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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

13
Set21

Alimentos de A a Z... Erva-doce


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a erva-doce.

 

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A erva-doce (Pimpinella anisum), também conhecida por anis, é uma planta medicinalda família Apiaceae, originária do Mediterrâneo, que é cultivada em regiões de clima temperado e subtropical. Tem propriedades antiespasmódicas, estimulantes, relaxantes, antirreumáticas, anti-inflamatórias, diuréticas e antioxidantes.

O sabor da erva-doce é apetitoso e fresco. As sementes libertam todo o seu aroma se forem esmagadas ou cortadas aos bocadinhos. Devem ser adicionadas aos cozinhados logo no início da cozedura, para que libertem todo o seu aroma.

Muitas vezes, a erva-doce é confundida com o funcho (Foeniculum vulgare Miller) e o anis-estrelado (Illicium verum), porém tratam-se de plantas diferentes e com propriedades distintas. 

 

Benefícios do chá de erva-doce para a saúde

  1. Fonte de nutrientes

A planta medicinal utilizada na preparação do chá é composta por nutrientes importantes para o funcionamento do organismo como fibras, ferro, cálcio, zinco, cobre, vitamina A, vitaminas do complexo B e vitamina C.

  1. Saúde do sistema digestivo

A erva-doce é utilizada como uma planta medicinal para auxiliar o sistema digestivo desde os tempos antigos pelos ancestrais romanos e egípcios.

O consumo de erva-doce aumenta de maneira espontânea a motilidade gástrica (capacidade de movimentação) e a secreção de ácido gástrico.

  1. Alívio de cólicas

O chá de erva-doce é utilizado tradicionalmente como um remédio natural para acalmar cólicas.

  1. Problemas respiratórios

A planta também é utilizada como um remédio caseiro para tratar sintomas associado a bronquite e tosse crónica. O chá de erva-doce também pode ajudar a soltar a expectoração. 

  1. Combate o mau hálito 

A halitose ou mau hálito geralmente aparece como consequência de problemas digestivos. O chá de erva-doce constitui um excelente aliado no combate a este desagradável problema quando utilizado como elixir bucal.

  1. Alívio de sintomas menstruais e da menopausa

Também é tradicionalmente utilizado como um medicamento natural e popular para tratar as cólicas, que surgem durante o período menstrual, devido às suas propriedades antiespasmódicas, fito-estrogénicas e anti-inflamatórias, actuando como calmante para os músculos uterinos.

Também ajuda no controlo dos níveis de estrogénio, o que alivia sintomas da menopausa como as ondas de calor.

  1. Combate a retenção de líquidos

Graças às propriedades diuréticas, combate a retenção de líquidos e, consequentemente, o inchaço que surge, promovendo a eliminação do excesso de água presente no organismo, através da urina.

  1. Saúde ocular

A erva-doce também pode ajudar a tratar olhos doridos ou inchados de manhã, além de infecções locais. Molhe uma bolinha de algodão no chá de erva-doce e aplique nos olhos.

  1. Saúde cardiovascular

A erva-doce também pode contribuir para o fortalecimento do coração, devido à presença de antioxidantes e vitaminas.

  1. Combate aos radicais livres

A erva-doce apresenta propriedades antioxidantes, eficazes no combate aos radicais livres (substâncias nocivas, presentes no organismo), que podem favorecer o aparecimento de doenças, além de promoverem o envelhecimento precoce.

 

A erva-doce é usada também em produtos cosméticos e de perfumaria, podendo ser encontrada em diferentes formas, como extracto seco e óleo.

O óleo essencial de erva-doce é muito utilizado na aromaterapia para regular as hormonas femininas, reduzir as cólicas menstruais e diminuir os sintomas da menopausa, como as ondas de calor, por exemplo.

Este óleo também pode ser usado como relaxante muscular e calmante, através de massagem com 2 gotas de óleo essencial misturadas ao óleo de amêndoas. 

 

Advertências associadas ao uso da erva-doce

De acordo com alguns estudos, o óleo essencial de erva-doce pode estimular o aparecimento de crises epilépticas em pessoas que sofrem de epilepsia. Dessa forma, deve ser usado com precaução e, idealmente, com orientação de um médico ou fitoterapeuta.

A erva-doce está contra-indicada para grávidas, lactantes e crianças com menos de 12 anos. Além disso, o seu uso deve ser evitado por mulheres com cancro de mama, pois pode alterar a produção de hormonas femininas, como o estrogénio, influenciando o tratamento da doença.

Esta planta também deve ser evitada por pessoas que fazem suplementação com ferro, pois pode prejudicar a absorção deste nutriente.

 

Sugestões de utilização:

Bacalhau com pimentos, azeitonas e erva-doce

Biscoitos de laranja e erva-doce

Bolinhos de erva-doce

Bolo de canela e erva-doce

Bolo de erva-doce

Bolo de pêra e erva-doce

Broas de erva-doce

Broas de S. Martinho

Chá de erva-doce

Dourada à grega com erva-doce

Ferraduras de erva-doce

Folar de erva-doce

Folar de erva-doce e canela

Folar tradicional com erva-doce e canela

Gallete integral de maçãs e erva-doce

Lombo de porco com crosta de erva-doce

Rojões de porco com castanhas e erva-doce

Torcidinho de erva-doce

 

https://www.fitnesshut.pt/nutrihut/receitas/erva-doce/

https://www.margao.pt/produtos/ervas-e-especiarias-e-pimentas/especiarias/erva-doce-moida

https://www.tuasaude.com/erva-doce/

https://www.sementesvivas.bio/pt/ervas-anuais/819-anis-erva-doce.html

 

06
Set21

Alimentos de A a Z... Dióspiro


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o dióspiro.

 

Alimentos de A a Z_dióspiro.gif

 

Com duas cores e duas texturas distintas, o dióspiro (Diospyros kaki), é um fruto bastante apreciado e com vários benefícios para a saúde. Seja o de tom alaranjado e de “roer”, ou o de tom avermelhado e de “abrir” e comer à colher.

O dióspiro é um fruto proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levado para a Índia e para o Japão, onde é cultivado desde o século XVII. Ao longo dos tempos, difundiu-se pelos cinco Continentes. Actualmente, os principais países produtores são: China, Japão, Coreia, Brasil, Índia, Itália e Espanha. Em Portugal, destaca-se a zona do Algarve como zona de produção. Contudo, grande parte dos dióspiros é proveniente de árvores dispersas, espalhadas por todo o país. O calendário de produção nacional reporta aos meses de Outubro e Novembro, entrando ainda no mês de Dezembro. 

O diospireiro é uma espécie de origem subtropical, adaptando-se a um clima moderado. O fruto do diospireiro, retirando a sua casca fina, é praticamente constituído por polpa, de aparência gelatinosa, composta por fibras solúveis como mucilagens e pectinas. Estas fibras favorecem a regulação do funcionamento intestinal e das glicemias, promovem a saciedade e diminuem os níveis de colesterol total e de colesterol-LDL.

Ainda do ponto de vista nutricional, é de salientar também a sua riqueza em vitamina A e minerais, como o potássio. Têm-se descrito grandes quantidades de acções associadas aos carotenoides (responsáveis pela coloração do fruto), principalmente como agentes antioxidantes com eventual potencial na protecção das células.

