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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

25
Mar20

Apelo!


Começo por me dirigir a todos aqueles que, por via de alguns comportamentos irreflectidos e negligentes (muitas vezes, guiados pela inconsciência e pela desinformação ou por manifesta irresponsabilidade), condicionam a nossa saúde e segurança:

Isto não é um simulacro e, muito menos, uma brincadeira... estamos perante o maior desafio de Saúde Pública que alguma vez enfrentámos... um desafio que pode ser superado se TODOS nos consciencializarmos de que o nosso comportamento (individual) importa, que faz mesmo (toda) a diferença...

Por favor, não queiram ser lembrados como aqueles que, por ignorância ou arrogância, contribuiram para a morte de alguém... reflictam e ajam de forma responsável, mudem comportamentos...  MUITO OBRIGADA!!!    

A todos os outros, cidadãos responsáveis e cumpridores, que felizmente são a esmagadora maioria: 

Mais do que criticar os comportamentos irresponsáveis dos outros, é tempo de educar...

e não há melhor forma de educar do que dar o exemplo...

sejamos, então, cidadãos exemplares, sem excepção!...

cidadãos responsáveis, dotados de bom senso, solidários e cumpridores escrupulosos das orientações das Autoridades de Saúde... agentes de Saúde Pública!

MUITO OBRIGADA!!!

 

Mais informações aqui.

 

25
Set19

Gestos "simples" que valem muito...


Outro dia... fui, a pé, ao supermercado que fica a escassas centenas de metros da minha casa e... assisti a uma cena que me deixou, deveras, feliz... que "me fez ganhar o dia"... e decidi partilhá-la convosco...

Numa das caixas do supermercado, estava uma jovem que aparentava pouco mais de vinte anos, sorridente, super educada e atenciosa, que me cumprimentou, com um "bom-dia" envolto num sorriso contagiante, mal pousei as minhas compras no tapete rolante... à minha frente estava uma senhora idosa (80+), acompanhada do seu trolley para transportar as compras...

Enquanto aguardava a minha vez, fui observando a cena que se desenrolava à minha frente: a jovem operadora de caixa, Ana de seu nome, acondicionava cuidadosamente (no trolley), cada um dos alimentos que a D. Maria Teresa havia adquirido, sempre sorridente e delicada... depois de tudo bem arrumado, explicou-lhe pacientemente qual a importância a pagar e ajudou-a a retirar o dinheiro da carteira e a conferir o troco... no final, perguntou-lhe se precisava de ajuda para levar as compras até casa... a D. Maria Teresa agradeceu mas declinou a oferta...

Fiquei "encantada" com a atitude da jovem e, quando chegou a minha vez de ser atendida, disse-lhe: "estive a observá-la e tenho de lhe dar os parabéns pela forma gentil e delicada como atendeu a senhora... espero que os seus chefes saibam reconhecer a sua dedicação e o brio com que desempenha as suas funções!" 

A jovem Ana sorriu, visivelmente, emocionada e disse-me: "muito obrigada pelas suas palavras... "fez-me ganhar o dia"!"

Gestos "simples" que valem muito...

 

08
Mai19

Sobre a Liberdade de expressão...


 

Não sou, nunca fui (nem almejo vir a ser) uma pessoa politicamente correcta...

Não sou hipócrita... mas procuro ser cordial e educada!

Sou fiel aos meus princípios e tenho as minhas convicções (que defendo com unhas e dentes)...

Tive o enorme privilégio de nascer na era da Liberdade e, sempre, fui incentivada a ser livremente responsável...

Aprendi, desde cedo, que a Liberdade de Expressão tem consequências (como, aliás, tudo na vida...), algo que, sempre, aceitei como natural e inevitável... já diz o ditado: “quem diz o que quer, ouve o que não quer”...

Agora, o que não aceito é a ofensa gratuita... o apontar o dedo... só porque sim... porque apetece... sem assumir a responsabilidade e consequências do acto, escudando-se no facto de que: “ainda vivemos num país livre, onde cada um pode dizer o que quer”...

Pois é... (só que, não)!

A tão aclamada Liberdade de Expressão carece de enquadramento... ou seja, a minha liberdade de expressão não se sobrepõe à expressão de qualquer outra liberdade alheia... implica respeito, responsabilidade e tolerância!

O que muitos praticam, ao abrigo da tão propalada Liberdade de Expressão, traduz apenas, e tão somente, a sua enorme falta de respeito e de educação...

 

23
Abr19

Dia Mundial do Livro


O Dia Mundial do Livro foi instituído, pela UNESCO, em 1996. O dia escolhido, 23 de Abril, assinala uma data emblemática para a literatura, já que, segundo reza a História, neste dia, faleceram vários escritores, mundialmente aclamados, como Cervantes e Shakespeare.

 

A ideia da comemoração teve a sua génese numa tradição Catalã: a 23 de Abril, dia de Sant Jordi (São Jorge), é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma prática adoptada em vários países do mundo.

