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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

04
Fev20

Dia Mundial contra o Cancro


O que é o Dia Mundial contra o Cancro?

O Dia Mundial contra o Cancro consiste numa campanha, na qual o mundo se pode unir com um único lema para evidenciar a luta contínua contra o cancro. Celebra-se, anualmente, a 4 de Fevereiro.

O objectivo desta comemoração é evitar milhões de mortes, que se podem prevenir, todos os anos, aumentando a consciencialização sobre o cancro na população em geral e pressionando os governos para que empreendam medidas contra esta doença.

 

Porque é tão importante o Dia Mundial contra o Cancro?

Porque a epidemia mundial de cancro é de enormes dimensões e prevê-se que continue a aumentar.

Se não forem tomadas medidas urgentes para fomentar uma maior tomada de consciência sobre o cancro e se não se implementarem estratégias globais para abordar esta doença, a previsão é de que, em 2025, o número de mortes prematuras, por cancro, se eleve para o alarmante valor de 6 milhões/ano.

O cancro constitui um desafio primordial para o desenvolvimento, já que atrasa os progressos sociais e económicos em todo o mundo. Em 2030, os países em desenvolvimento serão os mais afectados pelo cancro, com 21,4 milhões de novos casos, estimados, por ano. No entanto, ainda existe uma limitada vontade política para incluir o controlo do cancro num marco de desenvolvimento global.

O enorme risco que o cancro representa para o crescimento e desenvolvimento da economia continua sem ser reconhecido e, apesar da evidência que conhecemos sobre o efeito do dito risco, este pode ser gerido de forma eficaz, tornando rentável o investimento em saúde.

Estima-se que os custos imputados ao cancro alcancem os 458 mil milhões de dólares no ano 2030. No entanto, a Organização Mundial de Saúde prevê que um pacote básico de estratégias economicamente eficazes para tratar os factores de risco de cancro (tabagismo, alcoolismo, dieta pouco saudável e inactividade física) custaria, apenas, 2 mil milhões de dólares/ano.

Actualmente, existe a necessidade urgente de alcançar um compromisso global para estabelecer planos nacionais de controlo do cancro, em todos os países, que sejam, realmente, efectivos e exequíveis.

O Dia Mundial contra o Cancro oferece a oportunidade ideal para difundir informação fidedigna através dos meios de comunicação social, das redes sociais, ou passando palavra de “boca em boca”, melhorando, desta forma, o conceito que as pessoas têm do cancro.

Ainda subsistem inúmeros mitos sobre a doença e este dia comemorativo é a ocasião perfeita para informar o público e, com sorte, poder erradicá-los por completo. Uma maior educação e consciencialização sobre o cancro conduzirão a uma mudança positiva quer no âmbito individual, comunitário ou, até mesmo, nas políticas de saúde, permitindo, também, a continuidade de cuidados de saúde especializados aos doentes oncológicos.

Importa lembrar que o cancro é uma doença que não conhece fronteiras e que nos afectará a todos, em algum momento da vida, quer seja directa ou indirectamente, por isso, é um assunto a que ninguém pode ficar indiferente, porque a todos diz respeito.

 

 

26
Jun19

Cancro: Garantir a qualidade de vida dos doentes, familiares e cuidadores…


A qualidade de vida é um conceito multidimensional, subjectivo e difícil de definir. No contexto da oncologia, a qualidade de vida tem sido descrita como a percepção individual de bem-estar, numa perspectiva global, onde se incluem as dimensões: física, psicológica, social e espiritual (Ferrel e Dow, 1997).

 

Sabemos, hoje, que:

» O cancro pode ter um impacto importante na saúde emocional, física e psíquica das pessoas e, os que sobrevivem a esta doença, correm o risco de ter uma qualidade de vida pior, durante vários anos, após o diagnóstico;

» É muito importante para os doentes, e para os seus cuidadores, falar sobre o cancro e manter as redes de apoio social;

» É fundamental capacitar os doentes com cancro e as suas famílias/cuidadores para ter um maior grau de controlo sobre as decisões que influenciam a sua saúde e bem-estar e para conservar a dignidade, em todas as fases do processo de doença.

 

Entender a magnitude do impacto emocional, mental e físico do cancro e saber enfrentá-lo, maximizará a qualidade de vida dos doentes, familiares e cuidadores.

 

Para que tal aconteça é necessário:

» Reduzir o estigma associado ao cancro e dissipar todos os mitos prejudiciais e as ideias erróneas sobre a doença;

» Melhorar o acesso a métodos de diagnóstico precisos, aos tratamentos multidisciplinares de qualidade, à reabilitação, aos serviços de cuidados paliativos e a medicamentos e tecnologias essenciais;

» Garantir o acesso universal aos serviços de tratamento da dor e controlo do sofrimento físico e psicológico;

» Capacitar as pessoas para maximizar a sua qualidade de vida;

» Fomentar o desenvolvimento de “movimentos”/ associações de cariz comunitário e serviços de saúde que promovam a qualidade de vida;

» Exigir aos nossos governantes a implementação de Cuidados Paliativos em rede.