As suas variedades dividem-se em função da adstringência. A sensação adstringente é provocada pela contracção das mucosas da boca, sendo que esta característica particular se deve à presença de taninos (especialmente presentes quando a fruta ainda não está madura). A riqueza em taninos confere-lhe um elevado potencial antioxidante, e diversos estudos relacionam a sua presença com a diminuição do risco de doença cardiovascular e de alguns tipos de cancro. As “adstringentes”  – Coroa de Rei, Kaki e Roxo Brilhante – são as mais comuns e necessitam de uma maturação adequada para poderem ser consumidas. As “não adstringentes” – Fuyo, Hana Fuyo, O Gosho, Giro, Cal-Fuyo, Fau-fau e Sharon –  podem consumir-se de imediato, após a colheita.

O dióspiro oferece 65kcal por 100g de parte edível, sendo que a sua composição é essencialmente água (82,6g), hidratos de carbono (14,8g), vitaminas e minerais. Contém 177 µg de carotenóides correspondendo a 22% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina A, tornando o dióspiro uma boa fonte. Apresenta, também, uma quantidade interessante de potássio (230mg), correspondendo a 11,5% da DDR. 

Devido ao teor de hidratos de carbono, o consumo do dióspiro deve ser, sempre que possível, integrado em refeições.

 

Benefícios para a Saúde

Extremamente nutritivo e excelente fonte de antioxidantes, o dióspiro traz benefícios para a saúde do coração e para a redução de inflamações. Entre as vantagens do seu consumo incluem-se:

1. propriedades anti-inflamatórias, anti-infecciosas e anti-hemorrágicas, graças ao elevado teor de antioxidantes;

2. contribui para uma boa saúde ocular, uma vez que contém antioxidantes que previnem a degeneração ocular, e é também rico em Vitamina A;

3. teor elevado de taninos, sobretudo nos dióspiros de polpa mole, sendo que estes polifenóis contribuem para a redução do risco de alguns tipos de cancro e problemas cardiovasculares;

4. baixo teor de gordura, ainda que seja rico em açúcares, o que o torna num fruto calórico;

5. rico em fibra, o que contribui para a redução do colesterol “mau”, o LDL;

6. ajuda na produção de glóbulos vermelhos devido à quantidade de potássio, magnésio, cobre e fósforo que contém.

Apesar dos benefícios que a sua inclusão na dieta pode trazer para a saúde, é desaconselhada para pessoas que sofrem de insuficiência renal porque aumenta a quantidade de potássio na corrente sanguínea.

 

Como escolher e conservar

O segredo para um dióspiro perfeito está no seu ponto de maturação. Se estiver “verde”, é provável que sinta alguma adstringência, o que acontece pela contracção das mucosas da boca quando entram em contacto com os taninos (sensação de boca áspera que ocorre quando se consome o fruto ainda verde).

Sendo um fruto bastante sensível, é importante escolhê-lo com algum cuidado. Devem estar intactos e sem cortes ou manchas na pele e ter o pedúnculo.

Se forem colocados juntamente com outras frutas, tendem a amadurecer mais rapidamente. Para uma maior durabilidade, coloque-os numa fruteira sem outras frutas em redor e à temperatura ambiente.

 

Como consumir

O dióspiro pode ser consumido fresco, cozinhado ou desidratado. Dado que é uma fruta bastante doce, também é frequentemente usada na confecção de sobremesas, sumos ou gelados, evitando a adição de açúcar.

É um bom fruto para incluir na dieta e para saciar a vontade de comer algo doce com vantagens para a sua saúde, ainda que sem exageros. A forma mais frequente de o consumir é fresco, sendo ainda usado em saladas ou adicionado aos iogurtes.

Dióspiro “de roer”

Tem a polpa mais rija, é alaranjado/amarelado e poderá ser consumido como uma maçã, mas também em saladas, com iogurte, em sumos naturais, em gelados ou compota. Há ainda quem o consuma assado com um pouco de canela.

Dióspiro “de abrir”

Tem a polpa mole, é avermelhado e é nutricionalmente mais rico em taninos (antioxidantes). O dióspiro de polpa mole poderá ser cortado ao meio e consumido com uma colher.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de dióspiro

Bolo de dióspiro, canela e nozes

Bolo de dióspiro sem glúten

Bolo pudim de dióspiro

Carpaccio de dióspiro

Compota de dióspiro e canela

Delicia de iogurte com chia e dióspiro

Doce de dióspiro

Doce dióspiro com moscatel

Gelado de dióspiro

Geleia de dióspiro

Cheesecake de dióspiros

Mousse de dióspiro

Pão de dióspiro

Pudim de chia e dióspiro

Pudim de dióspiros

Queques de dióspiro

Salada de dióspiro e abacate em cama de couve roxa

Salada de Inverno com dióspiro maçã

Semifrio de dióspiro

Tarte de dióspiro

Tortinhas de dióspiro

Vinagrete de dióspiro

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/diospiro-para-um-outono-mais-saudavel/

https://nutrimento.pt/noticias/diospiro-um-fruto-do-outono/

https://www.lusiadas.pt/blog/prevencao-estilo-vida/nutricao-dieta/diospiro-propriedades-nutricionais

https://www.luissabbo.com/index.php/pt/produtos/diospiro

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/diospiro-tomate-doce/

https://www.portaldadialise.com/articles/diospiro

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/diospiro

https://www.vitalhealth.pt/dicas/6761-di%C3%B3spiro-conhe%C3%A7a-as-propriedades-do-fruto-rico-em-vitaminas-a-e-c.html

https://lifestyle.sapo.pt/saude/peso-e-nutricao/artigos/diospiros-fazem-bem-aos-olhos-e-aos-ossos

https://revistajardins.pt/diospiro-fruto-outonal/

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1106533/diospiro-o-doce-deste-outono-que-esta-cheio-de-beneficios

https://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/941-diospiros

https://www.vidaativa.pt/diospiro/

https://www.teleculinaria.pt/blog/ingrediente-rei-diospiro/

 

 

30
Ago21

Alimentos de A a Z... Damasco


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o damasco.

 

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O damasco ou alperce, dependendo da região e país de língua oficial portuguesa, também é conhecido por abricó, abricô, apricó, abricoque, alberge, albricoque, alpece e alperche.

O damasco (Prunus armeniaca) é o fruto do damasqueiro, pertence à família Rosaceae (tal como a maçã, a pêra, o pêssego e outras frutas de caroço duro)Cultivado em zonas temperadas, é considerado um dos mais deliciosos frutos que existem. O seu aroma e sabor únicos e a capacidade de ser conservado, preservando as suas qualidades e características, são responsáveis pela sua grande dispersão geográfica.

Durante milhares de anos, os damascos cresceram nas encostas de montanhas na Ásia Central e China. Na Europa, existem registos de damascos com mais de 2000 anos. O damasqueiro gosta de climas continentais e temperados, sendo o clima mediterrânico o seu preferido. Também pode crescer em climas subtropicais, mas requere aí mais atenção dado estar mais susceptível a doenças e pragas. Existem povoamentos silvestres no Tibete, nas encostas de montanhas em altitudes entre 700 e 3000 metros.

