de cajus

 

https://www.tuasaude.com/como-a-castanha-de-caju-pode-melhorar-a-saude/

https://www.dw.com/pt-002/caju/t-17416315

 

04
Jan21

Alimentos de A a Z... Café


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o café.

 

Alimentos de A a Z_café.gif

 

História do café

A planta do café é originária da Etiópia. Usada como alimento, é em 575 d.C. que passa a ser cultivada pelos árabes com o objectivo de a utilizarem na preparação de uma bebida. Segundo as primeiras referências, o café foi classificado na família dos evónimos e logo depois na família dos jasmins. Mais tarde, o café foi incorporado por Linneo e, posteriormente por De Jussie, como pertencente à família das Rubiáceas, género coffea.

A história mais generalizada atribui a descoberta das propriedades do café a um prior de um mosteiro cristão, no qual um pastor de cabras, de nome Kaldi, se teria apercebido de que os animais confiados à sua guarda, após haverem comido de “uma certa planta” não podiam conciliar o sono e ficavam em grande agitação. O prior certificou-se do facto e utilizando os grãos dessa planta fez beber a decocção obtida aos seus monges, os quais, graças a ele, ficavam mais despertos durante os ofícios religiosos da noite.

A introdução na Europa do café comercial deu-se através de Veneza, onde o primeiro café público "Café Florian" abriu em 1645. O café chegou pouco depois a França (1659), tendo o seu consumo expandindo-se rapidamente e em grande escala.

As "casas de café" na Europa tornaram-se, desde então, lugares influentes, frequentados por artistas, intelectuais, mercadores, banqueiros, etc., sendo um fórum para actividades políticas e desenvolvimento da sociedade.

Surgiram vários opositores ao café em todos os lugares. Na Itália, por volta do ano de 1600 os padres pediram ao Papa Clemente VIII para proibir a bebida favorita do Império Otomano considerando-a parte da infiel ameaça, porém após o Papa beber um gole achou-a deliciosa e baptizou-a como uma aceitável bebida aos cristãos de todo o mundo.

No século XVIII, em Portugal, com Francisco de Melo Palheta, durante o reinado do rei D. João V, conseguiu introduzir o café na ex-colónia do Brasil e transformá-lo no maior produtor de café mundial. A partir do Brasil o café foi levado para as ex-colónias Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

Em Angola o café surgiu anteriormente, pensa-se que foi introduzido pelos missionários portugueses. Em Timor o café deu entrada por via de Java com os holandeses.

O cafeeiro Arábica foi introduzido em S. Tomé a partir do Brasil por volta de 1800. Pela mesma época, o cafeeiro foi introduzido pelos portugueses em Cabo Verde.

Em Angola, o grupo dos cafeeiros dominante era o Robusta, responsável por 90-95% da produção de café comercial deste território.

Durante o séc. XVIII apareceram os primeiros cafés públicos inspirados nas tertúlias francesas do séc. XVII, tornaram-se espaços de animação cultural e artística. Surgiram assim, vários cafés em Lisboa, entre eles o Martinho da Arcada, Café Tavares, Botequim Parras. Já no princípio do séc. XIX abriram os famosos cafés Marrare fundados por António Marrare, siciliano de origem, negociante de vinhos engarrafados, licores e café. Tal como era referido na altura "Lisboa era Chiado, o Chiado era o Marrare e o Marrare ditava a lei". Com Júlio Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, entre outros, estes cafés públicos foram autênticas academias de moda e de pensamento.

Foi então criada, em 1963, a Organização Internacional do Café (ICO) sediada em Londres.

Foram estabelecidas quotas de café tanto a países produtores como importadores de forma a evitar uma contínua variação dos parâmetros em jogo. Esta organização é sustentada por verbas provenientes dos seus membros, distribuídas proporcionalmente à posição que ocupam no mercado internacional. Assim, o Brasil e a Colômbia por um lado e os EUA e alguns países da Europa ocidental por outro, são o sustentáculo económico da organização. Sob o controlo da ICO, os preços permaneceram relativamente estáveis durante quase 25 anos. Em finais dos anos 80 o acordo começou a não funcionar convenientemente. Produzia-se um excesso global de café e muitos países não estavam de acordo com as quotas que lhes eram atribuídas pela ICO.

 

Informação nutricional

O café é um fruto com uma composição extremamente complexa. Actualmente estão já identificadas cerca de 2000 substâncias nesta bebida, que além de contém e sais como , , , , entre outros de menor expressão.

