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Liberdade aos 42

... a vida depois da enfermagem...

Liberdade aos 42

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07
Jun19

Estratégias para combater o stress...


Primeiro Passo: Identifique o seu problema

É crucial começar por reconhecer os factores de stress a que está sujeito, o que, muitas vezes, se revela uma tarefa difícil.

Com alguma frequência, sentimos que há algo de errado na nossa vida, mas temos dificuldade em identificar, concretamente, o que é.

Podemos sentir-nos insatisfeitos e desmotivados no emprego ou descontentes com a forma como vivemos.

No entanto, raramente reflectimos sobre as situações que nos causam mal-estar e tentamos perceber as suas causas.

Por isso, a primeira coisa a fazer é pegar numa folha de papel e escrever as seguintes questões:

  • Qual é o problema?
  • Onde surge?
  • Porquê?
  • Quando?

Se as respostas a estas perguntas não revelarem uma razão concreta para a sua ansiedade, opte por escrever um diário, durante cerca de 15 dias, onde regista os seus pensamentos e sensações ou, simplesmente, o que está a fazer ou a pensar sempre que se sente tenso ou ansioso. Isto dar-lhe-á uma visão mais clara e objectiva dos seus problemas.

Aprenda a reconhecer os sinais de stress:

  • Reflexos nervosos (ranger os dentes; sensação contínua de ter um “nó” na garganta; cãibras; tiques; roer as unhas; tamborilar com os dedos; cerrar os punhos, tocar no rosto; encolher os ombros; puxar os cabelos; cerrar o queixo)
  • Sinais físicos (dor de cabeça; tensão muscular; palpitações e taquicardia; palidez e alterações da pele; problemas respiratórios; problemas sexuais – disfunção eréctil, perda de libido; transtornos do aparelho digestivo – diarreia, prisão de ventre, sensação de “comichão” no estômago; náuseas; indigestão; falta de concentração; mãos ou pés frios; transpiração excessiva)
  • Mudanças de humor (sentimento de solidão ou isolamento; sensação de catástrofe iminente; incapacidade de esquecer os problemas; sentimento de “aborrecimento”; nervosismo; ansiedade; irritabilidade; mau humor; perda de interesse pela vida quotidiana – passatempos, família, trabalho; sentimento de medo e apreensão; temor contínuo sem causa objectiva)
  •  Modificações do comportamento (alteração dos hábitos alimentares; fumar ou beber em maior quantidade; sensação de fadiga extrema; ser brusco, rude ou sarcástico, ou seja, ter reacções excessivas; chorar sem motivo aparente; preocupação contínua com acontecimentos trágicos; adiar as “coisas” – preocupação, excessiva e irracional, com a probabilidade de tomar uma decisão errada, o que faz com que deixe as tarefas ou assuntos por concluir)

 

Segundo Passo: Enfrente os problemas

  • Aprenda a gerir o tempo;
  • Tente resolver (apenas) um problema de cada vez;
  • Seja realista – não desperdice a sua energia e/ou o seu tempo com sonhos inatingíveis;
  • Ordene as suas opções;
  • Seja perseverante – aceite as derrotas e continue;
  • Mantenha o equilíbrio.

 

Terceiro passo: Reforce as suas defesas

Existem algumas terapias, técnicas e estratégias (exercício físico, acupunctura, fitoterapia, cromoterapia, aromaterapia, psicoterapia, ioga, meditação, reflexologia, massagem, musicoterapia, etc.) a que poderá recorrer para fortalecer as suas defesas contra o stress.

Se aprender a controlar o stress, poderá manter-se no topo das suas capacidades físicas e mentais. Dessa forma, estará a tomar nas suas mãos as rédeas da sua vida.

 

06
Jun19

Factores geradores de stress...


A sensação (real ou potencial) de incapacidade para responder, adequadamente, às exigências do quotidiano gera-nos stress.

Existem, contudo, acontecimentos marcantes que constituem fontes de stress, evidentes, como: o desemprego, a perda de um familiar, o divórcio, uma doença grave ou a mudança de residência.

Outros, aparentemente, menos problemáticos, também podem causar grande perturbação.

Os especialistas identificam, nomeadamente, a denominada “fobia social”. Quem sofre desta patologia manifesta uma ansiedade intensa e debilitante de cada vez que tem de se expor publicamente. Existem relatos de casos extremos, em que a pessoa se revela incapaz de passar um cheque ou de comer em locais públicos.

As próprias férias, cuja finalidade é descansar e esquecer os problemas diários, podem converter-se num factor desencadeante de stress. Especialmente quando, após uma viagem longa e cansativa, se constata que a realidade está muito aquém das promessas do folheto publicitário e do preço pago.

A “bagagem emocional” que transportamos quando vamos de férias também poderá contribuir para aumentar o stress. Um exemplo concreto reside no facto de, algumas pessoas, se sentirem obrigadas a relaxar a todo o custo, apesar de se tratar de algo que não se deve fazer por obrigação.

Sumariamente, podemos enumerar seis tipos de situações que fazem disparar o stress:

  • Actividades difíceis de conciliar (uma mulher que tem de aliar as exigências do emprego às responsabilidades familiares);
  • Conflitos internos (imagine que trabalha para uma empresa que, na sua opinião, se orienta por critérios de ética duvidosa ou que tem de agir de uma forma que vai contra os seus princípios);
  • Acontecimentos excepcionais (mudar de emprego ou de local de residência pode gerar ansiedade e incerteza face ao futuro);
  • Acontecimentos imprevisíveis (resultado de exames médicos ou mudanças drásticas na sua empresa);
  • Perda importante (desemprego, divórcio, morte de alguém próximo);
  • Frustração (não obter uma promoção muito ansiada e merecida ou ser obrigado a faltar a um compromisso importante por causa do trânsito).