O cultivo do damasco espalhou-se da China para a Pérsia (actual Irão) de onde Alexandre, o Grande, o trouxe para a Europa. Devido ao seu enorme desenvolvimento na Arménia, os Romanos chamaram-lhe Armeniacum malum ou Macã-da-Arménia. Apesar de ter sido cultivado pelos Gregos e Romanos, foi com os Árabes que se espalhou por toda a bacia mediterrânica.

Até ao século XV não era muito popular na Europa. Foi nesta altura que conquistou os paladares e então se espalhou, ao longo dos séculos seguintes, para as Américas, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Esta é uma das árvores de fruto mais cultivadas nas regiões meridionais da Europa e os seus frutos podem ser consumidos frescos ou secos. No mundo ocidental, é utilizado para fazer compotas e, na China e outras regiões da Ásia, é salgado ou fumado. No Japão, o damasco é utilizado para fazer “brandy” de damasco, sendo também consumido em pickle para usos medicinais. O caroço também pode ser utilizado como ingrediente em bebidas alcoólicas e para fazer os famosos biscoitos de Amaretto (Itália).

Mais recentemente, o damasco tem sido utilizado para fazer sumo sendo largamente apreciado e consumido.

O damasco é extremamente nutritivo e usado também com fins medicinais, principalmente em países asiáticos. É geralmente bem tolerado, mas pode, como o morango, provocar reacções alérgicas. Consumido cru pode ter propriedades anti-diarreícas, mas, depois de seco e submetido à mesma preparação que as ameixas, torna-se laxante. O sumo fresco, aplicado no rosto sob a forma de loção, pode ser usado como tónico.

A amêndoa do caroço é bastante oleaginosa e, normalmente, amarga, sinal de que pode conter uma substância que produz ácido cianídrico, pelo que não deve ser ingerida. No entanto, o seu forte aroma e sabor amargo permite ser utilizada como ingrediente em bebidas alcoólicas e biscoitos.

 

Propriedades e benefícios associados ao consumo:

  • o damasco é rico em vitaminas, sobretudo B1, B2, B3, B5, B6 e vitamina C. Este fruto laxante e antioxidante é também uma boa fonte de betacaroteno, de ácido fólico, de cálcio, de cobre, de ferro e de magnésio, além de potássio e de zinco;
  • por conter propriedades redutoras dos níveis de colesterol sanguíneo, a fibra que o damasco contém revela ser um factor protector de inúmeras doenças, como por exemplo a aterosclerose e o enfarte do miocárdio;
  • a acção antioxidante da vitamina C e do betacaroteno presente neste fruto, potencia a condição cardioprotectora, impedindo a oxidação dos ácidos gordos presentes no sangue;
  • o damasco, rico em vitamina A e carotenóides, é um bom contributo para manter a visão saudável. Estudos indicam que a sua ingestão regular pode ajudar a prevenir a degeneração ocular relacionada com a idade;
  • este fruto contém uma boa quantidade de ferro e de cobre, que contribuem para a formação da hemoglobina, sendo assim um bom aliado em casos de anemia;
  • as pessoas com problemas de retenção de líquidos também podem beneficiar do poder diurético do damasco, graças ao seu considerável teor de potássio, assim como aqueles que padecem de doenças cuja sintomatologia inclua edema (inchaço), hipertensão arterial ou gota;
  • se tiver uma digestão difícil ou pesada, o seu conteúdo em taninos ajuda a melhorar esta situação, na medida que esta substância combate a inflamação da mucosa intestinal, facilitando assim os processos digestivos. Neste caso deve sempre ingerir o damasco sem pele, uma vez que esta pode causar irritação no estômago.

 

Como consumir:

O damasco pode ser consumido com casca, mas deve lavar-se antes. O caroço não é comestível mas é facilmente removido, cortando o fruto ao meio. É um alimento delicioso para saladas, tartes e sobremesas e pode ser utilizado em compotas e xaropes.

 

Como escolher / conservar:

Um damasco maduro deve ceder ao toque ligeiro. Evite os moles e com manchas castanhas. Se o damasco não estiver maduro, mantenha-o à temperatura ambiente. Os maduros podem ser mantidos no frigorífico, mas devem ser consumidos em pouco tempo.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de alperce e iogurte

Bolo de alperces

Bolo de tangerina e damascos

Bolo esponja de alperces

Cheesecake de chocolate branco e alperces

Chutney de damasco

Clafoutis de alperce

Creme de alperce

Damascos gratinados com nozes

Doce de alperce

Flan de damascos

Guisado de borrego e alperce

Pastelzinho doce com damasco e requeijão

Peito de perú assado

Perna de pato assada com alperces e batatinha dourada

Pernas de frango com alperces e Vinho do Porto

Quadrados de alperce

Salada alentejana com alperce e milho grelhado

Salada de alperces e mozzarella

Salada de batata-doce, alperce e café de cevada

Salada de frango e damascos

Salada de fruta de Inverno

Sinfonia de damascos com palitos de champanhe

Tarte de alperces

Tarte de arroz-doce com alperces

 

https://www.ativosaude.com/beneficios-dos-alimentos/damasco-fruta/

https://centrofrutologiacompal.pt/alperce/

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/os-beneficios-dos-frutos-do-damasqueiro

https://newmen.pt/afinal-quais-sao-os-beneficios-do-alperce/

https://clinicaspersona.com/damasco-beneficios-propriedades/

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/alperce/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/alperce

https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/pesquisa?search_api_fulltext=alperce

 

23
Ago21

Alimentos de A a Z... Chuchu


No seguimento da rubrica"Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos oo chuchu.

 

Alimentos de A a Z_chuchu.gif

 

O chuchu, cujo nome científico é Sechium edule, pertence à família das Cucurbitáceas assim como outros vegetais como a curgete, pepino, melão, abóboras, melancia, etc. Caracteriza-se por ser uma cultura trepadeira herbácea e por essa razão, cresce normalmente em muros, paredes ou cercas que possuam alguma estrutura para que as suas gavinhas se possam “agarrar”.

Esta cultura teve origem no continente americano, mais propriamente na América Central, onde era bastante apreciado pelos Aztecas devido ao seu sabor característico e suave, que permitia ser consumido ao longo de todo o ano, acabando pelo seu cultivo se difundir um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, conhecido por machucho ou caiota nos Açores e pimpinela ou pepinela no arquipélago da Madeira, é utilizado em diversos pratos característicos da sua gastronomia regional. Nestas ilhas, o chuchu é muitas vezes utilizado em caldeiradas ou cozido juntamente com outros alimentos como feijão, batatas ou maçarocas de milho.

No nosso país, encontra-se uma grande variedade deste vegetal quanto à forma, tamanho e cor. A forma do chuchu assemelha-se à da pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos e a cor varia do branco ao verde bem escuro. 

Habitualmente, o chuchu não é consumido cru. Pode ser usado assado, em refogados, sopas, cremes, purés, bolos ou saladas frias. Possui a vantagem de crescer facilmente em quase todos os locais, caracterizando-se por ser, além disso, económico e muito versátil.

 

Benefícios associados ao consumo:

1 . Baixo em calorias

Uma das propriedades que torna o chuchu um alimento muito benéfico é o facto de este ser baixo em calorias e rico em água (uma chávena de chuchu cozido possui em média cerca de 40 calorias além de não possuir colesterol). Por essa razão, para quem quer manter ou adquirir uma alimentação mais saúdavel e baixa em calorias, o chuchu é uma óptima opção.