Na ingestão de café torrado ou solúvel simples (sem adição de leite e açúcar), despreza-se a contribuição energética, uma vez que uma chávena contém 2 a 5 kcal. No entanto, a composição nutricional do café varia de acordo com a espécie do grão, a quantidade de café verde, o processo de transformação, o grau de torrefacção e moagem, o método de preparação, o tipo de água utilizada e o volume de bebida.

A Food and Drug Administration (FDA) considera a ingestão de 300 mg de por dia, segura em adultos saudáveis.

 

Benefícios e alertas associados ao consumo

É uma verdade incontornável que a ingestão moderada de café não apresenta risco para a saúde, conferindo até mesmo um efeito protector para várias patologias. 

A é uma substância psicoativa que pertence ao grupo das . Com efeito estimulante a nível do sistema nervoso central (SNC), é capaz de inibir os receptores de , impossibilitando a sua acção tranquilizante no SNC. É também responsável pela diminuição da sensação de fadiga e sonolência e pelo aumento da capacidade de alerta, o que afecta positivamente o rendimento físico e intelectual. São muitos os estudos que indicam que o consumo baixo e moderado de café (1 a 3 chávenas de 150 ml por dia) afecta positivamente a sensação de bem-estar generalizado, relaxamento e boa disposição. Contudo, o consumo excessivo desta bebida (mais de 5 chávenas de 150 ml por dia) poderá suscitar comportamentos menos positivos, tais como nervosismo, ansiedade, agressividade, insónia, taquicardia e tremores.

A ingestão de 1 a 3 chávenas de café por dia (consumo baixo e moderado) parece reduzir em 24% o risco de doença cardiovascular, o que se deve provavelmente à acção antioxidante dos compostos  e ao aumento das lipoproteínas de alta densidade (HDL) que exercem efeitos anti-aterogénicos. Sabe-se também que a ingestão de causa um aumento modesto na pressão arterial, contudo, até ao momento, não existe consenso inequívoco sobre a relação directa entre a ingestão de café e a Hipertensão Arterial.

Está igualmente provado que a ingestão de café reduz o risco de desenvolvimento de  (DT2), pois o seu consumo apresenta efeito benéfico na  e  em indivíduos com hiperglicemia intermédia ou com DT2, sendo mais marcado nos momentos pós-prandiais (após as refeições).

O consumo moderado de café pode influenciar positivamente o funcionamento dos rins, evitando o desenvolvimento de , porque favorece o funcionamento do aparelho urinário.

A consegue passar a barreira placentária, contudo está demonstrado que o consumo moderado de café não tem efeitos negativos nem na saúde da gestante, nem na do feto. Mesmo assim deve seguir o conselho médico.

 

Comprar e conservar

Para os verdadeiros apreciadores de café, saber escolher e conservar o seu aroma e sabor durante mais tempo, parece ser fundamental.

Sucintamente podemos encontrar quatro factores que contribuem para a deterioração do café e que por esse motivo devem ser evitados, quer no momento da compra, quer aquando do armazenamento, em casa. São eles o ar, a humidade, o calor e a luz. Assim, de forma a conservar a frescura do café e evitar estes factores, as embalagens originais onde este é comercializado são concebidas para conservar todas as suas propriedades e frescura até ao momento em que este é consumido. Ao realizar a compra deve estar atento/a e verificar qual o café que prefere, segundo o seu teor em .

Após a compra do café, deve saber quais os melhores locais para o guardar. Os espaços secos, escuros e frescos, como por exemplo despensas ou armários, são os preferíveis. Já o frigorífico e o congelador não parecem ser eficazes para armazenar o café, uma vez que contêm elevados níveis de humidade e odores, que são facilmente absorvidos, alterando assim o aroma e o paladar que o caracteriza. Deve também evitar que o café seja armazenado perto de fontes de calor, como por exemplo o micro-ondas ou o fogão e até mesmo em locais onde haja exposição solar. No caso de preferir armazenar o café numa simples prateleira deve certificar-se que este esteja guardado num recipiente opaco.