As seis situações supracitadas apresentam uma característica importante em comum: não as controlamos.

Efectivamente, a sensação de controlo, perante as diversas situações, constitui uma arma poderosíssima na luta contra o stress. Parece representar, inclusive, a principal diferença entre as pessoas que tentam enfrentar os seus problemas e as que se sentem desamparadas.

As pessoas que sentem ter mais controlo das situações (controlo interno), tendem a encarar os desafios com optimismo, mobilizando os seus recursos de forma mais eficiente. As que pensam que não controlam as circunstâncias e que, pelo contrário, dependem de factores externos, estão sujeitas a um stress mais grave, com efeitos negativos na saúde, a longo prazo.

A rotina, o tédio, a desmotivação e o trabalho mal remunerado podem causar stress crónico.

Numa empresa, os indivíduos, tendencialmente, mais expostos ao stress são os que trabalham mais horas, os que auferem baixos salários e os que têm menos controlo sobre as tarefas que desempenham.

Produzir cada vez mais, em menos tempo, é outro factor de stress. A conjuntura económica actual (e a falta de escrúpulos de muitos patrões) faz com que se exija cada vez mais aos trabalhadores, explorando o receio que estes têm de ser despedidos.

 

05
Jun19

Stress: amigo ou inimigo?!...


O stress é uma realidade incontornável da vida moderna. Afecta, indiscriminadamente, qualquer cidadão, independentemente do género, idade ou condição social. Homens e mulheres, novos e velhos, ricos e pobres: ninguém está imune ao stress. Sob a sua influência, quase todos nos deixamos subjugar pela irritabilidade e tensão nervosa. Em alguns de nós, os seus efeitos podem ocasionar perturbações graves.

O stress pode desencadear ou precipitar, directa ou indirectamente, a manifestação e/ou progressão de algumas patologias somáticas, como asma, enxaquecas, úlceras gástricas, problemas sexuais, perturbações do sono, doenças cardiovasculares e, até, alguns tipos de cancro. Mas também agride a mente, contribuindo para o desenvolvimento de alguns transtornos do foro psicológico, como ansiedade, ataques de pânico, depressão, entre outros. Mesmo nos casos em que não provoca uma doença concreta, o stress continuado gera mal-estar.

O stress constitui uma importante causa de absentismo laboral e procura de cuidados médicos, sendo responsável por milhões de prescrições, a nível mundial, de antidepressivos, ansiolíticos e comprimidos para dormir, que, na maioria das vezes, não resolvem o problema porque, apenas, actuam sobre a sintomatologia, “ignorando” a causa. Podem ajudar a não desanimar perante as dificuldades, mas nunca (ou, muito raramente) conduzem à verdadeira cura. Perante tal facto, evidencia-se a importância da psicoterapia. Existem muitos outros tratamentos, ditos complementares/alternativos, de onde se destacam a acupunctura ou a fitoterapia, que reforçam as defesas do organismo. Uns revelam-se fiáveis, outros não. Alguns carecem, ainda, de evidência científica. A luta contra o stress torna-se, por isso, um negócio de milhares de milhões de euros.

Quando somos sujeitos a exigências que excedem a nossa capacidade, em termos de energia, tempo ou recursos, é natural que atinjamos um estado mais intenso de stress. Nestas situações, é aconselhável fazer uma pausa e descansar, ao invés de pôr à prova os nossos limites e tentar fazer muitas coisas em simultâneo.

Existem muitas pessoas que, erradamente, apesar do desgaste que o esforço excessivo provoca nas suas reservas físicas e mentais, continuam a exigir cada vez mais de si próprias.

A certa altura, os alertas do organismo tornam-se frequentes. É provável que comecem a ter dificuldades em adormecer, que se sintam um pouco deprimidas ou ansiosas, além de apresentarem outros sintomas físicos como palpitações, problemas digestivos ou dores de cabeça.

Inevitavelmente, a sua capacidade de concentração diminui, tal como a produtividade. Para tentar compensar o fraco desempenho, é provável que trabalhem ainda mais, entrando num “círculo vicioso”.

O stress continuado poderá causar perturbações da ansiedade, como, por exemplo, a agorafobia (medo irracional de “perda de controlo” em espaços abertos/locais públicos), ataques de pânico ou depressão.

No entanto, o stress não merece, contudo, ter uma imagem tão negativa, já que se trata de um dos “motores” da vida. Sem ele, não nos apeteceria sair da cama diariamente, não teríamos, seguramente, aquele sentimento de satisfação quando ultrapassamos, com êxito, as dificuldades e os problemas do quotidiano. O stress pode ser, inclusive, uma importante fonte de prazer, como qualquer desportista é capaz de confirmar.

Genericamente, podemos definir o stress como a situação de alerta, física e mental, que nos prepara para satisfazer uma necessidade ou superar uma dificuldade. Quando a tensão aumenta, os níveis de atenção e de concentração também crescem e, como consequência, o desempenho melhora, ou seja, o stress permite-nos enfrentar e vencer os desafios, utilizando o máximo das nossas capacidades.

Portanto, algum stress não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, já que a sua ausência produz tédio e apatia e diminui a concentração. No entanto, até mesmo as coisas boas devem ser evitadas, quando em excesso. A regra de ouro é a moderação. A sobre-excitação prolongada ou muito intensa tem, como consequência inevitável, o declínio do desempenho.