2. Rico em fibra

O chuchu é rico em fibra dietética, que é muito útil para ajudar a  controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o coração saudável, diminuindo os níveis de colesterol mau no sangue. Para além disso, confere uma sensação de saciedade auxiliando no bom funcionalmente intestinal.

3.  Rico em vitaminas, antioxidantes e minerais

O chuchu possui na sua constituição vitaminas como as vitaminas A, C e do complexo B, antioxidantes e é riquíssimo em minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, zinco entre outros);

4 . Contribui para um cabelo e pele bonitos e saudáveis

O chuchu contém vitaminas C, E e zinco, que auxiliam no processo de obtenção de uma pele e cabelos bonitos e saudáveis.

  • vitamina C ajuda a retardar o processo de envelhecimento da pele e cabelos;
  • vitamina E ajuda a dar uma nutrição extra e confere elasticidade e firmeza à pele;
  • O zinco auxilia no controlo da oleosidade da pele;

5. Auxilia no controlo da pressão arterial

Por possuir altos níveis  de potássio  na sua constituição, o chuchu  ajuda a equilibrar os efeitos do sódio no organismo, evitando a hipertensão.

6. Combate a anemia

O chuchu é composto por boas quantidades de ferro e de vitamina B2 (cuja deficiência, no corpo, está associada muitas vezes a casos de anemia).  Este  tipo de  nutrientes presentes no chuchu  estimulam a produção de glóbulos vermelhos, aumentando os níveis de hemoglobina.

No que diz respeito à  vitamina C, zinco e cobre auxiliam no processo de  absorção de ferro pelo organismo.

7. Diurético

O Chuchu, por conter bastante água, é considerado diurético. Por essa razão, previne doenças e problemas renais.

8. Regulação do trânsito intestinal

Por ser rico em fibras, ajuda no bom funcionamento do trânsito intestinal auxiliando quem tem este tipo de problemas.

9. Evita o envelhecimento precoce

Por ser rico em antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células do nosso organismo.

10.  Torna o nosso sistema imunitário mais forte

O Chuchu contém zinco e Vitamina C, que dão uma ajuda importante no fortelecimento do sistema imunitário e a evitar doenças.

Alerta-se, contudo, para o facto da sua ingestão poder estar restrita no caso de insuficiência renal.

 

Como comprar e conservar

Aquando a compra do chuchu certifique-se que este apresenta a casca brilhante, sem manchas amareladas nem sinais de podridão e rejeite-o se a sua consistência se apresentar mole.
Por ser um vegetal frágil, machuca-se com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada, portanto, deve-se ter cuidado no seu manuseamento. 

Ao descascar o chuchu deve fazê-lo debaixo de água corrente, uma vez que este solta uma substância viscosa que não é fácil de remover das mãos.

À temperatura ambiente o chuchu conserva-se durante 3 dias, já no frigorífico, deve ser acondicionado dentro de um saco plástico, conservando-se assim durante uma semana. 
Pode conservar o chuchu descascado e picado até 3 dias, desde que conservado num recipiente fechado ou num saco de plástico, na parte inferior do frigorífico.

 

Sugestões de utilização:

Bolo de chuchu com côco

Bolo fofo de chuchu e chocolate

Borrego estufado

Centros de pescada com chuchu

Chuchu recheado

Chuchu refogado

Creme de agrião e chuchu

Creme de espinafres com chuchu

Doce de chuchu na bimby

Salada de chuchu

Sumo de pepino, chuchu e alface

Vinagrete de chuchu

 

https://acientistaagricola.pt/chuchu-conheca-10-beneficios/

https://agriculturaemar.com/como-plantar-chuchu-em-casa-tudo-o-que-deve-saber/

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/chuchu

https://www.be-the-story.com/pt/alimentacao-saudavel/chuchu-o-principe-asteca/

 

16
Ago21

Alimentos de A a Z... Curgete


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a curgete.

 

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Vulgarmente conhecida e classificada como hortícola, em termos botânicos a curgete é considerada um fruto pertencente à família das cucurbitáceas, a mesma família da melancia, melão, abóbora e pepino.

Hoje em dia pode ser adquirida em qualquer altura do ano, contudo é entre os meses de maio e de julho que a curgete pode ser encontrada com maior facilidade. Por ter um sabor delicado e suave, é ideal para adicionar a qualquer refeição de verão.

 

Benefícios associados ao consumo

Até à data, a curgete não foi muito estudada no que respeita aos seus benefícios, contudo e apesar destas limitações na pesquisa, existem benefícios para a saúde bem documentados.

Um dos benefícios da curgete que está muito bem documentado é a sua capacidade antioxidante. Por ser uma óptima fonte de  e , tal como de  e , a curgete fornece-nos uma boa combinação de  que possuem capacidades . Tal como na cenoura, esses  ajudam especialmente na proteção dos olhos, protegendo-nos contra a degeneração macular relacionada com a idade e as cataratas.

Para além dos  que possuem capacidade antioxidante, a curgete apresenta uma vasta lista de  responsáveis pela regulação do açúcar no sangue, tais como , ( e as  B6, B1, B2 e B3) e os . Também nos protege contra o desenvolvimento de . Por outro lado, o facto de possuir um bom complexo de fibras, potássio e carotenóides, diminui o colesterol e a pressão arterial, assim como outros riscos relacionados com problemas cardíacos.

A curgete ajuda à saúde dos intestinos e promove uma digestão mais eficiente. Isto deve-se à presença de pectinas e protopectinas, dois tipos de fibras solúveis com propriedades emolientes.

Outros dos nutrientes presentes na curgete que ajudam à digestão são a celulose e a hemicelulose. Uma vez que também é rica em água, reduz a ocorrência de fenómenos de preguiça intestinal, como a obstipação.

Com poucas calorias, cerca de 17 por cada 100g, a curgete é uma excelente aliada nas dietas de emagrecimento. Com um sabor suave e neutro, é extremamente hidrante e saciante.

Uma vez que é maioritariamente composto por água, é um alimento refrescante que pode ser um ingrediente óptimo em saladas, sandes ou sopas. Além disso, a curgete pode ser consumida estufada ou cozida ao vapor, sendo o ingrediente-chave da ratatouille.

As sementes e os óleos extraídos das sementes da curgete também apresentam benefícios para a nossa saúde, devido às suas propriedades antimicrobianas.

 

Comprar e conservar

No momento da compra deve escolher aquelas que tiverem um maior peso e cuja casca não seja muito dura, pois poderá significar que a curgete está muito madura ou que tem sementes muito duras.

Deverá também ter em atenção o tamanho das curgetes, optando por aquelas que apresentam uma dimensão média, uma vez que as que são excessivamente grandes e as que têm tamanho reduzido podem ser fibrosas e menos saborosas.

Se pretende armazenar durante um período de aproximadamente sete dias, procure conservar a curgete no frigorífico, dentro de um saco de plástico. Se quiser alargar ainda mais a sua conservação, o congelamento parece ser uma boa opção, contudo deve ser feito apenas após cortar a curgete em rodelas e a cozinhar durante cerca de três minutos. Já foi provado que o processo de congelamento da curgete permite a retenção da actividade antioxidante deste vegetal.