 

Sugestões de utilização:

Azeite de café

Batido de café

Bife com molho de café

Bife com molho de café e pimenta rosa

Bolachinhas de café

Bolinhos de noz e café

Bolo de café

Bombons de café

Bombons de praliné com côco e café

Brownies de café

Café bombom gelado | Café gelado com leite condensado

Cheesecake de café

Creme brûlée de café

Granita de café

Licor de chocolate e café

Madalenas de café

Mousse de chocolate e café

Parfait de café

Pudim de café

Strogonoff de vaca com café

Torta de café

 

https://www.deltacafes.pt/pt/o-cafe/historia

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/os-efeitos-surpreendentes-do-cafe-explicados-por-um-medico

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/aceita-um-cafe-os-efeitos-a-dose-ideal-desta-bebida

https://www.acs.org/content/acs/en/pressroom/newsreleases/2020/april/using-chemistry-to-unlock-the-difference-between-cold--and-hot-brew-coffee-video.html

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/cafe-reduz-risco-de-progressao-do-cancro-da-prostata

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/cafe-principais-beneficios

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/cafe#gs.pcftwk

 

21
Dez20

Alimentos de A a Z... Cacau


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o cacau.

 

Alimentos de A a Z_cacau.gif

 

A árvore que dá origem ao cacau (originária de regiões de florestas pluviais da América Tropical, onde até hoje, é encontrada em estado silvestre, desde o Perú até ao México) possui o nome científico Theobroma cacao (atribuído por Carl Lineu).

cacaueiro apresenta um tipo de floração e frutificação pouco comum, ou seja, as flores (e os subsequentes frutos) nascem no tronco principal ou nos ramos que lhe estão próximos. 

O cacau é um fruto de casca dura e de coloração que vai do amarelo esbranquiçado até ao vermelho escuro, pode medir até 20 cm de comprimento e contém uma polpa branca ou rósea com sementes avermelhadas. 

Após a colheita dos frutos, as sementes são submetidas a um processo fermentativo e oxidativo para desenvolverem o aroma característico do cacau. Segue-se a secagem, que tem como objectivo diminuir o teor de água, sendo depois processadas industrialmente (em geral, nos países consumidores).

 

Factos históricos

O cacau chegou à Europa no início do século XVI, trazido pelos conquistadores espanhóis, mas apenas no século XVII entrou nos circuitos europeus e se tornou verdadeiramente popular.

No entanto, quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios, principalmente os Astecas, no México, e os Maias, na América Central. Os índios consideravam as sementes de cacau tão valiosas que, além de as usarem como moeda, estavam presentes nos seus rituais sagrados.  

O cacau, era utilizado pelos Maias na preparação de uma bebida amarga e refrescante, à qual atribuíam propriedades medicinais. Os Astecas, por sua vez, adicionavam condimentos e flores aromáticas à bebida de forma a torná-la mais atractiva ao paladar.  

As civilizações pré-colombianas, consumiam-no também sob a forma de bebida, à qual adicionavam piripiri e baunilha (estas especiarias são nativas da mesma região onde se encontravam os cacaueiros silvestres)

No entanto, foram os europeus que tiveram a ideia de misturar leite e açúcar ao cacau para criar o que conhecemos como chocolate. No final do século XVI, o surgimento da máquina a vapor ajudou a tornar a fabricação de chocolate mais expressiva, por facilitar a trituração dos grãos de cacau.  

 

A origem da semana inglesa

Em 1828, o químico holandês Johannes van Houten (1801-1887) inventou uma prensa capaz de separar a manteiga de cacau dos sólidos de cacau. Este último produto (cacau magro) podia agora ser utilizado num conjunto de produtos novos, entre os quais o chocolate em barra.

No final do século XIX, a firma Cadbury’s era a principal indústria britânica de chocolate e era, simultaneamente, propriedade de uma família quaker (grupo protestante conhecido pelo seu pacifismo) que tinha preocupações sociais vanguardistas.

Foi nesta empresa que se iniciou um novo tipo de horário de trabalho semanal, no qual as tardes de sábado, e não apenas o domingo, passaram a ser de descanso e lazer – a famosa semana inglesa.

 

O recurso a mão-de-obra escrava

No início do século XX, surgiram rumores de que o cacau proveniente de São Tomé, e utilizado na fábrica da Cadbury’s, seria produzido com recurso a escravos trazidos de Angola para São Tomé.

Em 1905, quatro anos após as primeiras denúncias, a Cadbury’s enviou uma expedição a África para averiguar a situação dos trabalhadores nas roças santomenses. A expedição regressou em 1907 com depoimentos e registos fotográficos que confirmaram os rumores.

