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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

02
Mar20

Escolhas...


Porque será que é tão mais fácil (e rápido) destruir do que construir?!...

Não andaremos a ver o Mundo ao contrário... com as prioridades do avesso?!...

Não seria muito mais inteligente (e produtivo) canalizar as nossas energias para algo positivo, que nos enriqueça enquanto Seres Humanos, e que contribua para transformar o Mundo num lugar seguro, plural e justo, em que cada um encontre o seu propósito e se sinta acolhido e valorizado?!...

Temos tanto a aprender com a Natureza...

 

DSC02524.JPGMonsaraz

 

22
Out19

Sobre o Sentido da Vida...


Frankl defendia que:

"Não devemos procurar um sentido abstrato da vida. Cada um tem a sua vocação e missão específicas na vida, para levar a cabo uma tarefa concreta que requer ser concretizada. E nesse contexto não pode ser substituído, nem a sua vida pode ser repetida por outro. Assim, a tarefa de cada pessoa é tão única quanto o é a sua oportunidade específica para a levar a cabo."

Creio que é quando estamos à beira de ter de tomar uma decisão importante (que poderá mudar o rumo da nossa Vida) que mais tendemos a questionar o sentido da (nossa) Vida... e, às vezes, surpreendemo-nos com as respostas que encontramos (ou com a ausência delas)...

O sentido da Vida é algo único, pessoal, intransmissível e, ao mesmo tempo, variável  no tempo (de acordo com as circunstâncias)... se nos colocarmos a mesma questão, em momentos distintos da nossa Vida, muito provavelmente, obteremos respostas diferentes... porque o nosso sentir muda, a nossa vontade altera-se, as nossas prioridades oscilam em função da perspectiva com que encaramos a (nossa) Vida...

E vocês... costumam questionar-se sobre o sentido da (vossa) Vida?!... e obtêm, sempre, a mesma resposta?!...

 

20
Fev19

A disponibilidade para a descoberta...


Boa tarde!

Hoje... decidi assistir ao início da Volta ao Algarve (não fosse eu grande fã de ciclismo e não estivesse na Capital Europeia do Desporto 2019). Optei por ir a pé... e... mais uma vez, o manancial de descobertas foi gigantesco!!! Passei por vários locais que desconhecia totalmente, porque nunca lá tinha passado (zona pedonal), outros que, apenas, conhecia da perspectiva de condutora... Gosto de me disponibilizar (física e mentalmente) para estas descobertas... mas... "nem tudo são rosas"!!!... abomino o ruído do trânsito (que me impede de escutar os passarinhos) e a poluição que emana dos tubos de escape (que me rouba o aroma das flores)... mesmo assim, vale (muito) a pena percorrer a cidade desta forma... o saldo é, francamente, positivo!

Creio que, quando andamos a pé e, sobretudo, quando temos tempo e disponibilidade para o fazer (porque convenhamos, isto de sermos "donos do nosso tempo" , tem as suas vantagens!!!), naturalmente, nos tornamos mais observadores, os nossos sentidos tornam-se mais "aguçados"  e surpreendem-nos a cada instante...

Goastaria de sugerir, a todos, que reservem um "tempinho" (o que puderem) e... saiam de casa com a disponibilidade para observar e desfrutar da natureza... muito provavelmente, será uma experiência surpreendente, que quererão repetir...

"Absorvam" a Vida... não passem, apenas, por ela...

Votos de um dia Feliz, pleno de descobertas!

 

12
Fev19

"Andar a pé"... não confundir com "caminhar"!


Bom dia Mundo Meu!!!

