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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

23
Abr20

Ler...


"A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram..."

Augusto Cury

 

Livros Meus.JPG

Alguns dos meus fiéis companheiros de viagem...

 

21
Out19

Sobre a busca de (um) sentido...


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O livro, "O Homem em Busca de um Sentido", do médico psiquiatra/psicoterapeuta (logoterapeuta, como gostava de ser reconhecido) Viktor Frankl, divide-se em duas partes. A primeira constitui uma narrativa autobiográfica, onde o autor relata a sua luta pela sobrevivência num campo de concentração, enquanto a segunta parte, teórica, pretende descrever de forma (muito) resumida (e simplificada) a sua doutrina terapêutica - a logoterapia.

Este livro acompanha-me há muitos anos e serviu de base à minha prática profissional em Cuidados Paliativos.

"Precisávamos de deixar de perguntar pelo sentido da vida e tinhamos, em vez disso, de pensar em nós mesmos como aqueles que estavam a ser questionados pela vida - em todas as horas de cada novo dia. A nossa resposta deve consistir, não em conversa e meditação, mas na ação e conduta corretas. A vida significa, em última instância, assumir a responsabilidade de encontrar a resposta adequada aos seus problemas e ultrapassar os desafios que constantemente apresenta a cada indivíduo."

Viktor Franklin "O Homem em Busca de um Sentido"

 

 

12
Out19

"Velai comigo"...


Porque, hoje, se assinala o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, não poderia deixar de recordar Dame Cicely Saunders, sua grande obreira (pioneira do movimento moderno dos Cuidados Paliativos).

Velai Comigo é um pequeno livro, que reune um conjunto de textos da autora, constituindo um importante documento histórico sobre a temática, onde são relatados, de forma fidedigna, os primórdios do movimento moderno dos Cuidados Paliativos.

 

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"Velai comigo" significa mais do que ganhar competências. Significa transmitir aquilo que aprendemos e tentar compreender o sofrimento mental e a solidão. Significa também muita coisa que não pode ser entendida.

"Velai comigo" significa, simplesmente, e acima de tudo, "estar lá."

Dame Cicely Saunders

 

09
Set19

Queijo São Jorge DOP produzido na Madeira?!...


Bom dia Pessoas Lindas e Maravilhosas!

Alguns, de vós, sabem o quanto gosto de livros e que os considero AMIGOS... e... dos AMIGOS nunca desconfiamos, nem ousamos pensar que sejam capazes de nos induzir em erro... certo?!... pois bem, por acreditar, mesmo, no que acabei de escrever... por momentos, duvidei das minhas próprias certezas!!!... passo a explicar...

Sendo, eu, uma grande apreciadora de queijos (e ávida de conhecimento), decidi adquirir o livro Queijos do Mundo...

 

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Eis que, por curiosidade, decidi começar, não pelo princípio mas, pela secção dedicada aos queijos portugueses e... deparei-me com um mapa em que é apresentado o queijo São Jorge DOP como produto da Madeira!!!...

 

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(o pensamento que me ocorreu foi que se tratava de uma "gralha" na edição da imagem...)

De seguida, consultei a página referente à descrição do dito queijo e... a perplexidade/incredulidade tomou conta de mim!!!...

 

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E... por momentos, fui invadida por uma dúvida avassaladora que abalou as minhas certezas, fazendo-me sentir vergonha pela minha ignorância!!!...

Só conseguia pensar: "como é possível eu não saber que, as origens deste maravilhoso queijo, que eu tanto aprecio, remontam à Madeira?!... mas que estranho nunca ter ouvido tal referência à Madeira e como foi possível perder tal tradição?!... porque foram as vacas substituídas por vinhas e bananeiras (porque, quando estive na Madeira, não me lembro de ter visto vacas mas, sim, vinhas e bananeiras)?!...

Tomada pela incerteza, que tal leitura me gerou, decidi ir pesquisar no site da DGADR e... respirei de alívio... afinal, as minhas certezas estavam "certas"!!!...

"A área geográfica de produção é restrita à ilha de São Jorge, no arquipélago dos Açores.

Relata-se que o início da produção do queijo São Jorge DOP é aproximado à descoberta daquela ilha (meados do século XV).
O seu fabrico foi incentivado pela comunidade flamenga, experientes produtores de bens alimentares como carne, leite e lacticínios. Estes encontraram na ilha um clima semelhante ao das suas origens, ideal à produção do distinto queijo.
Este facto aliado ao patriotismo do povo jorgense faz com que o queijo de São Jorge conserve as suas características distintas ao longo dos anos."