Ponderou-se alterar a situação da escravatura em São Tomé, através de pressão diplomática dirigida às autoridades de Lisboa, mas na capital portuguesa vivia-se um clima pouco propício à análise destas questões devido às convulsões políticas.

Entretanto, a situação das roças santomenses e da sua ligação à Cadbury’s tornou-se notícia internacional e a empresa deixou de adquirir cacau proveniente da colónia portuguesa.

Esta decisão foi tomada não apenas por intrínsecas questões morais, mas também por pressão dos consumidores britânicos e europeus que tinham gradualmente adquirido uma consciência social na qual situações como as que se viviam em São Tomé eram inaceitáveis.

Embora a escravatura tenha sido oficialmente abolida, em alguns países africanos produtores de cacau (a Costa do Marfim é o maior produtor mundial) ainda persiste a tragédia do trabalho infantil, usado na colheita e secagem das sementes de cacau. O Protocolo de Harkin-Engel, assinado em 2001, no âmbito da Organização Mundial do Trabalho, é um acordo internacional que tenta responder a esta situação, infelizmente, sem grande sucesso.

 

Informação nutricional

Conhecido pela sensação de bem-estar que causa a quem o consome, muitas vezes sob a forma de chocolate, o cacau possui vários constituintes que justificam esse atributo, entre eles o , o triptofano, os  e o tipo de :

  •  é um mineral que, entre outros benefícios, induz a produção de dopamina, um neurotransmissor que regula o humor;
  • Triptofano, um aminoácido que induz o organismo a fabricar serotonina, um neurotransmissor que proporciona bem-estar e prazer;
  • De entre os vários compostos do grão de cacau, encontram-se também os  (ácido gálico e epicatecina). Estas substâncias com propriedades cardioprotectoras consistem num sub-grupo de substâncias , denominadas ;
  •  presente no cacau (ácido oleico e linoleico) eleva o nível de endorfina, também um neurotransmissor, que alivia a dor, causa euforia, sensação de segurança e calma.

 

Benefícios associados ao consumo

Além do anteriormente descrito, o  desempenha também um papel importante na regulação da , no equilíbrio dos fluídos corporais e na contracção muscular. Tem um leve efeito diurético pelo seu conteúdo em água e , que poderá ser benéfico no caso de  e hipertensão arterial ou em caso de perdas excessivas de , como durante a utilização de diuréticos. 

, igualmente presente em boa quantidade no cacau, desempenha funções a nível da transmissão neuromuscular, participa na regulação dos fluxos através das membranas celulares, coadjuva a actividade de algumas  em variados processos enzimáticos, e está envolvido na replicação de ADN.  

 é importante para a divisão das células, formação de glóbulos vermelhos, auxilia o sistema imunitário e, ainda, previne malformações no feto durante a gravidez.

 

Alerta associado ao consumo

É desaconselhado em casos de insuficiência renal, visto que nesta condição o consumo de  é restrito.

 

Comprar e conservar

O cacau deve ser conservado em recipientes opacos e vedados, ao abrigo da luz, do calor e da humidade, de forma a manter o seu aroma.

 

Sugestões de utilização:

Areias de cacau

Bolachas de cacau

Bolo árvore de Natal

Bolo-pudim de cenoura e cacau

Bolo salame de cacau

Panquecas de alfarroba e cacau

Tarte de cacau com frutos vermelhos

Tronco de cacau e café

 

https://revistajardins.pt/do-cacau-ao-chocolate-historia-e-origem/

https://www.vitalhealth.pt/bem-estar/6248-conhe%C3%A7a-os-benef%C3%ADcios-do-cacau-e-saiba-como-consumi-lo-de-forma-saud%C3%A1vel.html

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/cacau

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/12-set-2020/cacau-de-sangue-12711716.html

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/cacau-e-chocolate-os-seus-prazeres-sofisticados

https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/97451

https://www.dol.gov/sites/dolgov/files/ILAB/legacy/files/Harkin_Engel_Protocol.pdf

 

14
Dez20

Alimentos de A a Z... Bagas Goji


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos as bagas goji.

 

Alimentos de A a Z_bagas goji.gif

 
O goji é um fruto constituído por pequenas bagas vermelhas, que são desidratadas ao sol ou a temperaturas inferiores a 40ºC. São originárias do Noroeste da China e do Tibete e utilizadas, pelos chineses, há milhares de anos na Medicina Tradicional Chinesa. 
 