 

Sugestões de utilização:

Barquinhos de piza com curgete

Bolo de alfarroba com curgete

Bolo de chocolate com curgete delicioso

Bolo de courgette

Bolo de curgete com cenoura e laranja

Bolo de curgete. limão e azeite

Carne de porco aos quadrados de tomatada com curgete

Cavala em papelote com curgete e tomate

Chutney de curgete

Courgette recheada com farinheira e tomate

Courgettes grelhadas com manjericão e limão

Creme de curgete e abóbora com pinhões e natas

Creme de curgete e coentros

Curgete com parmesão e maionese de caril

Esparguete de curgete com caril e camarão

Flan de courgettes

Gratinado de batata e curgete

Hambúrgueres gratinados com chips de curgete

Pão de courgette e gengibre

Rolinhos de curgete e queijo feta

Salada temperada de esparguete de curgete e nuggetts vegetarianos

Salmão assado com courgette, limão e ervas

Sopa cremosa de curgete

Tagine de frango

Tarte de courgettes em flor com tomate e requeijão 

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/alimento-do-mes-curgete/

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/curgete/

https://www.reformaagraria.pt/plantas/planta/curgete/

https://revistajardins.pt/curgete-dicas-e-curiosidades/

https://www.cincoquartosdelaranja.com/2012/06/30-receitas-de-courgette.html

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/courgette

 

09
Ago21

Alimentos de A a Z... Cravinho


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o cravinho.

 

Alimentos de A a Z_cravinho.gif

 

O Cravinho ou Cravo-da-índia (Syzigium aromatium), é uma árvore nativa da Indonésia. O botão seco da sua flor, é uma especiaria utilizada para fins culinários e medicinais, e parece ter algum uso tradicional como afrodisíaco, bem como para fins medicinais de distúrbios dentários, distúrbios respiratórios, dor de cabeça e dor de garganta.

Historicamente, na China, o cravinho era utilizado não só como condimento, mas também como antisséptico bucal antes de uma audiência com o Imperador, de forma a eliminar o “mau hálito”. Na Índia e na Pérsia, são-lhe ainda atribuídas propriedades afrodisíacas, pois parece ter propriedades que reforçam a líbido.

O óleo de cravinho é ainda, nos dias de hoje, utilizado em medicina dentária devido ao seu efeito analgésico, antisséptico e por contribuir para a redução da actividade de bactérias anaeróbias.

O cravinho pode também ser utilizado para uma melhor digestão, reduzindo a criação de gases gastrointestinais, promovendo o peristaltismo.

O cravinho é uma das especiarias que mais se destacam pelo seu papel antioxidante. 

 

Benefícios do cravinho

Reforça a imunidade

Como possui características antissépticas e é fonte de selénio, reforça o sistema imunitário, combatendo alguns tipos de infecções causadas por bactérias e/ou fungos.

Alivia dores

Além disso, o cravinho possui acção analgésica, aliviando a dor e diminuindo a fadiga muscular.

Combate o envelhecimento precoce

Possui também vitaminas A, C e K, antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, evitando assim o envelhecimento celular precoce e contribuindo para a melhoria da visão e da coagulação sanguínea.

Melhora a digestão

A especiaria também pode ser utilizada com finalidade antiflatulência, facilitando a digestão por aumentar as secreções enzimáticas. Também pode ajudar no alívio de náuseas e vómitos e na prevenção de úlceras gástricas.

Cuida de cérebro e músculos

O cravinho, também possui manganês, necessário para o bom funcionamento do cérebro e potássio, importante para a contracção muscular. 

É, também, reconhecido ao cravinho efeito termogénico, que ajuda a acelerar o metabolismo e, de forma indireta, torna-se um aliado em processos de emagrecimento.

 

Possíveis malefícios associados ao consumo excessivo

Em excesso, o consumo de cravinho pode causar desconfortos no trato digestivo, como náuseas e vómitos. Além disso, o seu efeito termogéênico pode gerar agitação e insónia.

 

Na culinária, deve ser usado em pequenas quantidades para que o sabor e o aroma não sejam muito fortes e não se sobreponham aos sabores originais do prato. Pode ser utilizado tanto em preparações salgadas como doces, tais como: pratos de arroz, pratos à base de leguminosas e purés, molhos e guisados, preparados de carnes e em preparações doces como biscoitos, entre outros.

O cravinho realça o sabor de pratos doces e assados. Dá um aroma especial e apimentado a pratos de carne e peixe, assim como a carne de caça, aves, batatas, couve roxa, marinadas de todos os tipos e alimentos fumados. Os chocolates também ficam deliciosos graças ao cravinho, canela e cardamomo.

Dica: Quando cozinhar com cravinho, experimente espetá-lo numa cebola para depois o poder retirar mais facilmente do cozinhado.

 

Sugestões de utilização:

Arroz de pato Natalício

Barriga de porco caramelizada com laranja e cravinho

Bife de fiambre com cravinho e mel

Biryani de borrego

Bolo de maçã, cravinho e canela

Bolo inglês redondo

Cocada com canela e limão

Compota maçãs com cravinho, anis e canela

Manjar branco da Beira Alta

Pá de porco com cravinho e vinho tinto

Peixe frito de escabeche

Pêras bêbedas

Perú assado com cravinho

Polvo à lagareiro

Rosquinhas de especiarias

Sangria de espumante com cravinhos

Vinho quente

 

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1694803/cravinho-o-que-e-e-para-que-serve-esta-especiaria

https://www.margao.pt/produtos/ervas-e-especiarias-e-pimentas/especiarias/cravinho-grao

https://auchaneeu.auchan.pt/vida-saudavel/nutricao/beneficios-do-cravinho/

https://revistajardins.pt/cravo-uma-planta-e-especiaria-oriental/

https://chasdomundo.pt/pt/cravinho-syzygium-aromaticum

http://www.sotocalcafes.pt/cravinho.php

https://www.ativosaude.com/beneficios-dos-alimentos/cravo-da-india/

 

02
Ago21

Alimentos de A a Z... Couve


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos a couve.

 

Alimentos de A a Z_couve.gif

 

Com a denominação comum de couve, cultivam-se em Portugal a couve-galega (B. oleracea oleracea), a couve-de-bruxelas (B. oleracea gemmifera), a couve-rábano (B. oleracea gongylodes), a couve-tronchuda (B. oleracea costata), a couve-lombarda (B. oleracea sabauda), a couve-repolho (B. oleracea capitata), a couve-brócolo (B. Oleracea italica) e a couve-flor (B. Oleracea botrytis), entre outras. 

Pode admitir várias colorações, no entanto, as mais frequentes no nosso país são a verde, roxa e branca. Dentro da coloração verde, esta pode variar entre gamas mais pálidas até ao verde-escuro, enquanto na variedade roxa as folhas podem apresentar vários tons avermelhados.

Esta hortícola apresenta forma arredondada com camadas de folhas sobrepostas, por esta razão, normalmente as folhas interiores da couve são mais claras do que as externas por estarem protegidas da luz solar.

Independentemente da coloração, todas as variedades apresentam folhas com textura macia. Relativamente ao sabor, as variedades de couve verde e roxa apresentam um sabor mais definido.