 

A verdade é que… promover a qualidade de vida dos doentes, familiares e cuidadores é um dever de cada um de nós, enquanto cidadãos... e… está ao nosso alcance!

 

25
Jun19

Prevenção do cancro: Adoptar estilos de vida saudáveis...


A redução dos factores de risco (sociais e ambientais) para o cancro e a capacitação das pessoas para tomarem decisões saudáveis, são dois componentes-chave para alcançar o objectivo global internacional de reduzir as mortes prematuras, devidas às doenças não transmissíveis, em 25%, até 2025 e cumprir as metas delineadas na Declaração Mundial do Cancro.

 

Sabemos, hoje, que:

» A adopção de hábitos de vida saudáveis, em etapas precoces da vida, reduz o risco de cancro e de outras doenças não transmissíveis na idade adulta;

» As condições e os estilos de vida de cada pessoa determinam a sua saúde e qualidade de vida.

» O consumo de tabaco é o principal factor de risco, responsável por 71% das mortes resultantes de cancro de pulmão (representa cerca de 22% do total de mortes por cancro).

» O consumo abusivo de álcool aumenta o risco de cancro da cavidade oral, faringe, laringe, esófago, intestino (cólon) e mama.

» O excesso de peso aumenta o risco de cancro de cólon, mama, útero, pâncreas, esófago, rim e vesícula biliar.

» A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 177.000 mortes, anuais, resultantes de cancro estão relacionadas com a exposição laboral a determinadas substâncias nocivas, de onde se destaca o amianto, responsável por um terço das mortes.

» O custo económico do tratamento do cancro supera, largamente, os custos do investimento em medidas de prevenção.

 

A verdade é que, pode fazer-se muito, a nível individual, comunitário e de políticas governamentais no âmbito da prevenção e, com as estratégias adequadas, é possível evitar um terço dos tumores malignos mais comuns, nomeadamente, reduzindo o consumo de álcool e de tabaco (se deixar de fumar, esta percentagem sobe para os 50%), adoptando uma dieta mais saudável e fazendo mais exercício físico.

 

Lembre-se que… adoptar estilos de vida saudáveis e prevenir o cancro… está nas suas mãos!

 

17
Jun19

O que é o melanoma?...


O melanoma é um tumor cutâneo que, apesar de, não ser dos mais frequentes (representa cerca de 10%, de todos os cancros de pele), constitui a forma mais grave da doença.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), todos os anos, são diagnosticados cerca de mil casos em Portugal, sendo que, por mês, morrem cerca de 20 doentes.

O sol é grande inimigo mas as tatuagens também. As pinturas na pele podem camuflar o crescimento de um sinal. Aparentemente inofensivo, um pequeno sinal pode levar à morte.

O melanoma é um tumor maligno que começa nas células que dão pigmentação à nossa pele (os melanócitos).

Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos produzem mais pigmento (melanina), fazendo com que a pele bronzeie, ou seja, escureça.

Por vezes, surgem umas proeminências de grupos de melanócitos e de tecido circundante, chamados sinais.

Os sinais são muito comuns. A maioria das pessoas tem 10 a 40 sinais.

Os sinais podem ser rosados, castanhos-claros ou escuros, ou de uma cor muito parecida com o tom normal da pele. As pessoas de pele escura tendem a ter sinais escuros.

A maioria das células pigmentares encontra-se na pele; quando o melanoma tem início na pele, a doença chama-se melanoma cutâneo.

No entanto, o melanoma pode, também, ocorrer nos olhos (melanoma ocular ou melanoma intra-ocular), raramente surge nas meninges, no aparelho digestivo, nos gânglios linfáticos ou noutras áreas onde há melanócitos.

O melanoma surge como uma lesão escura que aumenta de tamanho, em extensão e/ou profundidade, com alteração das suas cores originais (surgem pontos pigmentados ao redor da lesão inicial), ulceração (formação de ferida), sangramento ou sintomas como comichão ou inflamação.

Trata-se de um tumor de muito mau prognóstico devido ao alto potencial de produzir metástases (propagação das células tumorais a outras partes do corpo). 

Pode surgir em áreas de pele não exposta ao sol, porém, o maior número de lesões aparece nas áreas de pele que ficam, ou foram, expostas à radiação solar.

Nos homens, o melanoma encontra-se, muitas vezes, no tronco (zona entre os ombros e as ancas), ou na cabeça e pescoço.

Nas mulheres, desenvolve-se muitas vezes, no tronco e na zona inferior das pernas.

É mais frequente em pessoas de pele clara, por isso, a ocorrência de melanoma na raça negra e noutras raças com pele escura é rara.

A probabilidade de desenvolver melanoma aumenta com a idade, embora a doença afecte pessoas de todas as idades.

Uma pessoa que já tenha tido um melanoma, tem um risco aumentado de voltar a ter a doença.

 

Para mais informações, consulte: www.euromelanoma.org.