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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

08
Set25

Carta aberta à Plataforma SAPO


Partilho (e subscrevo), na íntegra esta "carta aberta" do José

Carta aberta à plataforma SAPO

 José da Xã 06.09.25

Caríssimos,

Ter um blogue foi para muita gente uma maneira de se tornar mais ou menos conhecido. Mas foi também um mundo que rodou muito para além dos umbigos de cada um dos autores.

Com o tempo a passar em velocidade excessiva e os interesses a dispersarem por outras ideias, a blogosfera definhou.

Muitos dos que escreviam fecharam os seus espaços apenas porque “não dava pica”. Havia o feicebuque, o tiquetoque, o iutube ou o instagrame. Tudo aplicações onde a imagem importava. O resto surgia como supérfluo.

Todos sabemos que nestes modernos dias em que muitos querem viver a vida antes de tempo, escasseia este para olharem o Mundo que os rodeia. Um Mundo ora feito de plástico, de pessoas rapidamente descartáveis e de sentimentos tão frios quão uma pedra de gelo.

Os blogues perderam assim pujança e passaram a ser… dispensáveis.

Só que o lema dos blogues da plataforma SAPO diz “blogs com gente dentro”! Touché!

Mas é essa gente que do dia para a noite deixou de ser visada, especialmente na Página Principal da SAPO. Já faz algum tempo que se percebeu que a blogosfera deste Sapal estaria mais ou menos condenada ao abandono.

As razões para tal nunca foram devidamente explicadas e poderão ter diversas visões estratégicas: custos no alojamento do espaço ocupado, ausência de publicidade e o mais provável as reduzidas visitas. E o resultado das opções editoriais da SAPO foi deixar cair os blogues.

Decisões que levarão ainda muita mais gente a desistir de escrever, o que parece ser algo dramático.

Não vou requerer com esta missiva um lugar ao Sol dentro da SAPO, longe disso. Todavia atirar para o anonimato tantos e tão bons espaços que por aqui poderíamos encontrar, arrisco a dizer que é dar um tiro no próprio pé. É que há ainda muita gente, muita gente mesmo a sentir este universo blogosférico como parte integrante da sua vida.

Imagino que seja difícil reformular a nova página para alojar uma singela ligação a alguns blogues, mas convém jamais olvidar que durante algum tempo a blogosfera foi usada, também, como contrapoder.

Obrigado a todos quantos cuidaram dos meus espaços e muitas vezes os destacaram. Tem sido um privilégio aqui residir. Espero sinceramente continuar por cá!

E vocês, também quererão?

José

PS - As amizades que à sombra desta plataforma se foram cimentando jamais desaparecerão. Esta é uma certeza!

A gente não quer deixar de ler-se por aí...

16
Dez24

Des(a)fiando contos...


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"Des(a)fiando contos", um livro que reflecte o seu autor, repleto de criatividade.

O José da Xã escreve com emoção e humor. Uma mente irrequieta e irreverente que elabora histórias rocambolescas, recheadas de peripécias que nos provocam gargalhadas sonoras e outras que nos apertam o coração e nos deixam os olhos marejados de lágrimas.

Para além de ser um autor carismático, que nos prende nas suas tramas imaginárias, é um homem generoso, com um coração Gigante, sempre disponível e atento.

Um Amigo que nos aquece o coração.

Muito Obrigada por fazeres parte da Minha Vida, torna-la muito mais rica e divertida!

Guardo-te no coração!❤️ 

 

 

 

26
Fev24

Muitos Parabéns!


Foi no (longínquo) ano de 2019 que nos encontrámos por estas paragens e, desde então, mantemo-nos unidos nesta Vida virtual...

Conquistaste (por mérito próprio) um lugar no Meu coração... és uma Pessoa Muito Especial de quem é impossível não gostar...

Tornaste-te um AMIGO (e olha que, para mim, AMIZADE é uma coisa muito séria!)... é um enorme privilégio ter-te como Amigo e ser tua Amiga!

Em Dezembro de 2022 conhecemo-nos pessoalmente, o que "apenas" serviu para confirmar todas as tuas qualidades... és genuíno, com uma alma iluminada e um coração Gigante e generoso, dotado de um optimismo admirável e contagiante...

Muito Obrigada por permaneceres na Minha Vida e por seres a Pessoa Maravilhosa que és!