As bagas goji têm sido motivo de crescente interesse, desde que foram consideradas um dos mais potentes superalimentos, graças às suas propriedades nutricionais. Mas, como em tudo, sem moderação podem tornar-se prejudiciais. Podem ser consumidas cruas, em saladas, sumos, batidos, chás, com cereais ao pequeno-almoço, misturada nos iogurtes, ou de qualquer outra forma, mas sem exageros.
 
 
Benefícios associados ao consumo:
 

Ricas em carotenóides, betaína, polissacarídeos, vitaminas e aminoácidos, as bagas secas e a casca de raíz têm demonstrado alguns benefícios para a saúde. Segundo alguns estudos científicos, a ingestão de bagas de goji (essencialmente, o fruto e sumo do fruto) pode trazer benefícios em situações como a diabetes, distúrbios oftálmicos (dos olhos), qualidade do sono e perda de peso. Contudo, ainda não existem dados científicos suficientemente robustos que comprovem estes efeitos.

 

Riscos associados ao consumo:

Apesar dos seus benefícios o consumo de bagas de goji requer prudência e moderação, especialmente nos seguintes casos:

  • Gravidez e aleitamento. Alguns estudos, em animais, sugerem que as bagas de goji podem estimular as contracções do útero. Este efeito ainda não foi demonstrado em humanos, mas por questões de segurança, não se recomenda o consumo deste superalimento durante a gravidez. Durante a amamentação, o consumo excessivo das bagas também não é aconselhável uma vez que não existem dados de segurança disponíveis.
  • Interacções com a varfarina. Têm sido reportados casos em que ocorreu um aumento dos efeitos da varfarina quando associada a bagas de goji (chá, sumo). Dado ser uma interacção possível, é desaconselhado o consumo de bagas de goji a pessoas que tomem medicamentos anticoagulantes (como a varfarina) de forma a prevenir os riscos de hemorragia associados.

 

As bagas podem ser consumidas cruas ou secas (como passas) em saladas, sumos, batidos, chás, com cereais de pequeno-almoço, iogurtes, ou de qualquer outra forma, mas tendo sempre em atenção os seus riscos. A melhor forma de conseguir os nutrientes de que o seu organismo necessita é através de uma alimentação variada e equilibrada.

 

Sugestões de utilização:

Batido de papaia com frutos secos e bagas goji

Bolas energéticas com bagas goji

Bolo de iogurte com bagas de goji

Bolo de limão com bagas goji

Cookies de goji

Crumble com bagas goji

Lombo de porco em cama de legumes e bagas goji

Mousse de goji

Pizza de carne com bagas goji

Salada com bagas goji

 

https://www.farmaciasportuguesas.pt/menu-principal/bem-estar/os-pros-e-contras-das-bagas-de-goji.html

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/bagas-goji-um-poderoso-antioxidante

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1232556/descubra-8-beneficios-de-incluir-bagas-goji-na-sua-alimentacao

https://www.vidaativa.pt/cuidados-no-consumo-de-bagas-goji/

https://www.vidaativa.pt/sugestoes-de-receitas-com-bagas-goji/

https://culturasemergentes.ajap.pt/wp-content/uploads/2019/01/Manual_Culturas_Emergentes_Bagas_Goji_Digital.pdf

https://revistajardins.pt/cultura-das-bagas-goji/

https://blog.bodyscience.pt/bagas-de-goji/

https://www.vidarural.pt/insights/uma-baga-para-dar-muito-bago/

https://www.vidarural.pt/insights/bagas-de-goji/

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/goji-as-poderosas-bagas-anti-envelhecimento-em-5-receitas-deliciosas

http://gojinatur.com/receitas/

 

07
Dez20

Alimentos de A a Z... Bacalhau


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z" e, atendendo à época natalícia, hoje, apresento-vos o fiel amigo: o bacalhau.

 

Alimentos de A a Z_bacalhau.gif

 

O “nosso bacalhau”, aquele que há séculos pescamos e consumimos, é o bacalhau-do-Atlântico. Peixe da família dos gadídeos, tem o nome científico de Gadus Morhua, que lhe foi atribuído pelo naturalista sueco Carolus Linnaeus, em 1758.

O bacalhau-do-Atlântico é considerado o verdadeiro bacalhau. Gadus refere-se ao género. Morhua deriva da palavra francesa morue, que deu o segundo nome ao bacalhau-do-Atlântico: Gadus morue.