Já sem sombra de dúvida, decidi enviar um e-mail à Editora Civilização (responsável pela tradução e comercialização do livro em Portugal) a reportar o erro grosseiro identificado na publicação e... o e-mail veio devolvido:

"geral@civilizacaoeditora.pt (geral@civilizacaoeditora.pt)
Não foi possível entregar a sua mensagem. O Sistema de Nomes de Domínio (DNS) comunicou que o domínio do destinatário não existe."

Após nova pesquisa online, verifiquei que a Editora Civilização se encontra em processo de insolvência... redigi novo e-mail (agora, em inglês) e enviei à Editora DK (responsável pela produção do livro)... aguardo resposta...  

Alguém conhece este livro?!... detectaram alguma outra imprecisão?!...

 

05
Set19

Sobre as despedidas...


"O mundo tinha aquele cheiro da terra depois de chover e também o terrível cheiro das despedidas. Não gosto de despedidas porque elas têm esse cheiro de amizades que se transformam em recordações molhadas com bué de lágrimas. Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim como se fossem fantasmas mujimbeiros que dizem segredos do futuro que eu nunca pedi a ninguém para vir soprar no meu ouvido de criança."

"Nas despedidas acontece isso: a ternura toca a alegria, a alegria traz uma saudade quase triste, a saudade semeia lágrimas, e nós, crianças, não sabemos arrumar essas coisas dentro do nosso coração."

Ondjaki, in Os da minha rua

 

Muito Obrigada por tudo o que me proporcionaram ao longo dos últimos meses... vou ter muitas saudades vossas, Meus Queridos Livros... mas vou de coração cheio, grata por cada momento vivido, por cada emoção despertada...

À Mónica... Muito Obrigada pela confiança, pelo carinho, pelas conversas, pelos sorrisos e gargalhadas partilhadas, por ser a Pessoa Maravilhosa que é... até já!

 

RA_UD.JPGRia de Alvor

 

03
Set19

Os Blumthal...


 

Hoje decidi partilhar convosco o último livro que li e que me deixou de "coração apertado"... confesso que, a cada página que lia, pensava em desistir (e eu não sou pessoa de abandonar o que quer que seja), tal era a dificuldade em "digerir" as atrocidades descritas...

Os Blumthal é um livro, da autoria do jornalista (e escritor) José Milhazes, que relata a história dos avós da sua esposa, que vivenciaram os horrores da ditadura (soviética e alemã)...

O que, de facto, mais me angustiou foi ter a consciência de que, historicamente falando, tudo isto aconteceu "ontem" e, tendo em conta, os acontecimentos mais recentes, em que o extremismo ganha força e a intolerância se acentua, nada nos garante que não se volte a repetir... parece que há lições difíceis de aprender...

  

27
Ago19

A Morte é um dia que vale a pena viver...


Apesar de, a morte, continuar a ser um assunto tabu e constituir o maior medo de grande parte das pessoas, na verdade, a grande questão subjacente à morte reside na Vida, mais concretamente, na forma como vivemos...

No livro A morte é um dia que vale a pena viver, a autora (médica paliativista) partilha experiências pessoais e profissionais e "incentiva as pessoas a cultivarem relações saudáveis, a cuidarem de si próprios com a mesma dedicação com que cuidam dos amigos e familiares, sem deixarem de fazer aquilo que têm vontade e as torna felizes."

 

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Considero que se trata de um livro muito interessante, que promove uma reflexão sobre a forma como vivemos, o modo como gerimos o nosso tempo e alinhamos as nossas prioridades...

O livro aborda vários conceitos relacionados com os Cuidados Paliativos: os cuidadores, os arrependimentos, o tempo, o sofrimento Humano, o medo da morte, a morte, o luto... mas, também, foca aspectos muito importantes, que determinam a forma de cuidar, nomeadamente, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a promoção da Felicidade e a expressão dos sentimentos e emoções...

No fundo, a autora pretende desmistificar a morte e o processo de morrer e colocar o foco na Vida e na forma de Viver...

 

21
Mai19

O livro de uma Vida...


Bom dia Pessoas Lindas e Maravilhosas!

Hoje... partilho, convosco, um livro muito especial, para mim...

O Profeta, de Khalil Gibran (um dos meus autores favoritos).

