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Liberdade aos 42

Liberdade aos 42

06
Jan22

Sobre o Bolo-Rei...


Bolo-rei-CHML-22.jpg

 

Por detrás do bolo-rei está toda uma simbologia com 2000 anos de existência. De uma forma muito resumida, pode dizer-se que esta doce iguaria representa os presentes que os três Reis Magos deram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. Assim, a côdea simboliza o ouro; as frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra; e o aroma do bolo assinala o incenso.

Ainda na base do imaginário, também a fava tem a sua "explicação". Reza a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a brindar o Menino. Com vista a acabar com aquela discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no seu interior uma fava. O Rei Mago a quem calhasse a fatia de bolo contendo a fava seria o primeiro a entregar o presente. O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi Gaspar, Baltazar ou Belchior o feliz contemplado.

Historicamente falando, a versão é bem diferente. Os romanos usavam as favas para a prática inserida nos banquetes das Saturnais, durante os quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também designado Rei da Fava. Este costume terá tido origem num jogo de crianças muito frequente durante aquelas celebrações e que consistia em escolher entre si um rei, tirando-o à sorte com as favas.

Este inocente jogo acabou por ser adaptado pelos adultos, que passaram a fazer uso das favas para votar nas assembleias. Dado aquele jogo infantil ser característico do mês de Dezembro, a Igreja Católica decidiu relacioná-lo com a Natividade e, depois, também com a Epifania (os dias entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro). Esta última data acabou por ser designada pela Igreja como Dia de Reis, altura em que algumas famílias, nomeadamente em Espanha, procuram manter a tradição, não só comendo o bolo-rei como aproveitando a ocasião para distribuir os presentes pelas crianças.

Para além desta, havia uma outra tradição, da qual poucos terão conhecimento, que afirmava que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e os Reis, festa que muito cedo começou a ser celebrada na corte dos reis de França. O bolo-rei terá, aliás, surgido neste país, no tempo de Luís XIV, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Com a Revolução Francesa, em 1789, a iguaria foi proibida, mas, como bom negócio que era, os pasteleiros continuaram a confeccioná-lo sob o nome de gâteau des san-cullottes.

Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal.

A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.

Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.

 

https://www.dn.pt/arquivo/2005/a-simbologia-a-lenda-e-a-real-historia-que-envolvem-o-bolo-rei-633068.html

https://www.mundoportugues.pt/2019/12/27/como-surgiu-a-tradicao-do-bolo-rei-em-portugal/

https://jornaldemafra.pt/2019/01/06/a-origem-do-bolo-rei/

https://ncultura.pt/a-historia-e-receita-caseira-do-bolo-rei/

https://www.tavi.pt/blog/ideias-gulosas/a-doce-tradicao-do-bolo-rei

https://www.teleculinaria.pt/receitas/doces-e-sobremesas/receita-de-bolo-rei/

 

31
Mai19

Cumprir a tradição... com dificuldade e imaginação...


Bom dia, Pessoas Lindas e Maravilhosas!

Ontem foi quinta-feira da Ascenção, ou seja, o Dia da Espiga... e eu, confiante, parti para o campo (ao fim da tarde, porque o calor abrasador não deu tréguas, durante todo o dia) para colher o meu raminho...

O que, à partida, (me) parecia uma tarefa fácil de cumprir... rapidamente se transformou numa verdadeira odisseia em pleno deserto!!! (sim!!!... leram bem!!!... o Meu Algarve só tem pasto seco...)

Ora bem... é suposto o raminho da espiga conter:

  • Espiga de trigo, que simboliza o pão (como já ninguém semeia trigo... ou, sequer, cevada por estas bandas... tive de recorrer à imaginação e substituí-la por, "uma espécie de espiga" selvagem!)
  • Malmequer, que simboliza a fortuna (depois de muito procurar... lá encontrei!)
  • Papoila, que simboliza o AMOR (muito, muito, muito difícil de encontrar... por fim, descobri 3 papoilas resistentes ao calor abrasador!)
  • Ramo de oliveira, que simboliza a Paz (felizmente, muito fácil de encontrar!)
  • Ramo de videira, que simboliza a Alegria (felizmente, muito fácil de encontrar!)
  • Alecrim, que simboliza a Saúde (felizmente, muito fácil de encontrar... temos no jardim!)

Depois de algum tempo de busca exaustiva, alguns obstáculos ultrapassados e (muita) criatividade à mistura... apresento-vos o meu humilde raminho da espiga!

espiga.JPGRamo da Espiga

Dia Feliz!

 

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