 

Todos os anos, a UNESCO elege uma cidade como “Capital Mundial do Livro”. Em 2019, foi escolhida Sharjah (Emirados Árabes Unidos), como reconhecimento pelo seu programa: “Leia, você está em Sharjah”,  direccionado para os grupos marginalizados, oferecendo propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

 

Para mim, os livros são jóias raras, bens (muito) preciosos… verdadeiros tesouros! Permitem-me sonhar, “viajar”… correr o mundo sem sair do lugar! São fonte de conhecimento inesgotável, contribuem para o meu bem-estar e influenciam o meu estado de alma.

 

Existem livros dos mais variados formatos e texturas… têm cheiro, alma e vida própria. Despertam paixões, levam-nos a viver aventuras emocionantes. Existem livros para todos os gostos, em papel tradicional ou em versão digital, versando os mais diversos assuntos, em prosa ou poesia, com ou sem imagens. O difícil é escolher perante tamanha diversidade.

 

Infelizmente, em Portugal, os livros são, em regra, objectos “caros” e, em tempos de crise, inacessíveis a muitas bolsas. Talvez este seja, também, um dos factores que contribui para o elevado grau de iliteracia verificado em Portugal.

 

As bibliotecas desempenham um papel fundamental na divulgação do livro e na promoção da leitura, mas é essencial que sejam proactivas, “vivas”, que não se limitem a armazenar e a expor os livros, devem empreender acções dinâmicas de “aproximação à comunidade”, tendo como principal público-alvo as crianças, incutindo-lhes o gosto e o entusiasmo pela leitura, como uma forma divertida de interagir e brincar, ensinando-as a compreender o que está escrito nos livros e a reflectir sobre o que lêem, de forma a construir a sua visão pessoal sobre a temática abordada. Muitas crianças e jovens não gostam de ler porque, grande parte das vezes, não compreendem e não são capazes de interpretar o que lêem.

 

O investimento nas crianças é fundamental, porque elas são excelentes vectores de transmissão de informação no seio das suas famílias e comunidades escolares e constituem o substrato da “nova” sociedade, são os adultos do futuro.

 

As escolas e os professores, em particular, assumem uma importância fulcral em todo o processo de aprendizagem e promoção da leitura, tendo em conta que exercem uma grande influência sobre crianças e jovens, funcionando como “modelos”, ajudando a construir a sua própria identidade enquanto cidadãos, dotando-os de capacidade reflexiva, essencial para a formação da “massa crítica” que Portugal tanto precisa.

 

Este dia também nos deverá levar a reflectir sobre a evolução dos livros, a médio e longo prazo, fruto das novas tecnologias. Os livros digitais oferecem novas oportunidades de acesso ao conhecimento, a um preço reduzido e “à distância de um clique”, mas, os livros tradicionais continuam a ter as suas “virtudes”: são seguros contra a falsificação, facilmente transportáveis e sem necessidade de equipamentos adicionais para a sua leitura.

 

Os livros são um bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e do progresso económico, são os nossos melhores aliados na disseminação da educação, da ciência, da cultura e da informação. A variedade de livros e o conteúdo editorial constituem fontes de “enriquecimento” que devem ser apoiadas através de políticas públicas. Essa “bibliodiversidade” representa a riqueza comum, que faz dos livros muito mais do que meros objectos físicos, convertendo-os na mais bela invenção para partilhar ideias, ultrapassando as fronteiras do espaço e do tempo.

 

Boas leituras!

 

 

12
Abr19

Como educamos?!...


Bom dia Pessoas Lindas e Maravilhosas!

 

Ontem, à tarde, li um texto (que, adiante, partilharei convosco...) que me fez pensar, sobre a forma como educamos as nossas crianças...

 

Será que... educamos para a "igualdade de oportunidades" ou... continuamos, "simplesmente", a educar "meninas para ser meninas/mulheres" e... "meninos para ser meninos/homens"?!...

 

Confusos??!!! (não vos "censuro"... os meus neurónios, às vezes, "baralham-se"!!!)

 

Vou, então, tentar explicar o meu raciocínio...

 

Será que continuamos a oferecer "brinquedos de menina" e a ensinar "brincadeiras de meninas" às raparigas e a oferecer "brinquedos de menino" e a ensinar "brincadeiras de meninos" aos rapazes... ou... deixamos que, eles (meninos e meninas) escolham livremente os seus brinquedos e as suas brincadeiras?!...

 

Será que, ainda, "formatamos" as crianças para "profissões de género"?!... Será que, continuamos a pensar que há "profissões para homens" e "profissões para mulheres"?!...

 

Agora (que talvez já vos tenha conseguido "inquietar" a mente), deixo-vos, aqui, o texto de que vos falei no início do post ...

(deixo, apenas, um "alerta" para aqueles que não "simpatizam" com o Cristiano Ronaldo... não se deixem enganar pelo título... o texto não é sobre ele!)

 

Dia Feliz!