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O Profeta_Khalil Gibran 

Este livro foi-me oferecido, por uma das pessoas mais importantes da minha Vida, no dia em que completei 24 anos (já me acompanha há, quase, 19)...

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Uma dedicatória muito especial...

Há pessoas que, só pelo "simples" facto de existirem, tornam a nossa Vida Muito Melhor... esta, é uma dessas pessoas!

Sou Muito Grata por tê-la na minha Vida...

Sejam Felizes!!!... espalhem (o vosso) AMOR pelo Mundo!

 

23
Abr19

Dia Mundial do Livro


O Dia Mundial do Livro foi instituído, pela UNESCO, em 1996. O dia escolhido, 23 de Abril, assinala uma data emblemática para a literatura, já que, segundo reza a História, neste dia, faleceram vários escritores, mundialmente aclamados, como Cervantes e Shakespeare.

 

A ideia da comemoração teve a sua génese numa tradição Catalã: a 23 de Abril, dia de Sant Jordi (São Jorge), é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma prática adoptada em vários países do mundo.

 

Todos os anos, a UNESCO elege uma cidade como “Capital Mundial do Livro”. Em 2019, foi escolhida Sharjah (Emirados Árabes Unidos), como reconhecimento pelo seu programa: “Leia, você está em Sharjah”,  direccionado para os grupos marginalizados, oferecendo propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

 

Para mim, os livros são jóias raras, bens (muito) preciosos… verdadeiros tesouros! Permitem-me sonhar, “viajar”… correr o mundo sem sair do lugar! São fonte de conhecimento inesgotável, contribuem para o meu bem-estar e influenciam o meu estado de alma.

 

Existem livros dos mais variados formatos e texturas… têm cheiro, alma e vida própria. Despertam paixões, levam-nos a viver aventuras emocionantes. Existem livros para todos os gostos, em papel tradicional ou em versão digital, versando os mais diversos assuntos, em prosa ou poesia, com ou sem imagens. O difícil é escolher perante tamanha diversidade.

 

Infelizmente, em Portugal, os livros são, em regra, objectos “caros” e, em tempos de crise, inacessíveis a muitas bolsas. Talvez este seja, também, um dos factores que contribui para o elevado grau de iliteracia verificado em Portugal.

 

As bibliotecas desempenham um papel fundamental na divulgação do livro e na promoção da leitura, mas é essencial que sejam proactivas, “vivas”, que não se limitem a armazenar e a expor os livros, devem empreender acções dinâmicas de “aproximação à comunidade”, tendo como principal público-alvo as crianças, incutindo-lhes o gosto e o entusiasmo pela leitura, como uma forma divertida de interagir e brincar, ensinando-as a compreender o que está escrito nos livros e a reflectir sobre o que lêem, de forma a construir a sua visão pessoal sobre a temática abordada. Muitas crianças e jovens não gostam de ler porque, grande parte das vezes, não compreendem e não são capazes de interpretar o que lêem.

 

O investimento nas crianças é fundamental, porque elas são excelentes vectores de transmissão de informação no seio das suas famílias e comunidades escolares e constituem o substrato da “nova” sociedade, são os adultos do futuro.

 

As escolas e os professores, em particular, assumem uma importância fulcral em todo o processo de aprendizagem e promoção da leitura, tendo em conta que exercem uma grande influência sobre crianças e jovens, funcionando como “modelos”, ajudando a construir a sua própria identidade enquanto cidadãos, dotando-os de capacidade reflexiva, essencial para a formação da “massa crítica” que Portugal tanto precisa.

 

Este dia também nos deverá levar a reflectir sobre a evolução dos livros, a médio e longo prazo, fruto das novas tecnologias. Os livros digitais oferecem novas oportunidades de acesso ao conhecimento, a um preço reduzido e “à distância de um clique”, mas, os livros tradicionais continuam a ter as suas “virtudes”: são seguros contra a falsificação, facilmente transportáveis e sem necessidade de equipamentos adicionais para a sua leitura.

 

Os livros são um bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e do progresso económico, são os nossos melhores aliados na disseminação da educação, da ciência, da cultura e da informação. A variedade de livros e o conteúdo editorial constituem fontes de “enriquecimento” que devem ser apoiadas através de políticas públicas. Essa “bibliodiversidade” representa a riqueza comum, que faz dos livros muito mais do que meros objectos físicos, convertendo-os na mais bela invenção para partilhar ideias, ultrapassando as fronteiras do espaço e do tempo.

 

Boas leituras!