 

História

Historicamente, a utilização da couve associa-se quer à alimentação humana quer a fins medicinais. Na antiguidade, este vegetal era cultivado pelas civilizações Grega e Romana, com finalidade essencialmente medicinal.
Segundo os registos históricos, pensa-se que a couve foi trazida para a Europa pelo povo Celta, por volta do ano 600 A.C. Actualmente, a Rússia, Polónia, China e Japão são alguns dos principais países produtores deste alimento.

 

Benefícios associados ao consumo

A couve é um vegetal abundantemente cultivado em todo o mundo, durante todo o ano, contribuindo assim com as suas mais-valias nutricionais em todas as estações, embora o seu “ponto alto”, sob o ponto de vista nutricional, seja o período correspondente aos meses de Outono e Inverno.

A couve é também rica em fitonutrientes, que são compostos , que ajudam a proteger as células devido ao seu papel fulcral na eliminação de compostos nocivos, contribuindo, deste modo, para a protecção do organismo contra alguns tipos de cancro.

O elevado teor em  e  – potentes  – ajudam o sistema imunitário a proteger o organismo de infecções. Além disso, a  participa na produção de colagénio, uma  que se encontra em tecidos como o conjuntivo, pele, cartilagens e tendões.

De salientar o elevado teor em fibra, cuja função é benéfica para o organismo, visto que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, a reduzir os níveis de  sanguíneo, prevenindo, assim, algumas doenças cardiovasculares. De destacar também o seu contributo para o bom funcionamento intestinal, ajudando a evitar algumas patologias.

O método de confecção que evita menores perdas da composição nutricional da couve, especialmente o seu teor em fitonutrientes e  hidrossolúveis, como a C, complexo B e , é a cozedura a vapor. Além disso, este método torna estes  mais biodisponíveis.

 

Como comprar e conservar
 

Na horta ou supermercado, escolha sempre a couve que apresentar uma aparência firme, com folhas brilhantes e íntegras, perfeitamente envolvidas em forma de caracol e cor intensa característica da espécie em questão, sem contusões ou manchas.

Quando as folhas externas apresentam modificações severas significa que ocorreram danos microbiológicos ou manipulação inadequada. Se estas alterações estiverem presentes apenas na parte externa, basta excluir estas folhas, mas se as interiores também forem atingidas irão apresentar uma textura e sabor indesejáveis.

Conserve a couve no frigorífico, sempre dentro de um saco de plástico, ajudando, deste modo, a preservar os seus teores em . As couves roxa e verde poderão ser conservadas nestas condições até duas semanas, aproximadamente.

Se desejar conservar apenas uma parte deste alimento, acondicione-o firmemente numa película de plástico e coloque-o no frio.

Para cozinhar/consumir, o ideal será cortar e lavar a couve imediatamente antes de a cozinhar ou ingerir, para evitar perdas acentuadas de .
Para desinfectar a couve que apresente à superfície insectos ou poeiras, mergulhe-a em água com sal ou vinagre durante 15 a 20 minutos, antes de a cozinhar/consumir.

 

Sugestões de utilização:
 

Açorda de peixe com couve

26
Jul21

Alimentos de A a Z... Coentros


Na sequência da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos os coentros.

 

Alimentos de A a Z_coentros.gif

 

História

Os coentros são originários da bacia mediterrânica e do Médio Oriente. Foram provavelmente dos primeiros condimentos cultivados, tendo sido conhecidos e utilizados na farmacopeia sumérica e babilónica há já cinco mil anos, como o testemunham as placas de argila com caracteres cuneiformes encontradas nas ruínas de Nippur.
 
Também se encontram referências a esta planta em textos sânscritos, na Bíblia (Números, 11:7); Êxodo, 16:31) e no Papiro Ebers (presumivelmente de 1550 a.C.), onde é referido que os Egípcios faziam macerar os coentros no vinho para aumentar um certo estado de exaltação a que podemos chamar embriaguez. Os coentros foram igualmente encontrados no túmulo de Tutankamon (cerca de 1343 a.C.).
 
Os Gregos acreditavam que a planta tinha propriedades afrodísiacas e, segundo o médico grego Dioscórides (cerca de 40 – 90 a.D.), ingerir coentros podia aumentar a apetência sexual masculina. Hipócrates (cerca de 460 – 377 a.C.), por sua vez, consagrou aos coentros um tratado completo com o título «Korion».
 
Quanto aos Romanos, adicionavam folhas de coentros quando coziam legumes e cevada, e Virgílio (70 – 19 a.C.) descreve um molho feito com sementes de coentros, arruda, segurelha, hortelã, aipo selvagem, cebola, tomilho, alho e poejos.
Também existem referências à planta na China, durante a dinastia Han.
 
Na Idade Média, a planta era utilizada para preparar filtros de amor, e foi mencionada como um afrodisíaco no livro «As Mil e Uma Noites».
 
 
Origem do nome:
 
O nome da planta em português e na maior parte das línguas europeias tem origem em coriandrum, o nome em latim da planta, que é derivado da palavra grega koríandron ou koríannon. Há quem pense, por sua vez, que a raiz da palavra grega poderia ter derivado de koris (percevejo) e seja uma alusão ao aroma forte da planta, quando friccionada, que faria lembrar o cheiro daquele insecto. Nada prova essa teoria (Dulce Rodrigues).
 

 

Propriedades

Os coentros são digestivos, anti-sépticos e calmantes. Na Índia, são considerados afrodisíacos, uma vez que servem para aumentar as glândulas mamárias (mas esta é, apenas, um dos seus inúmeros benefícios). Os coentros têm quatro vezes mais caroteno e três vezes mais cálcio do que a salsa. Têm ainda proteínas, sais minerais, vitamina B e niacina. As folhas são muito ricas em ferro e vitamina C (tanto os coentros como a salsa ajudam a neutralizar o hálito do alho e a tisana das folhas combate a fadiga e alguns tipos de enxaquecas).

As suas sementes são um excelente digestivo (quando mastigadas depois da refeição) e aliviam as dores de estômago em caso de digestões difíceis, vómitos e flatulência, estimulando o apetite e ajudando na secreção de sucos gástricos e intestinais.

Na medicina chinesa, inalam-se os vapores dos ramos dos coentros e massaja-se o corpo com chá para acalmar a comichão e eliminar as borbulhas do sarampo. Na antiguidade, estes eram mais utilizados pelas suas propriedades medicinais, mas hoje em dia é mais comum serem usados na culinária.

 

Principais benefícios associados ao consumo

Inibem compostos carcinogénicos na carne vermelha

Um estudo realizado em 2010 descobriu que a adição de coentros, Boesenbergia rotunda, galangal, açafrão ou cominhos à carne de bovino que é frita inibe a formação de amino-heterocíclicos na mesma. Estes são componentes cancerígenos que se desenvolvem na carne quando é cozinhada a altas temperaturas.

Têm um efeito analgésico e anti-inflamatório

O extracto de coentros tem um efeito analgésico e anti-inflamatório, segundo um estudo feito com ratos. Estes efeitos foram a conclusão de outro estudo publicado em 2015.