 

 

26
Fev19

"Órfãos de idade"


Há cerca de 6 anos, a TVI emitiu uma reportagem intitulada “órfãos de idade”, da autoria da jornalista Alexandra Borges, que retratava a triste e humilhante situação em que se encontravam muitos idosos residentes em “lares” clandestinos que proliferam, sem qualquer controlo, pelo país fora. 

 

Hoje será apresentado o livro "Maus-Tratos a Pessoas Idosas", que reúne trabalho de vários autores e inclui vários temas (a tipologia dos maus tratos, estratégias de prevenção, detecção e intervenção, violência em contexto familiar e institucional, envelhecimento das pessoas com deficiência até ao suicídio nos mais idosos).

 

O tempo passa e, infelizmente, o fenómeno perdura...

 

O contexto actual, caracterizado por uma evidente fragilidade económica, que abrange várias franjas da sociedade, onde muitas famílias sobrevivem no limiar da pobreza, associado a uma profunda crise de valores, em que a importância atribuída aos bens materiais prevalece sobre o valor intrínseco do capital humano, potencia e amplia as situações de abandono e negligência.

 

A maioria dos idosos aufere pensões de miséria que os impede de viver condignamente e lhes restringe o acesso a cuidados de saúde e a bens essenciais. Muitos não têm qualquer suporte familiar, outros têm família que, apesar de demonstrar interesse e preocupação em lhes proporcionar bem-estar, se revela incapaz para lhes prestar os cuidados que eles necessitam e merecem, outros, ainda, têm famílias negligentes e criminosas que os maltratam (impunemente), que os mantêm subjugados e prisioneiros no seu próprio lar ou os abandonam em instituições de saúde.

 

Infelizmente, para muitos, o velho é aquela peça de mobiliário que passou de moda, que já não encaixa na decoração, por isso é colocado no “depósito”, que é o espelho de muitos lares, sobretudo os clandestinos, que florescem pelo país fora com a conivência dos familiares que, muitas vezes, se vêem obrigados a recorrer a estas “instituições” por falta de alternativa (longas listas de espera nas misericórdias ou carência económica que os impossibilita de aceder a lugares condignos) ou, pura e simplesmente, porque se querem livrar, a qualquer custo, do “estorvo” que têm lá em casa.

 

A intervenção da Segurança Social também deixa muito a desejar, resumindo-se, na maioria das vezes, a “acções de show off” que não dão resposta efectiva às necessidades das pessoas. Encerrar o lar, por si, só não resolve o problema, é preciso assegurar que os idosos são alojados em locais condignos com apoio adequado às suas necessidades. Infelizmente, o que acontece, inúmeras vezes, é que o idoso é entregue à família que não pode ou não quer cuidá-lo e que o abandona, de imediato, numa instituição de saúde.

 

Muitos idosos são condenados a uma morte (lenta e penosa) ainda em vida, votados ao esquecimento e ao abandono, sofrendo maus tratos psicológicos e, até mesmo, agressões físicas.

 

Os idosos são considerados improdutivos e consumidores de recursos, não constituindo, por isso, um valor acrescentado para a sociedade. A visão redutora e negativa do papel do idoso na sociedade parece encontrar fundamento e substrato no facto de se considerar uma pessoa com 50 anos demasiado velha para trabalhar (poucos são aqueles que ousam contratar um desempregado com idade superior a 50 anos).

 

Todos nós, certamente, ao longo do nosso percurso de vida, já tivemos conhecimento de alguma situação de maus-tratos a idosos, nomeadamente, revestida sob a forma de abandono, violência verbal ou, até mesmo, física… mas, quantos de nós, fingiram não perceber, decidiram ignorar, preferiram não se envolver, alegando que “isto não me diz respeito”, “trata-se de um problema cuja resolução não depende de mim”… a verdade é que, esta é uma situação que, diz respeito a TODOS nós, enquanto cidadãos e, por isso, temos a obrigação e o dever moral de nos envolver e pugnar para que esta cruel realidade se altere profundamente, restituindo aos idosos o direito inalienável a serem tratados como PESSOAS, com respeito, dignidade e humanismo, comportamento expectável de um país que se afirma democrático e tolerante, subscritor da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

Compete ao governo implementar políticas efectivas de protecção social às pessoas idosas.

 

É função das escolas educar as gerações mais jovens, promovendo a tolerância e o respeito pelos idosos e o reconhecimento da mais-valia que o seu saber acumulado representa.

 

Também os profissionais de saúde têm um papel importante a desempenhar que consiste em educar/informar sobre o processo de envelhecimento, explicando às famílias que é um acontecimento natural e expectável, de evolução gradual, associado a dependência funcional e a declínio cognitivo, onde podem surgir, com alguma frequência, alterações comportamentais com marcado egocentrismo.

 

É preciso consciencializar a sociedade de que a evolução natural do ciclo vital culmina na velhice e que o envelhecimento é um fenómeno que atinge todas as pessoas (exceptuando as que morrem prematuramente devido a doença, acidente, etc.).

 

Uma sociedade que não respeita e não trata os seus velhos com dignidade e humanismo é uma sociedade desprovida de valores, uma sociedade sem futuro, condenada à “extinção”…