Hoje é o Teu Dia! Feliz Aniversário Meu Querido Amigo José da Xã.

 

_rosa n_.jpg

No nosso jardim (do Teu jardim)

 

19
Jul23

Pessoas Especiais...


Existem pessoas que, por alguma razão (porque acredito que tudo tem um propósito), em algum momento, cruzam o nosso caminho e, quase por magia, se tornam Especiais (ainda que não as conheçamos pessoalmente)... uma dessas Pessoas é o José da Xã!

O José é um Ser Humano Extraordinário, humilde, genuíno, dono de um coração Gigante e Generoso e detentor de uma mente fervilhante de criatividade, características que me cativaram e o converteram num Amigo que Muito prezo e admiro (e que já tive o Enorme privilégio de conhecer pessoalmente).

O José sabe que Muito aprecio a sua veia criativa e a forma Maravilhosa como constrói as personagens que dão vida aos seus escritos, recheados de enredos, interessantes e empolgantes, que nos prendem da primeira à última palavra. Fiquei, por isso, Muito Feliz quando ele decidiu reunir muitos dos textos publicados no seu blogue e transformá-los num belíssimo livro impresso. Já conhecia todos os textos porque os havia lido aquando da publicação mas é Muito Bom tê-los reunidos e materializados neste elegante volume, enriquecido com o traço delicado da nossa Querida e talentosa Olga que, de forma magistral, dá cor à escrita

 

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Muito Obrigada, Querido José, por me agraciares com o Teu livro e, sobretudo, com a Tua Amizade!

 

01
Nov19

A Liberdade de... José da Xã


Liberdade…

 

Há uma canção popular, celebrizada pelo cantor de intervenção Vitorino, que começa assim:

Liberdade, liberdade,

quem a tem chama-lhe sua…

Eis assim de forma popular o mote para uma palavra que é de todas as que existem no léxico luso e não só, a mais paradoxal. Principalmente porque a liberdade antes de ser um conceito político é uma forma de estar na vida.

Todavia o aproveitamento que, entretanto, os políticos fizeram da palavra e do que ela realmente representa ou deveria deturpou a sua real assumpção.

Em termos práticos (porque a teoria só serve para os manuais) a liberdade leva quase sempre a uma atitude antagónica ao conceito, já que a de uns entrará, quase de certeza, em conflito com a dos outros.

Ora se eu não posso fazer algo porque entro em litígio com a vontade de outro… então significa que a liberdade não existe na sua totalidade. Dou um mero exemplo: se eu estiver numa esplanada e na mesa ao lado alguém pegar num cigarro e o acender, a liberdade que eventualmente lhe assistirá de fumar chocará com a minha vontade de não ser incomodado com o fumo do tabaco. Resta por isso uma questão: quem deverá abdicar da sua liberdade, eu ou o fumador? Aconteça o que acontecer um deles perde a liberdade.

Repito a ideia acima assumida de que ninguém, na sua essência, é totalmente livre. Porque há uma série de regras instituídas (e não me cabe aqui analisá-las qualitativamente) que temos de respeitar. E aceitar! O que equivale dizer que se aceitamos é porque consideramos que poderia haver outra opção: quiçá a nossa própria!

Já nem falo da liberdade religiosa, política ou sexual. Todas elas muito coladas aos radicalismos, tão em voga nas actuais sociedades e obviamente muito perigosos quando extremados.

Tal como a liberdade de expressão ou de informação. Outro dogma com o qual muita gente não sabe lidar. Terei eu direito de dizer o que quero, de mostrar o que me apetece, quiçá chocando pessoas sem quaisquer consequências, só porque vivemos num país livre?

Lembro a este propósito aquela foto da criança refugiada morta numa praia de Itália e que tanto incomodou o Mundo. Um exemplo perfeito de como a liberdade nem sempre faz sentido.

Nasci e cresci na ditadura até que na minha juventude surgiu o 25 de Abril. Portanto sei avaliar o que é viver num país sem liberdade ou enfeitado dela. Sei o que foi calar o que pensava e por fim poder dizer o que sentia. Sei o que significa repressão e o extravasar de alegria sem quaisquer receios.

Sei tudo isso, mas também reconheço que a liberdade pura e dura será sempre um desejo de muitos para contentamento de poucos.

 

Texto da autoria de: José da Xã

 

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