São ricos em carotenóides

Segundo um estudo irlandês de 2010, os coentros – assim como o manjericão – são ricos em carotenóides, ultrapassando outras aromáticas como menta, salsa e alecrim. Os coentros e o manjericão tinham, de acordo com o estudo, os níveis mais elevados de beta-caroteno, luteína e zeaxantina e ainda beta-criptoxantina. O beta-caroteno ajuda a proteger a pele da exposição solar e ajuda a prevenir a degeneração macular dos olhos, uma condição associada à idade avançada. A luteína e zeaxantina estão presentes nos olhos humanos; a sua ingestão previne e reduz as cataratas e a degeneração macular. A beta-criptoxantina ajuda na formação de vitamina A, que é importante para os olhos, para o crescimento e para o sistema imunitário.

São antifúngicos

De acordo com um estudo publicado em 2014, o extracto das folhas dos coentros inibe a actividade do fungo Candida sppEste pode causar infecções na boca, nos genitais, no aparelho gastronintestinal ou na pele.

 

Na culinária

As sementes dos coentros devem ser adicionadas no início da cozedura, já as folhas devem ser consumidas cruas ou adicionadas no final da confecção para manterem todas as suas propriedades e evitar que adquiram um sabor amargo. A incorporação de coentros nos pratos com leguminosas favorece a reabsorção dos gases intestinais.

As sementes de coentros podem ainda ser utilizadas para aromatizar a cerveja e o gin e produzir licores digestivos. Também costumam ser usados para aromatizar vinagre e vários tipos de conservas como puré de tomate, pêras ou maçãs, salsichas ou patés. Na Índia, é um ingrediente essencial do caril em pó.

Tanto as folhas como as sementes salientam o sabor da choucroute, beterraba, cornichons, cogumelos, alcachofras e salada várias, especialmente de batata. (Adicionar uma ou duas sementes esmagadas a uma chávena de café confere-lhe um excelente sabor).

Apesar de, muito apreciados por alguns, outros há que dizem que os coentros "sabem a sabão". Há um estudo que mostra uma possível explicação para o estranho fenómeno, ao descobrir duas variantes genéticas associadas à percepção do sabor da erva aromática. 

 

No jardim

Embora possam ser cultivados como erva aromática, convém separá-los das plantas de jardim, pois o forte aroma da folha e sementes frescas pode ser prejudicial para algumas plantas. Sabe-se, no entanto, que afasta os afídeos, aos quais é imune.

Quando associada ao funcho, impede a formação das suas sementes, enquanto que ajuda a germinar as do anis. As suas lindas e delicadas flores fazem lindos canteiros e atraem abelhas. O aroma das suas sementes vai-se tornando mais intenso e agradável à medida que estas vão amadurecendo (Fernanda Botelho).

 

Sugestões de utilização:

Açorda de cação e coentros

Amêijoas com coentros

Arroz de coentros

Azeite de coentros

Bacalhau com pesto de coentros

Bife de atum com molho de coentros

Caldeirada de coelho aromatizada com coentros

Caldo-verde com coentros

Camarões no forno com coentros

Chutney de coentros

Creme de coentros

Frango panado com molho de coentros

Molho de coentros e lima

Piso de coentros e manjericão

Salada de polvo com pimentos e coentros

Salmão em crosta de broa com coentros

Sopa de coentros

Tamboril salteado com coentros

Tiras de entrecosto com alho e coentros

 

http://www.dulcerodrigues.info/plantas/pt/coentros_pt.html

https://www.raulvalente.pt/comidas/condimentos/plantas-aromaticas/coentros/

https://www.dn.pt/dn-ocio/o-segredo-do-coentro-e-da-salsa-e-de-outras-ervas-aromaticas-12759992.html

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/coentros

https://mamapaleo.blogs.nit.pt/receita/chucrute-os-seus-surpreendentes

https://batatadoceira.blogspot.com/2018/12/cultivo-coentros.html?m=1

https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/coentros-coriandrum-sativum-3/

https://www.margao.pt/produtos/ervas-e-especiarias-e-pimentas/especiarias/coentros-moidos

https://revistaatletismo.com/conheca-os-beneficios-dos-coentros-para-a-saude/

https://revistajardins.pt/4-beneficios-coentros/

https://www.fitnesshut.pt/nutrihut/receitas/coentro-para-que-serve-e-propriedades/

https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2017-04-04-nao-gosta-de-coentros-sabem-lhe-a-sabao-a-culpa-pode-ser-de-um-gene/

 

19
Jul21

Alimentos de A a Z... Côco


No seguimento da rubrica Alimentos de A a Z, hoje apresento-vos o côco.

 

Alimentos de A a Z_côco.gif

 

Do côco podem aproveitar-se todas as partes: sumo, polpa e casca, quer seja para a alimentação ou para fins medicinais/estéticos. 

É um fruto rico nutricionalmente e com propriedades antibacterianas, antidiabéticas e .

A polpa de côco e a água apresentam vários benefícios para saúde: 

  • Contribui para a prevenção da Diabetes através da regeneração das células produtoras de  (possui certas proteínas responsáveis por essa função);
  • Excelente hidratante; 
  • Favorece a regulação da pressão osmótica semelhante à pressão sanguínea (, etc.);
  • Ajuda a regular a pressão sanguínea e, consequentemente, tem efeito anti-hipertensivo ()
  • Contribui para o controlo dos níveis de ;
  • Apresenta efeitos antibacterianos, que favorecem o controlo de infecções urinárias e problemas intestinais;
  • Tem propriedades  (Aminoácido L-arginina)

O óleo de côco, por apresentar elevadas quantidades de  saturados, que estão associados ao aumento do  sanguíneo LDL, comummente denominado “mau , e ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, deve ser consumido com moderação.

 

Como comprar e conservar

Actualmente podem encontrar-se à venda vários produtos de côco: o côco no seu estado natural, polpa de côco (natural ou desidratada), água de côco, bebida de côco, côco ralado, óleo de côco ou até mesmo produtos de estética ou medicamentos à base de côco. 

No momento da compra deve escolher-se cuidadosamente o côco: verificar a sua consistência, se está intacto e sem fendas; agitar cuidadosamente para verificar se o côco tem água no seu interior, o que acaba por tornar a polpa mais suculenta; verificar o peso do côco, quanto mais pesado for, melhor.

Após a abertura do côco, deve-se guardar no frigorífico durante alguns dias. Se não for aberto, pode ser guardado durante 8 a 10 meses.

 

Sugestões de utilização:

Arroz doce de manga e côco

Batido de abacate, côco e lima

Beijinhos de côco

Bifes de perú com leite de côco e coentros

Biscoitos de côco e chocolate

Bolo de batata-doce com côco

Bolo de cenoura e côco

Bolo de côco com calda

Bolo de côco e ananás

Bolo de frutos secos sem ovos

Bolo-pudim de côco

Bombons de praliné com côco e café

Brigadeiros de côco e limão

Café com leite de côco e caramelo

Camarão com côco

Camarões com côco e cerveja

Camarões panados em côco com salada de manga

Caril de legumes com leite de côco e natas

Cheesecake de caramelo chocolate e côco

Copinhos de côco e de canela

Copinhos de iogurte de côco com ananás e leite condensado

Delicia de côco e leite condensado

Delícias de côco

Frango com molho de côco

Galette de côco

Gambas com leite de côco e arroz de limão

Gelado de manga e côco vegan

Mini tiramissus de framboesa e côco

Panacota com côco e manga

Pescada com leite de côco e pimenta rosa

Pudim de côco

Pudim de côco frio

Queijadas de côco

Queques rápidos de côco

Suspiros de côco

Tarte de côco rápida

Torta de côco

Torta húmida de côco

 

https://saboreiaavida.nestle.pt/bem-estar/coco

https://www.sococo.com.br/o-coco/

https://www.teleculinaria.pt/search/coco/

https://www.pingodoce.pt/?s=coco

 

12
Jul21

Alimentos de A a Z... Chá


No seguimento da rubrica "Alimentos de A a Z", hoje, apresento-vos o chá.