Depois de uma noite de sono algo atribulada, consumida por algumas (pre)ocupações que (ainda) não consigo evitar... saltei da cama antes das 8h... arranjei-me, tomei o pequeno almoço e decidi ir, a pé, tratar dos assuntos bancários! Achei que seria uma excelente ideia, pois cumpriria vários objectivos: combatia o sedentarismo e a preguicite, aproveitava o tempo gasto no percurso para reflectir e clarear ideias e, obviamente, tratava dos assuntos bancários... assim foi... (cerca de 7km e pouco mais de 1h depois, estava de volta a casa): missão cumprida!!! Estou orgulhosa de mim!!! Claro que, não fora o meu pópó estar internado para estudo (devido a uma maleita que, já se arrasta no tempo, e carece de diagnóstico), confesso que, dificilmente, teria colocado a hipótese de "ir a pé"... é que, "ir a pé", não é a mesma coisa que "caminhar"... e, se dúvidas houvesse, hoje tirei a prova, a avaliar pela forma como os condutores olhavam para mim, "qual espécie rara de calça de ganga"!!! Devo salientar que, ao longo do percurso, me cruzei com largas dezenas de automobilistas, já peões, como eu, contavam-se pelos dedos de uma mão (e ainda sobravam dedos)!!! Pois é... andar a pé é coisa de pobre (quem não tem transporte próprio e/ou não tem dinheiro para usar os transportes públicos)... já caminhar está na moda... a malta veste-se a rigor e é uma alegria! (Atenção!... não estou a criticar quem faz caminhadas, muito pelo contrário, é uma prática muito saudável, que deve ser encorajada. Eu faço bastantes caminhadas, ao longo da praia, e adoro!!!... )

Esta minha partilha, apenas, tem o intuito de servir de "alerta" para todo "um mundo que nos passa ao lado e se torna invisível na azáfama do dia-a dia". Hoje passei por sítios onde nunca tinha passado (a pé), descobrindo uma outra perspectiva da cidade e percebendo que, nos passeios ou na beira das estradas (onde não há passeios), a Primavera já quer dar um ar da sua graça... florescem uma infinidade de plantinhas graciosas que passam totalmente despercebidas aos Humanos que se deslocam de carro e, até acredito que, também, escapem aos olhos humanos ocupados ou (pre)ocupados que circulam a pé... como dizia Saint Exupéry... (às vezes) "o essencial é invisível aos olhos" ... cabe-nos, a cada um, despertar da letargia (ou da velocidade furiosa) e aproveitar cada instante, efémero e irrepetível, com que a Vida nos presenteia...

 

11
Fev19

Liberdade aos 42 … a vida depois da enfermagem!


Sempre acreditei (e continuo a acreditar) que, cada indivíduo tem uma missão no Universo e que, é obrigação de cada cidadão contribuir para melhorar a existência, de quem com ele se cruza, nesta aventura a que chamamos VIDA…

Durante duas décadas dediquei-me, de corpo e alma, ao exercício da Enfermagem, sempre no SNS!... “vesti a camisola”, lutei por condições de trabalho dignas e justas, pelo acesso universal do cidadão à saúde (independentemente da sua condição económica/social, idade, cor da pele, raça, etnia, grau de instrução, religião, localização geográfica…), como determina a Constituição Portuguesa. Digamos que, sempre fiz tudo “by the book”!

O facto de acreditar e lutar diariamente por aquilo que considerava justo e correcto, tendo dificuldade em aceitar um “não”, quando achava que o “sim” era a palavra certa, foi criando em mim um desgaste e uma frustração, uma dificuldade existencial em conviver e acomodar as injustiças que grassam na nossa sociedade, tendo culminado num conflito interno ingerível e incompatível com a minha saúde física e mental… então… decidi fazer aquilo que, todos os dias, recomendava aos meus utentes: “ouvir o (meu) corpo e respeitá-lo”… e… quando libertamos a nossa voz interior já não há retorno possível… algo tem de mudar… e assim foi…

Abandonei a profissão de toda uma vida e abracei os maiores desafios da minha existência: “SER LIVRE e VIVER”, ao invés de me limitar a passar pela Vida e “ir sobrevivendo”, submersa nos medos, presa a preconceitos e estereótipos…

Aconteceu, agora, aos 42 anos de idade…

Convido-vos a partilhar esta minha aventura… sejam bem-vindos!