O “nosso bacalhau” tem uma forma robusta, lateralmente é achatado e o corpo vai afilando em direcção à cauda. A cabeça do bacalhau é grande: pode ter um quarto do comprimento total do peixe. A coloração do bacalhau é verde-azeitona ou acastanhada. Possui numerosas manchas negras, arredondadas no dorso. A linha lateral mais clara é a que distingue o bacalhau dos outros gadídeos. 

O crescimento do bacalhau depende muito da temperatura da água e do número de indivíduos do cardume - quantos mais forem, menos alimento fica. O bacalhau vive, em média, 16 a 20 anos. Em adulto, pode medir 1,50 metros e pesar entre 30 a 90Kg. Exteriormente, não se notam diferenças entre o macho e a fêmea. Depois de capturados, é possível distingui-los através das gónadas. No bacalhau fêmea, as gónadas são vulgarmente designadas por ovas.

O povo Português foi o responsável pela introdução do bacalhau nos hábitos alimentares dos humanos, no século XV. De forma a garantir a sua preservação, durante as longas temporadas de pesca, o bacalhau era salgado, tendo revelado ser adaptável a este método de conservação mantendo as suas características gustativas. 

Atualmente, Portugal é o maior e principal consumidor a nível mundial. Estima-se que o consumo anual, em Portugal, ronde as 70 mil toneladas, correspondendo a um consumo de 4kg per capita.

Na nossa cultura, a forma mais frequente de adquirir bacalhau é seco e salgado, sendo posteriormente demolhado para ser consumido, mas também podemos encontrar bacalhau fresco e congelado. Podemos adquirir ainda alimentos derivados do bacalhau, como ovas e óleo de fígado de bacalhau.

 

Informação Nutricional:

O bacalhau é um peixe com baixo teor de gordura (0,1% da DDR por 100g), rico em proteína de alto valor biológico, com quantidades apreciáveis em vitamina D, fósforo, potássio e magnésio. O bacalhau é particularmente rico em selénio, que integra diversas enzimas com capacidades de protecção das células do organismo contra os radicais livres.

Apesar de demolhado, o bacalhau ainda apresenta quantidades relativamente elevadas de sal (cerca de 3g por 100g), pelo que a adição de sal durante a confecção se torna desnecessária.

 

Como comprar e conservar:

Ao comprar bacalhau salgado seco certifique-se de que não apresenta demasiado sal, manchas escuras ou humidade à superfície. Para verificar a existência de água em excesso, no bacalhau comprado inteiro, segure-o na zona terminal (cauda), se dobrar significa que não está bem seco.

Conserve sempre o bacalhau no frigorífico, mesmo o que compre salgado e seco.

A demolha do bacalhau é fundamental para remover o excesso de sal e um dos segredos para que fique no ponto certo de sabor e textura. Este processo faz com que o bacalhau readquira a água que perdeu durante a secagem (pode aumentar até mais de 35% do seu peso).

Para demolhar correctamente o bacalhau, deve começar por lavá-lo em água fria corrente para retirar o excesso de sal à superfície. Coloque num recipiente com água bem fria (a menos de 8ᵒC), com a pele virada para cima e totalmente coberto pela água. Preferencialmente deve reservar-se no frigorífico para manter a água bem fria durante 24 ou 36 horas, de acordo com a grossura das postas. Durante o processo a água deve ser renovada até 3 vezes por dia.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de bacalhau, feijão e coentros

Bacalhau assado na brasa com azeite de alho

Bacalhau à Brás

Bacalhau à Gomes de Sá

Bacalhau à lagareiro

Bacalhau à Margarida da praça

Bacalhau à moda de Fafe

Bacalhau à Zé do Pipo

Bacalhau com natas

Bacalhau com todos

Bacalhau conventual

Bacalhau espiritual

Bacalhau guisado à Lisboa antiga

Caldeirada de bacalhau

Folhado de bacalhau

Hambúrguer de bacalhau

Pastéis de bacalhau

Pataniscas de bacalhau

Salada César com bacalhau

Tortilha de bacalhau

 

https://terradobacalhau.com/receitas/

https://www.pingodoce.pt/historias-de-cozinha/artigos/como-aproveitar-tudo-do-bacalhau/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/bacalhau#gs.mt2fjw

https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/alimento/bacalhau/

https://terradobacalhau.com/a-saber/

http://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/626-bacalhau

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/19-set-2020/bacalhau-o-totem-nacional-12738440.html

https://cozinhatecnica.com/2019/04/bacalhau/

http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0873-65612013000300010

http://www.visitilhavo.pt/dossiers-tematicos/capital-portuguesa-do-bacalhau/tudo-sobre-o-bacalhau

http://www.confrariabacalhauilhavo.org/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=5

https://www.centerofportugal.com/pt/tour/a-rota-do-bacalhau/

https://www.publico.pt/2020/07/22/local/noticia/inaugurado-centro-interpretativo-historia-bacalhau-lisboa-1925481

 

30
Nov20

Alimentos de A a Z... Brócolos


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos os brócolos.