 

Alimentos de A a Z_chá.gif

 

Uma bebida milenar

2737 a.c.: Já nesta altura os benefícios do chá eram reconhecidos pelo imperador chinês Shen Nung, que o bebia pelas suas propriedades medicinais. Mas foi com o tratado de Lu Yu, o primeiro tratado sobre chá com carácter técnico, escrito no século VIII (durante a dinastia Tang), que o papel da China como responsável pela introdução do chá no mundo ficou imortalizado. No século seguinte um monge budista levaria consigo esta bebida até ao Japão.

A Europa só viria a conhecer o sabor do chá séculos depois — estima-se que por volta de 1559, apesar de só no século XVII o seu consumo se ter tornado mais comum. Graças aos navegadores, Portugal foi o primeiro país europeu a consumi-lo, mas foram os holandeses quem importou o primeiro carregamento vindo da China.

Mas, nem por isso os portugueses deixaram de fazer história com esta bebida: foi pela mão de Catarina de Bragança (filha do rei D. João IV e da rainha D. Luísa de Gusmão) que o típico “chá das cinco” entrou nos hábitos ingleses, depois da princesa portuguesa se ter casado com o rei Carlos II, levando consigo a sua bebida preferida. Hoje, o chá é uma das bebidas mais consumidas nas Ilhas Britânicas.

 

Chá ou infusão? 

Chá verde, chá de limão, chá de erva-príncipe, chá de cidreira… Poderíamos enumerar vários tipos de chás mas, estaríamos a utilizar o termo correto? De acordo com os mais puristas, existem apenas 4 tipos de chá: verde, preto, branco e oolong.

Todos derivam da Camellia sinensis, uma planta em forma de arbusto, nativa da China e da Índia. Ela contém flavonóides, antioxidantes que podem ajudar a combater os radicais livres, contribuindo para a prevenção do aparecimento de cancro, doenças cardiovasculares ou entupimento de artérias.

Além destes, o chá contém também teína (a cafeína do chá), o que não existe nos restantes “chás”, os quais, na verdade, são apenas infusões.

 

Benefícios do chá

Apesar de advirem todos da mesma planta, os chás diferenciam-se uns dos outros, dependendo do processo de secagem e oxidação: quanto mais processadas as folhas de chá, menos polifenóis contêm (estes incluem os flavonóides). Vários estudos têm demonstrado os benefícios do chá para a saúde.

Chá verde
Com alta concentração de flavonóides, entre os vários benefícios do chá verde está o facto de ajudar a baixar o colesterol total e o LDL (o mau colesterol), segundo revela uma compilação de estudos.

Chá preto
De acordo com um conjunto de estudos de 2009, consumir 3 chávenas de chá preto (ou de chá verde) por dia pode ajudar a prevenir a ocorrência de um AVC isquémico (o mais frequente).

Chá branco
Segundo investigadores da Oregon State University, o chá branco parece ser o chá com maior potencial para ajudar a combater o cancro.

Chá oolong
Bastante consumido na China e em Taiwan, um dos benefícios deste chá prende-se com o colesterol. Num estudo, os participantes que consumiam este tipo de chá apresentaram um risco mais reduzido de ter níveis de colesterol total, triglicerídeos e LDL elevados.

 

Chá em folhas ou saquetas?

Existem várias razões, para que opte por chá em folhas, que se relacionam com a qualidade. Apesar de os chás de folhas soltas e os chás em saquetas (particularmente os comercializados em supermercados) serem originários da mesma planta, existem alguns factores que influenciam a qualidade, sabor e longevidade do chá final.

Os chás de alta qualidade vendidos em folhas soltas são feitos dos melhores botões, escolhidos com rigor, da planta Camellia sinensis. A altura da colheita e as condições de crescimento afectam significativamente a qualidade do chá. Quando todos esses factores são levados em conta, assim como um bom vinho, o chá retém os seus sabores distintos e característicos.

Em contraste, o chá encontrado em saquetas, prontas a fazer uma infusão, consistem geralmente em pequenos pedaços de folhas de chá ou Tea Fannings (também referida como poeiras) que permitem uma mistura rápida, mas que nunca atingirá a subtileza e sabor dos maiores chás de folhas soltas. De facto, alguns chás de folhas soltas, como Monkey Picked Chá Oolong, podem até ser re-mergulhadas em várias chávenas de chá mantendo o rendimento e sabor saudável. As saquetas de chá também podem libertar mais taninos do que os chás de folha solta, resultando num sabor final mais duro.

 

Como preparar um chá perfeito:

Engane-se quem pensa que os cuidados com o chá se relacionam exclusivamente com ferver água ao mesmo tempo que se colocam, na chaleira, as ervas preferidas.

Para apenas obter os benefícios do chá, são necessários pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Só assim se certificará que não se destroem as propriedades desta bebida:

1. Não ferva a água com que vai fazer o chá. Aqueça-a, apenas, até começarem a aparecer as primeiras bolhas de ar, desligando de imediato.
2. Adicione a erva do chá que pretende e abafe com uma tampa por 5 minutos. Deixe a infusão descansar neste período.
3. Passados 5 minutos, coe o chá.
4. Não deve reaquecer o chá.
5. Conserve o chá em local seco e fresco, para que preserve as substâncias benéficas, como os polifenóis e os antioxidantes.
6. Não lhe adicione leite ou açúcar, pois pode comprometer os benefícios do chá.

 

Sugestões de utilização:

Arroz aromatizado com chá

Bolo de chá de maçã e canela

Bolo de chá matcha

Bolo de chá preto

Bolo de chá verde

Bolo de chá verde com iogurte e limão

Bolo de chocolate e pêssego em infusão de chá

Chá de hibisco tangerina e canela

Chá gelado matcha com leite condensado

Donuts de chá de matcha

Leite-creme com maçã e chá verde

Peito de frango marinado com chá preto

Salada de camarão com molho de matcha e iogurte

Tarte vegan de chá matcha

Trufas de chocolate e chá matcha

 

https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/uma-chavena-com-todos-os-beneficios-do-cha/

https://www.teapot.pt/#tab1

https://casadocha.com/

https://casadocha.com/artigos/10-bons-motivos-para-beber-mais-cha

https://casadocha.com/artigos/10-chas-que-facilitam-digestao-alimentos

https://jb.utad.pt/especie/Camellia_sinensis

https://www.msn.com/pt-br/receitasebebidas/noticias-e-receitas/camellia-sinensis-para-que-serve-o-%E2%80%9Cverdadeiro%E2%80%9D-ch%C3%A1/ar-BB1frXn8

https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/pesquisa?search_api_fulltext=ch%C3%A1

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/artigos/cozinhar-com-cha-sim-e-faz-estes-5-pratos-incriveis

 

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