 

Alimentos de A a Z_brócolos.gif

 

Os brócolos fazem parte da família das couves crucíferas (como a couve-flor, o repolho ou a couve-de-bruxelas), denominada de CruciferaeOriginários de Itália, do tempo da Roma Antiga, são considerados um superalimento que fortalece o sistema imunitário e ajuda a defender o organismo do aparecimento de algumas doenças

 

Informação nutricional:

Desde as folhas, passando pelas flores e pedúnculos florais, tudo nos brócolos é comestível. Têm um baixo teor de proteínas,  e . São boas fontes de fibras (2,3 g, por 100 g), carotenos - pró-vitamina A - (687 µg por 100 g) e vitamina C, K e B9 (ácido fólico). Relativamente aos , são ricos em  e 

 

Benefícios para a saúde:

Efeito antioxidante
Os brócolos têm elevados níveis de glucorafanina, um composto que é convertido num potente antioxidante, o sulforafano, durante a digestão. Alguns estudos demonstraram que essa substância pode ajudar a reduzir os níveis de açúcar e colesterol no sangue. Os brócolos têm também luteína e zeaxantina, outros antioxidantes que podem prevenir o dano celular nos olhos.

Promovem a saúde intestinal
Incluir os brócolos numa alimentação diversificada e equilibrada pode ajudar a regular a função intestinal, a reduzir os níveis de inflamação no cólon e a obter mudanças favoráveis nas bactérias intestinais.

Estimulam a função cerebral
Graças à sua riqueza nutricional, o consumo regular de brócolos, potencia a saúde do cérebro, além de poder retardar o declínio mental (fruto do envelhecimento celular)

Reforçam o sistema imunitário
A vitamina C é um dos nutrientes responsáveis pelo reforço do sistema imunitário, sabendo-se que uma ingestão diária de 100 mg a 200 mg (valor obtido com recurso a suplementação) pode ajudar a prevenir algumas infecções. 

Tornam os ossos mais fortes
Entre os muitos ingredientes que se encontram na composição dos brócolos, o facto de serem fonte privilegiada de vitamina K, cálcio, fósforo, zinco e vitaminas A e C, torna o seu consumo vital para a manutenção de ossos fortes e saudáveis.

Gravidez mais saudável
Durante a gestação, o organismo necessita de um aporte superior de vitaminas, minerais e proteínas que ajudam tanto a mãe como o bebé, nomeadamente, vitaminas de complexo B, em particular o ácido fólico, elemento essencial para o desenvolvimento do cérebro do feto e da espinal medula. Para superar essas necessidades recomenda-se o consumo de brócolos.

 

Como comprar e conservar:

Deverá escolher brócolos com uma coloração viva e sem manchas amarelas, a parte superior dos brócolos deve ser compacta e não deve estar danificada. Além disso, não devem ter flores amarelas desabrochadas porque é sinal de excessiva maturação.

Os brócolos são um alimento facilmente perecível, pelo que deverão ser conservados no frigorífico, dentro de um saco plástico aberto, onde poderão permanecer por 4 dias. Não deverá lavá-los previamente porque a presença de água à superfície acelera a degradação.

Os brócolos podem, também, ser congelados, mas como a congelação caseira é de menor qualidade, neste caso, poderá optar por variedades ultracongeladas.

 

Como utilizar:

O cheiro característico que se sente quando os brócolos são cozinhados provém dos compostos sulfurados, o que não deverá ser desculpa para prescindir deste valioso alimento.

Podem ser cozidos a vapor, salteados, utilizados em sopas ou cremes e em arroz.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de brócolos

Bolinhos de brócolos

Brócolos gratinados

Brócolos salteados com alho

Creme de brócolos

Mini quiches de brócolos e queijo de cabra

Omelete de brócolos

Quiche de brócolos

Sopa de brócolos

Tarte de brócolos

 

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/6-razoes-para-comer-brocolos

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/alimento-do-mes-brocolos/

https://www.bonduelle.pt/sobre-nos/do-campo-a-mesa/le-brocolo-um-concentrado-de-energia/818/88

https://www.portaldadialise.com/articles/conhece-o-lado-negro-dos-broculos

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/brocolos

https://revistajardins.pt/a-cultura-da-couve-brocolo/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/brocolos#gs.lqxz6r

https://www.vidaativa.pt/brocolos/

https://www.saberviver.pt/comida/nutricao/brocolos/

https://www.be-the-story.com/pt/alimentacao-saudavel/brocolos-saude-e-sabor/#

http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/AreasCientificas/AlimentNutricao/AplicacoesOnline/TabelaAlimentos/PesquisaOnline/Paginas/DetalheAlimento.aspx?ID=IS550

https://www.revistasauda.pt/noticias/Pages/Factor-C.aspx

 

23
Nov20

Alimentos de A a Z... Beterraba


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a beterraba.

 

Alimentos de A a Z_beterraba.gif

 

 

A beterraba, de nome científico Beta vulgaris, pertence à família das quenopodiáceas. Consoante a sua especificidade, pode constituir matéria-prima para a produção de açúcar (beterraba sacarina), alimentação animal e, até, biocombustível. A variedade mais conhecida (e consumida) é a de cor vermelha intensa (que lhe é conferida pela betacianina, um pigmento muito utilizado como corante pela indústria alimentar), no entanto também podemos encontrar, no mercado, beterraba amarela (cujo pigmento responsável pela coloração é a betaxantina). 

A beterraba é originária do Norte de África e cresceu de forma selvagem nas costas europeia e asiática. Durante muito tempo o consumo deste tubérculo limitou-se às folhas, foram os romanos os primeiros a consumir o bolbo da beterraba. Na Idade Média, era utilizada para tratar inúmeras doenças, em especial as relacionadas com a digestão e o sangue, mas os Romanos já a utilizavam em tratamentos de febres e prisão de ventre. Na Europa, no século XIX, tornou-se muito famosa quando se descobriu que se podia transformar em açúcar. 

A beterraba possui inúmeras propriedades bebéficas para a saúde humana. Além de ser uma importante fonte de antioxidantes, contém betaína e muitos outros nutrientes, nomeadamente ácido fólico, carotenóides, vitamina B6, fibras, manganês, potássio, vitamina C e ferro. Esta riqueza nutricional faz com que seja, há muito, utilizada como planta/alimento medicinal, sendo considerada uma superalimento.

Apesar de ser tida como uma óptima aliada no combate à , vários especialistas afirmam que os seus níveis de  estão longe de se aproximar de outros vegetais (de folhas verde-escuras: espinafres, nabiças, agriões, beldroegas, salsa e grelos) ricos neste mineral.

No entanto, o elevado aporte de fibra faz da beterraba um tubérculo eficaz na regulação intestinal e o seu sumo, misturado com mel e cenoura, pode ser utilizado como xarope caseiro para a tosse.

 

Como comprar e conservar

Deve escolher beterrabas firmes, de pele lisa e cor escura e dar preferência às de tamanho mais reduzido.

Depois de lavadas e bem secas, devem ser guardadas no frigorífico, onde se mantêm durante 2 a 3 semanas. Não devem ser congeladas cruas, visto que tendem a ficar moles após a descongelação.

 

Como utilizar

A beterraba é um tubérculo bastante versátil, podendo ser adaptado às várias estações do ano: em épocas mais frias, em sopas ou num prato mais composto, e no verão em sumo ou saladas. 

As suas folhas também são comestíveis e devem ser utilizadas como os espinafres.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de beterraba

Creme de beterraba

Húmus de beterraba

Muffins de beterraba

Panquecas de beterraba

Rolo de carne com beterraba

Salada de beterraba

Sumo de maçãs verdes com beterraba

Sumo de beterraba e aipo

Tarte de cenoura e beterraba

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/beneficios-da-beterraba-para-a-sua-saude/

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/os-alimentos-mais-ricos-em-ferro-para-combater-a-anemia

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/beterraba#gs.m3ubqm

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/beterraba

https://pt.petitchef.com/artigos/receitas/beterraba-tudo-o-que-precisa-saber-aid-1420

https://www.centrovegetariano.org/Article-199-Beterraba.html

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6947971/

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Em destaque no SAPO Blogs
pub